Mostrando postagens com marcador salvador. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador salvador. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Salvador vai de bike mesmo?

Foto editada. Cedida pelo autor
Graduando em Educação Física pela Faculdade Social da Bahia, o acadêmico e professor Sandro Nascimento (foto), um experiente bicicleteiro com mais de 20 anos de pedaladas por trilhas, ruas e avenidas desta cidade onde "todo mundo é de Oxum" socializa, para os leitores e leitoras deste blog, principalmente para quem vem exercendo a arte do "bicicletar", um texto problematizando o Programa "Salvador Vai de Bke", desenvolvido pela administração do prefeito ACM Neto (DEM) e que vem sendo posto em prática desde 22 de setembro de 2013, com o objetivo de incentivar o uso da "magrela" na cidade esperando, com isso, melhorar a tão falada mobilidade urbana.

Vamos ao texto que está transcrito logo abaixo. Aproveito para agradecer ao acadêmico e professor Sandro Nascimento pela gentileza de atender ao nosso pedido.

Como todos os ciclistas da cidade de Salvador o projeto Vá de Bike nos traz uma certa esperança na melhoria das nossas ciclovias e criação de novas, mas a verdade não é bem essa. Sou ciclista de trilha desde 1992 e de lá para cá já vivenciei muitas situações que me faziam repensar sobre a utilização da bicicleta como meio de transporte na cidade de Salvador.

Uso a bicicleta como meio de prática esportiva e meio de transporte e com a experiência que tenho vejo que o projeto "Salvador vá de bike" apresenta pontos positivos e outros negativos. A partir de uma observação diária e o estudo dos projetos que se referem à mobilidade urbana, venho mostrar uma visão acerca do tema, com um ponto de vista mais técnico e direto sobre essa nova proposta de mobilidade urbana para a cidade de Salvador.

A cidade apresenta um contexto geográfico que particularmente não atrai muitas pessoas a usarem a bicicleta como meio de transporte. O relevo que a cidade apresenta, com muitas ladeiras e avenidas de vale, torna os deslocamentos maiores do que 10 Km desinteressantes no uso da bicicleta como meio de transporte. Mas para muitos esta distância é pequena e fácil de fazer sendo muitas vezes mais rápido que os transportes coletivos. Eu mesmo dou aula em um prédio no Bairro da Barra que fica à exatos 8.5 Km de minha casa, no fim de linha de Brotas. O ônibus que faz o mesmo percurso leva 40 minutos, enquanto eu, de bicicleta, percorro o trajeto em 20 minutos.

Imagem retirada do site Salvador Vai de Bike
Outro ponto que venho destacar é que muitas empresas não estão preparadas para este novo modal de mobilidade, pois não tem banheiros com chuveiro ou mesmo estacionamento apropriado para guardar as bicicletas. A violência urbana como assaltos, trânsito e motoristas que por muitas vezes não respeitam o ciclista são outros elementos que desencorajam outras pessoas a experimentarem este tipo de transporte.

Como todos sabemos a Copa do Mundo de Futebol no Brasil trouxe uma exigência da FIFA quanto a mobilidade urbana e seus modais e integração entre estes, mas estamos presenciando uma adaptação do que foi acordado com a FIFA e governo. Vemos aeroportos que não estão prontos para o eventos, estradas que não foram ampliadas e o sistema de transporte coletivo defasado, sobrecarregado, gerando transtornos para a população em geral. Vale destacar também que o governo federal deu isenção de ICMS para a venda de veículos aumentando ainda mais as frotas de carros nos grandes centros urbanos.

Em contra partida o governo federal juntos aos governos estaduais e prefeituras vem fazendo parcerias no que se refere a mobilidade urbana com o uso da bicicleta, mas estas propostas atendem realmente as necessidades das nossas cidades e sua população? Compreendo que não atendem e estão muito longe de atender de forma satisfatória as pessoas que preferem usar a bicicleta como meio de transporte. A nossa cidade é um exemplo disso pois o projeto que foi apresentado às entidades que representam os ciclistas de Salvador foi totalmente modificado ou boa parte não vai ser realizado.

No projeto foi orçado uma malha cicloviária de 217 km, considerável e de grande relevância para o desenvolvimento sustentável da nossa cidade, mas o que vemos é uma propaganda política que visa atender os acordos pré estabelecidos. O grande problema é que o projeto apresenta um orçamento que fica muito abaixo do que vai ser realmente gasto para se fazer da maneira correta, além disso não temos mais tanto espaço para a implantação das ciclovias restando assim criar ciclo-faixas que por muitas vezes só estão disponíveis aos domingos, servindo apenas para o lazer e não propriamente para a mobilidade. 

Hoje o projeto vá de bike tem um caráter mais de lazer e turístico do que propriamente de mobilidade urbana ou transporte intermodal. As estações na sua maioria estão em pontos turísticos ou do ponto de vista de mobilidade não tem grande impacto no sistema de transporte de massa. Tais estações estão localizadas na orla, campo grande, e em alguns bairros que ainda não têm as ciclo–faixas e que tem trajetos relativamente curtos, exemplo do fim de linha do bairro de brotas até a estação próxima ao STEPS: menos de 4 km uma da outra.

Foto cedida pelo próprio autor
Estas estações em alguns casos visam atender meramente aos acordos comercias entre a prefeitura e banco que mantém tais estações e bicicletas. Mas também temos algumas que estão sendo utilizadas como deve ser; mobilidade urbana e intermodal entre carro – bicicleta, ônibus – bicicleta. Mas ainda temos muitos outros pontos da cidade que precisam deste tipo de intermodal.

Destaco também que nos últimos anos tenho visto uma mudança no comportamento dos motoristas e também dos ciclistas. Há um respeito muito maior do motorista com relação ao ciclista, mas vale lembrar que falo dos ciclistas que usam as vias de forma correta e segura, estes são mais respeitados que àqueles que não andam de forma segura e sem equipamentos de segurança. Hoje é crescente o numero de pessoas que usam a bicicleta como meio de lazer, transporte ou trabalho, todos necessitam de um espaço adequado e segurança para fazerem seus trajetos. 

Contamos com uma malha cicloviária de 20 Km na orla de Salvador, começando no bairro da Amaralina um pouco antes do largo das baianas até a sereia de Itapuã. E outra que fica no canteiro central da avenida paralela, que vai da frente das voluntárias sociais até à frente do estádio de pituaçú. Esta ultima não serve para mobilidade urbana.

Essas ciclovias que temos hoje não atendem de forma satisfatória a população, pois é estreita e com muitos pontos que geram insegurança nos usuários, como o trecho que fica na pituba, no antigo clube português. São obras mal projetadas que mostram pouco interesse em fomentar o uso da bicicleta como meio de transporte ou lazer na cidade de Salvador. Então vemos uma propaganda do governo municipal incentivando o uso da bicicleta como meio de transporte e a boa convivência entre os motoristas e ciclistas, mas, essa campanha é eficaz?

Temos que ampliar esta nova cultura nas escolas e centros sociais, nos Detrans, nas auto-escolas e mídia em geral.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A Bahia orfã

Em dezembro último, um grande portal de notícias veiculou uma matéria que para nós baianos não é nenhuma novidade. Dizia que a cidade de Salvador com a implosão da Fonte Nova ficou órfã de ginásio, piscina e pista de atletismo.

Acrescento que ficou também com menos "educação", já que nas dependências do estádio também funcionava o Colégio Estadual da Fonte Nova.

Acrescento também que a orfandade em relação às diferentes modalidades esportivas não é uma situação específica de Salvador. Todo o estado sofre com este fenômeno.

Nos 460 quilômetros que separam a capital baiana da cidade de Itabuna, por exemplo, constatamos alguns campos de futebol estragados onde crianças, jovens e adultos praticam o seu "babinha" em condições para lá de precárias.

Torneios existem e podem ser observados nos finais de semana, principalmente nos domingos, graças as iniciativas e protagonismos dos seus moradores e da circunvizinhança, já que o poder público passa ao largo quando o assunto é democratização do esporte.

A mesma Bahia que se orgulha de ter entregue a primeira "arena" para a Copa do Mundo de 2014 que se ergueu das cinzas do antigo estádio, totalmente implodido (portanto uma "arena" construída do zero), é aquela que se arrasta desde 2010, para construir espaços públicos que permitam a prática de esportes para a população nas suas mais diferentes faixas etárias.

A Bahia está orfã. Não apenas Salvador. E sua orfandade não se resume às estruturas esportivas, mas a própria política pública de esporte e lazer.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Ponte e metrô


Mais uma promessa não cumprida. Já deveríamos está acostumados tendo em vista a experiência do metrô, entre outras. Mas não estamos.

Enquanto isso os governantes deste país, nas suas distintas esferas de poder, parecem gostar de brincar com os prazos (a manchete acima é de dezembro de 2009) e a nossa paciência. Brincadeira muito cara, diga-se de passagem, pois as mesmas são feitas as custas do dinheiro público.

domingo, 7 de abril de 2013

Jogo da paz?

Acabo de ser informado de que no Hospital Geral do Estado (HGE), aqui em Salvador, o setor de sutura está simplesmente lotado. Torcedores e mais torcedores, do Bahia e do Vitória - este em maior número - chegam ensanguentados, feridos em vários lugares. Há relato de que uma mulher foi morta tendo o pescoço cortado.

Segundo a informante, parece que estamos tendo uma guerra lá fora.

sábado, 6 de abril de 2013

Contradição aparente

Amanhã, sete de abril, ocorrerá, principalmente nas cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014, em parceria com o Ministério da Saúde, a comemoração do Dia Mundial da Saúde. O evento aqui em Salvador tem o apoio também das secretarias de saúde do estado e do município, que serão representadas pelo secretário do Estado, Jorge Solla e do Agita Bahia, sob a presidência do senhor Cristiano Pitanga.

Segundo a página oficial da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, o objetivo do evento é "fortalecer a mensagem da promoção da saúde, através da adoção da prática de atividades físicas e alimentação saudável".

Ainda no mesmo diapasão, há um alerta sobre a importância de somar, à estas práticas, o "não uso do tabaco e do álcool", potencializando, ao indivíduo, a proteção das "doenças crônicas não transmissíveis" e, deste modo, prevenindo a "hipertensão arterial, diabetes e outras patologias". Em suma: atividade física somada a uma alimentação saudável é uma excelente receita para os males da sociedade moderna.

Considero a intenção belíssima. E não tenho dúvida alguma sobre o sucesso do evento e da importância da prática da atividade física, muito embora tenha minhas dúvidas sobre este debate descolado de ações mais concretas sobre a relação causal entre esta e a aquisição da saúde e, também, sobre as ações contraditórias entre o governo que promove e incentiva o evento e suas ações práticas.

Por exemplo. Já que o não uso do tabaco e do álcool é um elemento fundamental para a proteção do indivíduo em relação a aquisição de patologias, por que então este mesmo governo aceita mudar o nome da Arena Fonte Nova para ITAIPAVA ARENA FONTE NOVA? Não é a Itaipava uma fábrica de cerveja? A cerveja não contém álcool?

Para não falarem que sou "do contra", quero registrar aqui que esta contradição é apenas aparente. Faz parte das lutas que interessam às classes e frações de classes que compõem o bloco histórico essa dinâmica contraditória em relação aos fenômenos sociais, entre eles a atividade física, a saúde e as ações do Estado.

Então, o que fazer? Sugestão para também não falarem que fico apenas no lugar confortável da crítica sem propor alternativas: que tal, na caminhada, ao invés desta se resumir a um "ato de repúdio ao sedentarismo e de incentivo a vida ativa e feliz", os participantes levantarem faixas e cartazes contra esta opção do Governo?

Fica a minha sugestão, irrealizável, obviamente - pois quem paga a banda escolhe a música - do combate a esta contradição aparente.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

ACM Neto e suas intenções


Simbolicamente muito importante o ato do prefeito eleito ACM Neto na sua última reunião, antes da posse oficial no dia primeiro de janeiro de 2013, ao formalizar as promessas de campanha em um termo de compromisso assinado por todo o seu secretariado. Gostei também de saber que a chamada "faxina geral" (limpeza pública e iluminação) será iniciada a partir dos bairros periféricos. De certa forma, isso dá um tom popular (não confundir com populista, por favor) às suas primeiras ações de governo. Considero isso bom e a população de uma maneira geral pode participar através do telefone 156, solicitando serviços e também sugerindo ações.

São seis os pontos básicos que estruturam os compromissos assumidos pelos secretários: 1) foco nos interesses da população de Salvador; 2) valorização do servidor público; 3) agenda única para a cidade; 4) controle das ações via avaliações constantes; 5) transparência e 6) austeridade fiscal.

Segundo reportagem do Jornal A TARDE, deste sábado, no dia 3 de janeiro, 30 decretos administrativos serão publicados definindo "ações nas áreas de gestão, política de governo, finanças, ética e administração pública.

Como tenho acompanhado atentamente o discurso pós-eleição municipal através dos diferentes meios de comunicação, destaco o que considero um aspecto preocupante: a prevalência da linguagem empresarial e da administração moderna no tocante as ações políticas no geral. Os termos "gestão"; "parcerias privadas e empresariais"; "políticas de metas"; "acompanhamento de resultados" e "meritocracia" são os mais encontrados.

De qualquer forma, vamos acompanhar atentamente esses movimentos, verificando o desenrolas das intenções. Por enquanto, boas no plano do discurso, mas como trabalho com a noção de que o critério de verdade é a prática social, vamos observar como esse discurso se materializa no plano complexo e contraditório das lutas de classes e frações de classes.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Vida ativa.

Vida, louca vida. O jogo do bicho é proibido por lei. Trata-se de contravenção. Mas não precisamos de muito esforço para observar que as bancas "pululam", já mais do que informatizadas, pelas calçadas da Cidade do Salvador.

Existe uma forte campanha para diminuir acidentes no trânsito, que oneram o estado em milhões só no tratamento dos traumas causados pelos acidentes. Uma delas diz respeito a trafegar em baixa velocidade. Ao mesmo tempo, temos programas de automotores que ADORAM elencar a potência dos cavalos desta e daquela marca e como eles conseguem atingir a velocidade de 250 Km por hora em poucos segundos. Carro de fórmula 1? Não, carro de passeio mesmo. Imagina.

E as chamadas bebidas isotônicas? Não existe nada que comprove cientificamente os seus benefícios, ao contrário. Quanto mais estudos são realizados, e falo de estudos sérios, comprova-se que melhor mesmo para repor a "energia" é a simples e boa água. Mas sobram fabricantes para enfatizar suas virtudes e alimentar os vícios dos ávidos consumidores da "vida ativa", seja lá o que isso signifique.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Nova Fonte Nova

No que antes era piscina, resta o seco do cimento
No que antes era uma escola pública, resta colunas e concretos
No que antes era Balbininho, nem ninho, nem passarinho
No que antes era pista de atletismo, resta o resto e o cinismo

Nova Fonte Nova
Ergue-se sobre os mortos
Que o estado ignora
Templo do futebol? Apenas?
Não, serás também uma Arena


Arena de disputas vãs
Multiuso de clamores em uníssonos
No grito de gol
Efêmeras alegrias
Catarse das agonias

Nova Fonte Nova
Choramos a dor da ilusão
És o circo e a Romaria
Está faltando o pão



domingo, 26 de agosto de 2012

Digamos sim, à soberania Popular

Eles disseram SIM a João Henrique. Eles e todos os que votaram no atual prefeito. Qual é o problema? Nenhum, muito embora ambos queiram passar isso em suas propagandas. Uma manobra ideológica de causa e efeito. A "performance" do João Henrique (ou a falta dela) frente à prefeitura do Salvador não se deu exclusivamente em função deste ou daquele "SIM", mas de um conjunto de fatores complexos que tem relação com as lutas de classes e frações de classes que se expressam na dinâmica contraditória do poder institucionalizado. Pensar a política com mais densidade é tarefa difícil, mas necessária, para que não fiquemos com argumentos maniqueístas e moralistas do tipo este é bom, este é ruim. Política é correlação de forças e exige organização das massas. Nós precisamos lutar pela SOBERANIA POPULAR, historicamente negada. A palavra de ordem tem que ser "TODO PODER AO POVO"!!!

domingo, 6 de maio de 2012

CINFAABB - Banco do Brasil

No dia 21 de abril passado a cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, foi sede de um grande evento esportivo, a XVIII edição do Campeonato de Integração dos Funcionários Aposentados do Banco do Brasil (CINFAABB).

Entre atletas, ex-funcionários do BB, autoridades e familiares somaram-se quase 1.300 participantes. Várias foram as modalidades disputadas saudavelmente em todos os sentidos e onde o principal era a participação e congraçamento.

Truco, natação, dominó, futebol, sinuca entre outros, somados as apresentações culturais de tipos variados, deram o tom do evento que terminou com um grande churrasco no dia 28 de abril.

Abaixo temos os atletas/componentes do time de futebol de Aracaju, Sergipe, bi-campeão da modalidade, exibindo com orgulho o troféu da modalidade. Em seus peitos, a medalha reproduzida acima e ao lado, onde reina centralmente a ave Tuiuiú (Jabiru Mycteria).

Aproveito para fazer uma menção especial ao meu nobre irmão Everaldo Cardoso Filho (terceiro da direita para a esquerda da fila do fundo). Funcionário de carreira exemplar durante todo o tempo em que trabalhou no Banco do Brasil e que me fala com muito entusiasmo deste grupo que compõe o CINFAABB como um todo. Se antes, como funcionário, era um entusiasta do banco, hoje, como atleta, continua a defender suas representações, principalmente àquelas que dão o tom do convívio franco e fraterno.




Por fim, cabe mencionar que a seleção de futebol da AABB-Salvador, da Série A+60, ficou em terceiro lugar, recebendo a medalha de bronze. Abaixo imagem deste momento, tendo a frente o presidente Zaki Chagouri Ocke.



Parabéns para todos que participaram deste momento. O blog Esporte em Rede deseja vida longa para o CINFAABB e todos os seus participantes.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A grande família

Chega hoje em Salvador, para inspeção oficial em relação ao andamento das obras e outros penduricalhos relacionados ao maior evento esportivo do planeta, a Copa do Mundo de Futebol de Campo, três dos componentes da grande família: o senhor Gérôme Valcke, secretrário geral da Fifa; Aldo Rebelo, Ministro dos Esportes e Ronaldo, ex-fenômeno e atual dublê de cartola, membro do Conselho Administrativo do Comitê Organizador Local (COL), empossado recentemente pelo insuspeito senhor Ricardo Teixeira, que dispensa maiores apresentações.


Salvador será a segunda cidade, depois de Fortaleza, a receber a visita desses "senhores dos anéis", honraria também de todas as outras cidades-sede do mundial.


Figuras locais, travestidas de autoridade máxima em relação ao evento comandado centralmente pela FIFA (que pelas suas próprias leis cria um estado dentro do Estado) também participarão do périplo esportivo local. O pior prefeito do país, o senhor João Henrique, o governador de "todos os nós", o senhor Jacques Wagner  que, obviamente, terão aos seus lados diversos representantes do nosso organizado município e do nosso rico Estado, que expressam suas contradições nas cifras oficiais.


Dos 26 Estados da Federação, Salvador permanece com o pior indicador baiano em relação a educação. Na saúde, é o 23º. O 2º pior município em indicadores sociais fica na Bahia. Trata-se de Lamarão, localizado no semiárido, a 631 Km de Salvador. E o primeiro em violência também fica na Bahia, trata-se de Simões Filho, a pouco mais de 30 quilômetros de Salvador.


No conjunto desta contradição, dados do CEPAL e UNICEF de 2011 apresentam a sexta economia do mundo em 7º lugar no ranking de crianças e adolescentes que vivem abaixo da linha de pobreza. São 81 milhões em toda a América Latina, 45% do total em relação ao mundo, quase a metade. Destes, 38,8% estão no nosso Brasil varonil.


Mas a grande família trará mensagens de otimismo, esperança e auto-estima. Idealisticamente dirá que a Copa do Mundo é importante por agregar valor a vários elementos tangíveis e intangíveis que farão da Bahia e principalmente, do Brasil, redescoberto pela Europa como o país que tá dando certo em meio a uma crise do capital, um protagonista mais valoroso ainda no cenário mundializado.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Brasil sem Miséria X Copa do Mundo

O problema maior talvez seja não o que se faz com o argumento sobre o legado da Copa, este tão incerto quanto o amanhã. Mas, sobretudo, o que deixa de ser feito enquanto desenvolvimento econômico e social para o povo brasileiro. Se gasta muito por um evento de poucos dias nas cidades. Veja bem. A Copa tem um mês de duração, mas ela vai se esvaindo na medida em que vai avançando os jogos. Teremos estados da nação que farão três jogos e pronto. Um estádio no valor de bilhões de reais para sediar três jogos de um torneio mundial? O que este dinheiro todo daria para fazer independente de termos ou não a Copa do Mundo?

Na terça-feira última (27) o Congresso Nacional destinou R$ 980 milhões ao Plano Brasil sem Miséria, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Mas, analise comigo. Somente para a construção da Arena Fonte Nova, aqui em Salvador, Bahia, o valor inicial estimado é de R$ 591 milhões. A Arena Amazônia junto com a Arena Pantanal, estados sem tradição futebolística, juntas, somam R$ 855 milhões. Originalmente, pois sabemos que os orçamentos sempre se alteram para cima. Só o estádio do Corinthians, sozinho, vai levar a bagatela de R$ 1 bilhão. Somados, apenas estes estádios perfazem quase o triplo do destinado à principal bandeira do governo Dilma, a erradicação da miséria. Imagine se este projeto não fosse a “menina dos olhos” do governo?

Em 2009, para engabelar os trouxas, o senhor Ricardo Teixeira afirmou, por escrito, que esta seria a Copa da iniciativa privada. Que o Estado gastaria muito pouco. Pois bem, hoje sabemos, pela matéria que circulou na folha de São Paulo em fevereiro último, do jornalista Sérgio Rangel, que a Copa 2014 terá 98,5% de dinheiro público. Ao mesmo tempo, sabemos que 2/3 de todo o esgoto gerado no país não recebe tratamento adequado. Aliás, não recebe tratamento algum. É mole? E saneamento básico é um dos principais quesitos para avaliar o índice de desenvolvimento de um país. Seremos campeões em diarréia.

São por essas e outras que comecei o texto afirmando que o problema maior talvez seja não o que se faz com o argumento sobre o legado da Copa, mas, sobretudo, o que deixa de ser feito enquanto desenvolvimento econômico e social para o povo brasileiro quando se gastam bilhões de reais na construção de estádios de futebol. E ainda querem que acreditemos que tudo isso vai trazer prosperidade e desenvolvimento para a nação. Pois sim. A Europa combalida pela crise financeira já sediou vários megaeventos e até onde sei está mergulhada até o pescoço no pântano do capitalismo financeiro.

Agora imagine esta dinheirama toda vindo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), somados a pomposas isenções fiscais para construir, ampliar e equipar escolas. Promover cursos de capacitação para os trabalhadores em geral, aumento do salário dos professores. Aumento também da verba para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia em diferentes campos do conhecimento. Milhões ainda sobrariam para realizar outras ações que deixo para vocês pensarem.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cadê o legado?

Acordei hoje com a notícia de que a prefeitura da cidade do Salvador já iniciou estudos para conceder à iniciativa privada os serviços de operação e manutenção do Elevador Lacerda e do Plano Inclinado, símbolos históricos dos baianos e dos brasileiros e que percorre o mundo pelos cartões postais.

No estudo também se encontra a intenção de privatizar as estações de transbordo da cidade, incluindo, obviamente, a Estação da Lapa, a cereja do bolo destas.

O argumento para a privatização segue sendo o mesmo. Buscar garantir a qualidade dos serviços prestados para a população. Que lindo. Que pensamento nobre. Alguém aí contra a melhoria da qualidade dos serviços públicos? Óbvio que não. E como a prefeitura tá quebrada, passemos os serviços para o setor privado, que tudo resolve, sempre da melhor forma possível, para a satisfação geral da população.

Pois, sim. De minha parte, considero isso um absurdo e uma contradição com o que se vem "arrotando" com o tal legado da Copa do Mundo de 2014, pelos quatro cantos do país, onde Salvador será uma das sedes. Será que o governo não poderia incluir esses patrimônios públicos no tão falado legado da Copa? Por que não incluir suas revitalizações no planejamento voltado para a mobilidade urbana?

Há mais de um ano estamos ouvindo "mundos e fundos" de que com a Copa na Bahia o estado vai gerar isso, vai gerar aquilo e o que é melhor, terá o seu reconhecimento mundial, incrementando com isso o turismo e impactanto a receita dos municípios, principalmente de Salvador, o maior do estado, "blá, blá, blá, eu, eu, eu". Então, se tudo o que estão dizendo que vai acontecer, ocorrer mesmo, por que não tirar um pouco desta receita para criar um fundo de manutenção permanente destes e de outros patrimônios da cidade? Será que tudo tem que ser pago pelo povo que já paga tributos exorbitantes em tudo o que compra?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Saques 24 horas

Angeli, chargista brasileiro, conseguiu em uma das suas charges, como sempre, resumir o que significa hoje a relação dos governos, entre outros, com a república brasileira. A charge a qual me refiro pode ser vista clicando no link http://noticias.uol.com.br/humor/1101_album.jhtm#fotoNav=2 .Essa charge, que leva o nome do título desta postagem, me fez pensar nas políticas dos governos, chamadas de Políticas Públicas só por força semântica.

Agora Salvador vai abrigar a Copa das Confederações. Alguém foi consultado? Não, simplesmente eles, os senhores dos anéis, os donos do estado, compreendem que é importante e...PONTO! Saúde? Educação? Habitação? Saneamento? Segurança? Urbanização? Bobagem. É só colar tudo isso ao discurso da importância dos grandes eventos esportivos para o país, para o estado, divulgar este discurso em diferentes meios de comunicação para reverberar na consciência do povo que tomará o discursos como se fosse, ele, o próprio idealizador do mesmo e tá tudo resolvido.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Jogos indígenas: competição ou cooperação?

Termina hoje, em Coroa Vermelha, distrito da cidade de Santa Cruz Cabrália, distante 727 quilômetros de Salvador, Bahia, a décima primeira edição dos Jogos Indígenas. Este evento contou com a participação de diferentes etnias, entre elas a tuxá, caimbé, tupinambá, pataxó hã-hã~hãe entre outras, totalizando mais de mil índios distribuídos em 14 equipes que durante quatro dias, participaram de diferentes atividades esportivas.

O objetivo principal do evento é a integração entre os povos, suas culturas e congraçamento das etnias que somam-se em 15 no nosso Estado. Somente no extremo sul da Bahia há cerca de 25 mil índios da etnia pataxós. Em Coroa Vermelha, onde os jogos são realizados todos os anos, vivem 5 mil índios.

Os jogos são divididos em 12 modalidades: corrida rústica, arco e flecha, arremesso de takape, canoagem, entre outros, inclusive o futebol, são algumas das modalidades em disputa.

Sempre que ocorre este tipo de evento aparece, na mídia nativa, uma abordagem do mesmo completamente destituída de historicidade. É como se os índios, aculturados, procurassem imprimir uma repetição do modelo esportivo que conhecemos através dos Jogos Olímpicos, entre outros modelos divulgados que atualmente se traduzem pelo nome de megaeventos esportivos.

Tá vendo aí? Até os índios competem entre si. Viu lá? A competição é tão presente no ser humano que já se encontrava nos povos indígenas aqui "descobertos". Essas expressões aparecem, aqui e acolá, como detentora de uma certeza absoluta: a competição é um valor nato, é um elemento intrínseco ao ser humano. Se bobear, dizem até que faz parte do nosso código genético. É cromossômico, diriam outros.

Mas os eventos que se somam às disputas entre os índios que participam dos Jogos parecem indicar uma outra lógica. Ontem, por exemplo, na abertura do terceiro dia dos XI Jogos Indígenas Pataxó de Coroa Vermelha, os anciões e líderes, mais dos que os "atletas", foram os homenageados; canções foram entoadas em português e em Patxôhãno, e as mesmas dão o tom dos jogos, o real sentido e significado que os mesmos têm para todas as etnias que deles participam.

 Uma das canções assim dizia: "Muita lenda, muita glória, em nossa terra foi plantada. Chegaram as embarcações, trazendo santos e ladrões. Trouxeram histórias bonitas, muitos presentes e fitas. Até um deus ofertaram. Outra alma e outra crença, um punhado de doenças. E nossas terras roubaram".

Para isso eles fazem os jogos. Para disputarem não entre si, medalhas e troféus, glórias e pódiuns, mas para resgatarem seus valores, sua cultura, seu dialeto. Trocarem informações, mostrarem suas tradições para as comunidades não indígenas, entre outras coisas.

O agonismo está presente, a competição idem, a busca pela superação igualmente, mas existe uma lógica diferente nos códigos das modalidades esportivas praticadas pelos índios. Talvez, quem sabe, uma mensagem, àquela que diz que nós podemos muito, nós podemos mais, sem, necessariamente, jogarmos uns contra os outros, mas, sim, com o outro.

Talvez por isso, e só talvez, esses Jogos não tenham um átimo de segundo de visibilidade na mídia televisionada e, quando ocorre, o que é demonstrado não corresponde a verdade. É o necessário filtro de um modo de produção que insiste em demonstrar, pela sua lógica intrínseca, que competir é melhor e muito mais vantajoso que cooperar.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Mar a vista

Hoje foi dia de travessia Mar Grande-Salvador, uma das provas mais tradicionais do calendário esportivo baiano e brasileiro e que se encontra na sua 48ª edição. A travessia, que leva o nome oficial de Aquarius Fresh Travessia Mar Grande-Salvador, teve 117 atletas.

O campeão da prova foi o atleta olímpico Allan do Carmo, baiano, que sagrou-se tri-campeão da prova. O segundo lugar ficou com Vitor Simões, também baiano, demonstrando a força e a tradição da Bahia nas maratonas aquáticas.

Alan Santiago e o chileno Roberto Penailillo ficaram com o terceiro e quarto lugares, respectivamente.

No feminino, quem sagrou-se vencedora foi também uma atleta olímpica, a paulista Poliana Okimoto.

A travessia é realizada desde 1955.

domingo, 28 de novembro de 2010

A violência olímpica!!!

Automóveis e ônibus incendiados no Rio de Janeiro por supostos traficantes. Duas meninas, uma de 13 e outra de 16 anos decapitadas por prováveis marginais em Salvador. Quando não são estes a provocarem desordens, eis que temos a polícia como protagonista. Seria marginal ou traficante o policial que matou o menino Joel Castro, de apenas 10 anos de idade, no bairro do Nordeste de Amaralina, na soterópolis de todos os santos, encantos e axés?

Rio de Janeiro. Cidade Maravilhosa? Salvador. Terra da Felicidade? Em uma e em outra a expressão concreta da falência do Estado burguês, da forma como nós produzimos e reproduzimos a nossa existência, do modelo excludente no qual se desenvolvem as políticas em suas diversas e diferentes facetas, materializadas na parceria híbrida entre o público e o privado.

Me respondam, por favor. Qual a grande preocupação do momento? A falência do Estado já aludida? O cerceamento da liberdade ir e vir? A morte de inocentes nessa guerra urbana? Não. A preocupação lá na ex-cidade maravilhosa e que se expraia para todo o país é se o Brasil, com todos esses problemas que estão sendo vistos por todo o mundo via jornais, televisão, internet entre outros, realmente vai poder realizar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Tergiversando, paralelamente a esta preocupação, aparece a capacidade da maravilhosa ex-cidade, atual campo de guerra, de acolher os turistas.



Parece piada, mas é tragédia por várias vezes anunciadas e realizadas. E o pior, cedo ou tarde se repetirá, se nada concretamente for feito. E não estou falando de mais polícia, exército na rua nem, tampouco, das UPPs (Unidades de Policiamento Permanente).

E sobre o Joel, o menino de dez anos que sonhava em ser capoeirista, tal como o seu pai e a decapitação das meninas, o que o desfecho destes trágicos episódios nos ensina? Que a Bahia, assim como o Rio de Janeiro e todo o Brasil, caminha sob a barbárie, alimentando e retroalimentando o "ornitorrinco", se desenvolvendo de forma desigual e dependente.

Há quem tire, dessas tragédias, gracejos, exposição cruel do tão propalado espírito esportivo que nós, brasileiros, temos como ninguém e que nos ajuda a suportar as agruras do dia a dia. Dizem por aí que pelo menos seremos exitosos nos esportes de corrida, principalmente os cem metros rasos. Obteremos sucesso também na modalidade de tiro, esporte que há mais de 90 anos não conseguimos sucesso.

Ganharemos muitas medalhas de ouro e teremos, portanto, motivos para celebrar, festejar, tal como fizemos em plena copacabana da então cidade maravilhosa quando do anúncio do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2014. Acreditaremos, mais uma vez que tudo vai dar certo, pois este é um país que apesar dos pesares - e bota pesar nisso - dorme-se muito bem no chão frio, sob marquises em noites geladas e inúteis cobertores e come-se em pratos de ouro com talheres de prata.

Enquanto isso, Joel Castro e as meninas Janaína Brito Conceição e Gabriela Alves Nunes se somarão a muito outros "joeis", "janaínas" e "gabrielas" e engordarão os frios números das estatísticas sobre a violência brasileira.

Mas quantas medalhas seremos capazes de ganhar nas Olimpíadas mesmo?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

CBF, Ricardo Teixeira e Fonte Nova

O jornalismo esportivo na semana da independência divulgou com empenho a polêmica declaração do presidente do clube de futebol atletico mineiro. No dia 06 do corrente mês, o senhor Alexandre Kalil disse em alto e bom som em entrevista a uma rádio que “os jogadores têm que se cuidar, sim. O Atlético não é brinquedo. E, se eles tomarem um cacete na madrugada, não vai fazer mal nenhum”. Em função disso, o mesmo será indiciado pelo Ministério Público mineiro e caso se comprove incitação a violência, o mesmo pode perder o seu cargo no clube.

O mesmo empenho não demonstrou a mesma imprensa esportiva e principalmente alguns canais de televisão sobre um outro acontecimento tão grave quanto o primeiro: a sonegação de impostos por parte da CBF. Poucos foram os órgão de imprensa que relataram o fato. A Folha de São Paulo informou que "A entidade foi acusada de usar verbas para bancar jornalistas, juízes e advogados e abater essas despesas no pagamento do imposto. A dívida se arrastou de 2002 a 2009, quando a CBF pagou a multa para não ser inscrita na Dívida Ativa da União e levar o caso a público."

E isso não é tudo, pois o rombo nos cofres públicos pode ser ainda maior, já que existem mais de 100 processos abertos contra a CBF pelo Ministério da Fazenda desde 2003. Mas a entidade não deve tá muito preocupada com a multa de três milhões de reais, pois somente neste ano, dos patrocinadores, a mesma vai faturar mais de duzentos milhões de reais.

Não custa nada lembrar que a CBF é presidida pelo senhor Ricardo Teixeira que também é presidente do Comitê Local da Copa de 2014 e que ironicamente receberá isenções fiscais na ordem da bagatela de R$ 900 milhões para beneficiar os seus parceiros junto à FIFA e seu comitê organizador do mundial de futebol.

Falando em mundial de futebol, um fato extremamente relevante, inclusive como jogada de marketing, foi a desnecessária implosão da fonte nova, aqui em Salvador. Os governantes e a própria imprensa esportiva se fizeram de cegos, surdos e mudos e não deram nenhuma visibilidade as ideias de quase vinte entidades da sociedade civil sobre a viabilidade da revitalização da fonte nova. Preferiram demolir a mesma e a inchar a grade de programação das suas redes com sentimentalismo baratos. "Foi ali que fiz o meu primeiro gol", "lembro quando o meu pai me levou na fonte nova...", "vai ficar saudades, pois guardo na memória os melhores Ba-Vi que assisti", e outras baboseiras.

O essêncial? Bota embaixo do tapete junto com a poeira da implosão, pois o ideal é despolitizar o acontecimento e sentimentalizá-lo. É a bola da vez do irracionalismo atuando no imaginário do telespectador. Mas duro mesmo foi ler uma fala do Bobô, afirmando que o acontecimento era "o renascimento do futebol baiano. A história não será apagada. Vi meus gols no telão agora e me emocionei. Estou muito feliz - disse Bobô".

Esperamos mesmo que a história não se apague e se lembre sempre que junto aos escombros da implosão segue um acontecimento que foi fundamental para o debate entre reforma ou implosão da fonte nova e sobre o qual a imprensa também silenciou nos últimos dias: a tragédia do dia 25 de novembro de 2007. Um bom momento, penso, para perguntar as autoridades: como andam as famílias vitimadas? E as vítimas? Terão elas os nomes lembrados no tal museu do futebol que vão construir? A idenização tá sendo paga ou ela sobrecarrega os cofres públicos?