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domingo, 18 de janeiro de 2015

Emerson Fittipaldi

Aproveitando uns dias das férias, resolvi viajar com a família para o estado da Flórida, nos Estados Unidos. Nos somaríamos aos mais de 60 milhões de turistas que afluem para lá todos os anos em busca das suas praias e, principalmente, dos seus diversos parques temáticos.

Chegamos em Miami na madrugada da quarta-feira, do dia 07. Alugamos um carro e fomos para o hotel. Dia 08 partimos para Orlando, uma viagem por terra de aproximadamente 360 quilômetros.

Na via expressa, várias são as praças de alimentação que encontramos e em uma delas, paramos para abastecer o carro, tomar um café e comprar lanche.

Qual não foi a minha surpresa e a do meu filho quando nos deparamos com Emerson Fittipaldi, o primeiro brasileiro a se tornar campeão mundial do automobilismo internacional.

Além do bicampeonato desta modalidade (1972 e 1974), foi também campeão da Fórmula Indy em 1989. Neste mesmo ano, tornou-se campeão das 500 milhas de Indianápolis, feito que se repetiria no ano de 1993.

Lamentamos estarmos com os nossos celulares descarregados. Seria uma boa oportunidade para um Selfie.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Ecos de 2013: ano novo. Velhas práticas

Começamos o ano de 2014 com alguns ecos de 2013. Não poderia ser diferente. Essa ideia de cortar o tempo em fatias, já nos ensinou Drummond na sua poesia O Tempo, é uma coisa genial. Serve também para organizarmos nossa tarefas. Mas tudo não passa de uma invenção humana, como a maioria das coisas que nos cercam.

O mercado esportivo continua fervendo. Especulações sobre esta ou aquela contratação, dispensas, renovações, empréstimos, entre outras, enchem os editoriais esportivos, principalmente os relacionados sobre o futebol, que continua tendo a preferência da mídia de uma forma geral ano após ano.

Mas foi no handebol feminino que veio a maior e melhor novidade de 2013. Campeãs mundiais. Título inédito para o país. Os holofotes se voltaram para elas. De repente, se tornaram heroínas na "pátria de chuteiras". De promessas, passaram a ser certeza de medalha nas próximas olimpíadas. Mas só em 2016 para confirmarmos.

A recuperação do atleta Anderson Silva, do MMA, repercute. Desde o fatídico dia 28 do mês passado em que se lesionou em uma luta contra Chris Weidman pelo UFC 168, que o questionamento sobre a (im)possibilidade do seu retorno ao esporte foi levantada. O mesmo afirma que voltará. O tempo dirá.

Um outro atleta que também sofreu grave lesão e continua em estado crítico, mas estável, é o piloto de fórmula 1, Michael Schumacher. O seu acidente ainda ecoa e um suposto vídeo pode trazer maiores informações do ocorrido. Mas o fato é que o heptacampeão de fórmula 1 corre risco de ficar totalmente paralisado, segundo últimas informações.

Esses e outros acontecimentos, originários em 2013 e que continuam na mídia em 2014, uns mais e outros menos, pela sua capacidade de mobilizar a opinião pública, não tem a mesma envergadura quando comparados com as manifestações de junho de 2013, na ocasião da realização da Copa das Confederações.

Apesar de temporalmente muito distante em relação aos acontecimentos citados acima, os exemplos que delas emergiram começam a alimentar reflexões que ultrapassam os editorias esportivos, atingindo os que se ocupam da política e da economia. Não nos esqueçamos que este é um ano de eleições. Está em jogo, mais do que cinturões, troféus, medalhas ou o simples gosto pelos esportes radicais, a direção do poder do maior país da América Latina.

Para a direita, que vê nas mobilizações uma estratégia de diminuir a aprovação do governo Dilma que bateu em dezembro a casa dos 43%, a retomada das manifestações é fundamental. Além da judicialização da política, capitaneada pelo Supremo Tribunal Federal via processo do "mensalão", a juventude nas ruas questionando a política pró-copa em detrimento dos aspectos ligados às questões menos efêmeras, fundamentais para a vida dos cidadãos independente de megaeventos, como saúde, educação, segurança entre outras, é praticamente vital.

E para a esquerda, que não caiu ainda no canto da sereia da política desenvolvimentista do governo Dilma, que vem beneficiando de forma mais vultosa o capital (em 2012, segundo auditoria cidadã da dívida, o orçamento federal reservou R$ 752 bilhões para os serviços da dívida que favorece cerca de 10 mil credores. No mesmo ano, menos da metade, R$ 348 bilhões, foram direcionados para a Previdência, que beneficia aproximadamente 28 milhões de brasileiros), também é um momento de reconhecendo os avanços que vem ocorrendo no país, principalmente se comparados aos governos anteriores, de reivindicar uma direção contra-hegemônica da forma como a riqueza vem sendo distribuída.

Infelizmente, no tocante ao orçamento, a previsão para 2014, publicado neste mesmo blog recentemente, reverbera o mesmo eco de 2013.

Ano novo. Velhas práticas. 

sábado, 20 de abril de 2013

Uso ideológico do esporte

Um belo texto sobre a competição de Fórmula 1, que se realizará amanhã, no Bahrein, situado no Golfo Pérsico, pode ser lido no site da revista Carta Capital, clicando aqui.

Para nós, do Esporte em Rede, mais um exemplo do uso ideológico do esporte, entre tantos expressos na história.

terça-feira, 5 de março de 2013

Lúcido Saldanha

Um artigo do ex-jogador Afonsinho, escrito na revista Carta Capital número 737, página 88, nos faz lembrar de duas pérolas do grande técnico de futebol  João Saldanha. São elas:

João Saldanha observando um jogo de futebol
[Sobre patrocínios nas camisas dos clubes]: "Nesse caminho o uniforme dos jogadores vai ser igual ao dos pilotos de Fórmula 1".

Sobre os clubes se tornarem empresas: "qual torcedor que vai torcer por um balancete?".

Inspirado nessas duas sacadas que expressam a lucidez do nosso João Saldanha, transcrevo abaixo uma outra em homenagem aos meus irmãos e irmãs baianos. Dizia ele em relação a tradição dos clássicos nacionais:

"Se macumba ganhasse jogo, campeonato baiano terminava empatado".

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Vida ativa.

Vida, louca vida. O jogo do bicho é proibido por lei. Trata-se de contravenção. Mas não precisamos de muito esforço para observar que as bancas "pululam", já mais do que informatizadas, pelas calçadas da Cidade do Salvador.

Existe uma forte campanha para diminuir acidentes no trânsito, que oneram o estado em milhões só no tratamento dos traumas causados pelos acidentes. Uma delas diz respeito a trafegar em baixa velocidade. Ao mesmo tempo, temos programas de automotores que ADORAM elencar a potência dos cavalos desta e daquela marca e como eles conseguem atingir a velocidade de 250 Km por hora em poucos segundos. Carro de fórmula 1? Não, carro de passeio mesmo. Imagina.

E as chamadas bebidas isotônicas? Não existe nada que comprove cientificamente os seus benefícios, ao contrário. Quanto mais estudos são realizados, e falo de estudos sérios, comprova-se que melhor mesmo para repor a "energia" é a simples e boa água. Mas sobram fabricantes para enfatizar suas virtudes e alimentar os vícios dos ávidos consumidores da "vida ativa", seja lá o que isso signifique.

domingo, 13 de novembro de 2011

UFC: a batalha pela audiência

Ontem estreou na Globo, canal aberto, um dos eventos esportivos mais promissores da televisão fechada, o Ultimate Fight Championship, ou UFC, a marca mais conhecida do fenômeno midiático que se espalha como um vírus nas diferentes mídias, o Mixed Martial Arts (Artes Marciais Mistas) ou, simplesmente, MMA.

Para transmitir o evento, foi escalado o narrador esportivo mais odiado e adorado da televisão brasileira, Galvão Bueno que, inteligentemente, transportou, para a sua narrativa, bordões já conhecidos da audiência quando se trata de transmissão de jogos do selecionado brasileiro de futebol e das corridas de fórmula 1, dando um ar de proximidade/familiaridade ao "estranho" esporte para a maioria dos brasileiros que não o tinham assistido nos canais fechados.

Frases do tipo: “Haja coração, amigo, se prepara aí”; “Hoje ele é o Brasil no octógono”; “O Brasil inteiro na pegada firme de direita do Júnior”; "Júnior, Júnior, Júnior Cigano do Brasil" entre outras, dava o tom da transmissão, aparentemente nervosa do experiente narrador, que apesar de tudo, demonstrou segurança e conhecimento do esporte, se utilizando das linguagens técnicas característica da modalidade e criando um novo bordão, chamando os atletas do MMA/UFC de “gladiadores do terceiro milênio”.

Mas a pergunta que faço é: por que a rede globo de televisão resolveu transmitir em canal aberto uma modalidade esportiva das mais agressivas e violentas, geneticamente devedora do antigo vale-tudo, de muito sangue, briga e quebra-quebra que não se restringia aos atletas no ringue, mas, também, a sua atenta assistência, justamente em uma conjuntura que antecede mais um movimento de “pacificação” dos morros cariocas que, segundo dizem, gritam paz e não à violência? Respondo. Para manter, re-conquistar e ampliar sua assistência esportiva, que de acordo com os números do IBOPE sobre o Pan-Americano de Guadalajara, no México, transmitido pela Rede Record, diminuiu substantivamente.

Atualmente, a marca UFC se configura como o maior torneio esportivo do mundo quando se trata apenas de lutas, e está avaliado em 2 bilhões de dólares, uma cifra nada modesta e que seduz os empresários, principalmente os das redes televisivas e a vênus platinada, atenta a este movimento esportivo que vem ampliando a sua platéia, não poderia deixar este filão passar desapercebido, até por que, além das aferições do IBOPE durante o último Pan-Americano, a mesma perdeu, também para a Record, a transmissão dos Jogos Olímpicos de Londres e dos Jogos Pan-Americano de 2015 e 2019.

A luta de ontem entre Cain Velásquez e Júnior Cigano, bem que pode ser considerada, sem excessos, a mais um capítulo da luta de braço entre Rede Globo e Rede Record. No centro do combate o que se disputa é a conquista, manutenção e ampliação da audiência esportiva, o grande carro chefe das redes televisivas do mundo inteiro.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Imagem e conteúdo

A expressão indignada, misturada com uma certa pureza ingênua dos torcedores apaixonados do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense ao chamar Ronaldinho Gaúcho, ex-craque do Milan e agora jogador principal do Clube de Regatas do Flamengo, de mercenário só não foi maior do que a assertiva do Rei Pelé, que do alto dos seus 70 anos completados em outubro e prestígio nacional e internacional, declarou em alto e bom som que se o jogador, se referindo ao Ronaldinho Gaúcho, “(...) ama o Grêmio, pode jogar de graça lá. Está com a vida feita, né?”.

Uma pergunta que me fiz é se o Rei assim faria pelo Santos nos seus áureos tempo de jogador de futebol se estivesse na mesma situação do craque gaúcho. Jamais saberei. O que efetivamente sei é que os tempos são outros e o futebol também. O verde do gramado onde rola a "jabulani" e correm homens e mulheres em busca do gol se mistura ao verde do dólar, das cifras milionárias. A paixão que mobiliza milhões de brasileiros e brasileiras também desperta a cobiça de grandes conglomerados, empresas transnacionais de todo tipo e empresários das mais variadas agremiações. Aqui não existe problema algum em "virar a folha" ou "a casaca" nem tampouco constragimentos se a camisa do time de futebol "a", "b" ou "c" se transforma em um perfeito macacão de piloto da fórmula 1.

O que importa, efetivamente, é a capacidade de retorno financeiro para o jogador (pouquíssimos com a sorte de um Ronaldinho), para as empresas e empresários que viabilizaram o negócio e, por último, e só por último, para o time de futebol e seus apaixonados torcedores que são, na verdade, àqueles que, mesmo sem saber ou querer, viabilizam o negócio, pois a marca flamengo, por exemplo, nada seria sem os seus apaixonados Camisa 12.

Estes estão divididos. Uns acharam sensacional ter o craque de volta ao Brasil e no seu time do coração. Outros associam o evento ao jogador Adriano, de rápida e infrutífera passagem e temem pelo futuro do jogador e do time. Entre uma posição ou outra, uma coisa é certa. Quando se trata de marketing esportivo, vale infinitamente mais a imagem espetacularizada, seja em forma de leilão ou não, do que, propriamente, o conteúdo. É a máxima do Guy Debord encarnada. O espetáculo é o capital a um tal grau de acumulação que se torna imagem.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A fórmula 1 e o espírito do tempo

O circo da fórmula 1 ficou em polvorosa pelo acontecimento entre Fernando Alonso e Felipe Massa no último Grande Prêmio, ocorrido na Alemanha, onde este último foi obrigado pela sua equipe, Ferrari, a deixar o seu companheiro passar para chegar em primeiro lugar. Mas os palhaços somos nós, os incautos, ingênuos telespectadores que ainda acreditam no esporte como um campo de disputa limpa, honrosa, repleto de valores altruístas expressos no anódino fair play ou na máxima de que o importante é competir.

Outros, não tão ingênuos assim, pois se trata de opinião balizada pela experiência no circo da fórmula 1, dizem que fatos como este quebram a essência do esporte. Jornalistas do calibre de Téo José e Reginaldo Leme escorregam nesta casca de banana. No meu entendimento, dizer que este fato quebrou a essência do esporte soa como poético, mas está longe de ser uma verdade. No máximo, uma frase de efeito, simplesmente porque esporte é negócio e o que prevalece há muito tempo na sua lógica é a capacidade que o mesmo tem ou pode vir a ter de reproduzir e ampliar um determinado valor do capital investido, dos mais distintos, inclusive os ilegais. Lembram-se do MSI-Corinthians?

Capital aqui é relação social, não confundam com dinheiro. Enquanto nós, simples torcedores, somos movidos pela paixão, pela emoção proporcionada pelo esporte, este é movido pelo negócio. Sport is business.

Para os puritanos e moralistas que esbravejam que o Massa não poderia atender a solicitação, que deveria peitar, como homem, o chefe da equipe, esses mesmos que também crucificaram o Rubens Barrichello em 2002 por situação semelhante, aviso que existem contratos firmados entre piloto e equipe, cheios de cláusulas que impedem a autonomia do piloto assim como o capital impede a autonomia de qualquer trabalhador. Mandar o Felipe Massa ter vergonha na cara em função da sua atitude anti-esportiva é ridículo, fruto da ignorância das relações sociais que regem o capitalismo.


Para os românticos, as suas lembranças estão a clamar os nomes de Senna, Piquet, Fittipaldi, Mansel, Prost entre outros. Melhor seria que desligassem a TV e fossem passear no parque.

Todos esses incautos, ingênuos, puritanos, moralistas, românticos entre outros se esquecem de que em 2009 o banco Santander firmou parceria com a Ferrari, tornando-se o patrocinador oficial da escuderia italiana até 2014. Dias depois a Ferrari anunciou a contratação do piloto Fernando Alonso. O Santander, assim com Alonso, é da Espanha e foi quem também patrocinou o último Grande Prêmio, realizado na Alemanha, no circuito da cidade de Hockenheim.

Alguma dúvida sobre o resultado desta equação? Há muito que aprendi que quem paga a banda, escolhe a música. O lado comercial sempre irá vencer a tal “essência” do esporte. Aliás, o que existe, no momento no mundo do esporte, nem é um lado ou outro. São um e o mesmo lado. Esporte e negócio têm uma relação simbiôntica, de pertencimento cada vez mais forte e orgânica. Um não existe e sobrevive sem o outro.

Este é o espírito do tempo, na fórmula 1 ou em qualquer outra modalidade esportiva, assim como no mundo dos homens.