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terça-feira, 19 de setembro de 2017

La mano de Jô: o que não só o juiz não viu

Por Elson Moura

No último dia 17 de setembro do corrente ano, no jogo Corinthians e Vasco pelo campeonato Brasileiro, um lance escandaloso definiu o placar (1x0); um gol de mão do atacante Jô. O gol definiu a vitória para o Corinthians e fez sua vantagem para o segundo colocado, o Grêmio, chegar na casa dos dez pontos. Desde então uma enxurrada de críticas tem desabado sobre o atacante do líder do campeonato. 

Para agravar a situação, os críticos estão resgatando um lance em que Jô foi, na pior das hipóteses, um coadjuvante de um lance chamado no futebol de fair play (jogo justo). No campeonato Paulista deste mesmo ano, no jogo entre Corinthians e São Paulo, o atacante se envolveu em um lance que resultou em um esbarrão com o goleiro do São Paulo. Para o árbitro da partida Jô mereceu o cartão amarelo. Ele chegou a aplicar. Foi quando o zagueiro do São Paulo, Rodrigo Cairo, o fez retroagir da decisão se acusando como aquele que esbarrou acidentalmente no goleiro. Isso possibilitou a Jô jogar a próxima partida. Se “amarelado” fosse, estaria suspenso pelo segundo cartão. O atacante do Corinthians não poupou elogios à atitude nobre do zagueiro adversário. Zagueiro este que enfrentou problemas com parte da imprensa, com o próprio técnico, colegas de clube e a própria torcida. O famoso "fogo amigo". 

Em outro clássico do mesmo campeonato, desta vez contra o Palmeiras, uma expulsão injusta de um jogador do Corinthians resultou numa crítica contundente do nosso personagem em questão. Para Jô, os jogadores do Palmeiras se omitiram ao não revelar ao árbitro que a expulsão era injusta (não tinha sido o jogador expulso o que cometeu a falta). 

Imagem retirada do site Gazeta Esportiva
Pois bem, para os críticos do Jô ele teve sua chance de demonstrar inclinação ao fair play dentro do futebol. Tal chance teria sido desperdiçada. E mais; após o jogo, nas entrevistas na chamada “zona mista”, o atacante se defendeu. Apresentou-se como um homem de Deus e afirmou que não sentiu a bola bater em seu braço; o lance foi rápido, ele se jogou na bola e não sentiu onde pegou. Continuou: se tivesse percebido, teria alertado o árbitro. Acrescentamos o fato de o Corinthians ser líder do campeonato, o time a ser batido. Um lance – irregular- que beneficie a equipe ganha uma dimensão amplificada.

A atitude do jogador não anula a responsabilidade da equipe de arbitragem por não ter visto a irregularidade da jogada. Um erro gravíssimo! Não à toa, pressionada, a CBF anunciou já no dia 18 de setembro que utilizará o recurso do vídeo para resolver questões polêmicas nos jogos. Aqui temos uma outra discussão que não cabe neste texto. 

Imaginamos que a defesa da equipe de arbitragem girará em torno do argumento de não ter visto o lance.

Aqui precisamente começa nossa análise. Até então apenas estávamos apresentando os fatos.

Parece-nos que não só os árbitros estão tendo problemas em enxergar as coisas. Ao criticar única e exclusivamente o atacante pela atitude, no mínimo, desonesta, alguns críticos parecem só querer enxergar aquilo que lhes convém. Vemos limites bem demarcados quando a crítica recai apenas sobre o indivíduo.

Primeiro destaque. Muito se falou que não devemos misturar futebol – e as atitudes desonestas- com a conjuntura maior de nosso país. Divergimos! O futebol não pode ser pensado como uma ilha isenta das contradições das relações sociais de produção no Brasil. Sequer pode ser pensado como algo imune à crise econômica, política e moral que abala nosso país. Ele é expressão singular das relações que estabelecemos; as macro e as micro. O surgimento do esporte de uma forma geral e seu desenvolvimento acompanhou pari passo o surgimento e desenvolvimento das relações sociais de produção capitalista. É só olhar para a história. Por outro lado, entendemos isso ser insuficiente para uma análise. Por ser uma expressão singular, além de ser pensado nesta generalidade, tem o futebol que ser pensado, também, naquilo que lhe é específico, singular. Em síntese, uma singularidade carregada de generalidade.

Foge ao objetivo deste texto abordar as questões mais ligadas ao geral. Fiquemos, por hora, com as questões singulares que, por si só, são carregadas da generalidade acima exposta.

Como Jocimar Daólio, no livro “Cultura, educação física e futebol”, expressou isso? Parte o autor do mesmo entendimento, ou seja, de que as questões inerentes ao futebol não estão desligadas do mais geral. Porém, ao tratar das singularidades cita um exemplo representativo. Nas relações cotidianas ainda impera a máxima de que o “homem não chora”. Ainda que esta expressão não seja literalmente usada, somos, homens, educados para tais princípios. Exceção feita ao campo e à arquibancada. Neste espaço singular, por tudo que ele envolve, é permitido ao homem chorar, expressar suas emoções.

Precisamos realizar este duplo movimento: singular-geral-singular... E ao fazê-lo evitamos a demonização do indivíduo que é, ao mesmo tempo, a preservação da lógica do futebol na sua expressão atual, de alto rendimento, e de todo um conjunto de contradições que carrega.

Esqueçamos um pouco o Jô e pensemos em outro tema bastante polêmico não só no futebol, mas no esporte de uma forma geral: o doping. A Revista Brasileira de Ciências do Esporte (v. 27, n. 1, p. 7-184, setembro de 2005) dedicou todo este volume à temática. Chamou-nos a atenção o primeiro artigo: “Doping: consagração ou profanação” de autoria da Dra. Méri Rosane Santos da Silva. Nele, a autora parece seguir na contramão da forma como os casos de doping são expostos pela grande mídia e apropriados pelo grande público, ou seja, a exclusiva demonização do atleta pego em doping. Para tal faz menção ao mercado do doping (laboratório, testes, antidoping, etc.) e ao rompimento com uma perspectiva romântica em relação ao esporte. Ao citar Escobar (1993), indica: ‘os princípios românticos que animavam o esporte há algumas décadas foram substituídos por outros menos altruístas e de maior afinidade com nossa sociedade de consumo’.

Ou seja, para discutir seriamente o doping no esporte, precisamos discutir uma expressão histórica do esporte, o de alto rendimento, em que o doping é quase que uma exigência. Ainda no artigo: 

[...] um sistema esportivo que se estabelece na performance e na busca incessante pela melhoria do desempenho do atleta, o doping pode ser considerado ‘uma estratégia racional’, já que o aumento do rendimento é ‘uma condição intrinsicamente ligada à própria natureza da competição esportiva’. Portanto, a ilegalidade do doping é absolutamente arbitrária e contradiz a sua própria lógica. (p. 14-15).

O que fazem com os atletas é o contrário; preservam a lógica do esporte intocada, atacam sistematicamente o indivíduo/atleta.

No documentário “Bigger, Stronger, Faster” (Maior, Mais forte, Mais rápido), a questão singular do esporte extrapola suas fronteiras para encontrar uma sociedade “em anabolizante” – expressão comumente utilizada nos Estados Unidos para identificar algo de desempenho mais intensificado. Estudantes usam substâncias para realizar exames, músicos nas audições, ator pornô para melhorar o desempenho, sujeitos “comuns” para melhorar a estética e, lógico, atletas para melhorar desempenho esportivo.

Voltamos ao Jô. Quer dizer, voltamos a uma lógica que envolve o jogador e que lhe dá a opção da trapaça. Diria mais, o pressiona para a trapaça. Negar isso é insistir na concepção liberal que pensa a organização social como um somatório de indivíduos isolados concorrendo entre si. Sucesso e insucesso é prerrogativa do que cada um, individualmente, realiza nesta lógica. São os únicos responsáveis.

Insistir nisso é querer impor à lógica das relações sociais uma especulação idealista do “dever ser”. Ou seja; ao invés de realizar uma análise concreta das situações concretas, esmiuçar ao máximo o objeto e fenômeno, para pensar nas possibilidades; limita-se a uma imposição de uma moral descolada desta mesma realidade. Uma moral – bem-intencionada na maior parte das vezes- que só existe na forma especulativa. Por isso o “dever ser”.

Nossa concepção, a materialista (histórico e dialética), aponta para uma outra direção. Sim; são indivíduos, mas o são como expressões singulares das relações sociais que estabelecem. Repito: as macro e as micro. A posição ativa que cada um ocupa no processo de produção e reprodução da vida vai determinar, em última instância, suas decisões (inclusive às futebolísticas). Isso não isenta o indivíduo de suas decisões ao mesmo tempo em que não isenta as determinações econômicas e sociais. São estas relações que devemos analisar minuciosamente. Pensando que o objeto é composto por uma multiplicidade de determinações e que se movimenta num eterno “vir a ser”.

Que poder tem um jogador de superar sozinho esta lógica? Quanto dinheiro está envolvido hoje no esporte, notadamente no futebol? Quantos patrocinadores condicionam seu apoio ao sucesso? Quantos sócios torcedores condicionam sua associação ao sucesso? Como se organiza inicialmente a cota da TV? Qual o conjunto de interesses não estão por trás de apenas um jogador de futebol? Que tipo de pressão ele sofre para obter resultados positivos? Como vem se dando a formação das novas gerações de jogadores? Uma formação toda ela voltada ao fair play ou voltada à necessidade vital da vitória (a qualquer custo)? A frase aparentemente inofensiva – “o importante é competir”, geralmente utilizada como consolo ao derrotado, além de expressar a lógica de concorrência, oculta a necessidade imperiosa da vitória.

Ao pensar que esta lógica supera inevitavelmente o fair play, ao mesmo tempo em que ressaltamos a postura do zagueiro Rodrigo Cairo, identificamos os seus limites. Uma atitude – positiva- pontual que tem o poder de mudar quase nada. A saída não nos parece individual.

Jô errou, pagou pela incoerência entre suas declarações e seus atos. A equipe de arbitragem também errou ao não enxergar o lance escandaloso. Mas erram também os que, intencionalmente ou não, ocultam e preservam a lógica de uma expressão histórica do esporte, a de alto rendimento, colocando todo peso nas costas dos indivíduos. Pegam o problema pela sua expressão aparente, pela periferia, pela superfície.

Nesse sentido, ao olharmos só para "La mano de Jô", demonstramos estar carentes de um olhar mais apurado sobre a realidade do esporte de uma maneira geral e a do futebol, em particular.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Pelo direito de assistir ao espetáculo esportivo

Pelo jogo da Copa do Brasil, na última quarta-feira, o Corinthians venceu o Bahia por três tentos a zero, abrindo uma excelente vantagem para o jogo de volta aqui na Arena Fonte Nova.

Mas o que me chamou a atenção não foi o placar. Confesso que não esperava coisa diferente. O inusitado foi a saída de alguns torcedores do estádio lá pelos 35 minutos do segundo tempo.

Não pense você que os torcedores que saiam eram os tricolores mas, sim, os alvinegros. Muitos não viram o terceiro gol de penalti do timão.

Imagem retirada do blog Desacato
Isso porque por imposição da Rede Globo de televisão, o jogo começou às 22 horas, logo após a novela das nove. Como muitos torcedores dependem de metrô e trem para se locomoverem na metrópole paulista, e suas respectivas estações fecham meia noite, eles tinham que sair antes do final do espetáculo. Caso contrário, perderiam seus transportes para casa.

Nos últimos dias, logo após a acachapante derrota para a Alemanha por 7 x 1 do selecionado brasileiro, a imprensa esportiva começou a considerar de maneira mais veemente a necessidade imperativa de mudança estrutural no esporte nacional, notadamente, o futebol.

Estamos percebendo, pelos últimos movimentos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que isso não é necessário. Ao menos para eles. Não concordamos. Pelo contrário. Consideramos que a mudança deve ser estrutural e estruturante e isso passa, também, por dentro da CBF e pelo debate sobre o direito de transmissão dos campeonatos brasileiros.

Um jogo começando às 22 horas, em plena quarta-feira, não é bom para ninguém. Nem para o torcedor que vai para o estádio, nem o que fica em casa para assistir na televisão, nem para os patrocinadores, que perdem pela pouca visibilidade dos seus produtos e anúncios.

Parece que só quem sai ganhando é a Rede Globo. O que não é nenhuma novidade, não é mesmo?

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Estádio com dinheiro público?

Samba de uma nota só. Paciência. Se o fenômeno se apresenta de uma mesma forma, não existe necessidade de abordá-lo de um outro jeito.

Mais uma vez, posiciono-me contra a utilização de dinheiro público para financiamento de obras que atenderão interesses privados.

Amanhã, o Ministro dos Esporte visitará o Itaquerão, considerado Estádio do Corinthians. A esperança é grande por parte dos seus dirigentes sobre o anúncio do Aldo Rebelo, Ministro da pasta, de liberação de mais de 400 milhões via BNDES para a obra do estádio.

Veremos!!!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Os cartolas do futebol e o valor da vida humana


A Confederação Sul-Americana de Futebol, a notória Conmebol, um feudo esportivo/comercial oligárquico, estipulou em US$200 mil a vida humana: esse foi o valor da multa aplicada ao Corinthians pelos incidentes provocados por sua torcida e que mataram um adolescente boliviano, no jogo contra o San José, em Oruro, pela Copa Libertadores de América.

O dinheiro não servirá, como alguém de bom senso poderia supor, para indenizar a família do jovem pela perda irreparável. Seria uma atitude, se não suficiente para aplacar a dor de seus familiares, pelo menos indicativa de que até mesmo os cartolas têm coração.

O destino dos US$200 mil será outro: os cofres da própria Conmebol, como uma espécie de compensação pelo prejuízo que a entidade já sofreu pelo fato de o Corinthians ter disputado um jogo em São Paulo sem a presença de torcedores, cumprindo uma sanção preliminar da entidade.

Há quem diga que o único caminho possível para o futebol, aqui no Brasil e em qualquer parte do mundo, é a profissionalização.

Confesso que não sei bem o que isso quer dizer. Se for esse tipo de exemplo que dá a Conmebol, acho que o mundo está mesmo perdido.

O futebol sempre foi, desde os velhos tempos da bola de capotão, mais que um esporte. Não à toa, o Brasil ficou conhecido como o “país do futebol”, justamente por causa das paixões exacerbadas que o jogo despertava na quase totalidade dos habitantes do sexo masculino.

Por meio do futebol se construiu uma enorme indústria de entretenimento, que emprega milhares de pessoas e gira uma fortuna de dinheiro. Ao lado dessa, há outra indústria ainda maior, de produção de material esportivo, desde meias a sofisticadas camisas dos times, passando, é claro, pelas multicoloridas e também absurdamente caras chuteiras.

Nos gramados, os jogadores, muitos dos quais com visíveis limitações físicas e técnicas, tentam fazer o que se espera deles, ou seja, vencer o jogo em primeiro lugar, ou dar um espetáculo que compense os caros ingressos, pelo menos.

Os clubes que mantêm esses atletas, praticamente sem exceção, penam para pagar os salários, se dobram às imposições às vezes humilhantes da rede de televisão que compra os campeonatos, fecham contratos desproporcionais com empresas que descobriram tardiamente o “marketing esportivo”, procuram desesperadamente recursos de onde quer que seja e, meio debaixo do pano, financiam as tais “torcidas organizadas”, essas que vão a qualquer jogo para compor a plateia do espetáculo – e muitas vezes, promover incidentes lamentáveis como esse de Oruro.

Como se vê, a profissionalização, seja lá qual for, impregna o universo do futebol. É algo irreversível.

Mas se o preço dessa “evolução” for a indiferença à vida humana, como demonstrado no caso do adolescente boliviano e em tantos outros episódios recentes ou não, impregnados de uma violência sem sentido e sem freios, o único jeito para quem realmente ama o futebol será se recolher ao mundo das lembranças, do tempo, como diria o folclórico e autêntico Felipão, atual comandante do scratchnacional, em que se “amarrava cachorro com linguiça”.

Bons tempos aqueles em que os torcedores não eram organizados, em que as brigas das torcidas eram espontâneas e não pré-agendadas, em que os cartolas pagavam com o próprio dinheiro o “passe” dos craques, em que se levavam bandeiras dos times e não das “organizadas” aos estádios, em que se cantava o hino dos times e não refrões de guerra, em que o jogador não tinha nenhum pudor em chutar a bunda de um árbitro ladrão, nem de partir para a briga com o adversário, se a causa fosse justa.

Bons tempos esses em que o futebol era mais um esporte que um negócio, esse vil negócio que estipula em US$200 mil o valor da vida de um jovem morto por um foguete disparado por torcedores do clube rival.

TEXTO PUBLICADO EM 09 DE MARÇO DE 2013 PELO JORNALISTA CARLOS MOTTA. Acesse o seu blog clicando aqui.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Os torcedores do Corinthians

Um anônimo comentou uma das postagem deste blog, evidenciando o que no seu ponto de vista, é uma covardia o que estão fazendo com os torcedores do Corinthiasn em Oruro, caso já comentado aqui em outro momento,

Socializo com vocês a angústia do nosso leitor, que pode ser a de muitos outros que visitam o nosso blog.

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Uma tremenda covardia está sendo cometida contra os 12 torcedores presos em Oruro. Só a TV Globo parece interessada em buscar justiça. O resto da mídia, incluindo sites de esporte e blogs, estão lavando as mãos, como se tivessem medo de contrariar um sentimento torpe que surgiu após a morte de uma criança. Estão linchando pessoas inocentes. Quando é que esses cidadãos brasileiros receberão apoio? Quem terá a coragem, além da TV Globo, de enfrentar esse sentimento paralisante? O caso é difícil e bem complexo, envolve sentimentos fortes. Mas não devemos nos furtar de buscar justiça, pois inocentes estão tendo suas vidas destruídas. Podem não ser cidadão exemplares, mas isso não basta para que os entreguemos aos leões para saciar um sentimento de pesar. Estou cansado do julgamento sem defesa que está ocorrendo. Que os responsáveis paguem por seus erros. Mas os inocentes precisam de respeito.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

"Curintianos" detidos

Segue abaixo a lista dos "curintianos" detidos por ocasião do incidente que ocorreu ontem, em Oruro e que levou à óbito um jovem de 14 anos, Kevin Beltrán, torcedor do San José, que disputava uma partida contra o Corinthians pela Libertadores das Américas, 2013.

A lista foi retirada do jornal "O Lance".

Os torcedores detidos, são:

Leandro Silva de Oliveira - 21 anos 
Tadeu Macedo Andrade - 30 anos 
Reinaldo Coelho - 35 anos 
José Carlos da Silva Junior - 20 anos 
Marco Aurélio Nefeire - 31 anos 
Danielo Silva de Oliveira - 27 anos 
Hugo Nonato - 27 anos 
Clever Souza Clous - 21 anos 
Cleuter Barreto Barros - 24 anos 
Fávio Neves Domingos - 32 anos 
Rafael Machado Castilho Araújo - 18 anos 
Tiago Aurélio dos Santos Ferreira - 27 anos

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Estádio do Corinthians é o mais caro dos últimos quatro mundiais

O novo estádio do Corinthians, que está sendo construído em Itaquera, zona leste de São Paulo, é o mais caro em relação ao palco de abertura dos últimos quatro Mundiais. De acordo com levantamento feito pelo Portal da Copa, cada cadeira instalada no local custará R$ 17 mil para a construção de 48 mil lugares. Os estádios de Paris, Seul, Munique e Johanesburgo, respectivos das Copas de 1998, 2002, 2006 e 2010, não tiveram o custo por assento tão elevado.

A previsão de gastos para a Arena Corinthians é de R$ 820 milhões. A arquibancada removível, com 20 mil cadeiras está orçada em R$ 35 milhões, e não será mantida após o Mundial. O valor foi obtido a partir do número de assentos previstos no projeto inicial sem a implantação das estruturas provisórias.

O estádio que mais se aproxima do valor gasto em Itaquera é a Allianz Arena, em Munique, na Alemanha, inaugurado em junho de 2005. O estádio custou R$ 918 milhões, porém, como tem 66 mil lugares, cada assento saiu a um preço de R$ 13,9 mil.

Ainda de acordo com o Portal da Copaquando comparado com os principais estádios erguidos ou reformados nos últimos 20 anos, a Arena Corinthians continua sendo a mais cara. O valor de cada cadeira do estádio é superior, por exemplo, ao do Ninho de Pássaro, em Pequim, e o Olímpico de Berlim.

Orçado em R$ 1 bilhão, o estádio chinês tem 91 mil lugares, com custo de R$ 10,9 mil cada. O valor é igual ao do palco da final do Mundial 2006, cuja reforma custou R$ 850 milhões (para 77 mil cadeiras).

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Disparidade

Enquanto o Corinthians contrata Alexandre Pato, do Milan, o Vitória contrata William Henrique, do Grêmio Barueri. E assim caminha a realidade do futebol brasileiro. Tão desigual nas suas ações quanto a realidade do país do qual faz parte.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Corinthians: bi-campeão!!!

O Corinthians sagrou-se bi-campeão do mundial de clubes no Japão, hoje, realizando um grande jogo contra o excelente, mas não imbatível, time do Chelsea.
Imagem retirada do Blog do Timão
Todos nós sabemos o que representa o Corinthians como time para a história deste país e o título como autoafirmação e elevação da autoestima de milhões de brasileiros, não só dos que torcem pelo "curinthians".

Parabéns para a nação de "loucos" espalhados pelo país e pelo mundo. A Pátria Grande agradece.

sábado, 7 de julho de 2012

Aí já é demais: parte 2

Torcedor em estado de torpeza conversa com a mídia esportiva que o produz, afirmando em alto e bom som que o motivo maior da conquista da libertadores pelo Timão foi a torcida.

Fico aqui imaginando se é assim, por que o Bahia, o Sport ou o Santa Cruz (só para ficar com os times de massa do nordeste) não sagram-se campeões.

Fala sério, torcedor. Torpeza também tem limite.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Libertadores

A final da Libertadores 2012, entre Boca Juniors e Corinthians, reunirá 18 títulos internacionais, todos do Boca!!!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Neymar para vice

Caso o Corinthians derrote o Santos hoje, vou chamar NEYMAR para ser vice de HADDAD, candidato a prefeito na cidade de São Paulo. Mídia espontânea o mesmo já tem de sobra, já que esqueceu de jogar futebol e se tornou garoto propaganda de vários produtos. Dos que combatem chulé, passando por marcas de carro e de jogos de vídeo games(KONAMI) entre outros.

domingo, 20 de maio de 2012

Cadê os patrocinadores?

No jogo do Corinthians contra o Fluminense, hoje, pelo campeonato brasileiro chamou minha atenção a ausência de marcas na camisa do alvinegro. Acostumado a era Ronaldo "Fenômeno", onde a camisa estava recheada de marcas dos patrocinadores, vê apenas o risco da Nike e o nome da escola de inglês Fisk na camisa me causou estranheza.

Será que vai ficar assim até o final do campeonato? Esperar para ver.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Dois tentos. Um só movimento

A revista Carta Capital, a mais importante revista semanal brasileira da atualidade, na minha modestíssima e interessadíssima opinião, marca dois golaços com um só movimento.

Ao incorporar o ex-jogador de futebol Afonsinho ao time de articulistas da revista, para colaborar na coluna Penalti, ela não só mantém a tradição da coluna como faz justiça e homenageia o seu antecessor: o doutor Sócrates, que abrilhantava toda a semana enquanto fôlego teve para tanto e iluminava as mentes que enxergavam o futebol como algo restrito as linhas divisórias do gramado.

Assim como o doutor, Afonsinho (também médico) foi um lutador e fez do futebol uma arma de libertação e crítica social. Foi ele o protagonista na luta pelo passe livre. E isso, em plena vigência e recrudescimento da ditadura militar, em 1971. Também liderou a luta pelo pagamento aos jogadores de prêmios atrasados pelos clubes que passou.

Jogou no Botafogo, Flamengo, Fluminense e Santos. Tinha um visual provocador, subversivo para um jogador de sua época. Mantinha uma vasta cabeleira e cultivava barba. Seu estilo batia de frente com muitos técnicos, entre eles o Zagalo linha dura (vocês vão ter que me engolir!!!), que o impediu de atuar pelo Botafogo enquanto mantivesse seu gosto pelas madeixas.

Parabéns à Carta Capital. Tal qual um gênio da bola, marca dois tentos com um só movimento.

sábado, 5 de maio de 2012

Receita do Corinthians

O Corinthians lidera o ranking dos clubes que mais obtiveram receita com o futebol em 2011. Segundo estudo realizado pela empresa BDO e divulgado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", o clube do Parque São Jorge faturou R$ 290 milhões no ano passado. O clube teve a maior receita de televisão do país, com R$ 112 milhões e, no total, obteve crescimento de 37%.


Informação retirada do UOL

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Estádio ou escola?

O lutador de MMA, Chael Sonnen, atleta do Palmeiras, que gosta de alfinetar os seus adversários com frases de efeito antes de suas lutas, saiu com um bom golpe no seu Twitter contra o Anderson Silva, atleta do Corinthians.

Chael anunciou que "gostaria de ver (...) construírem escolas, não estádio para o Corinthians. Se eles vão construir estádio, vou derrubar Anderson lá”.

A luta está prevista para ocorrer em maio do próximo ano e não será no Itaquerão. Segundo o site "Máquina do Esporte", a contenda será mesmo no Morumbi, estádio do São Paulo.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Sócrates. Presente!!!


Sócrates foi um lutador. Peça raríssima em um meio, o esportivo, tendo o futebol à frente, que a cada dia exala odores fétidos e repugnantes. A melhor forma de homenagear este brasileiro com todas as letras, é continuar lutando pelas suas ideias e ideais no campo esportivo e fora dele. O Sport Club Corinthians Paulista (SCCP) sagra-se campeão em um momento de luto pelo seu atleta maior, que conseguiu transcender as quatro linhas dos gramados de futebol, sendo "craque de bola" e a enxergando como expressão da política, da economia e da cultura do povo brasileiro. Sócrates se vai, tendo combatido o bom combate. Sócrates estará sempre presente no espírito de todos os que lutam por um Brasil substantivamente democrático.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Burrice ou cinismo?

Em entrevista coletiva, o ex-goleiro Gilmar Rinaldi, até então agente do atacante Adriano, novo reforço do Corinthians, anunciou que não representa mais o atleta.

Gestor da carreira do "Imperador" nos últimos 10 anos, Gilmar aproveitou para disparar contra Ronaldo, principal responsável pela manobra que levou Adriano para o Corinthians: ‘Se ele pensasse no bem do Adriano, eu seria a primeira pessoa a conversar. Eu acho que, de forma irresponsável, ele vem e convence o Adriano de que, talvez, não seja melhor fazer contrato via Gilmar. O Ronaldo não falou comigo, não perguntou como estava o Adriano. Ele sabe que sou o agente. Eu apresentei os dois’, disse o empresário.

Segundo o portal do Yahoo, O atacante, que deixou recentemente a Roma-ITA, formalizou compromisso com o Coringão até junho de 2012.

Mais uma vez, assim como foi com Ronaldinho Gaúcho, os cartolas, empresários, a torcida, a imprensa etc. assumem uma postura, no mínimo, ingênua.. Só falta o Gilmar evocar a ética, os princípios, os valores, a idéia que ele ajudou Adriano na sua carreira de atleta e se apresentar como um injustiçado.

Quando esta posição vem da torcida, até entendemos. Esta é, por sua "natureza", mais sentimento que razão (pedindo licença para uma dicotomizada). Agora, quando ela vem do cartola, imprensa ou empresários, no mínimo, devemos entender isso como burrice ou cinismo. Por que?

Burrice por estes não entenderem que a sociedade da mercadoria tem leis objetivas bem colocadas. Ou seja, toda mercadoria é vendida por um preço. No caso da força de trabalho do jogador, não é diferente. O jogador livre e proprietário (da sua força de trabalho) se encontra no mercado com outro "ser" livre (clube ou empresário) e, também, proprietário. Se este tiver uma maior quantidade da mercadoria especial, o equivalente universal ou geral correspondente (dinheiro), leva! Não tem espaço para valores morais, princípios éticos, entre outros. Até por que, em última instância, as relações que ditam o modo de produção em que vivemos se baseiam na compra e venda de mercadorias, "a relação mais simples, corriqueira, fundamental, maciça e comum, com que nos deparamos mil e uma vezes" (Lenin, apud Netto, p. 78).

Cinismo, caso saibam do que acima foi exposto e fazem esta ceninha para sensibilizar as pessoas e/ou ganhar a mídia, aproveitando a situação para se autopromover. O que é uma cartada com dois prováveis lances que só o tempo dirá. Se Adriano fracassa, o Gilmar Rinaldi sai por cima. Se "brocar", bem, aí nesse caso, quem era mesmo um tal de Gilmar Rinaldi?

Qualquer semelhança com os investimentos na bolsa de valores, não é mera coincidência.

De uma forma ou de outra, seja bem vindo ao mundo, Rinaldi, nele vive 1 bilhão de seres humanos que não tendo o equivalente universal, ficam sem comer. Neste mundo o que determina não são as necessidades humanas, mas, sim, as necessidades do lucro.

Se você pensava que no "mundo do futebol" ia ser diferente, das duas, uma: ou você é burro ou é cínico.

[O PRESENTE TEXTO FOI ESCRITO E ENVIADO POR EMAIL, PELO PROFESSOR ELSON MOURA DIAS JÚNIOR]

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Aposentadoria de um fenômeno

O meu amigo Houaiss me ensina que o termo aposentadoria é um sufixo feminino que pode significar duas coisas: i) afastamento de uma pessoa do trabalho por invalidez ou por já ter completado o tempo de serviço estabelecido por lei e ii) remuneração mensal recebida pelo aposentado.

Recorro ao amigo para poder precisar a palavra que atualmente está fixada na imagem daquele que até pouco tempo era considerado o maior craque em atividade nos campos de futebol desta terra chamada Brasil e outrora, um dos maiores do mundo, tendo ganho, inclusive, por duas oportunidades, tanto a Chuteira de Ouro, como, também, por duas vezes, a Bola de Ouro, pelos seus feitos enquanto jogador de futebol. Não podemos deixar de mencionar que a Fifa, órgão supremo da modalidade, por três vezes, o escolheu como o melhor jogador entre muitos outros craques contemporâneos.

Aos 34 anos de idade e após dezenove anos de carreira, o ex-atacante do Corinthians Paulista parou. Muitos já apostavam que isso ia acontecer no final deste ano. Nós mesmos aqui no blog postamos um texto em que mencionávamos este fato (Veja aqui). Mas o mesmo antecipou-se à todas as previsões.

É fundamental ressaltar a importância deste jogador para um país considerado por um dos seus maiores cronistas esportivos como "a pátria de chuteira". Talvez isso explique a forma como diversos torcedores e torcedoras, do Corinthians ou não, vinham se referindo àquele, que em um tempo não muito distante, era ovacionado pelos mesmos que atualmente o repudiam. Uma verdadeira cena de casamento infeliz, onde o amor se metamorfoseou em ódio e os aplausos se transformaram em vaias. Uma injustiça, penso eu, para com aquele que nos trouxe muitas alegrias e junto com os seus companheiros de profissão, o pentacampeonato mundial, quando fez os dois gols frente à Alemanha em 2006.

Diante da pressão dos torcedores  e, fundamentalmente, de um legado colocado em risco pelas suas poucas e pífias participações em campo nos útlimos meses (em 2010 Ronaldo jogou apenas 19 partidas), o inevitável aconteceu: a separação ou, como querem alguns, a aposentadoria.

Na minha humilde opinião, esta se consumou não em função do problema de hipertireoidismo que o obrigaria a tomar drogas que poderia levá-lo à punição por doping. Esta versão já foi desconstruída. Nem tampouco foram as várias lesões e cirurgias já alegadas por ele mesmo em outros momentos difíceis da sua carreira de atleta. O que o fez parar, na minha hipótese, foi o seu negócio, a sua empresa de marketing esportivo 9INE, lançada no mês de setembro de 2010.

Ronaldo transcendeu a ele mesmo e virou um mito, uma lenda, uma marca. Ressurgiu das cinzas tal como Fênix por várias vezes para se transformar no rei Mida, e como tal, obrigado a parar antes das mais otimistas previsões. Para quem vai cuidar da imagem de outros atletas profssionais, a primeira que tem que ser preservado é a sua mesma.