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sábado, 11 de janeiro de 2014

Agora vai!!!

Hoje conversei com um colega de "baba" sobre as contratações do Bahia. Aliás quase todo o sábado pela manhã é assim. Um tempo jogando bola para logo depois conversar sobre tudo. Inclusive futebol. Alguns só conseguem conversar sobre isso. Paciência.

Mas como ia dizendo, um colega de "baba" estava todo feliz. Junto com ele alguns amigos, torcedores do Esporte Clube Bahia, contentes com as contratações que o tricolor vem fazendo. A de Max Biancucchi era a mais comemorada. Agora vai!!! Dizia ele.

Eu provocava perguntando "para onde?". Entre outras. Uns falavam de lá, eu provocava de cá e assim ia descendo a cervejinha gelada, até que falei em um tom mais provocador:

- Contratar é bom. Quero ver honrar compromissos, pagando, por exemplo, salário dos jogadores.

Silêncio. Um gritou logo surgiu informando que o Consórcio da Arena Fonte Nova iria pagar o salário. 

- De todos? Perguntei continuando a provocação.

- Claro que não. O de Biancucchi. Informaram sem grito.

Veja você. Em campo jogam 11. Para treinar precisam, no mínimo, de mais 11. E todos devem estar contentes e com salários em dia. Mas os torcedores não conseguem enxergar isso.

Para eles, no caso relatado acima, basta pagar o salário do Biancucchi que... Agora vai!!!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Mercado da Bola


A Fifa divulgou nesta terça-feira seu raio-x de transferências internacionais em 2012. Segundo a entidade, ocorreram 11555 trocas de clube de países diferentes no ano, decréscimo de 1% em relação a 2011.
A transferência mais comum, segundo a Fifa, foi de Portugal para o Brasil, e os atletas brasileiros foram maioria entre os que trocaram de clube em 2012.
Ainda de acordo com a entidade máxima do futebol, a média de comissão para a intermediários foi de 28% do valor total da transferência.
A idade média do jogador que trocou de clube foi de 24 anos e 10 meses. O mais jovem transferido (trocou time da Inglaterra por um do País de Gales) tinha 16 anos, enquanto o mais velho (foi da Ucrânia para o Tadjiquistão) tinha 45.
No comunicado, a Fifa ainda afirmou que está melhorando o sistema GPX (Global Player Exchange), que visa ampliar a transparência sobre o dinheiro envolvido nas transferências internacionais de jogadores.
Leia mais no UOL.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Disparidade

Enquanto o Corinthians contrata Alexandre Pato, do Milan, o Vitória contrata William Henrique, do Grêmio Barueri. E assim caminha a realidade do futebol brasileiro. Tão desigual nas suas ações quanto a realidade do país do qual faz parte.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Os dez mais

Segue abaixo a lista dos dez maiores salários do mundo do futebol

1º Lugar é o jogador do Barcelona Lionel Messi, o jogador recebe R$ 74 milhões de reais por ano, R$ 6,166 milhões de reais por mês.

2º Lugar é o jogador Cristiano Ronaldo do Real Madrid, o jogador recebe R$ 66 milhões de reais por ano, R$ 5,500 milhões de reais por mês.

3º Lugar é o jogador Wayne Rooney do Manchester United, o jogador recebe R$ 50 milhões de reais por ano, R$ 4,166 milhões de reais por mês.

4º Lugar vem o jogador Samuel Etoò do Anzhi, o jogador recebe R$ 48 milhões de reais por ano, R$ 4 milhões por mês.

5º Lugar é o jogador do Real Madrid Kaká, o jogador recebe R$ 46 milhões de reais por ano, R$ 3,833 milhões de reais por mês.

6º Lugar é o jogador David Beckham do Los Angeles Galax, o jogador recebe R$ 45 milhões de reais por ano, R$ 3,750 milhões de reais por mês.

7º Lugar é o jogador Ronaldinho Gaucho do Flamengo, o jogador recebe R$ 44 milhões de reais por ano, R$ 3,666 milhões de reais por mês.

8º Lugar é o polêmico Carlos Tevez do Manchester City, o jogador recebe R$ 37 milhões de reais por ano, R$ 3,083 milhões de reais por mês.

9º Lugar é o jogador do Santos Neymar , o jogador vai receber R$ 36 milhões de reais por ano, 3 milhões por mês.

10º Lugar é o jogador Frank Lampard do Chelsea, ele recebe R$ 34 milhões de reais por ano, R$ 2,833 milhões de reais por mês.

Diante desta lista, que foi retirada do Blog do Rivelino, meus assustados botões perguntam: quantas empresas no mundo tem no seu faturamento anual o correspondente ao salário destes jogadores, individualmente? Quantos países produzem em termo de PIB, o correspondente aos dez salários somados? Juntos, estes jogadores poderiam salvar o Euro?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Fenômeno do marketing esportivo

Por que um futuro ex-craque do futebol mundial, com um patrimônio acumulado em torno de 600 milhões de reais prepara a sua aposentadoria mirando no mercado de marketing esportivo?

Estamos falando de Ronaldo, o fenômeno. 34 anos, eleito três vezes o melhor jogador do mundo, recordista na história das Copas quando o assunto é gol, entre outros feitos, o principal jogador do Corinthians na atualidade poderia perfeitamente pendurar a chuteira e descansar. Dinheiro para curtir a aposentadoria não seria problema algum.

Mas o que se sabe é que prestes a parar de jogar futebol (alguns apostam que ele se aposenta até o final deste ano), o fenômeno se prepara para se tornar um expert no mercado da bola, sobretudo na área de administração de carreira de atletas dos mais variados esportes (principalmente, o futebol), capaz até de peitar o todo poderoso da Traffic, o empresário J. Hawilla.

Fama, prestígio e principalmente, história, Ronaldo tem tudo para seguir vitorioso nesse novo campo onde pretende atuar. E para a pergunta que abre o texto não ficar sem resposta: é que o mercado do marketing esportivo é, de longe, um dos mais rentáveis do ramo, principalmente para àqueles que como o próprio Ronaldo, sofreu diretamente às suas ações como mercadoria que um dia suas habilidades se tornaram.

Chegará o momento dele explorar às dos seus colegas de profissão, entre outros.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A volta dos que foram

Início de temporada no mundo do esporte é sempre muito movimentado. Compra e venda de atletas, compra e venda de espaços publicitários, busca de patrocínios para as equipes, reordenamento ou, para ficar mais modernoso, reengenharia financeira, promoções para torcedores, briga por cotas televisivas entre muitas outras coisas. Todos esses elementos, em síntese, compõem o que se costuma chamar de mercado da bola.

Esse mercado, embora exista em todas as modalidades esportivas em maior ou menor ênfase, dependendo do desempenho histórico das equipes, é mais visível, em função da mídia de uma forma geral e, fundamentalmente, da televisão, no âmbito do futebol.

O jogador tal, que no início do ano de 2009 beijava efusivamente o símbolo do clube em que ele atuaria, beija, agora, em 2010, o símbolo de um outro clube, nada mais, nada menos do que o maior rival do anterior e acrescenta: desde criancinha eu sonhava em jogar por este clube.

Há inclusive àqueles que além de falarem e beijarem para agradar a torcida e os patrocinadores, não se fazem de rogado e até mudam a cor das tranças do cabelo. Se era verde e branco, sem nenhum constrangimento, pode muito bem passar a ser vermelho e preto, ora bolas, afinal de contas de quem é o cabelo? Do patrocinador, evidentemente.

Coisa de atleta que sabe fazer o marketing. Afinal de contas, esporte moderno é isso: apenas negócio. Não estamos de forma alguma, desenvolvendo uma reflexão saudosista, defendendo a volta de um tempo já muito distante em que o atleta, no caso aqui o jogador de futebol, se fazia em um clube e nele mesmo se aposentava. Como exemplo desses tipos temos atualmente no Brasil, coincidentemente, dois goleiros que jogam em times paulistas: Rogério Ceni (São Paulo) e Marcos (Palmeiras).

Eis que agora o mercado da bola apresenta um movimento bastante interessante: a volta dos que foram. Refiro-me ao retorno de jogadores brasileiros de futebol que foram vendidos para times europeus e que agora retornam. Ronaldo, Robinho, Fred, Adriano, Wagner Love, Roberto Carlos...



Saudades do feijão brasileiro? Dos gramados e estádios nacionais? Ávidos pelos gritos da torcida? Sei não. Segundo o que dá a entender a imprensa esportiva, existe nesses gestos um projeto sendo desenvolvido: o projeto copa da África.

Explico. Por não estarem indo muito bem nos seus respectivos times na Europa, alguns inclusive esquentando um outrora impensável banco de reservas, os empresários desses jogadores apostam tudo no retorno ao seu país de origem. Aqui, hipoteticamente, eles jogariam, teriam bons aproveitamentos nos jogos e chances reais em serem chamados para a seleção brasileira.

Na seleção brasileira, teriam, mais uma vez, o passaporte carimbado para jogar de novo na Europa, com contratos renovados e milionários. Seria o retorno dos que voltaram. Seria, também, mais uma temática para um novo texto. Aguardemos.

domingo, 28 de junho de 2009

Seleção brasileira?

Brasil. Três vezes campeão da Copa das Confederações. Um dia para comemorarmos e, por que não, pensarmos sobre o significado de uma selação brasileira cujo plantel é composto de quase 100% de jogadores que jogam fora do Brasil. Seleção nacional ou transnacional?

De acordo com a lista de convocados do Dunga, divulgada no dia 21 de maio do corrente ano para os jogos das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014 e os da Copa das Confederações era assim definida: GOLEIROS (Júlio César - INTERNAZIONALE - Gomes - TOTTENHAN - e Victor - GRÊMIO); LATERAIS (Maicon - INTERNAZIONALE - Daniel Alves - BARCELONA - Kleber - INTERNACIONAL - André Santos - CORINTHIANS); ZAGUEIROS (Alex - CHELSEA - Juan - ROMA - Lúcio - Bayern de Munique - Luisão - BENFICA); MEIO-CAMPISTAS (Anderson - MANCHESTER UNITED - Gilberto Silva - PANATHINAIKOS - Josué - WOLFSBURG - Ramirez - CRUZEIRO - Elano - Manchester City - Felipe Melo - FIORENTINA - Júlio Batista -ROMA - Kaká - MILA); ATACANTES (Alexandre Pato - MILAN - Luis Fabiano - SEVILLA - Nilmar - INTERNACIONAL - Robinho - MANCHESTER CITY).

23 jogadores. Destes, apenas 5 atuam no Brasil, ou melhor, atuavam no Brasil, já que do dia 21 de maio para cá, ocorreram alterações. Por exemplo, o Ramirez já pode ser considerado ex-Cruzeiro e atual jogador do Benfica de Portugal, negociado por 7 milhões de euros.

Esse não é só um "problema" da seleção brasileira. Várias seleções no mundo passam por esse mesmo fenômeno, ter em seu plantel, a grande maioria dos jogadores atuando em outro país. É, como dizem por aí, imposição "natural" do chamado mercado da bola.

Em 2008, o Lê Monde Diplomatique de 26 de março do ano de 2008, trouxe uma fala do grande craque francês, Michel Platini que, na condição de presidente da União Européia de Futebol (UEFA), defendeu em alto e bom som que os times locais fossem representados por jogadores da mesma localidade. Dizia Platini na matéria Pátria sem chuteiras: “é a minha filosofia proteger a identidade dos clubes e dos países. Um jogo entre Manchester United e Liverpool deveria ser entre jogadores de Manchester e Liverpool, entre jogadores dessas regiões. No Arsenal, hoje vocês não têm um treinador inglês, nem jogadores ingleses, e, talvez, o clube nem tenha um presidente inglês daqui a bem pouco tempo”.

Evidente que esta é uma realidade européia. O Brasil, dada a sua precariedade organizacional e dificuldades financeiras dos clubes - cada vez mais endividados, dependentes das ações do governo com a bancada da bola à frente - os jogadores antes mesmo de serem conhecidos dos torcedores brazucas já fazem fama nos gramadosdo exterior. Ou então, quando estamos nos acostumando a ouvir o nome de um certo jogador, lá vai ele sendo transferido.

"A venda de atletas para o exterior vem crescendo há três anos consecutivos e, em 2008, totalizou 1.176 transferências - 46% a mais do que em 2005". (Revista Veja, 13 de maio de 2009)

São por essas e outras que a seleção brasileira fica recheada de brasileiros que jogam no exterior, o que aponta para a questão da identificação do torcedor brasileiro com a própria seleção que de brasileira, passou a ser estrangeira.

Os próprios garotos que sonham em ganhar a vida com o futebol, já não traça um percurso antes vivido por outros jogadores como Pelé, Zico, Falcão, Júnior entre outros, de jogarem em clubes nacionais para, depois, vivenciar uma experiência em clubes europeus, asiáticos, entre outros.

O garoto Nilson Belém Júnior, presente na matéria da revista veja é uma expressão deste fato. O juninho, como é conhecido, de apenas "14 anos, não almeja jogar em um clube brasileiro com tradição". Ele quer "(...) ir para o exterior para ganhar mais dinheiro (...)"



A seleção brasileira, se antes despertava um certo nacionalismo, vai perdendo, aos poucos, a própria referência da nação que representa. Corações e mentes dos jogadores, atrelados aos interesses das grandes corporações que assumiram o esporte como uma fantástica mercadoria, onde a questão do alto rendimento ultrapassa as quatro linhas dos gramados e alcança às bolsas de valores, coloca em um jogo de seleção a sua possibilidade de melhoria profissional, ou de valor do seu contrato, mesmo para àqueles que já não dependem tanto do dinheiro que nos fala o garoto juninho.

Caso emblemático se verificou com Lúcio, que ao fazer o terceiro gol do Brasil, possibilitando a conquista da Copa das Confederações, comemorou a possibilidade de, com isso, ter chance de renovar com o próprio Bayern de Munique (clube que o estar dispensando em função da sua idade) ou com um outro clube da Europa.

Tenho discutido com os meus alunos essas questão e sempre pergunto aos mesmos o seguinte: quando a seleção "brasileira" joga, vocês se reunem para ver a seleção jogar ou a reunião se dar pela questão da festa em si, independentemente de ser ou não a seleção jogando? A maioria das respostas é curta e grossa: a festa!!!

Seleção brasileira? Talvez fosse melhor chamar de seleção estrangeira.