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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Pelo direito de assistir ao espetáculo esportivo

Pelo jogo da Copa do Brasil, na última quarta-feira, o Corinthians venceu o Bahia por três tentos a zero, abrindo uma excelente vantagem para o jogo de volta aqui na Arena Fonte Nova.

Mas o que me chamou a atenção não foi o placar. Confesso que não esperava coisa diferente. O inusitado foi a saída de alguns torcedores do estádio lá pelos 35 minutos do segundo tempo.

Não pense você que os torcedores que saiam eram os tricolores mas, sim, os alvinegros. Muitos não viram o terceiro gol de penalti do timão.

Imagem retirada do blog Desacato
Isso porque por imposição da Rede Globo de televisão, o jogo começou às 22 horas, logo após a novela das nove. Como muitos torcedores dependem de metrô e trem para se locomoverem na metrópole paulista, e suas respectivas estações fecham meia noite, eles tinham que sair antes do final do espetáculo. Caso contrário, perderiam seus transportes para casa.

Nos últimos dias, logo após a acachapante derrota para a Alemanha por 7 x 1 do selecionado brasileiro, a imprensa esportiva começou a considerar de maneira mais veemente a necessidade imperativa de mudança estrutural no esporte nacional, notadamente, o futebol.

Estamos percebendo, pelos últimos movimentos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que isso não é necessário. Ao menos para eles. Não concordamos. Pelo contrário. Consideramos que a mudança deve ser estrutural e estruturante e isso passa, também, por dentro da CBF e pelo debate sobre o direito de transmissão dos campeonatos brasileiros.

Um jogo começando às 22 horas, em plena quarta-feira, não é bom para ninguém. Nem para o torcedor que vai para o estádio, nem o que fica em casa para assistir na televisão, nem para os patrocinadores, que perdem pela pouca visibilidade dos seus produtos e anúncios.

Parece que só quem sai ganhando é a Rede Globo. O que não é nenhuma novidade, não é mesmo?

sábado, 11 de janeiro de 2014

Agora vai!!!

Hoje conversei com um colega de "baba" sobre as contratações do Bahia. Aliás quase todo o sábado pela manhã é assim. Um tempo jogando bola para logo depois conversar sobre tudo. Inclusive futebol. Alguns só conseguem conversar sobre isso. Paciência.

Mas como ia dizendo, um colega de "baba" estava todo feliz. Junto com ele alguns amigos, torcedores do Esporte Clube Bahia, contentes com as contratações que o tricolor vem fazendo. A de Max Biancucchi era a mais comemorada. Agora vai!!! Dizia ele.

Eu provocava perguntando "para onde?". Entre outras. Uns falavam de lá, eu provocava de cá e assim ia descendo a cervejinha gelada, até que falei em um tom mais provocador:

- Contratar é bom. Quero ver honrar compromissos, pagando, por exemplo, salário dos jogadores.

Silêncio. Um gritou logo surgiu informando que o Consórcio da Arena Fonte Nova iria pagar o salário. 

- De todos? Perguntei continuando a provocação.

- Claro que não. O de Biancucchi. Informaram sem grito.

Veja você. Em campo jogam 11. Para treinar precisam, no mínimo, de mais 11. E todos devem estar contentes e com salários em dia. Mas os torcedores não conseguem enxergar isso.

Para eles, no caso relatado acima, basta pagar o salário do Biancucchi que... Agora vai!!!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Arena: era uma vez um patrimônio histórico

Desde que o termo arena passou a designar os novos estádios construídos ou os reformados, na maioria enormes elefantes brancos, para sediar grandes jogos de futebol e shows de cantores e cantoras famosos e famosas, pois trazem na sua alcunha o sobrenome de multiuso, que não me acostumo com esta palavra.

Sei que a mesma já era utilizada na Europa há tempo. Mas quando começou a ser insistentemente falada em terra brasilis, não agradou aos meus ouvidos. E continua desagradando.

São dois os motivos. O primeiro é semântico. As partidas de futebol jogadas nesses espaços se dão sobre a grama e não sobre a areia, como é comum na praia.

Nos ensina Houaiss (2008) no seu formato mini, revisado e aumentado para a sua terceira edição que o termo ARENA significa: 1) parte central, coberta de areia, dos anfiteatros romanos; 2) anfiteatro; 3) área central do circo; picadeiro; 4) espaço circular para touradas e outros espetáculos; 5) estrado onde lutam os boxeadores 6) local de debate, de desafio.

Logo, nada referente ao futebol. A não ser que forçosamente se queira incluí-lo nos indefinidos termos "outros espetáculos" e "desafio". Mas ainda assim faltariam as areias.
Imagem retirada do site www.gazetamaringa.com.br
Pouco importa, dirão. Podemos tudo. E é verdade. Sobre isso falemos sobre o segundo motivo que torna o termo "arena" estranho aos meus ouvidos.

Lembro-me que quando houve a decisão de demolir o Estádio da Fonte Nova, diversas entidades (ABENC – Associação Brasileira ; ANEAC; IAB/BA; CREA-BA, CEB; Fórum A Cidade Também é Nossa; IBAPE; Movimento Vozes de Salvador, SENGE; SINARQ; GAMBÁ; UMP/BA; FABS -Federação das Associações de Bairros de Salvador; FAMEB – Federação das Associações deMoradores do Estado da Bahia; CONAM – Confederação Nacional das Associações deMoradores. GERMEM – Grupo de Defesa e Promoção Socioambiental; Faculdade de Arquitetura da UFBA; Escola Politécnica da UFBA) se uniram e propuseram, dia 11 de maio de 2010, alternativas à demolição.

Essas entidades defendiam a requalificação do equipamento em função dos aspectos culturais e do valor arquitetônico que o mesmo tinha. O Estádio da Fonte Nova, junto com o ginásio do balbininho, completamente destruído para construção de um estacionamento, conjuntamente com o Dique do Tororó tinha sido, em 1959, tombados pelo IPHAN.

Era Patrimônio Histórico.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A Bahia orfã

Em dezembro último, um grande portal de notícias veiculou uma matéria que para nós baianos não é nenhuma novidade. Dizia que a cidade de Salvador com a implosão da Fonte Nova ficou órfã de ginásio, piscina e pista de atletismo.

Acrescento que ficou também com menos "educação", já que nas dependências do estádio também funcionava o Colégio Estadual da Fonte Nova.

Acrescento também que a orfandade em relação às diferentes modalidades esportivas não é uma situação específica de Salvador. Todo o estado sofre com este fenômeno.

Nos 460 quilômetros que separam a capital baiana da cidade de Itabuna, por exemplo, constatamos alguns campos de futebol estragados onde crianças, jovens e adultos praticam o seu "babinha" em condições para lá de precárias.

Torneios existem e podem ser observados nos finais de semana, principalmente nos domingos, graças as iniciativas e protagonismos dos seus moradores e da circunvizinhança, já que o poder público passa ao largo quando o assunto é democratização do esporte.

A mesma Bahia que se orgulha de ter entregue a primeira "arena" para a Copa do Mundo de 2014 que se ergueu das cinzas do antigo estádio, totalmente implodido (portanto uma "arena" construída do zero), é aquela que se arrasta desde 2010, para construir espaços públicos que permitam a prática de esportes para a população nas suas mais diferentes faixas etárias.

A Bahia está orfã. Não apenas Salvador. E sua orfandade não se resume às estruturas esportivas, mas a própria política pública de esporte e lazer.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Sobre interatividade

A questão da interatividade entre mídia e audiência não é recente, apenas ganhou contornos novos com o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação. Desde tempos remotos que ela vem se dando, inclusive em tempo real, se tomarmos como exemplo os programas de rádio.

Mas a mesma aparece agora como se fosse a novidade do momento. Não é. E continua, como antes, a causar situações interessantes. Veja o que ocorreu comigo no último dia 21 do corrente mês.

Ao acessar o meu instagram (welington_silva45), dei de cara com a imagem abaixo, vinculada pela Itaipava Fonte Nova.


Então questionei, observando que "Em terra de maioria negra, só branquinho na festa das torcidas é dose, não @itaipavafontenova?" A ideia era levantar uma discussão, um debate não com a Itaipava, mas com seus usuários que, assim como eu, participa com comentários nas suas mensagens publicitárias.

Mas, o que fez o agente que trabalhava no momento, operando a publicidade? Simplesmente, retirou o meu comentário, deixando o que ele tinha escrito, tal como demonstra o texto abaixo.


Eu então insisti, escrevendo a mesma coisa e ele então retirou. Isso ocorreu várias vezes. No caso, a interatividade estava incomodando. A mesma estava recebendo, inclusive, apoio expresso em outros comentários, que aproveitavam para questionar o valor dos ingressos cobrados nas contendas do Esporte Clube Bahia com outros times. Os mesmos foram também retirados pelo servidor.

Observo que o mesmo tem todo o direito de retirar os comentários. Trata-se de espaço privado. Apenas estou aproveitando o acontecido para refleti sobre o aspecto da interatividade entre partes. No caso os que usam o Instagram para interagir com a @itaipavafontenova.

Continuei então insistindo no meu questionamento. Até que o agente respondeu a minha provocação, sugerindo que ao levantar a pergunta, eu estava sendo preconceituoso. Diz ele no espaço abaixo que: "welington_silva45 há espaço para todos, só não há espaço para o preconceito. Grande abraço".

Aceitando a provocação e o debate, lembrei ao funcionário que "(...) atitude preconceituosa existe na medida em que não se obedece a constituição baiana que reza sobre a obrigatoriedade da presença de pelo menos uma pessoa da raça negra em todas as campanhas publicitárias produzidas na Bahia em que apareça mais de uma pessoa (...)." E finalizo afirmando que "(...) entre os cinco acima parece que não há espaço para todos".


Depois da franca e fraterna contenda, o que ocorreu? A interatividade continuou? O funcionário deu alguma explicação sobre a publicidade? Esclareceu algum ponto do questionamento?

Óbvio que não. Depois que escrevi, mencionando a constituição baiana e que a mensagem da imagem feria o texto da mesma, ele retirou foi a publicidade inteira, desconsiderando inclusive todas as outras interações que não tinham envolvimento no debate.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Contingenciamento só para alguns

Em 14 de agosto último, o Governo do Estado da Bahia baixou o Decreto número 14.710 que caiu como uma bomba no colo dos professores e professoras de todos os níveis de ensino, muito embora, no seu Artigo Segundo, ele tenha observado a excepcionalidade, no parágrafo único, da educação, segurança e saúde.

O Decreto tem como objetivo, estabelecer "diretrizes para contenção de despesas de custeio e de pessoal, que deverão ser observadas pelos órgãos e entidades da Administração Pública do Poder Executivo Estadual e efetivado através das fontes próprias do Tesouro Estadual" (Artigo Primeiro).

Até aí, tudo bem. Conter gastos públicos é uma notícia boa. Estamos saturados da malversação de verbas públicas sendo utilizadas para atendimentos de interesses dos setores privados. Mas o decreto não esclarece, por exemplo, o que significa a tal da "excepcionalidade" contida no parágrafo único.

Aliás, é preciso dizer aqui que este contingenciamento já existe, na medida em que o governo executa pouco mais da metade do orçamento previsto para a pasta da educação. No deste ano, até aqui, foi executado 57% do previsto. As universidade baianas vem sofrendo muito com isso.

Uma outra coisa. Se o governo quer realmente conter gastos, precisa explicar o contrato que o mesmo fez com a ARENA FONTE NOVA.

É verdade, governador, que caso a projeção de público, por jogo do Esporte Clube Bahia, não seja atingida, o Estado deve pagar a diferença?

Caso o torcedor não esteja entendendo, ou considere que isso é birra de um blogueiro rubro-negro, observe com atenção. Vamos supor que o valor celebrado no contrato, para a venda de ingressos seja de R$ 10,00 (dez reais). Sabemos que é muito mais. Mas estamos aqui trabalhando com suposição. Sabemos que o valor do ingresso varia entre R$ 30,00 (trinta reais, a inteira) a R$ 165,00 (cento e sessenta e cinco reais).

Pois bem. Nos últimos 20 jogos do Bahia na Arena, vamos dizer que obtivemos uma média de público de 10.000 pagantes. O valor arrecadado na venda de ingresso no total das partidas foi de R$ 2.000.000,00 (dois milhões). Só que no contrato firmado com o Estado, a média projetada junto a Odebrecht e à OAS, foi de 25 mil pagantes por jogo. Quem então vai pagar a diferença entre o que se projetou e o que efetivamente se arrecadou? O Estado, ou seja, eu e você, independente das nossas colorações e paixões futebolísticas.

Na conta da Arena, entraria via Estado, para cumprir o contrato, além do que ela arrecadou, mais R$ 3.000.000 (três milhões). Isso em apenas 20 jogos já realizados e com o valor muito abaixo do que realmente é cobrado nos ingressos em cada partida, já que fizemos aqui, para facilitar a compreensão, uma projeção com números redondos.

Agora, some-se a tudo isso, a quantidade de jogos e o tempo de vigência do contrato (35 anos), mais o valor total do custo inicial da Arena Fonte Nova (R$ 689,4 mi) e toda aquela boa intenção expressa no Decreto 14.710, assinado pelo governador, vai para o ralo.

Pelo exposto, parece-me que essa história de contingenciamento de verba pública cabe apenas para alguns.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Arena Fonte Nova

Hoje, por volta de uma e meia da manhã, retornando para casa após participar de um show beneficente, passando pelo Dique do Tororó para pegar a Bonocô em direção à minha residência, notei que a Arena Fonte Nova estava toda iluminada.

Do lado de fora, eu até entendo e considero importante, pois ilumina a via e dá maior segurança para quem passa por ali, seja pedestre ou motorista. Mas do lado de dentro, eu fiquei sem entender e me perguntei o por que dos refletores (todos) estarem acesos àquela hora da madrugada. Estava havendo alguma partida?

Alguém pode me explicar?

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A Fonte Nova é do VITÓRIA!!!

Montagem feita pelo Esporte em Rede



Uma maneira singela que encontrei para comemorar os 144 anos do Esporte Clube Vitória. Para todos os rubro-negros, os Leões da Barra, tradição, os meus parabéns!!!

EU SOU VITÓRIA, COM EMOÇÃO!!!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Grande interrogação

Além da festa, o que a Copa das Confederações, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 deixarão de legado para o País?

Quem trafegava hoje pela manhã nas imediações da Arena Fonte Nova, não compreendia o por que de tanta água.

Tudo bem que choveu bastante na madrugada. Mas para um lugar que comporta uma Arena que custou milhões de reais e que simboliza a modernidade, os novos tempos históricos, entre outras cantilenas, ficar intransitável por falta de escoamento da água, para mim expressa a falácia do tal legado, que inclui, entre outras coisas, a chamada mobilidade urbana. Impossível hoje pela manhã, repito, nas imediações da Arena Fonte Nova.

Fica então, mais uma vez, a grande interrogação: além da festa, o que a Copa das Confederações, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 deixarão de legado para o País?

Quem mente?

“Os salários não estão em dias. Ainda não recebemos do contrato com a Arena Fonte Nova, eles ainda não pagaram janeiro, fevereiro e março. Estamos devendo alguns dias do mês de março, já que venceu dia 05, só que temos recursos a receber, mas eles (Arena Fonte Nova) tem algumas dificuldades e ainda não pagaram, porém tenho confiança que até o BaVi iremos pagar”, declarou o mandatário tricolor à Rádio Excelsior.

“O Esporte Clube Bahia e a Fonte Nova Negócios e Participações S/A (FNP), concessionária responsável pela operação e gestão da Itaipava Arena Fonte Nova, esclarecem que as partes estão cumprindo com todos os compromissos firmados no contrato assinado no dia 4 de abril de 2013 e que mantém uma ótima relação comercial.”

Retirado do site Bocão News

PERGUNTA QUE FAZEMOS EM ALTO E BOM SOM: QUEM ESTÁ MENTINDO???

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Mixto 2 x 1 Vitória

Depois de realizar um grande jogo contra o seu maior rival no campeonato baiano, aplicando uma goleada história na inauguração da Arena Fonte Nova, o Esporte Clube Vitória, em partida com muitos erros de passe, sofre derrota contra o Mixto de Cuiabá, na casa do adversário.

A favor do rubro-negro baiano o fato de jogar a próxima partida em casa, no barradão e ter marcado um gol na casa do adversário. O que lhe dá vantagem na partida de volta.

Antes da partida, circulou no twitter que o técnico Cláudio Adão, ex-jogador do Bahia, tinha dito que o Vitória sempre foi seu freguês. E continua sendo.

Esperamos que essa escrita seja mudada no próximo jogo, terça-feira, às 19:00 horas.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Educação e Civilidade

É pedir demais aos torcedores do Bahia e do Vitória um pouco de educação e civilidade no momento da festa, ou vamos incluir suas atitudes de vaias generalizadas às cantoras que abrilhantaram a festa de ontem na inauguração da Arena Fonte Nova ao surrado argumento de que "torcedor é assim mesmo?".

As vaias direcionadas para a cantora Cláudia Leite, por ser torcedora do Esporte Clube Bahia e para a cantora Ivete Sangalo por ser do Esporte Clube Vitória pelas torcidas rivais foram, no mínimo, no meu entendimento, uma deselegância absurda.

Pode o torcedor ser elegante, educado, civilizado sendo ele "doente" pelo seu time? Penso que sim. E mais. Da próxima vez, vaiem. Mas direcionem as mesmas para os donos da Arena Fonte Nova, que inauguraram a mesma, cobrando preços absurdos pelo ingresso e, ainda por cima, impedindo mais de 6.000 torcedores, que ocuparam o primeiro anel do estádio de enxergarem, adequadamente, a partida em função do chamado "ponto cego".

Os mesmos querem que cumpramos as regras. E assim deve ser. Mas que eles cumpram às suas, pois é exigência da FIFA que o torcedor veja 100% do campo de jogo.

domingo, 7 de abril de 2013

Arrecadação milionária

O BaVi que inaugurou a ARENA FONTE NOVA teve renda de quase dois milhões, exatos hum milhão, novecentos e cinquenta e quatro mil e novecentos reais.

E nem toda a capacidade do estádio, de 50 mil torcedores, foi utilizada. Os 40 mil ingressos vendidos foram divididos entre 58% para o Bahia e 42% para o Vitória.

Taxa de comodidade

Custei muito a acreditar. Mas um colega meu, ontem pela noite, informou que ao comprar o ingresso para o Ba x VI pela internet, no valor de R$ 180,00 (cento e oitenta reais), teve que pagar 10% de uma taxa de comodidade.

Fiquei intrigado. Como assim? Perguntei. Taxa de comodidade? O que isso significa?

Ele ficou me olhando. Não entendeu a minha pergunta e só balançou a cabeça, levantando as sobrancelhas e franzindo a testa em um lacônico pois é.

Então desenvolvi a minha hipótese: o fato do concessionário disponibilizar a venda do ingresso pela rede mundial de computadores, é um serviço. Ele está lhe vendendo um serviço que permite que você não precise sair de casa para comprar o ingresso. Na comodidade e tranquilidade do lar você pode adquirir o ingresso sem passar por todo o sufoco de enfrentar trânsito, sol, chuva, fila, etc, etc...e isso tem um preço!!!

Resumo da ópera. O colega pagou módicos R$ 200,00 (duzentos reais) para assisti ao jogo na nova Fonte Nova. Segundo o marketing, a mesma é o anúncio de uma nova era. Esqueceram de avisar que para participar, deves pagar uma taxa de comodidade.

sábado, 6 de abril de 2013

Contradição aparente

Amanhã, sete de abril, ocorrerá, principalmente nas cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014, em parceria com o Ministério da Saúde, a comemoração do Dia Mundial da Saúde. O evento aqui em Salvador tem o apoio também das secretarias de saúde do estado e do município, que serão representadas pelo secretário do Estado, Jorge Solla e do Agita Bahia, sob a presidência do senhor Cristiano Pitanga.

Segundo a página oficial da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, o objetivo do evento é "fortalecer a mensagem da promoção da saúde, através da adoção da prática de atividades físicas e alimentação saudável".

Ainda no mesmo diapasão, há um alerta sobre a importância de somar, à estas práticas, o "não uso do tabaco e do álcool", potencializando, ao indivíduo, a proteção das "doenças crônicas não transmissíveis" e, deste modo, prevenindo a "hipertensão arterial, diabetes e outras patologias". Em suma: atividade física somada a uma alimentação saudável é uma excelente receita para os males da sociedade moderna.

Considero a intenção belíssima. E não tenho dúvida alguma sobre o sucesso do evento e da importância da prática da atividade física, muito embora tenha minhas dúvidas sobre este debate descolado de ações mais concretas sobre a relação causal entre esta e a aquisição da saúde e, também, sobre as ações contraditórias entre o governo que promove e incentiva o evento e suas ações práticas.

Por exemplo. Já que o não uso do tabaco e do álcool é um elemento fundamental para a proteção do indivíduo em relação a aquisição de patologias, por que então este mesmo governo aceita mudar o nome da Arena Fonte Nova para ITAIPAVA ARENA FONTE NOVA? Não é a Itaipava uma fábrica de cerveja? A cerveja não contém álcool?

Para não falarem que sou "do contra", quero registrar aqui que esta contradição é apenas aparente. Faz parte das lutas que interessam às classes e frações de classes que compõem o bloco histórico essa dinâmica contraditória em relação aos fenômenos sociais, entre eles a atividade física, a saúde e as ações do Estado.

Então, o que fazer? Sugestão para também não falarem que fico apenas no lugar confortável da crítica sem propor alternativas: que tal, na caminhada, ao invés desta se resumir a um "ato de repúdio ao sedentarismo e de incentivo a vida ativa e feliz", os participantes levantarem faixas e cartazes contra esta opção do Governo?

Fica a minha sugestão, irrealizável, obviamente - pois quem paga a banda escolhe a música - do combate a esta contradição aparente.

E sobre o Balbininho?

O ginásio de esporte Balbininho, situado, antes de ser demolido junto com a Fonte Nova em 2010, na ladeira da Fonte das Pedras, foi simplesmente esquecido até o momento pela crônica esportiva baiana. Muito se lê, se ouve e se fala sobre a Arena Fonte Nova mas, nada, absolutamente nada trata sobre o Ginásio Antônio Balbino Carvalho Filho, vulgo Balbininho.

Em parte, isso expressa a hegemonia do futebol e o tratamento histórico, unilateral que damos às outras modalidades esportivas. Para que falar de um espaço poliesportivo, onde diversos campeonatos de judô, karatê, jiu-jitsu, futsal, basquete, volei entre outros eventos e shows ocorriam se podemos falar do espaço do futebol, esse sim, que mobiliza paixões e emoções diversas e, portanto, trás dividendos importantes para todos?
Parte de dentro do Balbininho

Mas a imprensa esportiva, penso eu, não pode ficar presa a esta lógica produtivista de se falar e de informar somente sobre aquilo que promove dividendos. É propósito do jornalismo, há muito esquecido nas diversas editorias, não se restringindo ao esporte, assumir "o compromisso com a verdade e a informação", atuando "dentro dos princípios universais de justiça e democracia, garantindo principalmente o direito do cidadão à informação".

Mais do que isso, é dever do jornalista, buscar "o aprimoramento das relações humanas e sociais, através da crítica e análise da sociedade, visando um futuro mais digno e mais justo para todos os cidadãos brasileiros".

Esses elementos estão presentes no juramento que todos os estudantes desta área fazem ao se formarem mas, ao que parece, se esquecem quando atuam profissionalmente. Esquecer sobre uma praça esportiva da magnitude do Balbininho e não situá-lo historicamente, fazendo a crítica ao seu pífio destino - foi a baixo para dar lugar ao estacionamento da hoje Arena Fonte Nova - não condiz com a função de aprimorar as relações humanas e sociais.

Balbininho ao lado da velha Fonte Nova
Fazer crítica e analisar a sociedade, visando um futuro digno e justo para todos os cidadãos brasileiros, vai exigir a denúncia sobre o monopólio do futebol, sobre a falta de praças poliesportivas em uma cidade com mais de dois milhões e seiscentos e setenta mil habitantes e, fundamentalmente, sobre a falta de políticas efetivamente públicas de esporte e lazer para todos e não apenas para poucos.

Trazer à tona uma reflexão sobre o Balbininho é falar para além dele e da função que o mesmo cumpria. É lutar pelo direito inalienável à Cultura Corporal historicamente desenvolvida e que não deve ser resumida ao futebol nem traduzida nos seus aspectos táticos, técnicos ou de entretenimento, apenas, mas, sobretudo, nas relações políticas e econômicas que fazem parte e dão dinamismo ao chamado eufemisticamente "mundo dos esportes" que nada mais é, do que este mundo em que vivemos.

Trazer à lúmen o Balbininho é fazer a crítica contundente à lógica imperativa do metabolismo do capital, para o qual tudo o que é sólido se desmancha no ar ou é implodido pela sanha das empreiteiras sobre a anuência do Estado. Talvez por isso e só por isso, a imprensa esportiva faça um silêncio ensurdecedor sobre a outrora belíssima praça poliesportiva, carinhosamente apelidada de Balbininho.
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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Os senhores dos anéis







Momento em que o Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, concede entrevista quando da sua visita a Arena Fonte Nova, em 15 de maio do ano passado.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Quer beber? Vá à fonte

A Fonte Nova e todo o conjunto esportivo junto ao dique (alguém lembra do Balbininho?) era Patrimônio Histórico da Humanidade, tombado pelo IPHAN na década de 50 do século passado. Abrigava em suas dependências uma escola pública e a única piscina olímipica de todo o estado da Bahia.

Pois bem. Foi implodida pela sanha das empreiteiras, pelos interesses do capital e agora vai levar nome de cerveja. Pergunto aos meus botões, que incrédulos silenciam, uma pergunta simples diante de tantos desrespeito com um patrimônio da humanidade e desmandos com o dinheiro público: desde quando, álcool combina com esporte?

quarta-feira, 27 de março de 2013

Arena Fonte Nova

A chamada Arena Fonte Nova tem sua inauguração marcada para o dia 07 de abril, com o clássico estadual , Bahia X Vitória.

Os ingressos custarão R$ 45,00 (quarenta e cinco reais) até R$ 90,00 (noventa reais), dependendo do setor "escolhido" pelo torcedor. Atenção: esses valores não dizem respeito aos camarotes.

A Arena tem capacidade para 50 mil torcedores. No entanto, para este jogo, apenas 40 mil ingressos serão vendidos. Já que o Esporte Clube Bahia tem o mando do campo, ele terá direito a 58% da carga total dos ingressos, correspondendo a 23.200 lugares. Já os torcedores do Leão da Barra, terão direito a 42% restantes, total de 16.800 lugares.

Os bilhetes para a partida podem ser adquiridos tanto nas bilheterias da Fonte como, também, pela internet, no site www.arenafontenova.com.br.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Aldeia Maracanã mais um patrimônio histórico que tende a ruir em função dos interesses das empreiteiras

Os aparelhos repressivos do estado estão a postos para realizar, com muita força se preciso for, a retirada dos  índios do interior, pasmem, do Museu dos Índios.

Já foi exigida a desocupação pela Justiça burguesa. Foi declarado que os Índios devem sair do interior do Museu que o representa à décadas pelo interesse das empreiteiras de construir naquele lugar, o Museu Olímpico. Este será um dos legados dos chamados megaeventos esportivos.

Aqui em Salvador, tempos atrás, os mesmos interesses fizeram demolir a Fonte Nova e o Balbininho, patrimônios históricos tombado pelo IPHAN em maio de 1959.

Será que a história se repetirá? A face dela será trágica, ou mais uma farsa?