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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

O que determinou o tempo de 24 segundos para o arremessos no basquete?

Eram 7.021 pessoas presentes no Minneapolis Auditorium, ginásio do Minneapolis Lakers, em 22 de novembro de 1950. O time era o atual bicampeão da NBA, a liga de basquete norte-americana, e enfrentava o Fort Wayne Pistons, que havia sido o vice-campeão da Conferência Oeste na temporada anterior. Os Pistons abriram um ponto de vantagem e o treinador Murray Mendenhall não teve dúvidas: mandou o seu defensor Ralph Johnson enrolar e segurar a bola pelo máximo de tempo possível.

As regras do basquete eram diferentes e não havia limite no tempo de posse de bola. Então, os Pistons ficaram praticamente o jogo inteiro tocando a bola de um lado para o outro da quadra. A torcida ficou impaciente e até mesmo os árbitros e os jogadores dos Lakers imploraram para que os visitantes tentassem anotar mais pontos. No fim das contas, a estratégia não deu certo. Os Lakers conseguiram fazer 3 x 1 no último quarto e viraram o jogo para 19 x 18, vencendo aquela que foi a partida com menor pontuação na história da NBA. Apesar da derrota, a tática foi considerada revolucionária para uns e terrível para outros: “Jogar dessa forma vai matar a beleza do basquete”, profetizou Johny Kundla, então técnico da equipe de Minneapolis.

Quatro anos mais tarde, a profecia de Kundla estava cada vez mais perto da realidade. O número de times da NBA havia caído de 17 para nove. Os jogos estavam cada vez mais monótonos e os times mais ofensivos estavam com dificuldades para dar velocidade ao jogo graças ao tempo em que os adversários passavam na defesa. Em uma reunião informal, envolvendo três apaixonados por basquete, surgiu a fórmula que salvaria a NBA do fracasso completo, como conta uma reportagem publicada pela Sports Illustrated, a principal publicação esportiva dos Estados Unidos.

Danny Biasone, dono do Syracuse Nationals (vice-campeão da temporada 1953-1954), Emil Baroni, responsável do Nationals pela análise das estatísticas, e Leo Ferris, o treinador, se reuniram em um boliche que também era de propriedade de Biasone para discutir o assunto. De posse de uma avalanche de dados sobre jogos, eles chegaram a um número mágico. Ao analisar as estatísticas, o trio concluiu que os jogos mais interessantes tinham em média 60 arremessos de cada time – ou seja, 120 arremessos ao longo de 48 minutos de partida. Aí ficou fácil: foi só fazer em um guardanapo a conta de quanto dava 120 dividido por 48 para descobrir que essas partidas tinham uma média de 2,5 arremessos por minuto. Ou um arremesso a cada 24 segundos.

A conclusão óbvia foi a de que, limitando o tempo de posse de bola a 24 segundos por ataque, os times fatalmente arremessariam uma bola a cada 24 segundos e todos os jogos teriam um índice próximo ao que o trio considerava ideal. O número não foi tão bem aceito de cara, pois uma corrente acreditava que os jogadores, sem ter consciência sobre o tempo de que ainda dispunham para concluir as jogadas, poderiam arremessar desesperadamente todas as bolas logo nos primeiros segundos. Foi isso o que aconteceu no primeiro teste da nova regra, em um amistoso promovido por Biasone reunindo jogadores universitários e jogadores do Syracuse Nationals.

A solução foi desenvolver um relógio para ser colocado no topo da cesta, o que ajudou os jogadores a se adaptarem à novidade e fez com que a regra fosse adotada. Mas outras falhas apareceram no caminho: em um jogo do próprio Syracuse Nationals, quando o tempo expirou, uma bola foi arremessada, acertou a tabela e voltou nas mãos de outro jogador do próprio time. A arbitragem não sabia dizer se o lance contava como um arremesso ou se a posse de bola da jogada anterior ainda não havia se encerrado, o que inviabilizaria a continuidade do lance. Uma reunião foi convocada para decidir a questão e concluiu-se que permitir que a bola fosse atirada deliberadamente na tabela para configurar uma nova jogada faria com que alguns times passassem toda a partida fazendo isso.

Consolidada, a regra logo foi aclamada pelo mundo do basquete. Quando foi adotada, na temporada 1954-1955, o recorde histórico de pontuação média por jogo havia sido registrado na temporada 1951-1952 e era de 83,7. Logo no primeiro ano com o shot clock a média foi de 93,1 e subiu progressivamente até chegar aos 118,8 na temporada 1961-1962 – até hoje este é o recorde histórico da NBA. A Federação Internacional de Basquete adotou a regra dois anos depois, em 1956, mas permitindo 30 segundos de posse de bola – apenas em 2000 a regra foi adaptada e se igualou à NBA.

O mesmo aconteceu com a WNBA, a liga feminina norte-americana, que surgiu em 1996 e adotou inicialmente os 30 segundos, reduzindo para 24 em 2006. No basquete universitário, o tempo limite só foi adotado em 1985 e era de 45 segundos, passando para 35 em 1993 e para 30 em 2015. O shot clock é tão importante para a história do basquete que em Syracuse existe um monumento dedicado a ele: trata-se de uma réplica do primeiro relógio usado na NBA.

(Matéria retirada do site Guia dos Curiosos)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Basquete Nordestino



Neste final de semana aconteceu na cidade de Feira de Santana as fases de oitavas e quartas de finais  da V Supercopa Nordeste de Basquete etapa Bahia, Senhor do Bonfim foi representada pela Liga Bonfinense/ PMSB que é a principal equipe da cidade e pela ASB/ Independente,ambas as equipes se classificaram na Etapa Norte que aconteceu em nossa cidade.


FASE OITAVAS DE FINAL QUE ACONTECEU NO SÁBADO EM FEIRA

A ASB/Independente venceu a equipe de Cruz das Almas por 68 a 43,  e a Liga Bonfinense/PMSB venceu Teixeira de Freitas pelo placar de 71 a 36.


Com os resultado as equipes se classificaram para a fase de quartas de finais, a ASB/ independente para enfrentar a forte equipe da UNIRB/TBJ/PRONTEC de Salvador, que representou a Bahia na Copa Brasil Nordeste e a Liga Bonfinense/PMSB a Seleção de Caitité.

FASE QUARTAS DE FINAIS QUE ACONTECEU NO DOMINGO EM FEIRA

A ASB/Independente não teve chances contra a UNIRB/TBJ/PRONTEC,  e mesmo fazendo um  jogo equilibrado, foi eliminada pela equipe da capital pelo placar de 77 a 49.


Liga Bonfinense/PMSB por sua vez mostrou sua força e não deu chances a Seleção de Caitité, vencendo pelo placar de 77 a 58 se classificando para as semifinais da competição, onde enfrentará o algoz da ASB/Independente a UNIRB/TBJ/PRONTEC, na outra semifinal se enfrentam o Esporte Clube Vitória e Serrinha.

SEMIFINAIS  E FINAL

As semifinais e finais desta competição também acontecerão em Feira de Santana no próximo sábado dia 11 de maio.

A etapa Bahia da V Supercopa Nordeste de Basquete, contou com a participação de 64 equipes de todo o estado, daí a importância da Liga Bonfinense/PMSB representando o esporte de Senhor do Bonfim, ficar entre as quatro melhores.

TEXTO SOCIALIZADO POR E-MAIL DE AUTORIA DO

Alberto Longuinho
Diretor da Liga Bonfinense de Basquete/LBB

sábado, 6 de abril de 2013

E sobre o Balbininho?

O ginásio de esporte Balbininho, situado, antes de ser demolido junto com a Fonte Nova em 2010, na ladeira da Fonte das Pedras, foi simplesmente esquecido até o momento pela crônica esportiva baiana. Muito se lê, se ouve e se fala sobre a Arena Fonte Nova mas, nada, absolutamente nada trata sobre o Ginásio Antônio Balbino Carvalho Filho, vulgo Balbininho.

Em parte, isso expressa a hegemonia do futebol e o tratamento histórico, unilateral que damos às outras modalidades esportivas. Para que falar de um espaço poliesportivo, onde diversos campeonatos de judô, karatê, jiu-jitsu, futsal, basquete, volei entre outros eventos e shows ocorriam se podemos falar do espaço do futebol, esse sim, que mobiliza paixões e emoções diversas e, portanto, trás dividendos importantes para todos?
Parte de dentro do Balbininho

Mas a imprensa esportiva, penso eu, não pode ficar presa a esta lógica produtivista de se falar e de informar somente sobre aquilo que promove dividendos. É propósito do jornalismo, há muito esquecido nas diversas editorias, não se restringindo ao esporte, assumir "o compromisso com a verdade e a informação", atuando "dentro dos princípios universais de justiça e democracia, garantindo principalmente o direito do cidadão à informação".

Mais do que isso, é dever do jornalista, buscar "o aprimoramento das relações humanas e sociais, através da crítica e análise da sociedade, visando um futuro mais digno e mais justo para todos os cidadãos brasileiros".

Esses elementos estão presentes no juramento que todos os estudantes desta área fazem ao se formarem mas, ao que parece, se esquecem quando atuam profissionalmente. Esquecer sobre uma praça esportiva da magnitude do Balbininho e não situá-lo historicamente, fazendo a crítica ao seu pífio destino - foi a baixo para dar lugar ao estacionamento da hoje Arena Fonte Nova - não condiz com a função de aprimorar as relações humanas e sociais.

Balbininho ao lado da velha Fonte Nova
Fazer crítica e analisar a sociedade, visando um futuro digno e justo para todos os cidadãos brasileiros, vai exigir a denúncia sobre o monopólio do futebol, sobre a falta de praças poliesportivas em uma cidade com mais de dois milhões e seiscentos e setenta mil habitantes e, fundamentalmente, sobre a falta de políticas efetivamente públicas de esporte e lazer para todos e não apenas para poucos.

Trazer à tona uma reflexão sobre o Balbininho é falar para além dele e da função que o mesmo cumpria. É lutar pelo direito inalienável à Cultura Corporal historicamente desenvolvida e que não deve ser resumida ao futebol nem traduzida nos seus aspectos táticos, técnicos ou de entretenimento, apenas, mas, sobretudo, nas relações políticas e econômicas que fazem parte e dão dinamismo ao chamado eufemisticamente "mundo dos esportes" que nada mais é, do que este mundo em que vivemos.

Trazer à lúmen o Balbininho é fazer a crítica contundente à lógica imperativa do metabolismo do capital, para o qual tudo o que é sólido se desmancha no ar ou é implodido pela sanha das empreiteiras sobre a anuência do Estado. Talvez por isso e só por isso, a imprensa esportiva faça um silêncio ensurdecedor sobre a outrora belíssima praça poliesportiva, carinhosamente apelidada de Balbininho.
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sexta-feira, 8 de março de 2013

Mulheres e esporte

Especialmente hoje, no dia Internacional da Mulher, lembramos dos nomes de atletas brasileiras importantes que representam e/ou representaram diferentes modalidades esportivas pelo mundo. Para elas e para todas as anônimas que efetivamente fazem o esporte ter vida, nossas sinceras homenagens:

Marta, Formiga, Francielle, Grazielle, Pretinha (futebol); Adriana Araújo, Érica Matos, Roseli Feitosa (boxe); Magic Paula, Hortência, Janete (basquete); Daiane do Santos, Daniele Hypólito, Adrian Gomes, Luisa Parente (ginasta); Fernanda Keller, Maurren Maggi, Fabiana Murer, Rosângela Santos (atletismo), Fofão, Fernanda Garay (vôlei); Sandra Pires (vôlei de praia), Maria Esther (tenista); Maria Lenk (natação).


terça-feira, 31 de julho de 2012

Argentino no comando

O técnico da seleção brasileira do basquete masculino, que disputa depois de três olimpíadas uma medalha em Londres, é da Argentina.

Fico imaginando se isso ocorreria na seleção brasileira de futebol masculino.

Já pensou?

sexta-feira, 13 de julho de 2012

David Meira

Mais de 24 horas após o grave acidente no Ginásio da Asceb, David Meira, permanece, no fim da tarde desta sexta-feira, internado em estado grave no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Porém, segundo o pai do atleta, Márcio Lopes Meira, o inchaço no pescoço diminuiu, o que pode ajudar no tratamento e na realização de novos exames. David continua sedado na UTI do hospital.

Ainda de acordo com Márcio, a família e colegas de equipe de David agora torcem para que o atleta sobreviva, sem pensar em possíveis sequelas. “Só queremos mantê-lo vivo”, afirmou. O grupo pretende ficar no hospital para mandar energia positiva ao jogador.

Missa
Mais cedo, amigos de David, companheiros de equipe acompanhado dos pais participaram de uma missa na igreja Santa Edwiges, na Asa Sul. Por 30 minutos, rezaram de mãos dadas pela saúde do jovem jogador.

Acidente
David Meira se machucou na tarde desta quinta-feira durante um treino da equipe no Ginásio da Asceb. Após tentar uma enterrada, o suporte da tabela quebrou e caiu em cima do atleta, entre o pescoço e o ombro. David recebeu os primeiros socorros ainda em quadra e uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) o transportou ao HBDF. O jovem, que sofreu duas paradas cardiorrespiratórias logo após o acidente, está internado na UTI e respira por ajuda de aparelhos.

A Polícia Civil já realizou perícia no local do acidente. O caso está sob responsabilidade da 1ª DP, Asa Sul, e um inquérito foi aberto para averiguar as responsabilidades no Ginásio da Asceb. O laudo deve ser enviado à DP até o dia 22 e deve definir se alguém será responsabilizado pelo ocorrido ou se a polícia trabalhará com a hipótese de acidente.


TEXTO RETIRADO DO SITE Superesportes

domingo, 14 de novembro de 2010

As contradições de sempre!!!

TEXTO ESCRITO PELO PROFESSOR ALAN JONH

O presidente do PC do B, Sr.Renato Rabelo, se reuniu nesta última terça-feira, 09 de novembro com o presidente do PT José Eduardo Dutra integrante do governo de transição e defendeu a manutenção do partido a frente do Ministério dos Esportes.

Tudo leva a crer que a solicitação seja atendida e que o partido continue no Ministério. Já que o ministro Orlando Silva está à frente das atividades que envolvem a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

Análises da política de esporte nos apontam que o investimento prioritário no esporte de alto-rendimento e a realização de mega-eventos esportivos foi à tônica central do governo nos últimos anos no campo das políticas públicas de esporte e lazer.

Em tempos de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, o esporte tem se apresentado como valioso instrumento de ampliação da desigualdade social e da concentração de renda em nosso país.

Justifica-se que o alto investimento no esporte de rendimento seria uma medida de suma importância para o desenvolvimento esportivo e para a melhoria do desempenho dos atletas em competições internacionais.

Entretanto, experiências de popularização dos esportes em diversas nações demonstram que outra via é possível, possibilitando-nos resultados muito mais duradouros e condizentes com a melhoria das condições de saúde da comunidade e até mesmo do desempenho competitivo.

O futebol no Brasil, o basquete nos EUA, o tênis de mesa no Japão, o kung-fu na China, o Xadrez em Cuba são alguns bons exemplos de que a socialização dos esportes deve ser o primeiro passo na política de esportes nacional.


A justificativa para os altíssimos investimentos nesses mega-eventos esportivos é que ficaria um legado de infraestrutura e se ampliaria a prática esportiva no país.

Entretanto os jogos Panamericanos realizados no Brasil em 2007, apresenta-nos provas concretas do contrário.

Neste episódio pudemos observar: ataques a populações locais na tentativa de esconder as gritantes desigualdades sociais da cidade; falta de prestação de contas de mais de 1 milhão de reais, entrega de diversas construções realizadas com dinheiro público para mão de iniciativa privadas, gastos públicos absurdos na construção de espaços com possibilidade bastante limitada de vivência efetiva do esporte.

Um bom exemplo é o estádio Engenhão, orçado inicialmente em R$ 100 milhões tendo um custo total bem acima do valor orçado, custando aos cofres públicos cerca de 300 milhões e entregue ao clube de regatas botafogo por R$ 40 mil mensais mais custos de manutenção. Os gastos gerais com o evento estavam previstos em R$ 532 milhões e os gastos gerais com o evento chegaram a R$ 3 bilhões.

Segundo cálculos preliminares da CBF, espera-se que o governo gaste cerca de R$ 11 bilhões para se preparar para a copa de 2014. Já o projeto dos Jogos Olímpicos de 2016 está estimado em R$ 25,9 bilhões.

Segundo plano de gasto alternativo elaborado pelo movimento planeta sustentável com base em órgãos governamentais, só o recurso de R$ 11 bilhões da copa de 2014 daria para se investir: R$ 2,1 bilhões na expansão do saneamento, levar água tratada a 2,2 milhões de casas e coleta de lixo a 2,1 milhões – cerca de 20% do déficit de saneamento. (Segundo dados do IDH divulgado essa semana o país tem 20% da população sem acesso a saneamento e 57% dos brasileiros não têm coleta de esgoto. Dados do senso 2010 do IBGE aponta que o país têm 185 milhões de habitantes); R$ 2,8 bilhões para financiar a construção ou compra de 480 mil casas populares – 6% do déficit habitacional; R$ 2,8 bilhões para levar luz a 1,6 milhões de pessoas no campo – 13 % da população sem aceso à energia; R$ 1,4 bilhões para ensinar 600 mil jovens e adultos a ler e escrever - o que nos daria um saldo de 4% a menos de analfabetos no país; R$ 700 mil para levar o programa Saúde da Família a mais de 2 milhões de pessoas – o que superaria a população de Curitiba ou Recife.


Em paralelo a esses gastos absurdos, a esse derrame de dinheiro, a maioria das escolas públicas não tem quadras esportivas e grande parcela da população tem dificuldades de acesso aos serviços de saúde. As oportunidades de lazer são extremamente reduzidas, falta moradia, saneamento básico e alimentação, os recursos destinados à educação e saúde estão bem abaixo do necessário.

As contradições seguem seu curso. Na semana passada, o ministro Orlando Silva defendeu o investimento de prefeituras nos eventos. No caso de São Paulo o ministro defende o investimento dando exemplos de outros gastos nesse sentido e pra nosso espanto cita o caso desta mesma prefeitura que gasta R$ 28,30 milhões anuais em Interlagos para receber a Fórmula 1.

Aos que diante dos fatos se refugiam em discursos do tipo: esses eventos são importantes para confraternização entre os povos, para o intercambio cultural entre as nações. Nós lhes apresentamos uma necessidade ainda mais básica de cooperação: a de alimento.

Dados apontam que atualmente a produção de alimentos é superior a capacidade de consumo humano. Entretanto, temos hoje 1 bilhão de pessoas com fome no mundo, muitas delas crianças. 25 países apresentam condições alarmantes. A República Democrática do Congo tem 75% de sua população subalimentada.

Enquanto isso, esporte só como espectador. Empresas da construção civil se deleitam com os investimentos públicos e continuam espoliando os trabalhadores e o presidente LuLa ainda chora de felicidade com a vinda dos Jogos Olímpicos para o país.