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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A grande luta de Muhammad Ali

Resta saber quem levou este cruzado do/no STF
A decisão de ontem sobre os embargos infringentes, tomada pelos Juízes do Superior Tribunal Federal (STF) brasileiro em não aceitar o crime de formação de quadrilha imputado aos participantes da Ação Penal 470, apelidada pela mídia nativa de "mensalão", fez-me lembrar de um filme sobre Muhammad Ali-Haj, batizado Cassius Marcellus Clay Júnior, transmitido em dezembro último pelo canal de televisão HBO e reprisado quarta-feira pelo MEGAPIXEL.

O título do filme é o mesmo do tema desta postagem. Mas importa observar que o mesmo centra-se menos no boxeador (muito embora cenas antológicas de suas lutas e entrevistas sejam mostradas) e mais, sobre a mudança dos votos, pelos Juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos, de uma decisão julgada unânime.

No ano de 1967, já convertido ao Islamismo, Muhammad Ali-Haj se recusou a lutar na Guerra do Vietnã em função da sua nova religião, pois a mesma impedia que seus seguidores participassem de conflitos armados.

Por conta desta atitude, o seu título de campeão mundial de Boxe foi cassado, ele foi proibido de lutar em todo o território dos Estados Unidos e tornou-se réu em um processo que o condenou a prisão. Ele então recorre a Suprema Corte do país (o nosso STF), questionando a decisão.

Há, então, debates entre os Juízes sobre o recurso. Aceitá-lo abriria um precedente perigoso, poderia levar uma conversão em massa dos negros ao islamismo e consequente esvaziamento de contingentes necessários para a guerra.

Em função da pressão do presidente Richard Nixon, os juízes, alguns a contragosto por verem na decisão uma certa pitada de racismo, votam contra o recurso do boxeador, já que a resolução, a pedido do presidente da Corte, deveria ser unânime.

É então escolhido um Juiz relator que deveria ler a decisão. O mesmo determina para um advogado, estagiário na Corte, a responsabilidade em redigir o texto. Ao elaborar o parecer para o relator, desenvolve o mesmo posicionando-se contrário ao determinado, com argumentos de jurisprudência, já que anos atrás, seguidores de outras religiões foram contemplados em solicitações análogas.


A redação do advogado é impactante ao ponto de levar o Juiz relator a estudar e se aprofundar no caso, mudando então o seu voto e convencendo os outros a seguirem o mesmo caminho.

Nova reunião. Novos elementos apresentados. Novos votos. A Muhammed Ali-Haj é dado, então, parecer favorável ao recurso.

A história demonstrou acertada a decisão dos Juízes da Suprema Corte. Será ela, também, favorável ao que foi decidido pelos Juízes brasileiros sobre os embargos infringentes?

O tempo dirá.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mulheres e esporte

Especialmente hoje, no dia Internacional da Mulher, lembramos dos nomes de atletas brasileiras importantes que representam e/ou representaram diferentes modalidades esportivas pelo mundo. Para elas e para todas as anônimas que efetivamente fazem o esporte ter vida, nossas sinceras homenagens:

Marta, Formiga, Francielle, Grazielle, Pretinha (futebol); Adriana Araújo, Érica Matos, Roseli Feitosa (boxe); Magic Paula, Hortência, Janete (basquete); Daiane do Santos, Daniele Hypólito, Adrian Gomes, Luisa Parente (ginasta); Fernanda Keller, Maurren Maggi, Fabiana Murer, Rosângela Santos (atletismo), Fofão, Fernanda Garay (vôlei); Sandra Pires (vôlei de praia), Maria Esther (tenista); Maria Lenk (natação).


domingo, 3 de junho de 2012

Popó, vence!!!

Neste sábado, em sua despedida dos ringues, Acelino Freitas, o Popó, venceu o até então invicto compatriota Michael Oliveira por nocaute no nono round. Foi a 39ª vitória do veterano na carreira, que perdeu apenas duas vezes em sua trajetória.
Afastado das lutas desde 2007, quando havia perdido para o americano Juan Diaz, Popó aceitou o desafio de Michael após pedido de seu filho, que disse que gostaria de vê-lo lutar. No novo adeus, o pugilista conseguiu um triunfo ao seu estilo, com nocaute.
“Estava afastado dos ringues, mas não dos treinamentos. Estava fazendo sparing, correndo. O campeão fez sua despedida com chave de ouro”, disse o pugilista, após sua vitória, em entrevista aoSporTV.
A luta
Bem ao seu estilo, Popó tomou a iniciativa do combate, tentando desferir golpes fortes logo no início do primeiro assalto. O veterano levantou a torcida, que passou a incentivá-lo.
O segundo round começou da mesma maneira, com Popó no centro do ringue. No entanto, o golpe mais forte da parcial foi uma esquerda de Michael quando restavam pouco menos de dois minutos para o fim.
A primeira abertura de contagem aconteceu no terceiro assalto. Nos segundos finais, Popó acertou uma bela sequência e levou Michael para as cordas. O jovem pugilista, no entanto, foi salvo pelo gongo.
Sentindo o bom momento, Popó começou o quarto round de maneira agressiva, partindo para cima do adversário. Michael conseguiu resistir às investidas e equilibrou as ações. Por acidente, o jovem chegou a acertar um golpe baixo no rival nos segundos finais.
A partir do quinto assalto, Michael conseguiu incomodar Popó mais vezes, assumindo o centro do ringue. No sexto, o jovem pugilista conseguiu acertar uma boa sequência de golpes no veterano, que respondeu na sequência.
Os rounds de número sete e oito tiveram panoramas semelhantes: equilíbrio até os segundos finais, quando Popó adotou uma postura agressiva e foi melhor.
Mostrando bom preparo físico, o veterano começou com sequências fortes no nono assalto, chegando, inclusive, a nocautear Michael. O veterano já havia derrubado o compatriota instantes antes de garantir seu triunfo.
Matéria retirada do UOL Esporte