quarta-feira, 29 de julho de 2026

Para onde foi o goleiro Vozinha, sensação da seleção de Cabo Verde, após a Copa do Mundo?

A janela de transferências segue movimentando o mercado internacional, e alguns dos contratos fechados após a Copa do Mundo chamam atenção pelos salários oferecidos aos jogadores.

Um dos casos que mais repercutiu foi o do experiente goleiro Vozinha. Aos 40 anos, o capitão da seleção de Cabo Verde acertou contrato de 18 meses com o Colo-Colo, do Chile, e receberá cerca de 255 mil dólares por mês. O valor é considerado elevado para os padrões do futebol chileno e gerou ampla repercussão no país.

Outro nome que surpreendeu foi o de Casemiro. Depois de deixar o Manchester United sem custos de transferência, o volante brasileiro acertou com o Inter Miami. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o meio-campista terá vencimentos anuais de aproximadamente 90 milhões de dólares, superando até mesmo o salário de Lionel Messi, estimado em 70 milhões de dólares por temporada.

Na Espanha, Vinicius Júnior também está no centro das especulações. O Arsenal prepara uma proposta considerada histórica para tentar tirar o atacante brasileiro do Real Madrid. A oferta prevê um salário superior a 480 mil euros por semana, valor semelhante ao que o jogador recebe atualmente no clube espanhol.

Outras negociações importantes também envolveram salários expressivos. O jovem Johan Muzambi deixou o Freiburg para defender o Aston Villa, onde passará a receber 85 mil libras semanais. Já Antony Gordon, autor do gol da Inglaterra na final da Copa do Mundo contra a Argentina, trocou o Newcastle pelo Barcelona e terá remuneração de cerca de 230 mil euros por semana.

Quem também mudou de clube foi o atacante Gonçalo Ramos. Reserva da seleção portuguesa no Mundial, ele deixou o Paris Saint-Germain para atuar no Milan, assinando um contrato que prevê vencimentos de aproximadamente 142 mil euros por semana.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Depois da parada pra Copa, o futebol brasileiro voltou sem empolgar

Na visão dos torcedores e dos jornalistas esportivos, a Copa do Mundo seria um divisor de águas e, mesmo sem termos elencos de alto nível técnico — com exceção de Flamengo e Palmeiras —, teríamos jogos de bom nível técnico no Campeonato Brasileiro após a parada para a Copa. É óbvio que não estou fazendo nenhuma comparação com as principais competições de futebol do mundo. No entanto, pelos valores investidos pelos principais clubes em comissões técnicas, atletas e estruturas, o nível técnico do futebol apresentado nas partidas disputadas depois da Copa foi muito baixo.

O recomeço desanimador e decepcionante do Campeonato Brasileiro, até o momento, tem muito a ver com o comportamento dos jogadores dentro de campo. O empurra-empurra, o antijogo, a malandragem, a simulação, os jogadores se encarando e as ameaças foram insuportáveis. A tentativa de superar o oponente e pressionar a arbitragem por meio de um teatro de péssima qualidade deixa o jogo truncado, sem qualidade e irritante. Trata-se de um comportamento que passa pela conivência dos técnicos e dos dirigentes, com raríssimas exceções.

A competitividade e o contato físico fazem parte do futebol. Afinal, todos os esportes de contato estão sujeitos a lances ríspidos e violentos. Cabe aos técnicos das divisões de base e do profissional orientar os jogadores e coibir o antijogo. Mas será que os técnicos são os únicos responsáveis? Não. Os dirigentes, os coordenadores e parte dos torcedores são "resultadistas" e, para eles, a vitória é o que interessa.

É claro que a vitória é importante e necessária. Entretanto, na primeira prateleira do futebol mundial, o resultado positivo está atrelado ao jogo bem jogado. É justamente quando uma partida de futebol se transforma em espetáculo. O problema é que, no futebol brasileiro, o imediatismo do resultado frequentemente se sobrepõe à preocupação com a qualidade do jogo, produzindo um espetáculo cada vez mais pobre.

Em épocas passadas, a "vitória no grito" era muito mais aplaudida do que hoje. E existe uma explicação: os torcedores estão mais exigentes. Além disso, o mercado publicitário precisa de um produto de boa qualidade para agregar valores compatíveis aos investimentos. O mercado publicitário não enxerga o futebol somente como um esporte. Futebol é um produto. Como todos os produtos, os investimentos dependem da qualidade. Sem qualidade, todos perdem.

Quando todos perdem, mudanças concretas tornam-se necessárias. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está, aparentemente, satisfeita com o futebol jogado no Brasil. Entretanto, todos os segmentos do mercado que dependem do futebol estão, em sua maioria, insatisfeitos. Inclusive os veículos de comunicação que, de forma incisiva, vendiam uma imagem do futebol brasileiro que não correspondia à realidade.


Escrito por Arquibaldo Geraldino dos Santos - 27 de julho de 2026 / segunda-feira / 19h48

Vasco empata com o Mirassol e permanece na zona de rebaixamento

Por Arquibaldo Geraldino dos Santos 

26 de julho de 2026   


O empate entre Vasco e Mirassol ( 1 a 1) na noite deste sábado, 25 de julho, em São Januário, pela vigésima rodada do Campeonato Brasileiro, foi um péssimo resultado para as pretensões do Vasco de permanecer na primeira divisão da competição sem sofrer sustos na reta final. Foi a primeira partida do segundo turno e, mesmo faltando dezoito rodadas para o fim da competição e com alguns clubes jogando um futebol de baixo nível, o Vasco não consegue transmitir esperança e confiança para seu torcedor. 

É verdade que os problemas extra-campo atrapalharam o planejamento da equipe durante a parada para a Copa do Mundo. Também é verdade que a equipe não tem dinheiro para fazer grandes contratações e as que foram feitas no início da temporada não surtiram efeito positivo. O mesmo acontece com remanescentes da última temporada. O resultado é uma equipe fraca tecnicamente, taticamente e fisicamente. O Vasco não tem controle emocional, capacidade de reação e, obviamente, confiança. 

Acreditar em uma mudança de comportamento e em uma evolução a curto prazo é muito difícil. Principalmente porque o tempo para adaptação de possíveis reforços e de construir ou montar um modelo de jogo capaz de ser competitivo e somar pontos é curto. Sabemos que no futebol tudo pode acontecer e, quando observamos a tabela de classificação e a qualidade de outras equipes, duas ou três vitórias e uma combinação de resultados pode fazer com a equipe dê um salto na tabela e, fora da zona de rebaixamento, recupere a confiança e termine a temporada sem que seus torcedores tenham a necessidade de fazer cálculos e projeções otimistas. 


O empate com o Mirassol foi a fotografia de um Vasco desorganizado, sem jogo coletivo e sem jogadores capazes de fazer algo diferente. O sistema defensivo - Puma Rodriguez, Carlos Cuesta, Robert Renan e Cuiabano depois Lucas Piton - não conseguia marcar, os laterais ofereciam espaços e levavam desvantagem no um contra um. O meio-campo com Barros, Tchê Tchê e Ramon Rique foi envolvido pelo meio-campo do Mirassol e demonstrou uma enorme incapacidade de marcar e construir. Os três meio-campistas que iniciaram a partida foram substituídos. Rojas entrou no lugar de Barros, Nuno Moreira entrou no lugar de Tchê Tchê e Jair entrou no lugar de Ramon Rique. Sem um meio-campo criativo e insistindo na bola longa, os atacantes - Adson, Spinelli e Andrés Gomez - ficaram reféns da marcação e, as poucas jogadas que levaram vantagem, as tomadas de decisão foram equivocadas e sem qualidade. David entrou no lugar de Adson. 

Por fim: acho cedo pata cobrar do técnico Pedro Emanuel uma definição tática, um jogo coletivo com encaxes na marcação associado com aproximação e troca de passes. Um sistema de jogo que esbarra na falta de qualidade técnica do atual elenco.

sábado, 25 de julho de 2026

Petição para banir a Argentina da Copa explode e já diz reunir mais de 23 milhões de assinaturas

Uma campanha internacional que pede a exclusão da Argentina das próximas edições da Copa do Mundo ganhou grande repercussão nos últimos dias e, segundo seus organizadores, já ultrapassou a marca de 23 milhões de assinaturas. A iniciativa, chamada "Argentina Out", afirma ter reunido 23.316.108 adesões de pessoas espalhadas por cerca de 170 países.

O movimento ganhou força durante a Copa do Mundo de 2026, período em que torcedores passaram a contestar diversas decisões da arbitragem envolvendo partidas da seleção argentina. Nas redes sociais, milhares de publicações levantaram suspeitas de um suposto favorecimento à equipe ao longo do torneio. No entanto, até o momento, essas alegações não foram acompanhadas de provas que sustentem as acusações.

Seleção da Argentina (Foto: Carl Recine/Getty Images)

Outro fator apontado pelos organizadores da campanha como responsável pelo aumento da mobilização foi a exibição de uma bandeira com a frase "Las Malvinas son Argentinas" durante uma celebração da seleção. O gesto gerou reações, especialmente entre torcedores e internautas de outros países, ampliando o alcance da petição.#

Apesar da ampla divulgação da campanha nas plataformas digitais, a Fifa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. Também não existe, até o momento, uma verificação independente que confirme o número de assinaturas divulgado pelos responsáveis pela iniciativa.

Dessa forma, embora o movimento tenha alcançado grande visibilidade nas redes sociais, as informações referentes ao total de participantes permanecem baseadas exclusivamente nos dados apresentados pelos próprios organizadores.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Segredo revelado: pesquisa mostra que bisavô de Messi nasceu no Brasil e mudança de sobrenome aconteceu em São Paulo

Antes de se tornar um dos maiores ídolos da história do futebol argentino, a família de Lionel Messi passou por um capítulo pouco conhecido em território brasileiro. Uma pesquisa genealógica revelou que um dos bisavôs do camisa 10 nasceu no interior de São Paulo e que uma alteração no sobrenome da família ocorreu justamente durante a permanência no Brasil, influenciando a identidade que o craque carrega até hoje.

A descoberta foi feita pelo pesquisador italiano Fiorenzo Santini, bancário de profissão e historiador por vocação. Apaixonado por futebol e torcedor da Inter de Milão, ele decidiu investigar as origens da família Messi quando o atacante ainda despontava como promessa no Barcelona.

Os primeiros levantamentos mostraram que o ramo paterno do jogador tem raízes em Recanati, na região italiana de Marche. Em 1893, Ângelo Messi, bisavô do atleta, deixou a Itália ao lado da esposa e se estabeleceu em Rosário, na Argentina, onde a família iniciaria uma nova trajetória.

Ao aprofundar os estudos sobre a linhagem materna, Santini encontrou uma conexão inesperada com o Brasil. O tataravô de Messi, Raniero Coccettini, embarcou para a América do Sul com a esposa Rosa Ricchezza e os filhos, desembarcando no Porto de Santos em 20 de setembro de 1899, conforme registros históricos do Museu da Imigração do Estado de São Paulo.

Logo após a chegada, a família enfrentou uma situação comum entre os imigrantes da época: a adaptação dos nomes nos registros oficiais. Raniero passou a ser identificado como Ramiero Concenttini, reflexo das dificuldades de grafia enfrentadas pelas autoridades responsáveis pelos documentos.

Os imigrantes foram contratados para trabalhar em uma fazenda pertencente a Martinho Prado Júnior, na região de Rincão, próxima a Ribeirão Preto. Foi durante esse período que nasceram mais dois filhos do casal: Ermínia, em janeiro de 1900, e Arderigo, em janeiro de 1904.

Foi justamente no registro do caçula que ocorreu a mudança definitiva. Arderigo passou a ser registrado como Federico, enquanto o sobrenome da família foi alterado de Coccettini para Cuccittini — forma que seria mantida pelas gerações seguintes. Federico tornou-se o bisavô materno de Lionel Messi.

Pouco tempo depois, em 1905, a família deixou o Brasil e migrou para Rosário, na Argentina. Ali nasceram Antônio Cuccittini, avô do jogador, Célia Maria Cuccittini, sua mãe, e, décadas mais tarde, em 24 de junho de 1987, Lionel Andrés Messi Cuccittini.

Segundo Santini, o sobrenome Cuccittini despertou sua atenção justamente por não existir na Itália. Entre 2019 e 2022, ele reuniu documentos históricos que comprovaram que a transformação ocorreu durante a passagem da família pelo interior paulista.

O trabalho de pesquisa também aproximou Messi das origens italianas. Em reconhecimento aos laços históricos de sua família, o jogador recebeu, em 2022, o título de cidadão honorário de San Severino Marche, cidade natal de seus antepassados.

Atualmente, não há registros de descendentes da família vivendo em Ribeirão Preto. Ainda assim, a ligação entre o maior ídolo argentino e o Brasil permanece registrada na história da imigração italiana e simbolizada pela Rua Martinico Prado, na Vila Tibério, que homenageia o fazendeiro responsável por empregar os ancestrais de Messi antes da mudança definitiva para a Argentina.