sábado, 11 de julho de 2026

Sucesso no Mundial ou Ilusão Ufanista? O que o Brilho dos Clubes Brasileiros Pode Estar Escondendo


Segue abaixo um breve comentário/síntese sobre um vídeo que postei no meu canal do youtube há um ano. Frente ao fracasso da seleção brasileira nesta Copa do Mundo, creio que o conteúdo pode contribuir para a reflexão sobre o que vem acontecendo com o nossa seleção. Leia o texto e acesse o vídeo (link ao final da síntese).

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O desempenho recente dos clubes brasileiros no Mundial de Clubes da FIFA tem sido motivo de grande empolgação. Com equipes liderando suas chaves e batendo de frente com gigantes do futebol europeu e mundial, a imprensa nacional rapidamente adotou um tom ufanista, celebrando a ideia de que o futebol brasileiro finalmente reencontrou sua antiga grandezaNo entanto, por trás das vitórias em campo, existe uma realidade muito mais complexa e incômoda que não podemos ignorar.

O Perigo do Entusiasmo Acrítico
O grande problema desse ufanismo, conforme aponta o professor Welington Silva (UEFS), é que ele mascara as contradições profundas que afetam o esporte no país. Ao celebrarmos apenas o topo da pirâmide, cometemos dois erros fundamentais:
  1. Reducionismo: Limitamos a percepção do futebol brasileiro ao sucesso de apenas quatro clubes de elite.
  2. Maquiagem Estrutural: Ignoramos que os problemas crônicos continuam presentes, independentemente do resultado de um torneio internacional.
A Realidade que o Placar não Mostra
Enquanto os refletores do Mundial brilham, a estrutura do futebol nacional permanece marcada por desafios que raramente ganham a mesma atenção mediática:
  • Desigualdade e Má Gestão: Um modelo que concentra recursos em poucos, enquanto a maioria dos clubes luta pela sobrevivência.
  • Precarização das Bases: A falta de investimento e estrutura adequada para formar novos atletas de maneira integral.
  • Ausência de Políticas Públicas: A carência de diretrizes consistentes que pensem o futebol como um ativo social e cultural, e não apenas comercial.
O Mundial Passa, os Problemas Ficam
É preciso ter em mente que, assim que a competição da FIFA terminar e o foco voltar para o Brasileirão, todos esses dilemas estruturais estarão "esperando por nós". Tratar o sucesso momentâneo como prova de que tudo vai bem é, na prática, continuar empurrando os problemas para debaixo do tapete.
Conclusão
O orgulho pelo desempenho dos nossos clubes é legítimo, mas ele deve servir como um ponto de partida para um debate sério, e não como um ponto final. O momento exige que, além de vibrar com os gols, possamos refletir e cobrar as reformas estruturais que o futebol brasileiro tanto precisa para se desenvolver de forma sustentável e justa.
Acesso ao vídeo (Clique aqui).

terça-feira, 17 de março de 2026

Imperialismo e Esporte

Publiquei um vídeo no canal Esporte e Sociedade sobre o tema "Imperialismo e Esporte". O vídeo tem como base o ensaio que escrevi na revista Outras Palavras (link abaixo). O texto analisa a instrumentalização política do esporte global, argumentando que a suposta neutralidade de entidades como a FIFA e o COI é uma construção ideológica seletiva. Faço uma critica a assimetria nas sanções, contrastando o banimento imediato da Rússia com a impunidade histórica dos Estados Unidos diante de suas intervenções militares e violações do direito internacional. O ensaio sustenta que o esporte opera como um aparelho ideológico do capitalismo, servindo para legitimar a hegemonia ocidental e punir adversários geopolíticos sob o pretexto de valores morais. Assim, as decisões institucionais refletem interesses econômicos e diplomáticos em vez de princípios éticos universais. Concluo que desmistificar a pureza do esporte é essencial para compreender como ele reproduz as hierarquias de poder e as estratégias de dominação imperialista na ordem mundial contemporânea.


Vídeo com base no ensaio

Link do ensaio https://outraspalavras.net/geopolitic...

segunda-feira, 23 de junho de 2025

Vitórias Internacionais, Crise Nacional: o Ufanismo e a Invisibilidade Estrutural no Futebol Brasileiro

O desempenho dos clubes brasileiros no Mundial de Clubes da FIFA 2025 tem provocado uma onda de entusiasmo na imprensa esportiva nacional. As vitórias diante de adversários com maior orçamento e infraestrutura vêm sendo tratadas como prova de que o futebol brasileiro voltou a ocupar seu lugar no topo.

No entanto, essa leitura é precipitada e perigosa.

Transformar conquistas pontuais em símbolo de grandeza estrutural é uma armadilha. Ao celebrar o sucesso de apenas quatro clubes — todos eles concentrados em centros de poder futebolístico — a mídia naturaliza a exclusão da maioria dos times do país e reforça um modelo concentrador que perpetua desigualdades.

O Brasil possui centenas de clubes profissionais e milhares de atletas que vivem à margem desse suposto "renascimento" do futebol. Fora do palco do Mundial, o que se vê são campeonatos regionais desvalorizados, estádios esvaziados, categorias de base precarizadas e federações sem transparência.

É preciso reconhecer que o futebol brasileiro enfrenta uma crise estrutural. Gestão amadora, calendário insano, ausência de políticas públicas, elitização dos estádios e concentração de mídia e recursos são apenas alguns dos sintomas.

Quando o Mundial terminar e o Campeonato Brasileiro for retomado, essas feridas voltarão a sangrar.

O ufanismo atual cumpre uma função ideológica: apaga a crise e alimenta o mito da superioridade natural do futebol brasileiro. Em vez disso, o momento deveria servir como alerta. É hora de usar a visibilidade conquistada lá fora para transformar o futebol aqui dentro.

segunda-feira, 17 de março de 2025

Bahia x Vitória

No Ba x Vi de ontem, o esporte clube Vitória não conseguiu um chute na direção do gol durante os 90 minutos. Só não tomou uma goleada, porque o Bahia foi "covarde". Talvez porque seja um clube traumatizado pelas goleadas que sofreu na Fonte Nova pelo rival no passado.


Mas o que me chamou muito a atenção foi a não expulsão do Everton Ribeiro. Poderia mudar o resultado da disputa? Não sei. Penso que não, pela tamanha fragilidade do time rubro-negro. Mas a não expulsão do meio campista do tricolor, compõe o quadro há muito pintado da fragilidade da arbitragem brasileira e baiana. Não há um só final de semana que a pauta do jornalismo esportivo não trate do tema, tendo em vista as recorrências.



Um jornalista, setorista do Bahia, jornalistas da Rádio Sociedade e Itapoan concordavam com a expulsão de Everton Ribeiro.

Talvez se fosse um "peteleco", houvesse a expulsão. Mas uma cabeçada no rosto do adversário, deve fazer parte do jogo, né? Afinal de contas, cabeçada faz parte do futebol.

Segue o baile.

segunda-feira, 10 de março de 2025

Os três exercícios mais eficazes para perder peso

Especialistas de Harvard, renomada universidade que fica nos Estados Unidos, divulgaram os melhores exercícios físicos para aqueles que estão em uma rotina para perder peso.

Manter um peso adequado é crucial para a saúde geral, prevenindo obesidade, diabetes e doenças cardíacas. O cuidado ainda contribui para o bem-estar mental, garantindo uma vida mais saudável.

Quais são os melhores exercícios para perder peso?

  • Caminhada

Segundo os especialistas de Harvard, a caminhada é um exercício “simples, mas poderoso”. Além de auxiliar na manutenção da forma física e no fortalecimento dos ossos, contribui para a melhora dos níveis de colesterol, controle da pressão arterial, melhora do humor e da memória, além de reduzir o risco de doenças.

A recomendação é começar com caminhadas de 10 a 15 minutos, aumentando gradualmente para 30 a 60 minutos, de 3 a 5 dias por semana.

  • Natação

A natação é um esporte que trabalha todo o corpo e queima muitas calorias, além de ser benéfico para as articulações.

Isso porque a água tira a tensão das articulações: “A natação é boa para indivíduos com artrite porque suporta menos peso”, explica o Dr. I-Min Lee, professor de medicina na Harvard Medical School.

Pesquisas apontam que, além de contribuir para a tonificação do corpo, a natação pode melhorar nosso estado de espírito e humor.

  • Musculação

Levantar pesos não é apenas para obter músculos. Com pesos leves, é possível melhorar a força dos músculos, que diminui com o tempo quando não são trabalhados.

Além disso, quanto mais músculos desenvolvemos, mais calorias podemos queimar, facilitando a manutenção de um peso ideal.

O treinamento pode ser feito em casa, de forma progressiva, ou seja, adicionando peso para criar resistência.

A Universidade de Harvard recomenda esses exercícios como os melhores para perda de peso e melhoria da saúde, com foco em diferentes aspectos e benefícios.

Estudiosos da mesma instituição também já recomendaram 5 hábitos que prolongam a vida em mais de 10 anos.


Texto do MSN