domingo, 9 de agosto de 2026

A era Infantino chegou ao fim? A crise de poder que ameaça o futebol mundial

As recentes turbulências envolvendo a FIFA parecem ter aberto uma nova frente de disputa dentro do futebol internacional. Em entrevista ao jornal francês Le Monde, o presidente de La Liga, Javier Tebas, foi direto ao questionar a permanência de Gianni Infantino à frente da principal entidade do futebol mundial. Para ele, o problema não está apenas no atual presidente, mas em um modelo de governança que permite a concentração de decisões e o afastamento dos principais atores do futebol dos processos que definem os rumos da modalidade.

A declaração de Tebas veio na esteira do fracasso do projeto da FIFA Forward Enterprise, a subsidiária criada com a perspectiva de negociar direitos comerciais de competições organizadas pela entidade, entre elas a Copa do Mundo. Para o dirigente espanhol, o episódio seria apenas a parte mais visível de um problema muito maior.

Segundo Tebas, não se trata de uma crise provocada exclusivamente por uma pessoa. O que estaria em questão é um sistema de poder construído dentro da FIFA e reproduzido ao longo dos anos. Na sua avaliação, trocar os nomes sem alterar as estruturas significaria apenas manter o mesmo modelo com novos personagens.

Essa crítica atinge diretamente Gianni Infantino. Tebas afirma que o “reinado” do dirigente suíço já teria terminado há muito tempo, embora sua saída formal ainda não tenha acontecido.

E, para sustentar sua posição, recorre a exemplos recentes da própria administração da FIFA. A organização e a expansão da Copa do Mundo de Clubes seriam, em sua avaliação, demonstrações de um processo de tomada de decisões no qual campeonatos nacionais e outros protagonistas do futebol têm pouca ou nenhuma participação efetiva.

A crítica também alcança o episódio da Superliga Europeia. Tebas lembra que o nome de Infantino apareceu em documentos relacionados ao projeto e aponta a existência de conexões entre pessoas envolvidas naquela iniciativa e o projeto da FIFA Forward Enterprise.

Mais do que questionar uma decisão específica, portanto, o presidente de La Liga coloca em debate o próprio modelo de poder existente no futebol mundial.

E aqui está talvez o ponto mais importante de sua declaração: o futebol não pode ser compreendido apenas a partir de seus grandes eventos internacionais, de suas estrelas ou de seus dirigentes mais poderosos.

Existe uma estrutura muito maior sustentando esse espetáculo. Existem campeonatos nacionais, clubes, jogadores, torcedores, trabalhadores, federações e uma enorme indústria econômica que movimenta bilhões de dólares. Quando decisões que afetam todos esses setores são tomadas de maneira centralizada, sem participação efetiva daqueles que serão diretamente impactados, o problema deixa de ser apenas administrativo. Passa a ser uma questão de poder.

É justamente nesse terreno que Tebas afirma que pretende continuar atuando.

Para ele, protestar, defender direitos e recorrer às instituições judiciais quando necessário são instrumentos legítimos de enfrentamento. La Liga, ao lado da FIFPro, já havia recorrido à Comissão Europeia em 2024 para questionar a expansão contínua do calendário, com o aumento do número de jogos e competições.

A posição de Tebas é clara: o diálogo, quando não produz mudanças concretas, não pode servir como justificativa para a manutenção de determinadas práticas.

“Estamos conversando há 20 anos e nada foi resolvido”, afirmou.

Essa declaração revela uma disputa que ultrapassa a figura de Gianni Infantino. O que está em jogo é quem terá o poder de definir os caminhos do futebol mundial e, principalmente, quais interesses serão considerados nessas decisões.

A grande questão, portanto, não é apenas saber se Infantino continuará ou não à frente da FIFA.

A questão é saber se uma eventual mudança de presidente será suficiente para transformar a estrutura de poder da entidade.

Porque, como o próprio Tebas sugere, substituir algumas pessoas sem modificar as regras do jogo pode significar apenas trocar os personagens e manter a mesma história.

No futebol contemporâneo, cada vez mais transformado em um gigantesco mercado global, essa discussão ganha ainda mais importância. Quanto mais competições são criadas, mais jogos são disputados e mais direitos comerciais são negociados, maior se torna a disputa pelo controle dos recursos, dos calendários, das transmissões e, consequentemente, dos próprios rumos do esporte.

Por isso, quando Tebas afirma que a “era Infantino acabou”, talvez a pergunta mais importante não seja quando o atual presidente deixará o cargo. Mas, sim, quando o futebol mundial deixará de ser administrado por estruturas que concentram decisões e passará a construir uma governança efetivamente democrática, transparente e participativa?

Enquanto essa resposta não aparecer, a crise continuará sendo muito maior do que o nome de Gianni Infantino.

E Javier Tebas garante que, enquanto estiver à frente de La Liga, continuará travando essa batalha.

sábado, 8 de agosto de 2026

Quando o futebol entra em campo na política: ex-jogadores e dirigentes disputam as eleições de 2026

É em períodos eleitorais que uma velha máxima do futebol brasileiro revela, mais uma vez, sua fragilidade: a ideia de que “esporte não tem nada a ver com política”. Basta observar a movimentação para as eleições de 2026 para perceber que esporte e política não apenas se relacionam como, em muitos casos, caminham lado a lado.

A presença de ex-jogadores, dirigentes e treinadores na disputa eleitoral deste ano mostra que a popularidade construída dentro dos estádios pode ser convertida em capital político. Ídolos, dirigentes e personagens conhecidos do futebol passam a ocupar o espaço eleitoral carregando consigo não apenas suas trajetórias esportivas, mas também a visibilidade, a identificação e a memória afetiva construídas junto às torcidas.

No Rio de Janeiro, um dos nomes que chama atenção é Edmundo, o “Animal”. Ex-atacante de Palmeiras, Vasco e Flamengo, entre outros clubes, o ex-jogador busca uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PSDB. Campeão brasileiro pelo Palmeiras em 1993 e 1994 e pelo Vasco em 1997, quando também terminou como artilheiro da competição, Edmundo construiu uma carreira marcada pela enorme popularidade. Agora, pretende levar essa popularidade para a política e já declarou que, caso eleito, pretende atuar em Brasília “em defesa do Vasco da Gama”.

A frase, aparentemente curiosa, revela algo importante sobre essa relação. No futebol, o vínculo com o clube é construído pela paixão e pela identificação. Na política, essa mesma identificação pode funcionar como instrumento de mobilização eleitoral.

Em São Paulo, outro nome conhecido dos torcedores também entrou na disputa. Luís Fabiano, ex-atacante do São Paulo e titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, concorre a deputado federal pelo MDB. Sua campanha apresenta como algumas de suas pautas o esporte, a saúde preventiva e a inclusão digital de jovens.

Também está na corrida Washington, o “Coração Valente”. O ex-atacante, que teve passagens marcantes por Athletico Paranaense, Fluminense e São Paulo, foi artilheiro do Campeonato Brasileiro em 2004 e 2008. Depois da carreira nos gramados, ocupou funções na área esportiva e chegou a atuar como deputado federal suplente pelo Rio Grande do Sul. Agora, apresenta como uma de suas bandeiras a possibilidade de “transformar a vida de jovens por meio do esporte”.

No Distrito Federal, Marcelinho Carioca, o “Pé de Anjo”, tenta uma vaga de deputado distrital pelo Republicanos. Ídolo do Corinthians, o ex-jogador utiliza o lema “se falta, eu cobro!” e apresenta como eixos de sua candidatura o incentivo ao esporte, a ação social e a fiscalização.

São Paulo também tem Alexandre Finazzi na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados. Ex-atacante com passagens por clubes como Corinthians, Ponte Preta, Athletico Paranaense e Fortaleza, Finazzi também construiu experiências na gestão esportiva e em comissões técnicas antes de ingressar na política.

Mas não são apenas os ex-jogadores que atravessam a fronteira entre os campos e os palanques.

Em Minas Gerais, Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético Mineiro e ex-prefeito de Belo Horizonte, disputa o governo estadual pelo PDT. À frente do Atlético, participou de um período marcante da história recente do clube, que conquistou a Copa Libertadores da América em 2013. Depois, transferiu sua atuação para a política institucional e chegou à Prefeitura de Belo Horizonte. Agora, tenta retornar ao cenário eleitoral estadual.

No Rio de Janeiro, Marcos Braz, ex-vice-presidente de futebol do Flamengo, também está na disputa por uma vaga de deputado federal pelo PSDB. Em maio de 2026, assumiu um mandato na Câmara dos Deputados. Seu nome ficou nacionalmente associado à gestão do futebol do Flamengo durante um período de grandes conquistas, incluindo as Libertadores de 2019 e 2022.

E a lista não termina aí.


Craques do futebol entram na disputa eleitoral (Foto: Instagram)

Vanderlei Luxemburgo, um dos treinadores mais conhecidos do futebol brasileiro, é candidato ao Senado pelo Podemos no Tocantins. O “Pofexô”, que acumula décadas de experiência no futebol e já comandou alguns dos principais clubes do país e a própria Seleção Brasileira, tenta agora transformar sua notoriedade esportiva em representação política. Luxemburgo já havia tentado disputar o Senado em 2022, mas sua pré-candidatura pelo PSB não avançou.

O fenômeno merece atenção porque vai muito além da simples constatação de que “jogadores também podem ser políticos”. Evidentemente, qualquer cidadão que cumpra os requisitos legais pode disputar uma eleição. A questão mais interessante está em compreender por que o futebol se tornou também um espaço de produção de capital político.

A resposta passa pela dimensão social do esporte. Jogadores e dirigentes não são conhecidos apenas por aquilo que fizeram profissionalmente. Eles constroem personagens públicos, acumulam reconhecimento, estabelecem vínculos emocionais com torcedores e alcançam uma visibilidade que poucos outros profissionais conseguem obter.

Um gol decisivo, um título, uma passagem marcante por determinado clube ou mesmo uma carreira inteira podem produzir uma espécie de patrimônio simbólico. Quando esse patrimônio migra para o campo político, aquilo que foi construído nos estádios pode ser convertido em votos.

É justamente aí que a velha afirmação de que “esporte não tem nada a ver com política” perde força. O esporte é atravessado por relações econômicas, interesses institucionais, disputas de poder, políticas públicas, empresas, meios de comunicação, governos e movimentos sociais. O futebol, particularmente, é um dos fenômenos culturais de maior alcance no Brasil.

Por isso, não deveria causar surpresa quando seus personagens entram na política. Talvez a surpresa devesse ser justamente o contrário: durante tanto tempo fomos levados a imaginar que o futebol existia em um espaço separado da sociedade.

Não existe.

O estádio, o clube, a televisão, as redes sociais, o mercado esportivo e, agora, as campanhas eleitorais fazem parte de uma mesma realidade social. Quando um ídolo troca a camisa do clube pelo palanque eleitoral, ele não está simplesmente abandonando o futebol. Está levando consigo a história, a popularidade e o capital simbólico que construiu dentro dele.

As eleições de 2026 oferecem, portanto, mais uma oportunidade para observar uma realidade que o futebol insiste em revelar: esporte e política nunca estiveram realmente separados. Nós é que, muitas vezes, fomos ensinados a enxergá-los assim.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Leila reage ao Flamengo, chama nota de “cara de pau” e amplia guerra de versões sobre arbitragem

A disputa entre Palmeiras e Flamengo em torno da arbitragem ganhou um novo capítulo. A presidente do clube paulista, Leila Pereira, respondeu em tom contundente à nota oficial divulgada pelo Flamengo, classificando o posicionamento do rival como uma manifestação "sem pé nem cabeça" e de "cara de pau".

As declarações foram feitas à TV Palmeiras antes do confronto contra o Fortaleza, pela Copa do Brasil. Segundo Leila, o clube carioca não tinha motivo para entrar no debate, já que o questionamento do Palmeiras dizia respeito exclusivamente à denúncia do meia Maurício pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), após lance envolvendo o zagueiro Cacá, do Vitória.

A dirigente afirmou que estranhou a reação do Flamengo e ironizou a postura do adversário ao sugerir que o clube "vestiu a carapuça". Para ela, a situação se torna ainda mais contraditória quando o Rubro-Negro sustenta que o Palmeiras seria o time mais favorecido pela arbitragem.

Leila também aproveitou para recordar a final da Libertadores da temporada passada, vencida pelo Flamengo, insinuando que o clube carioca também teria sido beneficiado por decisões da arbitragem naquela ocasião.


(Foto: Ricardo Moreira/Getty Images)

Outro ponto contestado pela presidente foi a estatística apresentada pelo Flamengo, segundo a qual o Palmeiras lidera o número de intervenções favoráveis do VAR. Na avaliação da mandatária alviverde, esse dado não demonstra privilégio, mas sim que a arbitragem de campo errou com frequência e precisou ser corrigida pelo árbitro de vídeo. "O VAR existe justamente para corrigir erros. O que eles queriam? Que os equívocos fossem mantidos?", questionou.

A troca de acusações começou após o Palmeiras divulgar uma nota oficial criticando a denúncia do STJD contra Maurício por suposta conduta violenta. O clube argumenta que a decisão contraria a avaliação da arbitragem em campo, que aplicou apenas cartão amarelo ao jogador.

Na mesma manifestação, o Verdão anexou vídeos de lances envolvendo atletas de Flamengo, Corinthians e Grêmio em situações semelhantes, sustentando que não houve o mesmo tratamento disciplinar. O Flamengo reagiu com uma nota oficial, acusando o Palmeiras de tentar pressionar a arbitragem e defendendo a atuação das instituições responsáveis pela condução do futebol brasileiro.

O episódio amplia o clima de tensão entre os dois clubes e adiciona um novo ingrediente à rivalidade fora das quatro linhas, em um momento em que decisões da arbitragem e do STJD seguem no centro das discussões do futebol brasileiro.

domingo, 2 de agosto de 2026

STJD denuncia Maurício e reacende debate sobre arbitragem e uso do VAR no futebol brasileiro

A atuação da arbitragem na goleada do Palmeiras por 4 a 0 sobre o Vitória, no Barradão, continua produzindo desdobramentos fora das quatro linhas. O caso ganhou um novo capítulo após o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciar o meia Maurício por uma suposta jogada violenta contra o zagueiro Cacá, lance que, durante a partida, foi punido apenas com cartão amarelo e sequer passou por revisão do árbitro de vídeo.

A decisão do STJD fortaleceu o discurso do Vitória, que divulgou uma nota oficial parabenizando o tribunal pela iniciativa e criticando duramente a atuação da equipe de arbitragem. Para o clube baiano, a denúncia confirma que houve um erro grave tanto do árbitro de campo quanto do VAR, que deixou de recomendar a revisão de uma jogada considerada passível de expulsão.

A reclamação do Vitória ganha ainda mais força quando se observa o tratamento dado a outros lances do mesmo jogo. Poucos minutos depois, uma entrada de Cacá sobre Arias foi revisada pelo VAR, resultando na expulsão do defensor rubro-negro. Na sequência da confusão, o lateral Luan Cândido também recebeu cartão vermelho após fazer gestos insinuando roubo. A diferença de critérios adotados ao longo da partida alimentou a sensação de desequilíbrio nas decisões disciplinares.


Vitória parabeniza STJD após denúncia contra Mauricio, do Palmeiras

A denúncia contra Maurício, enquadrado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, coloca em evidência uma questão recorrente no futebol nacional: quando o tribunal reconhece elementos suficientes para julgar uma jogada violenta que passou praticamente despercebida pela arbitragem durante o jogo, inevitavelmente surgem questionamentos sobre a eficiência do protocolo do VAR e a qualidade das decisões tomadas em campo.

Mais do que discutir a possível punição ao jogador palmeirense, o episódio reforça um problema estrutural da arbitragem brasileira: a inconsistência na interpretação dos lances. O futebol admite diferentes leituras para situações de contato físico, mas espera que os critérios sejam uniformes. Quando lances semelhantes recebem tratamentos distintos na mesma partida, aumenta a desconfiança de clubes, atletas e torcedores.

A audiência marcada para a próxima terça-feira (4) deverá definir se Maurício será suspenso. Independentemente do resultado, o caso já recoloca em pauta a necessidade de maior transparência nas decisões do VAR, de aperfeiçoamento da formação dos árbitros e da adoção de critérios mais consistentes. Afinal, a credibilidade da arbitragem depende não apenas da existência da tecnologia, mas da forma como ela é utilizada para garantir justiça esportiva.

Pressão sobre Infantino aumenta: Federação Alemã exige investigação e mudança na cultura de gestão da FIFA

A crise institucional que envolve a FIFA ganhou um novo capítulo neste sábado (1º). A Federação Alemã de Futebol (DFB) elevou o tom das críticas à condução do presidente Gianni Infantino e cobrou uma investigação completa sobre a elaboração do projeto que previa a abertura da Copa do Mundo ao investimento privado. Além disso, a entidade defendeu uma profunda transformação na forma como a organização administra o futebol mundial.

A proposta, que fazia parte do chamado Fifa Forward Enterprise (FFE), acabou sendo retirada pela própria FIFA após enfrentar forte resistência de confederações continentais, especialmente da UEFA. O plano previa a criação de uma estrutura empresarial para captar investimentos privados ligados ao principal torneio da entidade, iniciativa que desencadeou uma das maiores crises políticas recentes dentro da organização.


O presidente da Fifa, Gianni Infantino© Pablo PORCIUNCULA

Ao lado da UEFA, a DFB esteve entre as federações que rejeitaram o projeto e apoiaram a possibilidade de boicote às competições organizadas pela FIFA, incluindo a Copa do Mundo, caso a proposta fosse levada adiante. Para os dirigentes alemães, a principal preocupação não se limitou ao conteúdo do plano, mas também à forma como ele foi conduzido.

"O presidente da FIFA agiu de forma unilateral, sem transparência e, em última instância, de maneira irresponsável em relação aos interesses do futebol", afirmou Bernd Neuendorf, presidente da DFB, em declaração à agência SID, afiliada da AFP.

Neuendorf também defendeu que a crise sirva como ponto de inflexão para a entidade máxima do futebol. Segundo ele, a FIFA precisa abandonar decisões centralizadas e restabelecer um modelo de governança baseado no debate entre seus membros e no respeito às instâncias colegiadas.

A posição da Alemanha reforça o movimento liderado pela UEFA e soma-se à da Federação Inglesa (FA), que também exigiu uma ampla revisão da liderança da FIFA. Em manifestação publicada nas redes sociais, a entidade inglesa pediu uma análise rigorosa da gestão de Infantino para garantir que o futebol mundial volte a ser administrado com transparência, participação institucional e responsabilidade.