terça-feira, 17 de março de 2026

Imperialismo e Esporte

Publiquei um vídeo no canal Esporte e Sociedade sobre o tema "Imperialismo e Esporte". O vídeo tem como base o ensaio que escrevi na revista Outras Palavras (link abaixo). O texto analisa a instrumentalização política do esporte global, argumentando que a suposta neutralidade de entidades como a FIFA e o COI é uma construção ideológica seletiva. Faço uma critica a assimetria nas sanções, contrastando o banimento imediato da Rússia com a impunidade histórica dos Estados Unidos diante de suas intervenções militares e violações do direito internacional. O ensaio sustenta que o esporte opera como um aparelho ideológico do capitalismo, servindo para legitimar a hegemonia ocidental e punir adversários geopolíticos sob o pretexto de valores morais. Assim, as decisões institucionais refletem interesses econômicos e diplomáticos em vez de princípios éticos universais. Concluo que desmistificar a pureza do esporte é essencial para compreender como ele reproduz as hierarquias de poder e as estratégias de dominação imperialista na ordem mundial contemporânea.


Vídeo com base no ensaio

Link do ensaio https://outraspalavras.net/geopolitic...

segunda-feira, 23 de junho de 2025

Vitórias Internacionais, Crise Nacional: o Ufanismo e a Invisibilidade Estrutural no Futebol Brasileiro

O desempenho dos clubes brasileiros no Mundial de Clubes da FIFA 2025 tem provocado uma onda de entusiasmo na imprensa esportiva nacional. As vitórias diante de adversários com maior orçamento e infraestrutura vêm sendo tratadas como prova de que o futebol brasileiro voltou a ocupar seu lugar no topo.

No entanto, essa leitura é precipitada e perigosa.

Transformar conquistas pontuais em símbolo de grandeza estrutural é uma armadilha. Ao celebrar o sucesso de apenas quatro clubes — todos eles concentrados em centros de poder futebolístico — a mídia naturaliza a exclusão da maioria dos times do país e reforça um modelo concentrador que perpetua desigualdades.

O Brasil possui centenas de clubes profissionais e milhares de atletas que vivem à margem desse suposto "renascimento" do futebol. Fora do palco do Mundial, o que se vê são campeonatos regionais desvalorizados, estádios esvaziados, categorias de base precarizadas e federações sem transparência.

É preciso reconhecer que o futebol brasileiro enfrenta uma crise estrutural. Gestão amadora, calendário insano, ausência de políticas públicas, elitização dos estádios e concentração de mídia e recursos são apenas alguns dos sintomas.

Quando o Mundial terminar e o Campeonato Brasileiro for retomado, essas feridas voltarão a sangrar.

O ufanismo atual cumpre uma função ideológica: apaga a crise e alimenta o mito da superioridade natural do futebol brasileiro. Em vez disso, o momento deveria servir como alerta. É hora de usar a visibilidade conquistada lá fora para transformar o futebol aqui dentro.

segunda-feira, 17 de março de 2025

Bahia x Vitória

No Ba x Vi de ontem, o esporte clube Vitória não conseguiu um chute na direção do gol durante os 90 minutos. Só não tomou uma goleada, porque o Bahia foi "covarde". Talvez porque seja um clube traumatizado pelas goleadas que sofreu na Fonte Nova pelo rival no passado.


Mas o que me chamou muito a atenção foi a não expulsão do Everton Ribeiro. Poderia mudar o resultado da disputa? Não sei. Penso que não, pela tamanha fragilidade do time rubro-negro. Mas a não expulsão do meio campista do tricolor, compõe o quadro há muito pintado da fragilidade da arbitragem brasileira e baiana. Não há um só final de semana que a pauta do jornalismo esportivo não trate do tema, tendo em vista as recorrências.



Um jornalista, setorista do Bahia, jornalistas da Rádio Sociedade e Itapoan concordavam com a expulsão de Everton Ribeiro.

Talvez se fosse um "peteleco", houvesse a expulsão. Mas uma cabeçada no rosto do adversário, deve fazer parte do jogo, né? Afinal de contas, cabeçada faz parte do futebol.

Segue o baile.

segunda-feira, 10 de março de 2025

Os três exercícios mais eficazes para perder peso

Especialistas de Harvard, renomada universidade que fica nos Estados Unidos, divulgaram os melhores exercícios físicos para aqueles que estão em uma rotina para perder peso.

Manter um peso adequado é crucial para a saúde geral, prevenindo obesidade, diabetes e doenças cardíacas. O cuidado ainda contribui para o bem-estar mental, garantindo uma vida mais saudável.

Quais são os melhores exercícios para perder peso?

  • Caminhada

Segundo os especialistas de Harvard, a caminhada é um exercício “simples, mas poderoso”. Além de auxiliar na manutenção da forma física e no fortalecimento dos ossos, contribui para a melhora dos níveis de colesterol, controle da pressão arterial, melhora do humor e da memória, além de reduzir o risco de doenças.

A recomendação é começar com caminhadas de 10 a 15 minutos, aumentando gradualmente para 30 a 60 minutos, de 3 a 5 dias por semana.

  • Natação

A natação é um esporte que trabalha todo o corpo e queima muitas calorias, além de ser benéfico para as articulações.

Isso porque a água tira a tensão das articulações: “A natação é boa para indivíduos com artrite porque suporta menos peso”, explica o Dr. I-Min Lee, professor de medicina na Harvard Medical School.

Pesquisas apontam que, além de contribuir para a tonificação do corpo, a natação pode melhorar nosso estado de espírito e humor.

  • Musculação

Levantar pesos não é apenas para obter músculos. Com pesos leves, é possível melhorar a força dos músculos, que diminui com o tempo quando não são trabalhados.

Além disso, quanto mais músculos desenvolvemos, mais calorias podemos queimar, facilitando a manutenção de um peso ideal.

O treinamento pode ser feito em casa, de forma progressiva, ou seja, adicionando peso para criar resistência.

A Universidade de Harvard recomenda esses exercícios como os melhores para perda de peso e melhoria da saúde, com foco em diferentes aspectos e benefícios.

Estudiosos da mesma instituição também já recomendaram 5 hábitos que prolongam a vida em mais de 10 anos.


Texto do MSN

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Brasil derrota campeã Austrália



Imagem retirada da @SVNSSeries

Brasil abriu a segunda partida no Circuito Mundial de Rugby Sevens derrotando a Austrália, atual campeã mundial e campeã olímpica nas Olimpíadas do Rio. A partida, válida pela fase de grupos da 4ª etapa do circuito, teve virada das brasileiras, que foram para o intervalo perdendo de 12 a 0.

O placar do jogo foi revertido na segunda etapa, com dois tries de Yasmin Soares, jogadora do Melina Rugby, clube do Cuiabá (MT). O jogo emocionante foi decidido no último lance, quando Thalita Costa aplicou um tackle salvador.

- É muito difícil encontrar palavras para descrever o significado desta vitória neste momento. O rugby sevens ainda não é popular no Brasil, estamos buscando o nosso espaço dia após dia e agora conseguimos mostrar a nossa força para o mundo inteiro - afirmou Raquel Kochhann após a partida.

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