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domingo, 5 de abril de 2020

O esporte em tempo de coronavírus - Primeira parte

Mais um domingo sem assistir em tempo real minhas modalidades esportivas preferidas, principalmente as partidas de futebol. Mais um domingo sem tentar uma "fezinha" na peleja entre Barcelona e Real Madrid, Vitória e Bahia, Flamengo e Fluminense, Schalke e Dortmund, entre outros.

Mais um final de semana em que as arenas estão fechadas para as contendas esportivas. Não haverá cestas mirabolantes, esteticamente maravilhosas e inéditas dos formidáveis Stephe Curry, LeBron James ou Kawhi Leonard. O pivô Ferrão, os tricampeões mundiais Rodrigo, Leandro Lino e Danilo Baron, não preencherão o coração dos fãs do Futsal.

Há muito a fórmula 1 nos deixou um vazio com a morte do ídolo Airton Senna. Vazia também estarão as quadras de tênis, voleibol, handebol, os campos de beisebol, golfe, pistas de kart. A bola oval não provocará o touchdown, assim como não veremos o fumble e o punt, entre outros, em mais um domingo.

Imagem retirada do Jornal O Correio
Em mais um final de semana sem as várias expressões da cultura corporal (que não se resume a dimensão esportiva), excetuando as diferentes estratégias das emissoras e canais esportivos, em função do coronavírus, de reprisar disputas diversas, a pergunta que emerge é: o que fazer? O que será da vida sem o esporte? O que faremos sem essa dimensão social que ocupa, tão fielmente, nosso cotidiano, que se faz tão presente nas nossas vidas ao ponto de em algum momento imaginarmos ser impossível viver sem?

Exagero de minha parte? Não? Sim? Talvez? Insensibilidade? Indiferença? O que é todo esse vazio esportivo frente ao sofrimento de centenas e milhares de pessoas que estão perdendo seus entes queridos por conta de mais uma pandemia que assola o mundo?

Ou será algo que está presente na dimensão do nosso inconsciente, sejamos ou não um torcedor de poltrona, praticante ou não de alguma modalidade esportiva e que só agora, no vazio da sua espetacularização, na ausência da sua midiatização, no hiato do seu televisionamento, os questionamentos citados emergem, permitindo reflexões diversas, como essa que agora faço e que continuarei na próxima postagem.

sábado, 16 de novembro de 2019

Esporte e Política

Invariavelmente a crônica esportiva teima em afirmar que esporte não é política. Ignorância ou má fé? Não sei e nem irei julgar. O fato é que nos últimos meses estamos assistindo a um fenômeno interessante, vindo dos mais diferentes clubes de futebol brasileiro. Se não observamos nenhum engajamento político específico dos atletas profissionais, como até recentemente nós víamos no interior do movimento do Bom Senso F.C., os setores de marketing dos clubes resolveram pautar questões importantes da vida nacional em um momento conjuntural de claro acirramento no campo político.

Hoje, por exemplo, o Fluminente Football Club entrou em campo contra o Clube Atlético Mineiro com uma frase estampada na sua camisa que dizia "Todos Juntos Contra o Trabalho Infantil", tema candente e que toca o centro da reprodução do capital atualmente: a presença da força de trabalho superexplorada e precarizada, que segundo dados do Instituto de Geografia e Estatística de 2016, atinge dois milhões e quatrocentos mil crianças e adolescentes entre 05 e 17 anos em todo o território nacional.
Foto: Divulgação EC Bahia

Em outubro último foi a vez do Esporte Clube Bahia entrar em campo em jogo contra o Ceará, válido pela vigésima sétima rodada do brasileirão, com a camisa estampando "manchas de óleo" em clara alusão ao acidente ambiental que atinge as praias do nordeste do Brasil e impacta a vida econômica de várias cidades e centenas de famílias de pescadores. Em seu instagram oficial (@ecbahia) o clube assim se manifestou: “Por medidas de redução do impacto ambiental e pela punição aos responsáveis, nosso uniforme estará manchado de óleo no jogo de amanhã –como as praias do Nordeste”.

No mês de abril esse mesmo clube fez campanha aludindo as demarcações das terras indígenas. Nessa campanha o clube dizia claramente que era "preciso cumprir a regra. Sem demarcação, não tem jogo". E o que dizer em relação as bandeirinhas de escanteio com as cores do arco-íris em protesto contra a LGBTQfobia em jogo realizado na Arena Fonte Nova contra o Fortaleza?


Trabalho infantil, crime ambiental, discriminação e demarcação de terras indígenas. Esses são ou não temas que estão presentes nas pautas de diferentes movimentos de representações políticas e sociais que se articulam em vários lugares no Brasil e por que não dizer, no mundo? Qual a relação deles com o esporte? O que diriam os cronistas esportivos sobre essas iniciativas?

Mas, se ainda restam dúvidas do vínculo do esporte com a política e se acontecimentos históricos como, por exemplo, as Olimpíadas de Berlim, em 1936, não convencem ninguém, será que outras manifestações, surgindo agora não mais do marketing clubista, mas, sim, do interior das torcidas organizadas como a do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e o Santos Futebol Clube, teriam força para finalmente jogar por terra essa falácia de que esporte não pode se misturar com política?

Falaremos sobre isso em outra postagem.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Economia do Esporte

Com as classificações dos times já consolidadas, em função do término do Campeonato Brasileiro da Série A deste ano, veja quanto o clube do seu coração vai ganhar de prêmio em dinheiro da Confederação Brasileira de Futebol.


domingo, 31 de julho de 2016

Educação Física Escolar

A escolha do Rio de Janeiro como cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016 reacendeu um debate muito antigo - embora um tanto quanto adormecido ultimamente - entre os professores de educação física no Brasil e que diz respeito ao papel tanto do professor quanto do esporte no interior das instituições de ensino, principalmente, nas escolas públicas.

Entra Olimpíadas, saem Olimpíadas, os freqüentes fracassos brasileiro nas mesmas são sempre justificados em função da precariedade com que se desenvolvem as aulas de educação física nas escolas. Professores desmotivados, escolas sem estruturas, alunos e alunas evadindo-se das aulas, falta de material esportivo, são os motivos mais comuns arrolados por todos os que pensam o esporte olímpico e enxergam a escola como a base da pirâmide esportiva.

Os que têm uma visão esportivizante da educação física consideram o professor como um técnico, os alunos como atletas e as escolas como espaço de detecção de talentos. Nesse sentido o esporte deve ser massificado nas escolas, os alunos devem ser encorajados a participarem das aulas, ou melhor, dos treinos, e aos professores cabem, com o olhar clínico que lhe é nato, perceber as habilidades técnicas dos seus alunos, alçando-os à condição de atletas da escola.

O professor de educação física será reconhecido como bom, pelo número de troféus que ele conseguir para a escola e quanto mais medalhas conseguir colocar no peito dos agora atletas escolares.

A escola será a instituição principal da pirâmide esportiva, será aquela instituição que ficará na base da pirâmide, sustentando o processo de detecção dos possíveis talentos esportivos, daqueles sujeitos que, um dia, brindará o país com medalhas olímpicas, de preferência, de ouro.

Alguns depoimentos colhidos aleatoriamente em alguns sítios ligados ao esporte expressam, por parte de alguns, a função da educação física escolar. Vejamos:

"(...) em se tratando de base, de lapidação (...) tem que partir da escola de "Ensino Fundamental"

"Eu nao sei nem pra que uma Escola Tecnica possui uma piscina "semi-olimpica", ja que sendo "técnica" nao é de sua responsabilidade nenhuma prática esportiva de competição e muito menos de aprendizado (Educacao fisica)...Esse tipo de ensinamento e capacitação, se fosse bem organizado, partiria do Ensino Fundamental, onde as crianças podem ser avaliadas como futuros atletas em potencial..."

"Bem, meu ponto de vista é o seguinte: Se o MEC, funcionasse como se deve, e de novo a velha reclamacao em relacao a eficiência do "esporte nas escolas de base", nao precisaria de "Ministério dos Esportes"..Sendo que a seunda etapa ficaria a cargo do COB e das federacoes esportivas...Apareceriam muito mais jovens atletas em potencial, que poderiam ser aproveitados pelos clubes e academias e suas respectivas federacoes...Ou seja, trabalhando a Escola na base, os clubes teriam que se preocupar só com o alto nível..."

Se tivermos um fracasso retumbante nos Jogos Olímpicos que se aproximam, não tenho dúvida alguma de que esses argumentos aparecerão com mais força ainda nos discursos dos dirigentes esportivos.

Não obstante, isso não pode fazer com que nós, professores e professoras, preocupados com a formação humana, se deixe levar por esse debate que mais restringe do que amplia o nosso papel no âmbito escolar. Inclusive, penso que o mesmo deva ser incorporado nas nossas aulas, para que os alunos e alunas tomem consciência do sentido e do significado que é sediar os Jogos Olímpicos e, também, os paraolímpicos, na dimensão social, política e cultural do país.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Genética e esporte

A Revista Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) deste mês, publicada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Governo de São Paulo, traz uma matéria de capa que relaciona Genética com Esporte.

Assim que olhei a capa imaginei que se tratasse de alguma matéria sobre doping genético. Mas, não. Na verdade, trata-se de uma abordagem que procura abrir o debate sobre a relação entre o código genético do indivíduo e sua capacidade de performance para determinada modalidade esportiva. Um dos exemplos relaciona a habilidade de saltar com vara da nossa campeã Fabiana Murer ao gene ACTN3, que beneficiaria esportistas que dependem de velocidade e força, valências importantes para a prática desse esporte.

Prometo que farei uma leitura atenta e criteriosa para trazer maiores e melhores informações sobre esse instigante tema. Para os exigentes de informação mais imediata, sugiro comprar a revista que já se encontra à venda nas bancas e livrarias de sua cidade.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Esporte e política: uma relação simbiôntica

O ano de 2013 foi muito rico em manifestações que tomaram às ruas do Brasil. Muitos também foram os fatores que impulsionaram essas manifestações: transporte público sucateado, defesa do “passe livre”, democratização da mídia, melhoria do espaço urbano, a questão da moradia entre outros.

“O gigante acordou” foi uma palavra de ordem que se ouvia. Há muito não se assistia a essas expressões de contestação no país que não tardaria a ser chamada de “jornada de junho” por àqueles que tentavam explicar o que realmente estava acontecendo.

Sem dúvida alguma, a oportunidade para tanto foi dada pela proximidade de um dos mais importantes megaeventos mundial: a Copa do Mundo. Ela não só foi a “chave heurística” que abriu a porta das contestações como foi, também, alvo da mesma.

O esporte assumia na época, mesmo a contragosto de muitos cronistas e comentaristas esportivos, uma dimensão ideológica como nunca antes se viu desde o processo de redemocratização do país. Ele ajudou a canalizar interesses diversos das classes e frações de classes que disputavam idéias, valores, opiniões e representações no interior do bloco histórico capitalista.

Isso não é novo no Esporte. Exemplos do seu envolvimento em questões políticas são vastos na história da humanidade. É emblemático o uso dos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim, para consolidar o pensamento germânico de supremacia da raça ariana. O que não ocorreu graças ao Jesse Owens. Os diversos boicotes aos também Jogos Olímpicos entre os países dos então blocos capitalistas e socialistas reforçam o nosso argumento.

E se consideramos esses exemplos supracitados sufocados pela poeira do tempo, podemos oferecer ocorrências mais próximas: a Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians, recentemente, saiu às ruas para contestar o monopólio de uma grande rede de televisão nacional.

A torcida do Santa Cruz, no final do mês passado, estendeu uma grande faixa chamando a Rede Globo de Televisão de “Golpista” e, mais recentemente, “Os Imbatíveis”, torcida organizada do Vitória, aproveitando da audiência do maior clássico do estado da Bahia, mostrou uma enorme faixa onde se lia “Não vai ter golpe”.

Esses e muitos outros exemplos demonstram, factualmente, que a relação entre o esporte e a política é simbiôntica. Tudo indica que um não vive sem o outro e vice-versa.

(O presente texto foi publicado, originalmente, no site do jornal Bw News no dia 06 de maio)

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Contextualização

Copa América sendo realizada no Chile. Uma excelente oportunidade para o professor de educação física, ao organizar sua aula, abordar o tema da ditadura civil-militar que ocorreu na América Latina e como o futebol, por exemplo, participou desse processo.

Sem esquecer, obviamente, do atual momento em que vive essa modalidade esportiva no mundo.

Enfim. O que não falta é elemento para contextualizar a aula para além dos aspectos táticos e técnicos, que também são importantes, da dimensão esportiva.

sábado, 2 de maio de 2015

Estética


Como perguntar não ofende: de que estética se fala no âmbito da educação física/ciências do esporte?

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Ensino do esporte pelo sistema de complexo

No dia 17 deste, estarei na Universidade Federal de Sergipe, participando de uma banca de defesa de dissertação do mestrando Luis Henrique Silva de Araújo.

O tema do trabalho é A Organização do Ensino do Conteúdo Esporte a partir do Sistema de Complexos: um estudo de caso com base no PIBID/UFAL.

O trabalho objetiva analisar a possibilidade do sistema de complexos orientar a apropriação do conteúdo esporte nas aulas de educação física, especificamente o atletismo, no sentido de contribuir para ampliar os aspectos da formação humana dos alunos e alunas da rede pública de ensino.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Esporte Educacional

No dia 25 de março ocorreu, na Assembléia Legislativa da Bahia, uma audiência pública sobre Futebol Profissional, promovida pela Comissão de Esporte e Lazer, presidida pelo Deputado Raimundo Nonato Tavares da Silva, conhecido no âmbito esportivo, especificamente no futebolístico, simplesmente como Bobô, àquele de "elegância sutil", presente na letra da música Reconvexo, do poeta e cantor Caetano Veloso.

Imagem retirada do site esporteeducacao.org.br
Na oportunidade, 
foi anunciada uma outra audiência pública, desta feita para debater o chamado Esporte Escolar, que ocorreria no dia 01 de abril. Apesar do simbolismo que carrega a data, a informação comprovou-se verdadeira.

Um colega de profissão e também radialista esportivo, ao final desta audiência informou o que segue: "A audiência pública para discutir o futebol terminou duas da tarde. A audiência pública para discutir o esporte escolar, terminou onze horas". Detalhe importante: as audiências começaram no mesmo horário.

Obviamente que não podemos avaliar a importância de um debate sobre qualquer temática em função do tempo transcorrido para tal. Existem reuniões altamente objetivas e produtivas e outras extremamente alongadas e improdutivas e vice versa.

No entanto, se avaliarmos as duas situações e as situarmos em contexto histórico onde prevalece o monopólio do futebol, vamos entender perfeitamente a observação do colega e reconhecer a sua riqueza.

Em breves palavras ele situou a realidade que já vem de antanho. Das dimensões sociais do esporte (seja lá o que isso signifique) que estão expressas na nossa Carta Magna, prevalece a do rendimento e tudo o que o envolve. E neste particular, o monopólio do futebol é a expressão mais acabada.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Barcelona X Córdoba

Há dois dias atrás, o Barcelona jogou pelo campeonato espanhol, na sua décima sexta rodada, contra o Córdoba.

Aplicou uma goleada de 5 x 0. Mas não foi isso que me chamou a atenção.

Pela voz do narrador tomei conhecimento que Messi, o astro do Barcelona, apenas ele, vale três vezes mais do que todo o time adversário.

Eis a expressão fatal do futebol contemporâneo.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Tecnologia, educação física e o ensino do esporte

Aproveitem a campanha de lançamento do nosso livro que a Editora Appris está realizando e compre com desconto até o dia 20/12.



quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Tecnologia e Educação Física

Já se encontra disponível no site da Editora Appris, o livro de nossa autoria. As reflexões presentes neste livro inovam na contextualização da abordagem sobre as tecnologias da informação e comunicação, a educação física e o ensino do esporte, apresentando um conteúdo problematizador sem se furtar ao desafio propositivo, objetivando a necessária tarefa de emancipação humana.

Interessado em adquirir o livro? Clique aqui.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Qual a capa?



Olá, pessoal. Gostaria do apoio de vocês na escolha da capa do livro de minha autoria, fruto da tese de doutorado que defendi em 2009.

Tenho até o dia 06/08 para enviar a opção para a editora. Já tenho a minha, mas gostaria de saber: qual a sua opção de capa? Número 01, 02 ou 03?

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Esporte para todos ou para alguns?

Imagem retirada do blog Diário de Pernambuco

Toda organização para a ação não pode prescindir de duas coisas: da tática e da estratégia.

Em ambas, a mediação histórica deve se fazer presente. Colocar toda uma discussão no plano da ação é perigoso se o plano e a ação não estiverem fundamentados na história. Nem tudo o que ocorreu na história da humanidade deve se repetir ou deve se inserir no plano da ação.

Para fazer mesmo a diferença, devemos pensar em fazer coisas diferentes. Não será reproduzindo e repetindo experiências que a prática já demonstrou serem obsoletas que faremos a diferença.

Estamos diante de um momento pós-copa, onde o debate sobre o modelo esportivo para o país - centrado no futebol, mas que não precisa se resumir ao mesmo - está sendo proposto com mais evidência.

Podemos participar do mesmo. Repetindo as fórmulas prontas (Dunga no lugar de Felipão) ou debatendo seriamente sobre o que queremos para o nosso país: esporte para todos ou apenas para alguns?

Reflitamos sobre isso.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Handebol

Alunos do nono ano do Colégio Maria de Jesus, no Paraná, escreve para este blogueiro perguntando sobre o por que do handebol não ser tão mostrado na televisão.

Pergunta muito interessante. Aliás, não só na televisão, não é mesmo? Em vários suportes midiáticos o tratamento sobre o handebol é quase nulo.

Neste blog, por exemplo, nunca tratamos do mesmo. Como também de outras modalidades.

Fica então a questão colocada pelos alunos do Maria de Jesus e o convite para quem tiver interesse em escrever algo sobre handebol ou o esporte de uma maneira geral.

O Esporte em Rede abre o espaço.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Sem luta não existe vitória

A Copa do Mundo segue. Alimentada pelos incessantes programas esportivos, tanto em canais especializados quanto em outros, ela parece ser um evento interminável tamanha a exposição dos assuntos a ela relacionados.

Torço para que a seleção conquiste o hexa. Com menos força, é verdade, com que torço para que os cidadãos e as cidadãs do meu país levem tão a sério a política, como levam a sério os jogos do momento.

Em qualquer esquina, homens e mulheres discutem sobre futebol. Parecem especialistas no assunto.

Chegará o dia em que discutiremos a vida e a situação da nossa cidade, do nosso bairro, do nosso país com igual interesse e afinco?

Confesso que torço por isso.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Legado de livros: conhecendo o esporte por dentro

Muito se falou e ainda se fala do legado dos megaeventos esportivos e as referências são: mobilidade urbana, modernização das telecomunicações, dos aeroportos, dos portos, ampliação do turismo, do setor de hotelaria, melhoria nas tecnologias utilizadas para a segurança pública, entre outros.

Gostaria de acrescentar, entre esses, um outro: o legado de livros. Sei que soa de forma inusitada para uma sociedade não habituada com a leitura, principalmente de livros especializados, mas sem dúvida alguma, a Copa do Mundo impulsionou o mercado de livros ligados ao tema esporte em suas diversas tendências.

Impulsionou também os livros que se dispõem a trazer reflexões de diferentes autores das diversas áreas do conhecimento sobre o próprio fenômeno do megaevento.

Abaixo, temos alguns desses livros que espero poder apresentá-los individualmente, abordando, mesmo que de forma breve, seus conteúdos em postagens posteriores.

Por enquanto ficam apenas as imagens, na esperança que as mesmas incitem você a comprá-los, tornando-os um profundo conhecedor do esporte e seus bastidores.







quarta-feira, 7 de maio de 2014

Mais um elefante branco? - Parte 2

No mês de janeiro do corrente ano, escrevi uma postagem neste espaço intitulada: "Mais um elefante Branco?". Falava sobre um ginásio que fica na rodovia da "linha verde" do lado sergipano, na cidade de Indiaroba.


Observava na postagem que alguma coisa parecia que iria acontecer com aquela estrutura que sempre me levava a pensar sobre os "elefantes brancos" construídos pelos poderes públicos em diferentes cidades do nosso país.

Fui percebendo que algo estava acontecendo. A estrutura que lá estava há anos, abandonada, começava a sofrer as ações dos "pedreiros" que lá trabalhavam.
 

Fiquei contente. Parei o carro, conversei com um morador que habitava na casa defronte ao ginásio e suas palavras também denotavam contentamento.

No último mês de abril, lá pelo dia 21, passei novamente pelo local. No lugar das estacas antes vistas, nós encontramos muros e as faixas que existiam saíram (restando apenas uma) e foi colocada uma grande placa informando, entre outras coisas, o valor da obra, pouco mais de quatrocentos e quarenta e sete mil reais e o tempo da mesma, cento e oitenta dias.
 
 
Resta saber se esse tempo conta desde a colocação da placa - que eu não sei quando foi - ou desde o início das obras, que ocorreu lá em janeiro e que, portanto, mais de noventa dias já passaram.
 
Caso seja essa a referência da contagem do tempo, pouquíssimas coisas foram feitas. Será que mais noventa dias seria suficiente para a conclusão das obras?
 
Tenho minhas dúvidas.


terça-feira, 1 de abril de 2014

Ditadura, nunca mais!!!

No dia 31 de março de 1964, um golpe civil-militar derrubou o presidente João Goulart, instaurando então um regime ditatorial que iria durar 21 anos. Até hoje, passados mais de 30 anos da considerada redemocratização, os torturadores e financiadores desta repressão que matou centenas de brasileiros, encontram-se livres. Muitos, inclusive, justificam essa barbárie e criam denominações, no mínimo, perversas, como a tal “ditabranda” em oposição a ditadura.

A Educação Física, como conteúdo escolar que tinha no desenvolvimento da aptidão física e nos aspectos performáticos do gesto esportivo o seu modus operandis, servia ao regime, na medida em que educava o sujeito para o respeito incondicional às regras sociais, o desenvolvimento de posturas individualistas no contexto das competições esportivas, a “ordem unida”, entre outros elementos, pautando-se em uma base explicativa de relação causal, ou de causa e efeito, o positivismo.

Importante frisar que nem a educação física como disciplina e o esporte como conteúdo, isolados da realidade concreta da época, teriam condições de operar determinadas subjetividades. Existem as intenções que não, necessariamente, dado o caráter complexo e contraditório desta mesma realidade, se materializam.

Os sujeitos deste processo, professores e alunos, devem ser considerados como capazes de reflexão e ação contra-hegemônica, não são simples sujeitos atomizados frente ao real. Mas é importante frisar que hegemonicamente, a intenção era fazer das instâncias sociais, se quiserem, dos aparelhos ideológico do Estado (Althrusser), organismos de reprodução do ideário oficial do regime militar que estava calcado na ideologia da Segurança Nacional, do chamado Brasil Grande!!!

Em seu texto, escrito na coleção Pesquisa Histórica na Educação Física, volume dois, o professor Amarílio Ferreira Neto vai trabalhar com a hipótese “de que os militares elaboraram uma teoria pedagógica aplicada à Educação Física brasileira, tendo como referencial o estatuto da instituição militar, inclusive seu sistema de ensino e o debate teórico-metodológico realizado em torno do acesso à educação popular pela população civil. A instrução pré-militar é considerada componente curricular substantivo dessa proposta educacional, poteriormente à Educação Física”.

É apenas uma hipótese. Mas sabemos da influência da instituição militar desde a formação da Escola Nacional de Educação Física e Desporto (ENEFD), considerada a primeira escola brasileira de educação física ligada a uma Universidade, em 1939, que deu seus primeiros passos em pleno Estado Novo, “(...) sob os auspícios e égide dos militares”. Podemos, portanto, inferir sem exageros que durante muitos anos os militares influenciaram a educação física, não sendo diferente, portanto, no contexto do regime civil-militar instaurado, como já dissemos, em 1964.

Portanto, a data do dia 31 de março do referido ano não só deve ser lembrada por nós, professores e estudantes de educação física, cidadãos republicanos, como também, precisamos evidenciar as arbitrariedades de um regime que durante 21 anos matou, torturou, exilou e destruiu centenas de famílias.

Devemos, no mínimo, gritar em alto e bom som, em respeito a memória dos que lutaram por uma sociedade democrática que ainda não alcançamos: ditadura, nunca mais!!!