Há dois dias atrás, o Barcelona jogou pelo campeonato espanhol, na sua décima sexta rodada, contra o Córdoba.
Aplicou uma goleada de 5 x 0. Mas não foi isso que me chamou a atenção.
Pela voz do narrador tomei conhecimento que Messi, o astro do Barcelona, apenas ele, vale três vezes mais do que todo o time adversário.
Eis a expressão fatal do futebol contemporâneo.
Refletir sobre o esporte para além das configurações táticas e técnicas que lhes são próprias e tendo o mesmo como expressão singular para pensarmos fenômenos mais gerais da sociedade, eis o objetivo do blog.
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Paixão cega
O torcedor do Esporte Clube Bahia não tem jeito mesmo. Só foi o seu time ganhar para um fraco Juazeiro, que ainda deu muito trabalho no segundo tempo, para que começasse a dizer que o time vai ser campeão baiano.
Até aí tudo bem, o futebol é imprevisível mesmo. Veja você a final da Champion League. Muitos apostavam um confronto entre Barcelona e Real Madrid. Mas todos sabemos o que ocorreu, não é mesmo? Pois bem, como diz o ditado, futebol é uma caixinha de surpresa, então o torcedor tem todo o direito de pensar que o seu time vai ser campeão, muito embora eu considere que o melhor para o Bahia era o recrudescimento da crise.
Mas o absurdo é ficar sabendo que houve quem defendesse o fato do atacante Zé Roberto ter uma chance na Seleção Brasileira.
Aí já é demais!!!
Até aí tudo bem, o futebol é imprevisível mesmo. Veja você a final da Champion League. Muitos apostavam um confronto entre Barcelona e Real Madrid. Mas todos sabemos o que ocorreu, não é mesmo? Pois bem, como diz o ditado, futebol é uma caixinha de surpresa, então o torcedor tem todo o direito de pensar que o seu time vai ser campeão, muito embora eu considere que o melhor para o Bahia era o recrudescimento da crise.
Mas o absurdo é ficar sabendo que houve quem defendesse o fato do atacante Zé Roberto ter uma chance na Seleção Brasileira.
Aí já é demais!!!
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Por que a surpresa?
Sinceramente, não sei porque tantas surpresas com os resultados de ontem e de hoje em relação aos jogos do Barcelona contra o Bayerh de Munich e do Real Madrid contra o Borussina Dortmund.
Todos os quatros fizeram jus ao chegar nas semi-finais e todos ainda têm as virtuais credenciais de chegarem às finais. Dos 180 minutos foram jogados apenas, 90.
Gostaria de lembrar uma importante máxima de que o futebol é uma caixinha de surpresas. Não tem nada definido ainda, apesar da grande vantagem que os considerados "azarões" conseguiram em função das suas consideráveis performances nos primeiros jogos das semi-finais da Champion League.
Todos os quatros fizeram jus ao chegar nas semi-finais e todos ainda têm as virtuais credenciais de chegarem às finais. Dos 180 minutos foram jogados apenas, 90.
Gostaria de lembrar uma importante máxima de que o futebol é uma caixinha de surpresas. Não tem nada definido ainda, apesar da grande vantagem que os considerados "azarões" conseguiram em função das suas consideráveis performances nos primeiros jogos das semi-finais da Champion League.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Milan e Barcelona
(Por Luiz Roberto Araújo Silva)
Milan 2 x 0 Barcelona. Pela Copa dos Campeões, esses dois grandes clubes do futebol mundial fizeram um bom jogo mas ficou comprovado, pela parte do time espanhol, que toque e posse de bola, não ganham jogo. Aliás, o Messi e seus companheiros abusaram de toques horizontais, às vezes à semelhança do handebol, quando a bola, antes de ser finalizada pelos atacantes, fica sendo trocada de lado a lado, como fez o Barcelona, mas com pouquíssimas finalizações e só de longa distância.
Por sua vez, o Milan, com uma marcação bem feita e com mais criatividade quando tinha a posse de bola, foi mais objetivo e eficaz e por isso mereceu a vitória.
Pelo que vi, e se tratando de times competitivos mas carentes de criatividade, mais do que nunca precisamos resgatar para o nosso futebol os fundamentos que nortearam a conquista de cinco títulos mundiais: o drible, a finta, o chute de longa distância, enfim, dar mais oportunidade aos jogadores criativos, bem preparados fisicamente e acima de tudo que gostem de jogar pela seleção canarinho.
Com todos esses recursos e com muito brio, e deixando a vaidade esperar durante cada jogo, cada decisão, temos sim, condições plenas de arrebatar o hexa.
Na minha opinião, ainda jogamos o melhor futebol do mundo, basta não querer imitar o futebol europeu e resgatar de uma vez por todas o verdadeiro futebol brasileiro que sempre encantou a todos e que por isso chegou ao mais alto degrau do pódio do futebol mundial.
Milan 2 x 0 Barcelona. Pela Copa dos Campeões, esses dois grandes clubes do futebol mundial fizeram um bom jogo mas ficou comprovado, pela parte do time espanhol, que toque e posse de bola, não ganham jogo. Aliás, o Messi e seus companheiros abusaram de toques horizontais, às vezes à semelhança do handebol, quando a bola, antes de ser finalizada pelos atacantes, fica sendo trocada de lado a lado, como fez o Barcelona, mas com pouquíssimas finalizações e só de longa distância.
Por sua vez, o Milan, com uma marcação bem feita e com mais criatividade quando tinha a posse de bola, foi mais objetivo e eficaz e por isso mereceu a vitória.
Pelo que vi, e se tratando de times competitivos mas carentes de criatividade, mais do que nunca precisamos resgatar para o nosso futebol os fundamentos que nortearam a conquista de cinco títulos mundiais: o drible, a finta, o chute de longa distância, enfim, dar mais oportunidade aos jogadores criativos, bem preparados fisicamente e acima de tudo que gostem de jogar pela seleção canarinho.
Com todos esses recursos e com muito brio, e deixando a vaidade esperar durante cada jogo, cada decisão, temos sim, condições plenas de arrebatar o hexa.
Na minha opinião, ainda jogamos o melhor futebol do mundo, basta não querer imitar o futebol europeu e resgatar de uma vez por todas o verdadeiro futebol brasileiro que sempre encantou a todos e que por isso chegou ao mais alto degrau do pódio do futebol mundial.
sábado, 19 de maio de 2012
Junto e misturado: que vença o melhor
Hoje, na imprensa esportiva, com o final dos campeonatos regionais, misturam-se informações sobre o início do brasileirão 2012, série A e B e a final da Liga dos Campeões entre Chelsea e Bayern de Munique.
Sobre o primeiro, nenhuma novidade naquilo que realmente interessa, ou seja, o título nacional, com o comparecimento das agremiações do eixo São Paulo e Rio de Janeiro como favoritas ao título. Aos outros restam as migalhas, a luta pelo não rebaixamento e a esperança de que a zebra entre em campo e mude a história dos últimos anos onde times destes estados sagraram-se campeões. Afinal de contas, futebol é uma caixinha de surpresas.
Sobre a final da liga, a surpresa são os protagonistas. Nada de Real Madri e Barcelona, como todos esperavam que fosse acontecer. Mas antes que pensem que isso deve-ser ao fato da zebra ter entrado em campo ou que futebol é uma caixinha de surpresa, é importante pontuar que um e outro investiram pesado em contratações, visando o título. Lá o futebol não se resume ao par ou ímpar (Rio ou São Paulo, entendam).
O Chelsea, comprado em 2003 por um milionário Russo pela bagatela de 210 milhões de euros, obteve um investimento nos últimos anos de 900 milhões de euros para chegar no atual patamar de disputar o título, que deixou escapar em 2008, contra o Manchester United. Ou seja, mais de um bilhão de euros foram investidos neste time que entra hoje em campo buscando o tão sonhado título para consagrar-se como um dos maiores times do começo do século.
O Bayer de Munique tem a oportunidade de conquistar pela quinta vez a competição no jogo desta tarde, ultrapassando, em número de títulos, o Barcelona de Messi e ficando atrás apenas de Real Madri (nove títulos) e Milan (sete). Com a vantagem de jogar em casa, na belíssima Allianz Arena, com capacidade para mais de 66 mil torcedores, o time vai à campo com o moral em baixa, já que perdeu na última semana para o seu principal rival o Borussia Dortmund por 5 a 2.
Sobre o primeiro, nenhuma novidade naquilo que realmente interessa, ou seja, o título nacional, com o comparecimento das agremiações do eixo São Paulo e Rio de Janeiro como favoritas ao título. Aos outros restam as migalhas, a luta pelo não rebaixamento e a esperança de que a zebra entre em campo e mude a história dos últimos anos onde times destes estados sagraram-se campeões. Afinal de contas, futebol é uma caixinha de surpresas.
Sobre a final da liga, a surpresa são os protagonistas. Nada de Real Madri e Barcelona, como todos esperavam que fosse acontecer. Mas antes que pensem que isso deve-ser ao fato da zebra ter entrado em campo ou que futebol é uma caixinha de surpresa, é importante pontuar que um e outro investiram pesado em contratações, visando o título. Lá o futebol não se resume ao par ou ímpar (Rio ou São Paulo, entendam).
O Chelsea, comprado em 2003 por um milionário Russo pela bagatela de 210 milhões de euros, obteve um investimento nos últimos anos de 900 milhões de euros para chegar no atual patamar de disputar o título, que deixou escapar em 2008, contra o Manchester United. Ou seja, mais de um bilhão de euros foram investidos neste time que entra hoje em campo buscando o tão sonhado título para consagrar-se como um dos maiores times do começo do século.
O Bayer de Munique tem a oportunidade de conquistar pela quinta vez a competição no jogo desta tarde, ultrapassando, em número de títulos, o Barcelona de Messi e ficando atrás apenas de Real Madri (nove títulos) e Milan (sete). Com a vantagem de jogar em casa, na belíssima Allianz Arena, com capacidade para mais de 66 mil torcedores, o time vai à campo com o moral em baixa, já que perdeu na última semana para o seu principal rival o Borussia Dortmund por 5 a 2.Fora de campo, a disputa já começou. O presidente do Bayern atirou farpas contra o dono do Chelsea, o magnata russo Roman Abramovich. Ele afirma ficar furioso "(...) toda semana quando [vai] colocar gasolina em [seu] carro. A máfia do petróleo (...) investe em jogadores. Isso fede e eu incluo o senhor Abramovich nisso. Nós precisamos vencer clubes como o Chelsea. Hoje, fica tudo em volta de dinheiro".
Chelsea x Bayern. Bandido x Mocinho. Dinheiro x Fair Play. Tudo junto e misturado. Que vença o melhor!!!
terça-feira, 8 de maio de 2012
Lionel Messi: recordista
Será que a crise do capital que se abate sobre a Europa atualmente afetou a performance dos times de futebol Real Madri e Barcelona? Não sabemos. Mas indiferente a resposta está o melhor do mundo, Lionel Messi. O mesmo emplacou, nada mais, nada menos do que 68 gol em uma só temporada do campeonato espanhol.
Um recorde.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
O socialismo venceu!
Segundo a Wikipédia, o socialismo é um sistema em que há um forte planejamento central, o fim da diferenciação de classes e a propriedade coletiva dos meios de produção. Além disso, Marx dizia que, no socialismo, os homens poderiam trabalhar um dia como pescadores, no outro como pintores e depois como cozinheiros. O trabalho não seria apenas o modo de ganhar a vida, mas seria a própria vida.
O socialismo ficou identificado como uma ideologia que pretendia diminuir o sofrimento de nossa existência, que queria acabar com a pobreza extrema, que achava que os homens deviam ter chances iguais. Essa ideia deu origem a organizações de trabalhadores, partidos políticos e guerras. Dominou boa parte do mundo e depois sumiu de boa parte dele.
Nunca foi o que se esperava, por conta de seus adversários e de seus próprios homens. Em Cuba precisa de reformas e na China houve tantas reformas que há quem diga se transformou num capitalismo de estado.
Porém, neste domingo, felizmente e infelizmente, o socialismo venceu.
Não, não houve uma nova revolução que não saiu nos jornais. Nem um novo PC ganhou alguma eleição. O socialismo de que falo é um socialismo ludopédico, o socialismo do Barcelona. Um socialismo com uma pitada de anarquismo.
E nem me venham dizer que é exagero. Vejam bem, o time tem um planejamento central forte, feito por Pep Guardiola, que conhece bem seus recursos naturais e os utiliza de forma racional para o bem comum. Há também uma certa abolição de classes. Não há mais uma separação nítida entre zagueiros, meio campistas e atacantes. Principalmente entre estes dois últimos. Messi pode ser visto na ponta direita e zanzando como volante, Fábregas é um meio-campista mas aparece para finalizar, Dani Alves é um lateral que mais parece um ponta. Assim sindo, obviamente temos a propriedade coletiva dos meios de produção do gol, pois todos podem, e devem, atacar.
Quanto à pitada de anarquismo, vem da mobilidade decidida pelos próprios jogadores dentro de campo. Não é “cada um faz o que quer”, como se pensa erradamente sobre o anarquismo, mas um conjunto orgânico, que funciona como um ser vivo, com cada indivíduo se comportando como a célula de um grande organismo.
Muitos cronistas esportivos, imitando Francis Fukuyama, diziam que a história do futebol tinha acabado. Que a divisão de classes entre homens de ataque e de defesa era definitiva, com algumas exceções que confirmavam a regra. Mas não. De Barcelona, cidade que esteve ao lado da república na Guerra Civil Espanhola e flertou com o anarquismo, veio uma mudança radical.
Hoje o Barcelona é o “fantasma que assombra a Europa”, como começa o Manifesto Comunista falando do socialismo. E não assombra só a Europa, mas o mundo inteiro.
Se eu não fosse santista, teria me sentido um privilegiado por ter visto ao vivo esta vitória do Barcelona. Como sou, para mim foi um espetáculo cruel e sangrento, com o time grená mostrando o cálculo frio de um vilão de história em quadrinhos e um sadismo de nazista de filme americano.
Mas tudo bem. Passada a dor profunda, sei que vou poder assistir a jogos do time catalão com prazer. Certamente nunca verei o replay deste jogo contra o Santos, mas doravante assistirei a todos outros jogos desta utopia que vai mudar o futebol, porque os outros times terão que imitá-lo de alguma forma, do mesmo modo que o socialismo acabou sendo responsável pela socialdemocracia dos países nórdicos.
Boleiros do mundo, uni-vos. Uni-vos ao belo futebol do Barcelona. Vós não tendes nada a perder, pois o futebol no resto do mundo, inclusive nestas nossas bandas, anda feio e sem arte.
Por José Roberto Torero do site Carta Maior
O socialismo ficou identificado como uma ideologia que pretendia diminuir o sofrimento de nossa existência, que queria acabar com a pobreza extrema, que achava que os homens deviam ter chances iguais. Essa ideia deu origem a organizações de trabalhadores, partidos políticos e guerras. Dominou boa parte do mundo e depois sumiu de boa parte dele.
Nunca foi o que se esperava, por conta de seus adversários e de seus próprios homens. Em Cuba precisa de reformas e na China houve tantas reformas que há quem diga se transformou num capitalismo de estado.
Porém, neste domingo, felizmente e infelizmente, o socialismo venceu.
Não, não houve uma nova revolução que não saiu nos jornais. Nem um novo PC ganhou alguma eleição. O socialismo de que falo é um socialismo ludopédico, o socialismo do Barcelona. Um socialismo com uma pitada de anarquismo.
E nem me venham dizer que é exagero. Vejam bem, o time tem um planejamento central forte, feito por Pep Guardiola, que conhece bem seus recursos naturais e os utiliza de forma racional para o bem comum. Há também uma certa abolição de classes. Não há mais uma separação nítida entre zagueiros, meio campistas e atacantes. Principalmente entre estes dois últimos. Messi pode ser visto na ponta direita e zanzando como volante, Fábregas é um meio-campista mas aparece para finalizar, Dani Alves é um lateral que mais parece um ponta. Assim sindo, obviamente temos a propriedade coletiva dos meios de produção do gol, pois todos podem, e devem, atacar.
Quanto à pitada de anarquismo, vem da mobilidade decidida pelos próprios jogadores dentro de campo. Não é “cada um faz o que quer”, como se pensa erradamente sobre o anarquismo, mas um conjunto orgânico, que funciona como um ser vivo, com cada indivíduo se comportando como a célula de um grande organismo.
Muitos cronistas esportivos, imitando Francis Fukuyama, diziam que a história do futebol tinha acabado. Que a divisão de classes entre homens de ataque e de defesa era definitiva, com algumas exceções que confirmavam a regra. Mas não. De Barcelona, cidade que esteve ao lado da república na Guerra Civil Espanhola e flertou com o anarquismo, veio uma mudança radical.
Hoje o Barcelona é o “fantasma que assombra a Europa”, como começa o Manifesto Comunista falando do socialismo. E não assombra só a Europa, mas o mundo inteiro.
Se eu não fosse santista, teria me sentido um privilegiado por ter visto ao vivo esta vitória do Barcelona. Como sou, para mim foi um espetáculo cruel e sangrento, com o time grená mostrando o cálculo frio de um vilão de história em quadrinhos e um sadismo de nazista de filme americano.
Mas tudo bem. Passada a dor profunda, sei que vou poder assistir a jogos do time catalão com prazer. Certamente nunca verei o replay deste jogo contra o Santos, mas doravante assistirei a todos outros jogos desta utopia que vai mudar o futebol, porque os outros times terão que imitá-lo de alguma forma, do mesmo modo que o socialismo acabou sendo responsável pela socialdemocracia dos países nórdicos.
Boleiros do mundo, uni-vos. Uni-vos ao belo futebol do Barcelona. Vós não tendes nada a perder, pois o futebol no resto do mundo, inclusive nestas nossas bandas, anda feio e sem arte.
Por José Roberto Torero do site Carta Maior
domingo, 18 de dezembro de 2011
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