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sábado, 19 de maio de 2012

Junto e misturado: que vença o melhor

Hoje, na imprensa esportiva, com o final dos campeonatos regionais, misturam-se informações sobre o início do brasileirão 2012, série A e B e a final da Liga dos Campeões entre Chelsea e Bayern de Munique.

Sobre o primeiro, nenhuma novidade naquilo que realmente interessa, ou seja, o título nacional, com o comparecimento das agremiações do eixo São Paulo e Rio de Janeiro como favoritas ao título. Aos outros restam as migalhas, a luta pelo não rebaixamento e a esperança de que a zebra entre em campo e mude a história dos últimos anos onde times destes estados sagraram-se campeões. Afinal de contas, futebol é uma caixinha de surpresas.

Sobre a final da liga, a surpresa são os protagonistas. Nada de Real Madri e Barcelona, como todos esperavam que fosse acontecer. Mas antes que pensem que isso deve-ser ao fato da zebra ter entrado em campo ou que futebol é uma caixinha de surpresa, é importante pontuar que um e outro investiram pesado em contratações, visando o título. Lá o futebol não se resume ao par ou ímpar (Rio ou São Paulo, entendam).

O Chelsea, comprado em 2003 por um milionário Russo pela bagatela de 210 milhões de euros, obteve um investimento nos últimos anos de 900 milhões de euros para chegar no atual patamar de disputar o título, que deixou escapar em 2008, contra o Manchester United. Ou seja, mais de um bilhão de euros foram investidos neste time que entra hoje em campo buscando o tão sonhado título para consagrar-se como um dos maiores times do começo do século.

O Bayer de Munique tem a oportunidade de conquistar pela quinta vez a competição no jogo desta tarde, ultrapassando, em número de títulos, o Barcelona de Messi e ficando atrás apenas de Real Madri (nove títulos) e Milan (sete). Com a vantagem de jogar em casa, na belíssima Allianz Arena, com capacidade para mais de 66 mil torcedores, o time vai à campo com o moral em baixa, já que perdeu na última semana para o seu principal rival o Borussia Dortmund por 5 a 2.

Fora de campo, a disputa já começou. O presidente do Bayern atirou farpas contra o dono do Chelsea, o magnata russo  Roman Abramovich. Ele afirma ficar furioso "(...) toda semana quando [vai] colocar gasolina em [seu] carro. A máfia do petróleo (...) investe em jogadores. Isso fede e eu incluo o senhor Abramovich nisso. Nós precisamos vencer clubes como o Chelsea. Hoje, fica tudo em volta de dinheiro".

Chelsea x Bayern. Bandido x Mocinho. Dinheiro x Fair Play. Tudo junto e misturado. Que vença o melhor!!!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Feliz estresse novo

Hoje, não falarei de esporte. Me juntarei às vozes desejantes que imperam nesta época do ano. Mas irei em outra direção. Quero deixar uma mensagem de louvor ao estresse, pois descobrir que esta é a época mais propícia para o recrudescimento do mesmo.



Quando o próximo domingo chegar, já estaremos no segundo dia do novo ano. Já teremos recebido e enviado inúmeras mensagens de esperança, de felicitações e de desejos sinceros de um ano novo de muito sucesso, de muitas realizações, e de "muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender" para os nossos amigos, familiares e entes queridos.

Na segunda-feira novos problemas se apresentarão e os velhos te despertarão para a realidade nua e crua que nos ensina o poeta Mário Quintana, de que "(...) o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça...". Impressão, compreendeu?

Na verdade, continua a vida. Com o tempo fracionado ou não, dividido em segundos, minutos, horas, dias, meses e anos ou não, sendo medido pela natureza, pelos sinos das igrejas, pelos relógios, cronômetros ou não, a vida segue seu curso de maneira inexorável, em sintonia com suas particularidades imanentes e paradoxais.

Acabei de assistir a uma matéria na televisão de que nesta época do ano o nível de estresse da população aumenta em 75%. Em 1988, num congresso em Munique, um médico canadense Hans Selye assim definiu o estresse: "o estresse é o resultado do homem criar uma civilização, que, ele, o próprio homem não mais consegue suportar". Vejam que loucura. Em plena época em que mais se deseja um feliz ano novo, paz e saúde, desenvolvemos sintomas da chamada "doença do século" ou ainda "doença do terceiro milênio". E, paradoxalmente, em função de um modelo civilizatório que nós criamos.

Impossível não lembrar do Drummond a nos ensinar poeticamente que "Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente".

E é com esta crença no peito, com toda a ternura guevariana e a esperança pandoriana de que tudo seja realmente diferente, que desejo a todos vocês, estresses renovados, cada vez mais felizes e sinceros.