Mostrando postagens com marcador bahia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bahia. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de setembro de 2019

Bahia contra a homofobia

Imagem retirada do site lance
O Esporte Clube Bahia entrará em campo, hoje, pela décima nona rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol jogando contra o Fortaleza no estádio da Fonte Nova às 16 horas, horário de Brasília. Independente do resultado da partida, o Bahia já entra vencedor da contenda.

O chamado "Esquadrão de Aço" irá trocar, simbolicamente, as bandeirinhas que marcam o escanteio por uma outra, com as cores características da bandeira arco-iris (ícone criado por Gilbert Baker, falecido em março de 2017), em uma campanha contra a homofobia nos estádios. Um golaço antológico do tricolor baiano, com toda a certeza.

Essa campanha aparece menos de um mês depois em que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) considerou punir os clubes com perda de pontos caso as torcidas entoem gritos homofóbicos. Qualquer ato de caráter preconceituoso por parte dos torcedores, será enquadrado como uma atitude indisciplinar com base no artigo 243-G do Código Disciplinar que reza: "Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência".

Há quem diga que a atitude é muito mais em função da punição considerar a perda de três pontos (seis, caso ocorra reincidência) do time infrator do que, realmente, uma consciência profunda sobre elementos discriminatórios do cotidiano dos brasileiros. Só para termos uma ideia deste problema, entre 2011 e 2018 foram registrados 4.422 mortes. Isso equivale a 552 mortes por ano. Uma vítima de homofobia a cada 16 horas (Saiba mais clicando aqui).


Mas não é isso que afirma o Manifesto escrito pelo Clube e que diz em alto e bom som que "Não é uma questão de pontos a mais ou a menos. É um propósito de igualdade, amor e vida".

Que assim, seja. E que a Bahia, o Brasil, jogue sempre, dentro e fora dos estádios, o jogo da igualdade de fato e de direito.

domingo, 3 de maio de 2015

Bicampeão

O Esporte Clube Bahia sagrou-se, hoje, bicampeão do Baianão 2015. Após ter perdido a primeira partida por três gols de diferença em favor do Vitória da Conquista, até então invicto na competição, de maneira surpreendente até para os mais otimistas dos seus torcedores, o tricolor baiano, já no primeiro tempo, conseguiu reverter a vantagem conseguida pelo time conquistense. Foram três gols no primeiro tempo, repetindo o feito no segundo e finalizando o jogo em seis a zero.

O Vitória da Conquista não conseguiu demonstrar o mesmo futebol dos seus últimos jogos e no momento decisivo os seus principais jogadores simplesmente desapareceram em campo. Nem o atacante Tatu, nem o lateral Apodi, conseguiu imprimir o mesmo ritmo de jogos anteriores.

No entanto, o time do interior está de parabéns. Fez um campeonato muito bom. Conseguiu, como já dissemos, chegar na última partida como invicto. Feito brilhante que poucas agremiações conseguem.

Parabéns ao Bahia e ao Vitória da Conquista.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Imprensa esportiva

Aguardando a imprensa esportiva baiana falar sobre o Vitória da Conquista. O time chega à final do baiano invicto e só ouvimos falar sobre o Bahia e suas deficiências técnicas.

domingo, 30 de novembro de 2014

Vitória, Bahia e Botafogo

Vitória perdeu mais uma. Desta feita para outro rubro-negro, o Flamengo. Ainda mantém chances de ficar na primeira divisão do brasileiro para 2015. Mas não depende só dele.

O Bahia, idem. Com a vitória de 1 x 0 sobre o Grêmio, o tricolor deu 

uma respirada mas também precisa de uma combinação de 

resultados para ficar na elite do futebol brasileiro.

Quem não se deu bem foi o Botafogo. Esse já está rebaixado.

domingo, 14 de setembro de 2014

Ser ou não, lanterna?

Nas últimas semanas estou dando muitas risadas com os torcedores do Vitória e do Bahia.

Uns ficam zoando com os outros sobre serem ou não lanterna do campeonato brasileiro. O dilema de Hamlet chega ao futebol.

Shakespeare explica.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Bahia e Vitória - Parte 2

Na minha caminhada de hoje, ao passar por um grupo de torcedores, pude ouvi a seguinte pérola: Em 2015, Paulo Maracajá vai está no Bahia e Paulo Carneiro no Vitória.

Bahia e Vitória

Pelo andar da carruagem, tudo indica que os dois maiores rivais do estado da Bahia no futebol, cairão abraçados para a Série "B" do campeonato brasileiro do próximo ano.

A uma rodada do final do primeiro turno, eles se encontram em penúltimo (Bahia) e em último (Vitória).

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Pelo direito de assistir ao espetáculo esportivo

Pelo jogo da Copa do Brasil, na última quarta-feira, o Corinthians venceu o Bahia por três tentos a zero, abrindo uma excelente vantagem para o jogo de volta aqui na Arena Fonte Nova.

Mas o que me chamou a atenção não foi o placar. Confesso que não esperava coisa diferente. O inusitado foi a saída de alguns torcedores do estádio lá pelos 35 minutos do segundo tempo.

Não pense você que os torcedores que saiam eram os tricolores mas, sim, os alvinegros. Muitos não viram o terceiro gol de penalti do timão.

Imagem retirada do blog Desacato
Isso porque por imposição da Rede Globo de televisão, o jogo começou às 22 horas, logo após a novela das nove. Como muitos torcedores dependem de metrô e trem para se locomoverem na metrópole paulista, e suas respectivas estações fecham meia noite, eles tinham que sair antes do final do espetáculo. Caso contrário, perderiam seus transportes para casa.

Nos últimos dias, logo após a acachapante derrota para a Alemanha por 7 x 1 do selecionado brasileiro, a imprensa esportiva começou a considerar de maneira mais veemente a necessidade imperativa de mudança estrutural no esporte nacional, notadamente, o futebol.

Estamos percebendo, pelos últimos movimentos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que isso não é necessário. Ao menos para eles. Não concordamos. Pelo contrário. Consideramos que a mudança deve ser estrutural e estruturante e isso passa, também, por dentro da CBF e pelo debate sobre o direito de transmissão dos campeonatos brasileiros.

Um jogo começando às 22 horas, em plena quarta-feira, não é bom para ninguém. Nem para o torcedor que vai para o estádio, nem o que fica em casa para assistir na televisão, nem para os patrocinadores, que perdem pela pouca visibilidade dos seus produtos e anúncios.

Parece que só quem sai ganhando é a Rede Globo. O que não é nenhuma novidade, não é mesmo?

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Só perderam






Cruzeiro 3 x 1 Vitória. Ontem Bahia 0 x 2 São Paulo. E os times baianos caindo das pernas e na tabela. Vou dar o desconto do reinício da temporada.

Por enquanto.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Sardinha com Jabá

Imagem retirada do site Adega do Jabá
Na qualidade de torcedor do Esporte Clube Vitória, estava evitando entrar no assunto que recentemente alimentou bastante a mídia esportiva baiana em relação ao Esporte Clube Bahia: o tal do "jabá".

Não se trata de nenhuma matéria exigindo doações de ingredientes visando enriquecer feijoada para evento esportivo beneficente, tão comum hoje em dia. No dicionário informal, o antônimo do mesmo é "honestidade". Logo, quem pratica o tal do Jabá está realizando um ato ilícito.

Foi isso que praticou a diretoria do "sardinha" durante os anos de 2006 e 2013. Pagando passagens, almoços, hospedagens de profissionais da imprensa (até agora 21 foram listados) e também de terceiros.

O que causa espécie em todo o caso, além do fato em si é a postura desta mesma imprensa. Muitos profissionais agem como se o "jabá" fosse a maior novidade do mundo esportivo. Não é.

De forma cínica, ficam vociferando contra o que agora consideram um absurdo a macular o futebol e arranhar o fair play. Sabedores dessas antigas ações que só quem está nos bastidores pode denunciar, deveriam há tempo, terem levantado suas vozes. Microfones tinham em abundância.

Mas não fizeram. Talvez pela esperança de um dia, quem sabe, participar da farra.

Sugiro, como redenção, que a imprensa passe a enaltecer o Bahia (desta vez de forma gratuita, sem propinas), pois a veiculação da lista faz parte da política de transparência que o clube pretende adotar com a nova diretoria e realize uma campanha para que todas as agremiações sigam o mesmo passo.

A palavra de ordem já tenho: Transparência, já! Fora o Jabá!!!

Aos meus amigos tricolores, sugiro uma farra regada a sardinha com jabá. Até o presente momento, a mesma segue indigesta para alguns jornalistas mas, penso que vale muito saborear.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Mais um elefante branco?

Uma imagem que sempre me coloca para refletir sobre a situação do esporte no país é a de um certo ginásio que fica na rodovia que liga a linha verde da Bahia a linha verde de Sergipe, logo após a entrada da cidade de Indiaroba.

Foto tirada no mês de junho do ano passado
Em junho do ano passado o ginásio continuava ali me instigando, afirmando que a política esportiva do país era para pouquíssimos, voltada única e exclusivamente para os chamados atletas de ponta, embora nesse aspecto também tenhamos sérios problemas de estruturas e equipamentos, diga-se de passagem.

Na verdade não há preocupação efetiva com o que chamamos e defendemos de democratização do esporte. Este se torna um valor exclusivo para os que podem acessar no plano privado ou, quando muito, nas instituições particulares de ensino.

E nas escolas públicas? Perguntarão. É possível, mas em sua grande maioria, existe o monopólio do futebol. A vivência do esporte fica prejudicada por isso e, sobretudo, pela falta de estrutura pedagógica e física do espaço. O esporte precisa ser compreendido não apenas como uma determinada modalidade, mas, sobretudo, como um fenômeno sócio-histórico.

Mas voltando ao ginásio. Ele ainda me leva a refletir, pois o mesmo ainda está lá como um "elefante branco" feito de concreto, ocupando a paisagem sergipana. Com uma diferença. No início deste mês, estacas foram colocadas ao seu redor e faixas de agradecimentos foram fixadas nas paredes pinchadas e já bastante maltratadas pelo tempo e desuso do equipamento esportivo.

Quando deparei com esta simples modificação da paisagem, fiquei animado. Parei o carro no acostamento e perguntei a um morador da localidade, residente de uma casa defronte ao ginásio, senhor Nhô, se havia algo ocorrendo por ali. Ele disse que sim. Afirmou que existem algumas intervenções sendo feitas e assegurou que as obras começarão para valer no próximo mês de fevereiro.
Foto tirada em 14 de janeiro deste ano
Passei pela localidade segunda-feira, dia 27, retornando de Aracaju onde fui buscar meus filhos que passavam férias com a avó e pude constatar que mais do que estacas e faixas existiam homens trabalhando. Alguns juntavam entulho e outros carregavam pedras para o interior do ginásio. Isso me deixou animado, otimista que ao menos o espaço iria realmente ser reformado. Fevereiro tinha, então, se antecipado.

Mas, meu otimismo não é alimentado pela ingenuidade. Essa dinâmica não significa que mudou a forma do Estado compreender a política esportiva. Podemos melhorar a estrutura, é um passo importante, mas é preciso haver projetos de utilização, políticas efetivas de formação humana via esporte e lazer nas cidades.

O equipamento é parte desse processo. Nada mais. O Estado precisa perguntar o que fazer com os mesmos, como utilizá-lo, quais os objetivos, as estratégias de ocupação, etc, etc, envolvendo toda a comunidade nesse debate.

Do contrário, teremos mais um "elefante branco". Reformado, "novinho em folha" mas...um "elefante branco".

sábado, 11 de janeiro de 2014

Agora vai!!!

Hoje conversei com um colega de "baba" sobre as contratações do Bahia. Aliás quase todo o sábado pela manhã é assim. Um tempo jogando bola para logo depois conversar sobre tudo. Inclusive futebol. Alguns só conseguem conversar sobre isso. Paciência.

Mas como ia dizendo, um colega de "baba" estava todo feliz. Junto com ele alguns amigos, torcedores do Esporte Clube Bahia, contentes com as contratações que o tricolor vem fazendo. A de Max Biancucchi era a mais comemorada. Agora vai!!! Dizia ele.

Eu provocava perguntando "para onde?". Entre outras. Uns falavam de lá, eu provocava de cá e assim ia descendo a cervejinha gelada, até que falei em um tom mais provocador:

- Contratar é bom. Quero ver honrar compromissos, pagando, por exemplo, salário dos jogadores.

Silêncio. Um gritou logo surgiu informando que o Consórcio da Arena Fonte Nova iria pagar o salário. 

- De todos? Perguntei continuando a provocação.

- Claro que não. O de Biancucchi. Informaram sem grito.

Veja você. Em campo jogam 11. Para treinar precisam, no mínimo, de mais 11. E todos devem estar contentes e com salários em dia. Mas os torcedores não conseguem enxergar isso.

Para eles, no caso relatado acima, basta pagar o salário do Biancucchi que... Agora vai!!!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Sobre interatividade

A questão da interatividade entre mídia e audiência não é recente, apenas ganhou contornos novos com o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação. Desde tempos remotos que ela vem se dando, inclusive em tempo real, se tomarmos como exemplo os programas de rádio.

Mas a mesma aparece agora como se fosse a novidade do momento. Não é. E continua, como antes, a causar situações interessantes. Veja o que ocorreu comigo no último dia 21 do corrente mês.

Ao acessar o meu instagram (welington_silva45), dei de cara com a imagem abaixo, vinculada pela Itaipava Fonte Nova.


Então questionei, observando que "Em terra de maioria negra, só branquinho na festa das torcidas é dose, não @itaipavafontenova?" A ideia era levantar uma discussão, um debate não com a Itaipava, mas com seus usuários que, assim como eu, participa com comentários nas suas mensagens publicitárias.

Mas, o que fez o agente que trabalhava no momento, operando a publicidade? Simplesmente, retirou o meu comentário, deixando o que ele tinha escrito, tal como demonstra o texto abaixo.


Eu então insisti, escrevendo a mesma coisa e ele então retirou. Isso ocorreu várias vezes. No caso, a interatividade estava incomodando. A mesma estava recebendo, inclusive, apoio expresso em outros comentários, que aproveitavam para questionar o valor dos ingressos cobrados nas contendas do Esporte Clube Bahia com outros times. Os mesmos foram também retirados pelo servidor.

Observo que o mesmo tem todo o direito de retirar os comentários. Trata-se de espaço privado. Apenas estou aproveitando o acontecido para refleti sobre o aspecto da interatividade entre partes. No caso os que usam o Instagram para interagir com a @itaipavafontenova.

Continuei então insistindo no meu questionamento. Até que o agente respondeu a minha provocação, sugerindo que ao levantar a pergunta, eu estava sendo preconceituoso. Diz ele no espaço abaixo que: "welington_silva45 há espaço para todos, só não há espaço para o preconceito. Grande abraço".

Aceitando a provocação e o debate, lembrei ao funcionário que "(...) atitude preconceituosa existe na medida em que não se obedece a constituição baiana que reza sobre a obrigatoriedade da presença de pelo menos uma pessoa da raça negra em todas as campanhas publicitárias produzidas na Bahia em que apareça mais de uma pessoa (...)." E finalizo afirmando que "(...) entre os cinco acima parece que não há espaço para todos".


Depois da franca e fraterna contenda, o que ocorreu? A interatividade continuou? O funcionário deu alguma explicação sobre a publicidade? Esclareceu algum ponto do questionamento?

Óbvio que não. Depois que escrevi, mencionando a constituição baiana e que a mensagem da imagem feria o texto da mesma, ele retirou foi a publicidade inteira, desconsiderando inclusive todas as outras interações que não tinham envolvimento no debate.

Ponte e metrô


Mais uma promessa não cumprida. Já deveríamos está acostumados tendo em vista a experiência do metrô, entre outras. Mas não estamos.

Enquanto isso os governantes deste país, nas suas distintas esferas de poder, parecem gostar de brincar com os prazos (a manchete acima é de dezembro de 2009) e a nossa paciência. Brincadeira muito cara, diga-se de passagem, pois as mesmas são feitas as custas do dinheiro público.

sábado, 21 de dezembro de 2013

De volta ao começo

Depois de quase dois meses inativo por problemas operacionais, para não dizer sabotagem, já que fui ameaçado por um tal de "Karim", que não gostou da minha última postagem onde critico uma mensagem publicitária veiculada pelo Conselho Regional de Educação Física de Minas Gerais, estamos de volta.

A intolerância expressa nos xingamentos e impropérios  deste "senhor" não foi suficiente para acabar com um projeto, tímido pelo seu alcance mas enorme pelos seus propósitos de democratizar as informações, conhecimentos, opiniões e tudo o mais que envolve esse fascinante fenômeno social que é o esporte.

Esses dias "parados" me fizeram refletir muito. Cheguei até a adquiri uma outra página, desta vez paga, para dificultar qualquer tipo de sabotagem futura e estava trabalhando nela para começar a publicar em janeiro próximo. Continuo pensando nesta possibilidade e o tempo e os acontecimentos serão meus conselheiros. Eles dirão o que é melhor para o momento.

Muitas outras coisas no âmbito específico do esporte também aconteceram:

1) Trabalhadores continuam sendo mortos nos acidentes de trabalho ocorridos nas "arenas";

2) O dinheiro público continua escoando para os caixas das empreiteiras. Caso da prefeitura de São Paulo que liberou R$ 159 milhões em incentivos fiscais para a construção do Itaquerão;

3) Na Bahia, R$ 6 milhões e 400 mil foram bancados pelo Estado para a realização dos sorteios dos jogos da Copa 2014. O que choca frontalmente com o contingenciamento de verbas para as universidades estaduais;

4) A suposta virada de mesa do Fluminense. Atitude que parece está animando o Vasco da Gama;

5) A derrota do Atlético Mineiro no mundial de clubes;

6) A democratização incompleta do Esporte Clube Bahia, que insisti em divulgar os nomes dos componentes das suas diretorias mas não o dinheiro que tem no caixa;

7) A não democratização do Esporte Clube Vitória;

8) A venda e compra de jogadores, demonstrando mais uma vez o quanto o esporte virou mercadoria e o talento dos atletas commodities;

9) O desconhecimento do torcedor do seu estatuto, mais uma demonstração da nossa menoridade cidadã;

10) O handebol feminino do Brasil na final do mundial;

11) entre outros.

Como podemos observar, temas não faltaram e nem faltarão. E muitos dos elencados são ainda passíveis de reflexões.

Tenham a certeza de que serão. Estamos de volta!!!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Do super-man à fênix

Os admiradores do Esporte Clube Bahia, cronistas esportivos, repórteres e congêneres, insistem em dizer que a torcida é o maior patrimônio do clube.

Digo o mesmo, com um porém apenas: o maior e ÚNICO!!! A administração dos Guimarães, pai e filho, não deixou pedra sobre pedra.


Se conseguir reverter este quadro, sugiro mudar a figura do seu mascote. De super-man, passar para o pássaro Fênix.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Binha: só lhe cabe o título de torcedor símbolo do Bahia

Ontem, no estádio da Arena Fonte Nova foi empossado o mais novo presidente do Bahia, o primeiro em sua história eleito pelo voto direto dos associados do clube.

Com 67% dos votos válidos, Fernando Schmidt, que disputou o cargo com dois outros candidatos, Rui Cordeiro e Antonio Tillemont, pela segunda vez, assume a presidência do tricolor.

Para mim, nenhuma novidade. Antes mesmo do dia da eleição, em 4 de setembro, escrevi no meu twitter que a "conciliação pelo alto" iria eleger Schmidt. E assim foi.

Político profissional, causou inicialmente um certo desconforto nos bastidores da imprensa esportiva baiana, principalmente pelos que insistem em desvincular o esporte da política. Coisa impossível desde a Guerra Fria.

Aliás, já que toquei na imprensa esportiva baiana, um parêntese interrogativo: o que pensar sobre a brasileira? Silêncio ensurdecedor sobre o processo de democratização que ocorre no Esporte Clube Bahia. Estão com medo do quê? Fecho o parêntese.

Voltando ao processo de democratização, quero sublinhar que mesmo considerando que não teria capacidade para gerir um clube como o Bahia pela dinâmica do futebol contemporâneo, causou-me um certo desconforto que neste movimento de democratização do esquadrão, um time de massa, povão, o seu torcedor símbolo, aquele que podemos dizer que tem "a cara do Baêa, minha porra!!!", não tenha conseguido, sequer, um candidato a vice para poder se inscrever e concorrer à presidência.

Refiro-me a Binha de São Caetano (foto), ou simplesmente, Binha, como é mais conhecido. Não tenho dúvida alguma que o mesmo não mudaria o desfecho da história, mas ele daria muito mais sabor e dinâmica ao processo eletivo.

Provavelmente, a vinculação com o ex-presidente, o Marcelo Guimarães Filho, tenha sido um fator decisivo para a dificuldade de achar um vice e inscrever sua chapa. Mas só provavelmente.

Concretamente, na minha humilde opinião, para Binha, nesse processo de "conciliação pelo alto", só lhe cabe o título de torcedor símbolo do Bahia. Esse talvez seja o sentimento dos senhores de terno e gravata que começam a ocupar a casa grande.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Independência de que tipo?

Imagem retirada do Portal A TARDE
Nesse espaço, alguns dias atrás, escrevi sobre a importância do momento que vive o Esporte Clube Bahia no contexto do processo que ora se desenvolve, de eleição direta para presidente do clube. Algo, pelo que me consta, inédito no Brasil.

Análogo a este momento, só mesmo o vivido pelo Corinthias Paulista na década de 80, ocasião em que o movimento intitulado Democracia Corintiana, permitia, pela via da autogestão, que jogadores, diretoria, comissão técnica e funcionários em geral, decidissem tudo no voto. E todos tinham peso iguais.

No entanto, não se conhece experiência alguma no Brasil, quiçá no mundo, de torcedores votar para eleger o presidente do seu clube de coração, de maneira direta.

Não obstante, uma vez eleito o presidente, quais os mecanismos de intervenção dos torcedores no clube? Qual o peso que terão nos processos decisórios fundamentais, àqueles que envolvem as complexas tramas urdidas no dia a dia do "fazer futebol"? E os jogadores do clube e seus funcionários, terão eles, tal como existia no Corinthias, poder de decisão sobre esses processos? Enfim, até onde vai a democratização do Bahia?

A eleição se aproxima. A data é simbolicamente forte: 7 de setembro, dia considerado de Independência do Brasil. Estará o Esporte Clube Bahia, instaurando a sua independência? Caso a resposta seja positiva, uma outra e final pergunta: de que tipo?

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A democratização é um caminho, mas...

Os torcedores do Esporte Clube Bahia deram um passo importante para o futebol brasileiro e uma lição fundamental para todos os que são apaixonados pelo esporte em suas diferentes modalidades.

Em muitas coisas eles estão corretos, mas em uma, especialmente, precisam tomar cuidado para que amanhã, suas esperanças não se transformem em decepção, frustração, até.

Refiro-me a imaginar que isso vai mudar o caminho do clube de forma imediata ou até de médio prazo. Os resultados em campo, muito embora esteja quatro partidas sem marcar e vencer, tem dado uma esperança sem lastro aos mais apaixonados torcedores do Bahia de que o simples afastamento do ex-presidente já foi bom para o clube.

Imagine, então, se tivermos como eleger o próximo presidente!!!

Atenção!!! Cuidado!!! A democratização é um caminho importante para o clube e também para o país, pode se tornar um ponto de apoio para o processo de amadurecimento das possibilidades de desenvolvimento de uma "sociedade regulada" pelos subalternos.

Mas não se enganem, torcedores. E aqui falo para todos de todas as modalidades e não apenas para os tricolores baianos, amantes do futebol. As questões a envolver o esporte como quase tudo na vida, estão muito mais em baixo. Precisamos de uma revolução no comando esportivo nacional.

O Estado brasileiro se desenvolveu sem rupturas, fruto das conciliações por cima orientadas pelas elites nacionais. O próprio processo de redemocratização do país é um elemento elucidativo, que nos dá pistas heurística para, no mínimo, duvidar da eleição direta para presidente do clube, como solução.

São coisas diferentes. Dirão alguns. Uma coisa é um país, outra bem diferente é um clube de futebol.

Verdade. Mas os processos são parecidos. Não idênticos. E eles nos dão pistas, não disse que elucidam as questões. Insisto nisso e aproveito para completar o meu raciocínio afirmando que o problema do esporte nacional, o futebol entre outras modalidades, não está apenas no seu interior e em processos decisórios que ocorrem em torno dele e não se resolverá por dentro do mesmo, mas, sim, pela mudança substantiva da base estrutural que o sustenta.

A democratização é um  caminho, mas...insuficiente, se não radicalizada, servirá para modificar as coisas, deixando-as tão como estão.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Alguém como ninguém



William Barbio, ex-jogador do Atlético Goianiense, é o mais novo contratado pelo Esporte Clube Bahia. Na sua apresentação para a imprensa esportiva, o marketing do clube comete esta estrondosa gafe, situando a imagem do jogador colada a palavra "Ninguém".

Que o garoto, de apenas 20 anos, tenha sorte no seu novo clube e mostre ser alguém, como ninguém.