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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Alerta geral

Aos técnicos de futebol que adoram ser chamados de "professor" pela imprensa esportiva, um alerta: muito cuidado quando seus times forem jogar no Paraná.

Imprensa esportiva

Aguardando a imprensa esportiva baiana falar sobre o Vitória da Conquista. O time chega à final do baiano invicto e só ouvimos falar sobre o Bahia e suas deficiências técnicas.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tragédia da Fonte Nova: 4 anos atrás

Hoje completam quatro anos da maior tragédia do futebol baiano e por que não dizer, do futebol nacional: a morte de sete torcedores do Esporte Clube Bahia na partida válida pelo brasileiro da Série C. Na oportunidade o Bahia empatou com o Vila Nova em 0 x 0, resultado que levava o esquadrão para a Série B.

Na época o Esporte em Rede não existia. Eu alimentava um outro blog, o Movimento do Real e lá postei algumas considerações sobre o fato. Seguem abaixo, na sequência, as postagens da época.

POSTAGEM 1 (Tragédia na Fonte Nova)

Infelizmente, o que poderia ter si
do um jogo festivo, já que o Bahia com o empate de 0 a 0 com o Vila Nova de Goiás conseguiu ascender a Série B do campeonato brasileiro, acabou se transformado em uma catástrofe.


7 torcedores morreram e outros 60 se encontram em estado grave no Hospital Geral do Estado por conta do desabamento de parte das arquibancadas do anel superior da Fonte Nova.


O jogo já havia terminado e os torcedores comemoravam a subida do Bahia para a Série B do Brasileirão 2008 quando caíram de uma altura de mais ou menos 20 metros.

POSTAGEM 2 (Tragédia na Fonte Nova - Parte 2)

Quem são os culpados? Quem vai pagar pelos acontecimentos ocorridos no final da partida de ontem no Estádio Octávio Mangabeira, mais conhecido como Fonte Nova, quando no lugar dos gritos de alegria e de festa pela ascensão do Esporte Clube Bahia à Série B do Campeonato Brasileiro, tivemos choros e gritos de angústia e desespero por conta das vítimas do desabamento de uma parte da arquibancada?


Essas perguntas atravessaram toda a programação do “Se liga Bocão”, e do “Balanço Geral”, dois dos principais programas populares aqui de Salvador que vão ao ar todo meio-dia.

Importante salientar que todos os dois programas são ancorados por radialistas. Um, que atualmente trabalha nas transmissões esportivas pela transamérica e o outro, que já trabalhou por muito tempo como comentarista esportivo.

Todos os dois buscaram culpados pela tragédia que acabou sobrando para o Governo do Estado e o Superintendente da SUDESB (Superintendência de Desportos do Estado da Bahia), o ex-jogador do Bahia, Bobô.

Sem querer tirar as responsabilidades dos elementos citados acima, gostaria de pontuar o que considero ser importante. Em nenhum momento a imprensa esportiva baiana, que vive a incentivar os torcedores do Bahia para que encham a Fonte Nova, para que lotem o estádio e prestigiem o seu “esquadrão de aço”, se posicionou de forma crítica sobre os seus próprios atos.

Se a imprensa sabia dos laudos técnicos sobre a Fonte Nova que apontavam para uma reestruturação da mesma, por que incentivava tanto os torcedores a irem ao estádio? Por que ao invés disso, não esclarecia o torcedor sobre os riscos iminentes de uma lotação excessiva da Fonte Nova?

Agora a mesma imprensa que aplaudia os 50, 60 mil torcedores que iam à Fonte Nova torcer pelo seu time do coração, que enaltecia em todas as programações radiofônicas ligadas ao esporte o fato de em plena série C, o time do Bahia colocar uma média de mais de 30 mil torcedores por partida, apedreja o Estado, que diga-se de passagem não pode se responsabilizar em manter e construir uma praça esportiva para uma agremiação de cunho privado, seja ela qual for.

Mas isso é assunto para um outro comentário. Por ora, fica aqui registrado a necessidade da imprensa esportiva baiana fazer o seu dever de casa, registrando também, não a sua culpa, mas ao menos a sua parcela de responsabilidade no episódio.
 
POSTAGEM 3 (Implosão, não!!!)
 
Em minha humilde e em relação às opiniões expressas em um dos maiores jornais do norte e nordeste do Brasil, solitária opinião, sou contra a implosão da Fonte Nova e a favor de uma consulta pública sobre o destino da mesma, com amplo debate envolvendo setores organizados da sociedade civil.

Aos meus ouvidos não soou bem a determinação do governador do estado da Bahia de implodir a Fonte Nova. Caso ele queira implodir a casa dele, tudo bem, não tenho absolutamente nada com isso, mas implodir um patrimônio público sem consulta pública e amplo debate é uma posição, no mínimo, autoritária. Quero crer que a posição do governador se deva às pressões políticas e da opinião pública que ainda assim explica, mas não justifica tal atitude.

Lembro-me perfeitamente bem que em uma enquête levada ao ar pela TV Bahia, no sábado que antecedeu ao trágico jogo, mais de 60% dos telespectadores eram contra a implosão da Fonte Nova.

Precisamos acalmar os nossos ânimos e discuti de forma ampla e democrática, o destino deste estádio que é de todo cidadão baiano (capital e interior) e não do Esporte Clube Bahia. Estou profundamente sensibilizado com o ocorrido, mas não posso concordar, sem discutir com a população de uma forma geral, o destino que devemos dar, antes de tudo, a um patrimônio público. Penso, até, que é um bom momento para discutirmos as políticas de esporte e lazer do estado.

Fica aqui a minha opinião. IMPLOSÃO, NÃO!!! CONSULTA POPULAR E DEBATE AMPLO COM SETORES ORGANIZADOS DA SOCIEDADE CIVIL, SIM!!!

domingo, 16 de agosto de 2009

O silêncio da imprensa esportiva baiana


No dia 25 de novembro de 2007, o Estádio Otávio Mangabeira foi palco de um episódio trágico: parte das arquibancadas do seu anel superior caiu, vitimando torcedores do Esporte Clube Bahia que jogava, naquela fatídica tarde de domingo contra o Vila Nova de Goiás, em busca da ascensão para a Série B. O intento foi conseguido sob o manto da tragédia.
O saldo desta foi sete torcedores mortos e mais de 80 feridos que foram encaminhados para o Hospital Geral em estado grave. Durante os dias que antecederam ao jogo, a imprensa esportiva radiofônica incitava o povo para encher o estádio. Nada mais do que cinco trios elétricos estavam prometidos. As rádios fizeram promoções, enfim, todos estavam envolvidos em criar uma "corrente pra frente" visando o jogo. O povão, carente de oportunidades de lazer, atendeu o chamado. Lotou o estádio e o seu entorno. Todos prontos para a festa, mas, o final deste jogo todos nós já sabemos.
De imediato, sob pressão, o governador Wagner disse que iria demolir A Fonte Nova. Na oportunidade, em outro blog, eu dei minha opinião, me posicionando contra a decisão e a favor de uma consulta popular para decidir o destino do Estádio, já que o mesmo não se reduzia ao campo de futebol, mas abrigava também uma escola e uma piscina públicas, sem falar em outros serviços prestados à comunidade do Dique do Tororó e imediações.
Um dia após o episódio (26.11.07), assim me pronunciei em relação ao papel da imprensa esportiva no episódio no blog movimento do real."Quem são os culpados? Quem vai pagar pelos acontecimentos ocorridos no final da partida de ontem no Estádio Octávio Mangabeira, mais conhecido como Fonte Nova, quando no lugar dos gritos de alegria e de festa pela ascensão do Esporte Clube Bahia à Série B do Campeonato Brasileiro, tivemos choros e gritos de angústia e desespero por conta das vítimas do desabamento de uma parte da arquibancada?
Essas perguntas atravessaram toda a programação do “Se liga Bocão”, e do “Balanço Geral”, dois dos principais programas populares aqui de Salvador que vão ao ar todo meio-dia.
Importante salientar que todos os dois programas são ancorados por radialistas. Um, que atualmente trabalha nas transmissões esportivas pela rádio transamérica e o outro, que já trabalhou por muito tempo como comentarista esportivo.
Todos os dois buscaram culpados pela tragédia que acabou sobrando para o Governo do Estado e o Superintendente da SUDESB (Superintendência de Desportos do Estado da Bahia), o ex-jogador do Bahia, Bobô.
Sem querer tirar as responsabilidades dos elementos citados acima, gostaria de pontuar o que considero ser importante. Em nenhum momento a imprensa esportiva baiana, que vive a incentivar os torcedores do Bahia para que encham a Fonte Nova, para que lotem o estádio e prestigiem o seu “esquadrão de aço”, se posicionou de forma crítica sobre os seus próprios atos.
Se a imprensa sabia dos laudos técnicos sobre a Fonte Nova que apontavam para uma reestruturação da mesma, por que incentivava tanto os torcedores a irem ao estádio? Por que ao invés disso, não esclarecia o torcedor sobre os riscos iminentes de uma lotação excessiva da Fonte Nova?
Agora a mesma imprensa que aplaudia os 50, 60 mil torcedores que iam à Fonte Nova torcer pelo seu time do coração, que enaltecia em todas as programações radiofônicas ligadas ao esporte o fato de em plena série C, o time do Bahia colocar uma média de mais de 30 mil torcedores por partida, apedreja o Estado (...)".

Eis que mais uma vez a imprensa esportiva silencia. No caderno específico sobre esporte do maior jornal do Norte e Nordeste do Brasil, nenhuma nota sobre a decisão da justiça (?) sobre a absolvição do senhor Bobô e o senhor Nilo Santos Júnior, únicos a serem julgados do total de 5 indiciados pela Polícia Civil à época, foi redigida nos cadernos de sábado e domingo.
A conclusão que podemos chegar,já que ninguém foi responsabilizado pela tragédia, é que os culpados foram as próprias vítimas.
Enquanto isso, as famílias lutam na justiça pelas indenizações prometidas pelo Estado. Das sete famílias, duas ainda não receberam o seguro do ingresso (no valor de R$ 25 mil) e três ainda não tiveram decisão favorável do governo, prevista na Lei Estadual nº 10.954, quanto ao pagamento das pensões.
Sobre a situação da absolvição, assim se expressou o Coordenador do Curso de Educação Física da UFBa, professor Cláudio Lira: "Aqui se mata a rodo e não se pune nada. Ainda assim tem gente que crê na possibilidade de saída institucional pela via da democracia (alçada a valor universal, ou seja, sem classes). Para render uma homenagem aos que guardam ilusões, São Gregório de Nissa - no seu sermão aos usurários - diz: "de que adianta consolar um pobre se tu ajudas a fazer outros cem?"
Pois é. De que adianta? De que adianta tanto empenho em fazer da Bahia e de Salvador, especificamente, uma rota do esporte internacional, se tratamos de forma tão vil o nosso povo, desconhecendo, inclusive, os seus direitos legalmente constituídos? De que adianta a tão propalada liberdade de imprensa se esta fica a serviço do sistema? Quando a imprensa vai paltar de forma séria e aprofundada as questões de fundo da relação entre esporte e sociedade e dá voz e vez aos despossuídos da terra?
Muitas perguntas e uma certeza: as respostas não estão nos encartes esportivos.