Refletir sobre o esporte para além das configurações táticas e técnicas que lhes são próprias e tendo o mesmo como expressão singular para pensarmos fenômenos mais gerais da sociedade, eis o objetivo do blog.
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sexta-feira, 1 de setembro de 2017
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Formação unificada em Educação Física
Diante das últimas e recorrentes ofensivas do sistema CONFEF/CREF, esse primeiro de setembro reveste-se de importância ímpar para todos os que defendem uma formação unificada em Educação Física.
Não podemos ter receio de politizar o debate nem, tampouco, baixar a bandeira desta formação unificada, contra a fragmentação do conhecimento historicamente desenvolvido na área.
Então, os professores que já estão há mais de dez anos no mundo do trabalho, não estão aptos ao exercício da profissão simplesmente porque um agente externo à Universidade diz que não? E a prática concreta desse profissional durante todos esses anos, não diz nada? Não informa nada? Que história é essa?. Iremos ficar a reboque do CONFEF/CREF? Até quando? É ele que vai pautar o conhecimento necessário de ser conhecido pelos professores da Educação Física? É sério isso?
Nós, professores e estudantes, precisamos de organização, estudos sistemáticos, recuperar o debate que foi silenciado por uma conjuntura imposta pelo fenômeno do "recuo da teoria" e dos "jogos de linguagens" próprios ao contexto de "esvaziamento e desvalorização do professor".
Precisamos, inclusive, incluir no debate a precarização da formação atual. "(...) nem os estudantes da Licenciatura e nem os do Bacharelado possuem uma formação que realmente traga elementos que contribuam para sua prática pedagógica". E pedagógico aqui não se resume ao âmbito da escola. Que fique bem entendido."Antes de sermos técnicos, instrutoras, treinadores, somos fundamentalmente professoras e professores. Reconhecer esse fato significa entender que onde estivermos atuando, estaremos (...) trabalhando com a formação humana, através e com as especificidades de nossa área, tratando pedagogicamente os temas da cultura corporal, seja no clube, nas escola, na academia, no hospital, no hotel, na praça, etc".
Lutar pela unificação da formação não significa negar conhecimento de nenhum campo de atuação. Queremos unificar não para privilegiarmos o conhecimento do campo "a", "b", ou "c". Mas para proporcionar uma compreensão ampla sobre os conhecimentos da fisiologia, pedagogia, biologia, filosofia, anatomia, sociologia, história, saúde coletiva, primeiro socorros, biomecânica, etc, etc, etc.
E não quero nem falar sobre o fato deste debate dividirem, também, os próprios professores e estudantes. Na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), por exemplo, esse fenômeno da divisão da formação já criou até adjetivações do tipo "pedagogentos" e "fisiologentos". O feudo dos que defendem a escola e dos que defendem a academia. Nada podia expressar maior reducionismo e esvaziamento do debate científico do que essas expressões, o que é preocupante no contexto da universidade que se baseia, entre outros, no desenvolvimento da ciência.
Imbuído de argumentos científicos, devemos enfrentar o debate da formação do professor de educação física, contra as ingerências do sistema CONFEF/CREF. A luta é diversa. A prática social tem demonstrado isso e não podemos fechar os olhos para os fatos.
Portanto, as frentes de luta são mediadas pelo contexto do imediato (estratégia de filiação ao sistema para garantir a atuação e o direito ao trabalho - o que é um absurdo, pagar para trabalhar. Tem lógica isso?); mediato (o debate acadêmico, pautado pelo conhecimento científico, papel da universidade) e o histórico (expressão de um projeto de sociedade em que a fragmentação do conhecimento seja uma lembrança distante).
Esses momentos não devem ser compreendidos como etapismo. Elas se relacionam. O imediato, mediato e histórico têm determinações específicas mas, também, características que se interpenetram. Elas dialogam entre si.
Em um mundo do trabalho cada vez mais complexo, a fragmentação da formação é uma temeridade, além de significar o caminho mais curto para o desemprego ou o emprego precarizado.
Em síntese: a divisão é uma armadilha que nós não podemos aceitar. É um equívoco.
Por isso que, reiterando, esse primeiro de setembro que se aproxima é uma data ímpar para todos os que defendem a formação unificada. Lutemos, então!!!
(As citações presentes no texto fazem parte da cartilha de subsídios aos debates da Campanha Nacional pela revogação das atuais Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação em Educação Física (páginas 09 e 10), produzido pela Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física - Gestão 2009-2010)
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Venda de anabolizantes
Uma coisa é ser contra a maneira como uma determinada temática é abordada por um programa televiso como, por exemplo, novela. Outra coisa bem diferente é desconhecer os fatos.
Infelizmente, professores de educação física que trabalham em academia vendem drogas anabolizantes para quem quiser consumir no interior do seu local de trabalho e fora dele.
Óbvio que não são todos.
Nenhuma profissão está isenta de mal profissionais. Mas a maneira de enfrentar isso não é simplesmente repudiar o que foi retratado por uma peça da dramaturgia brasileira (em tese é obra de ficção) desconsiderando a realidade.
Sem nenhum critério científico, mas movido apenas por uma curiosidade momentânea, fiz uma "pesquisa" relacionada ao tema "venda de anabolizantes por professores de educação física" no Google e das 11 matérias que apareceram na primeira página, 08 retratavam o fato de professores comercializarem (para dizer o mínimo) drogas anabolizantes.
Essa polêmica que se criou em torno da trama global deve servir para reflexão profunda do nosso papel, ético e estético, frente aos desafios da nossa ação profissional.
Uma sugestão: que tal aproveitar a polêmica e tomando ela como ponto de partida, desenvolver uma pesquisa para investigar mais profundamente esse fato?
Infelizmente, professores de educação física que trabalham em academia vendem drogas anabolizantes para quem quiser consumir no interior do seu local de trabalho e fora dele.
Óbvio que não são todos.
Nenhuma profissão está isenta de mal profissionais. Mas a maneira de enfrentar isso não é simplesmente repudiar o que foi retratado por uma peça da dramaturgia brasileira (em tese é obra de ficção) desconsiderando a realidade.
Sem nenhum critério científico, mas movido apenas por uma curiosidade momentânea, fiz uma "pesquisa" relacionada ao tema "venda de anabolizantes por professores de educação física" no Google e das 11 matérias que apareceram na primeira página, 08 retratavam o fato de professores comercializarem (para dizer o mínimo) drogas anabolizantes.
Essa polêmica que se criou em torno da trama global deve servir para reflexão profunda do nosso papel, ético e estético, frente aos desafios da nossa ação profissional.
Uma sugestão: que tal aproveitar a polêmica e tomando ela como ponto de partida, desenvolver uma pesquisa para investigar mais profundamente esse fato?
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Ensino Médio
Quatro professores para todo o ensino médio. Que tal? Isso pode até não vingar. Mas a proposta lançada já demonstra o que significa "ser professor" para o nosso Brasil varonil: um simples transmissor de conteúdos básicos.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Dia do profissional de educação física?
Todo professor é um profissional. Mas nem todo profissional é um professor. Obrigado pelo carinho de vocês mas, por favor, esperem o próximo dia 15 de Outubro para me parabenizar.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Protesto em Amargosa
Os estudantes do campus de Amargosa tiveram um final de janeiro agitado, organizando diversas manifestações contra o atraso das obras relacionadas a expansão do campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
Segundo a "placa de obras" (foto), os laboratórios deveriam ficar prontos em junho do ano passado. Até o momento, nenhum deles foi finalizado.
A gravidade da situação pode ser sentida quando observamos o que vem ocorrendo com o curso de Educação Física. As obras, relacionadas a construção do complexo esportivo, um espaço que também atenderia toda a comunidade universitária e potencializaria atividades extensionistas, deveriam ficar prontas em 2012.
A gravidade da situação pode ser sentida quando observamos o que vem ocorrendo com o curso de Educação Física. As obras, relacionadas a construção do complexo esportivo, um espaço que também atenderia toda a comunidade universitária e potencializaria atividades extensionistas, deveriam ficar prontas em 2012.
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| Foto cedida pelo professor via Facebook |
O Complexo Esportivo de Formação de Professores deveria ter sido inaugurado no final do mês de janeiro último, mas, infelizmente, em seu lugar, só o "esqueleto" do serviço inicial que não impediu que professores e estudantes, conscientes dos seus direitos como cidadãos, fizessem uma inauguração simbólica em forma de protesto, realizando diversas "atividades esportivas", expressando seus desejos de que ali, possam, muito em breve, concretizá-las plenamente com materiais e equipamentos adequados ao desenvolvimento da cultura corporal.
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| Montagem a partir de fotos cedidas pelo professor David Romão |
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Alerta geral
Aos técnicos de futebol que adoram ser chamados de "professor" pela imprensa esportiva, um alerta: muito cuidado quando seus times forem jogar no Paraná.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
O que estamos fazendo?
Posso está exagerando. Mas quando vejo indivíduos, principalmente os que estão na casa dos 40 anos, indo às ruas, gritar pela volta da intervenção militar no Brasil, como professor que sou me pergunto sobre o papel que a escola e a nossa ação docente desempenha nesse processo.
Não estou culpabilizando nem o espaço escolar, tampouco os professores. O fenômeno é muito complexo. Mas não posso deixar de pensar sobre isso e sobre o papel que temos a desempenhar no processo da formação humana.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
15 de outubro: dia do professor
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| Imagem e texto retirado do site do MNCR |
O MNCR, desde o seu surgimento, vem defendendo o direito ao trabalho dos professores e professoras de Educação Física em todo o país, lutando pela regulamentação do trabalho. Para auxiliar os professores e professoras, ao longo destes 15 anos de existência, vem produzindo materiais que possibilitam aos trabalhadores da Educação Física compreender a não necessidade do Sistema CONFEF/CREF. Neste sentido, o MNCR lançou, no ano de 2013, a Campanha Nacional Pelo direito ao trabalho dos professores e professoras de Educação Física, que busca apontar as ingerências do Sistema CONFEF/CREF e dar subsídios para a luta dos professores e professoras de Educação Física contra este Conselho. Mas, mais do que isto, a campanha visa ampliar o debate sobre a formação e a atuação dos professores de Educação Física, com o objetivo de promover uma qualificação no âmbito da formação acadêmica, onde não mais haja a fragmentação do curso (bacharelado e licenciatura).
Ressaltamos a importância do dia 15 de outubro, em especial, para nós, professores e professoras de Educação Física, pois esse recupera o sentido da luta da data e também porque se contrapõe ao dia 1.º de setembro – data que o conselho profissional (CONFEF/CREF) tenta impor a esses trabalhadores e trabalhadoras como sendo o seu dia, este Conselho que ataca os trabalhadores da cultura corporal, impõe a necessidade de fragmentar a formação e em nada contribui para a luta por melhores condições aos trabalhadores da Educação Física.
O MNCR parabeniza a todos os professores e professoras pelo seu dia!
Força na Luta, que a luta é para vencer, sempre!
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
15 de outubro
Todo professor é um profissional, mas nem todo profissional é um professor. Portanto, agradeço de coração a gentileza de todos que me parabenizaram pelo dia 01 de setembro. Mas gostaria de reafirmar nesse espaço que a "minha" data é 15 de outubro.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Academia de ginástica: valorização dos materiais e desvalorização dos profissionais
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| Foto cedida pelo professor |
Formado em Educação Física pela Universidade Católica do Salvador, licenciado pleno em 2007, o professor Nadson Reis (foto) socializa para os leitores do blog uma pequena mas significativa reflexão sobre a relação entre os equipamentos de atividade física e o trabalho dos professores que lidam com os mesmos há todo instante.
Ex-professor em academia, natural de Jequié, residindo em Salvador, atualmente se dedica aos estudos das relações de trabalho através da ergonomia, exercendo suas atividades em empresas multinacionais.
Segue abaixo o texto do Nadson. Aproveito para mais uma vez agradecer ao professor a gentileza em disponibilizar o mesmo para este blog.
Acho engraçado algumas coisas dentro das academias. Com o passar dos
anos elas evoluíram em termo de equipamentos e as máquinas antigas
deram lugar a máquinas modernas e mais caras, "djs" e bandas tocando ao vivo mas, o grande artista desse espaço, o professor de educação física, nunca foi
valorizado e a cada dia que passa está ficando mais desmotivado.
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| Imagem retirada do site encontreesporte.com.br |
Vejo pessoas malhando na academia "xxx" outros na academia "zzz" entra ano, sai ano e não muda nada em termos de composição corporal. Acordem pra vida gente! Equipamento de musculação, bandas e "djs" nunca foram diferenciais. O grande diferencial nesse espaço é o professor.
Procurem por aqueles comprometidos e com conhecimento para atingir os seus
objetivos e não academias.
Por outro lado, aos donos de academias, uma sugestão: tomem vergonha na cara e
parem de comprar equipamentos que jogam raio laser e invista no seu professor. Só
ele é capaz de fazer o seu aluno atingir seus objetivos.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Atleta na Escola
O governo da República Federativa do Brasil criou mais um programa direcionado aos megaeventos que ocorrerão no país. Trata-se do Programa Atleta na Escola.
O projeto tem como objetivos principais 1) a democratização e 2) o incentivo a prática esportiva no interior da escola.
Partindo do princípio de que o Brasil é um país de talentos e para que os mesmos apareçam é necessário incentivar sua prática, raciocínio explícito em uma das suas peças de propaganda, fica fácil deduzir que os inocentes objetivos enumerados acima estão, na verdade, atrelados à procura dos tão sonhados e necessários (para os propósitos de transformar o Brasil em uma potência olímpica), atletas olímpicos em potencial.
Não por acaso, a peça publicitária trás a figura da conhecida medalhista olímpica no salto em distância, Maurren Maggi. Ela, apoia a iniciativa. Nenhuma surpresa.
No entendimento deste humilde blogueiro, o presente programa, que, insisto, visa a formação de atletas de alto rendimento nos locais de estudo, leia-se ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS, desenvolvido pelo Ministério do Esporte e da Educação, é a continuação da desestruturação do papel da escola, principalmente a pública, naquilo que deveria ser a sua função precípua: o desenvolvimento das funções psicológicas superiores dos seus educandos.
Se situarmos o programa, no contexto específico da disciplina educação física, é a negação, pura, simples e intencional, do acúmulo teórico e prático desta, que vem sendo desenvolvido desde a década de oitenta do século passado.
A escola, agora oficialmente, "volta" a ser um centro de treinamento, tal como nos idos da década de 60/70, para desenvolver o cidadão atleta e o professor de educação física, retoma o seu lugar de técnico esportivo. Resta indagar sobre qual a escola pública que potencializará esse intento, já que as mesmas encontram-se sucateadas, para dizer o mínimo.
Mas isso é o Brasil. A ferro e fogo, muda-se uma coisa aqui, outra ali sem pensar no acúmulo desta ou daquela área, deste ou daquele setor. As proposições pedagógicas da educação física e da educação, que tem uma outra concepção de escola e formação humana, são desconsideradas. Nada importa. O que vale são os programas em si e a demonstração de que o governo está trabalhando. Mas para quem e sobre que interesses?
É a república, com letra minúscula mesmo, não mais federativa, mas de um feudo representativo dos interesses do capital, de um brasil que insiste em não exercitar a democracia.
O programa Atleta na Escola, tal como concebido, é o retorno, especificamente para a educação física, ao passado mais atrasado. É a materialização da concepção dos nossos ministros da educação e do esporte sobre a escola: um espaço onde cabe tudo. Menos o necessário.
domingo, 24 de março de 2013
Petição contra a corrupção
Recebi do senhor Robson Oliveira, professor, um convite para assinar uma petição contra a corrupção na Confederação Brasileira de Taekwondo.
O objetivo é atingir 10.000 assinaturas. Para participar, clique AQUI.
No e-mail encaminhado pelo professor, o mesmo incluiu alguns links de vídeos referentes as entrevistas que já foram dadas sobre o assunto. São eles:
ESPN BRASIL 1ª MATÉRIA
http://espn.estadao.com.br/ noticia/285239_dirigente-de- minas-questiona-contas-e- estatuto-da-confederacao- brasileira-de-taekwondo-e-diz- ter-sido-ameacado
ESPN BRASIL 2ª MATÉRIA
http://www.youtube.com/watch? feature=player_embedded&v=_ XqTn7BX7xk
SPORT TV
http://glo.bo/ZtAl0n
FAN PAGE (todos as informações)
http://www.facebook.com/pages/ FORA-Carlos-Fernandes/ 462110007166134
O objetivo é atingir 10.000 assinaturas. Para participar, clique AQUI.
No e-mail encaminhado pelo professor, o mesmo incluiu alguns links de vídeos referentes as entrevistas que já foram dadas sobre o assunto. São eles:
ESPN BRASIL 1ª MATÉRIA
http://espn.estadao.com.br/
ESPN BRASIL 2ª MATÉRIA
http://www.youtube.com/watch?
SPORT TV
http://glo.bo/ZtAl0n
FAN PAGE (todos as informações)
http://www.facebook.com/pages/
sábado, 23 de março de 2013
Educação sem escola
Está em curso mais um capítulo do que convencionamos chamar de "desvalorização e esvaziamento do trabalho do professor", fenômeno que a professora Marilda Gonçalves Dias Facci nos ajuda a compreender em sua obra VALORIZAÇÃO OU ESVAZIAMENTO DO TRABALHO DO PROFESSOR? UM ESTUDO CRÍTICO-COMPARATIVO DA TEORIA DO PROFESSOR REFLEXIVO, DO CONSTRUTIVISMO E DA PSICOLOGIA VIGOTSKIANA, lançada em 2004 pela editora Autores Associados.
Lembrei-me do livro quando li uma entrevista de um pesquisador da USP, o senhor Danilo Alexandre Ferreira de Camargo, mestre em educação e que em entrevista ao site do UOL observa que "é possível fazer educação com qualidade sem escola" e levanta o questionamento: "por que temos tanta dificuldade em imaginar uma educação sem escola?".
Não tenho espaço aqui para comentar toda entrevista. Quem tiver interesse em lê-la na íntegra, pode clicar aqui, tirando suas próprias conclusões. Meu interesse é bem mais modesto. Apenas socializar uma relação que fiz ao ler a entrevista.
Primeiro, a entrevista me remeteu ao programa "Amigo da Escola". Há tempo o mesmo vem "impactando" a educação com o seu discurso voluntarista. Tem tempo de folga? Sabe alguma coisa sobre algo? Por que não incluir isso no currículo da escola? Sabe capoeira? Procure levar isso para a escola do seu bairro e preencha o tempo pedagógico com esta atividade lúdica. É bom em matemática? Português? Por que não adentra o espaço escolar e ajuda os alunos a aprenderem um pouquinho mais?
Depois, lembrei de uma recente matéria que saiu no Fantástico: o show da vida. Nela, houve uma abordagem sobre a opção de alguns pais de ensinarem os seus próprio filhos em casa. Nada de irem para a escola. Em casa eles aprenderiam mais e melhor. De quebra, teriam a vigilância da mãe e ou do pai. Exemplos foram mostrados, opiniões foram colhidas e comparações com outros países que já adotam esta prática foram feitas. Tudo sendo abordado da maneira mais asséptica e "isenta" possível.
E por fim, esta entrevista. Obviamente que devem existir muito mais exemplos que demonstram o que disse ao abrir este texto: está em curso mais um capítulo da desvalorização, do esvaziamento não só do professor mas, também, da escola. Este fenômeno se desdobra e ao mesmo tempo é materialidade de uma outra e mesma ponta do problema: as inflexões pós-modernas sobre o conhecimento científico no interior da escola.
Mas isso é assunto para outra postagem.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Professor é profissão de quem estuda
Não dá para discuti com determinadas pessoas que exercitam a escrita e o raciocínio com base no senso comum quando o tema é política. Tenho debatido minhas posições em relação ao PT e a Ação Penal 470 com gente muito boa, que inclusive se posiciona do lado contrário ao meu. Reflito muito sobre o que ouço e leio. Mas o nível do debate é outro. Se expressa com base em convicções políticas e pressupo
stos teóricos firmes.
Espero que você que lê isso não interprete o texto como soberba, com empáfia. É apenas uma reflexão de como nós (estou me incluindo no contexto) pautamos nossos argumentos naquilo que a teoria da comunicação chama de "agend setting". A mídia nativa pauta o debate e o seu conteúdo e nós tomamos a agenda como se nossa fosse. Universalizamos um tema ou um discurso, ou os dois ao mesmo tempo, como se ele fosse propriedade nossa. Como se nós fossemos o autor, o criado do debate.
Isso é uma manobra ideológica e tem nome, chama-se "generalização do particular". Muitos de nós situamos um ou outro debate na íntegra, tal e qual o conteúdo foi disseminado pela mídia hegemônica. Isso até poderia ocorrer se o mesmo passasse pelo filtro crítico da nossa consciência, coisa cada vez mais escassa.
Como professor, isso me entristece e muito. Como leitor de várias revistas com pontos de vistas divergentes, até antagônicos, sinto com base empírica o quanto isso é necessário para o desenvolvimento e ampliação da nossa autonomia intelectual, da ampliação daquilo que o Paulo Freire chamou de "estágio da consciência". Mas o que nós encontramos amplamente é a defesa de projetos, argumentos, posições que fazem parte muito mais dos interesses de classe dos que sempre estiveram no comando desta nação.
Em muitos momentos da nossa história o consenso era oriundo da coesão, via cassetete entre outros instrumento de força. Hoje, o consenso se dá pela dissimulação, pela mentira repetida várias vezes, pela manipulação, pela inversão da realidade, pelo discurso lacunar. É de entristecer. Mas é a verdade. O antídoto para isso nós temos, mas o "recuo teórico" que herdamos da década de 90 nos impede de tomá-lo. Mas vou insisti nele e até divulgá-lo: É O ESTUDO. É A LEITURA. É A DISCIPLINA INTELECTUAL QUE EXIGE MÉTODO. Por isso, meus colegas, sempre repito para os meus educandos que professor é profissão de quem estuda.
Eu tenho "sentido" muito pouco isso por aqui. Uma pena!!!
Espero que você que lê isso não interprete o texto como soberba, com empáfia. É apenas uma reflexão de como nós (estou me incluindo no contexto) pautamos nossos argumentos naquilo que a teoria da comunicação chama de "agend setting". A mídia nativa pauta o debate e o seu conteúdo e nós tomamos a agenda como se nossa fosse. Universalizamos um tema ou um discurso, ou os dois ao mesmo tempo, como se ele fosse propriedade nossa. Como se nós fossemos o autor, o criado do debate.
Isso é uma manobra ideológica e tem nome, chama-se "generalização do particular". Muitos de nós situamos um ou outro debate na íntegra, tal e qual o conteúdo foi disseminado pela mídia hegemônica. Isso até poderia ocorrer se o mesmo passasse pelo filtro crítico da nossa consciência, coisa cada vez mais escassa.
Como professor, isso me entristece e muito. Como leitor de várias revistas com pontos de vistas divergentes, até antagônicos, sinto com base empírica o quanto isso é necessário para o desenvolvimento e ampliação da nossa autonomia intelectual, da ampliação daquilo que o Paulo Freire chamou de "estágio da consciência". Mas o que nós encontramos amplamente é a defesa de projetos, argumentos, posições que fazem parte muito mais dos interesses de classe dos que sempre estiveram no comando desta nação.
Em muitos momentos da nossa história o consenso era oriundo da coesão, via cassetete entre outros instrumento de força. Hoje, o consenso se dá pela dissimulação, pela mentira repetida várias vezes, pela manipulação, pela inversão da realidade, pelo discurso lacunar. É de entristecer. Mas é a verdade. O antídoto para isso nós temos, mas o "recuo teórico" que herdamos da década de 90 nos impede de tomá-lo. Mas vou insisti nele e até divulgá-lo: É O ESTUDO. É A LEITURA. É A DISCIPLINA INTELECTUAL QUE EXIGE MÉTODO. Por isso, meus colegas, sempre repito para os meus educandos que professor é profissão de quem estuda.
Eu tenho "sentido" muito pouco isso por aqui. Uma pena!!!
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Parabéns, para todos nós!!!
Para todos, educandos e educadores, que direta e indiretamente contribuem e contribuíram para a minha formação inicial e continuada, uma singela homenagem pelo 15 de Outubro. Que nesta data, reflitamos sobre o ensinamento DESTE Paulo Freire. PARABÉNS PARA TODOS NÓS!!!
segunda-feira, 2 de julho de 2012
2 de Julho
Hoje os professores e professoras do estado da Bahia, mais uma vez, demonstraram força, garra, consciência e muita luta, combatendo o bom combate e demonstrando firmeza nos seus propósitos e revindicações.
Juntos às outras categorias de trabalhadores, os professores e professoras de forma altiva e organizada fizeram do 02 de julho mais um dia de luta pelo seus direitos.
O vídeo aqui postado é uma homenagem aos meus colegas que ao longo desses mais de 80 dias de greve, estão dando lição e mais lição de cidadania.
Juntos às outras categorias de trabalhadores, os professores e professoras de forma altiva e organizada fizeram do 02 de julho mais um dia de luta pelo seus direitos.
O vídeo aqui postado é uma homenagem aos meus colegas que ao longo desses mais de 80 dias de greve, estão dando lição e mais lição de cidadania.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
22,22% JÁ!!!
Olá, pessoal. Sexta-feira, 15 de junho. Para uns poucos, dia de farra! Para outros tantos, mais um dia de luta!!! Meus sinceros abraços e força aos verdadeiros guerreiros deste país e, principalmente, deste estado, que são os professores em luta por melhores condições de trabalho há mais de 60 dias.
Muitos dizem que a greve prejudica os estudantes. Eu digo que o que prejudica os estudantes é uma educação do faz de conta, do "finge que ensina que fingimos que aprendemos". O que prejudica os estudantes são escolas mal aparelhadas, professores despreparados e desatualizados por não terem condições de fazer, sequer,uma assinatura de um jornal diário e de uma revista de sua área de atuação específica. O que prejudica os estudantes são as didáticas que visam a formação exclusiva para um mercado de trabalho incerto e aviltante. O que prejudica os estudantes é um governo egoísta, que se utiliza do poder do Estado para governar para poucos e contrário aos interesses da classe trabalhadora.
Educação não é negócio, governador. A Lei de Responsabilidade Fiscal é fruto de um Estado neoliberal. Estado não é empresa, não tem que se pautar na aferição de lucros mas, sim, na execução plena de atividades que ofertem os bens materiais necessários à vida. Se isso tiver que ser às custas dos cofres do Estado, que assim seja, pois mais vale a vida vivida de forma digna, em busca da plenitude da vida humana. E nem quero entrar na questão de que o dinheiro do estado é fruto do suor do trabalho humano.
Se as exigências que agora fazem os guerreiros, professores e professoras deste país e deste estado, fossem oriundas do Capital, esse seria prontamente atendido, como vem demonstrando a crise que hoje passa o mundo globalizado. Países inteiros indo à falência em função desta mesma cantilena do "estado mínimo". Só se for mínimo para a classe trabalhadora de uma maneira geral e para os trabalhadores da educação especificamente. Trilhões e trilhões de dólares estão sendo retirados dos cofres dos Estados, bancos e mais bancos sendo estatizados para que o Estado (entenda-se o mesmo dialeticamente, produto e processo da Sociedade Civil) possa pagar os prejuízos oriundos da sanha dos especuladores de primeira e última hora que continuam, pasmem, mamando nas tetas dos governos neoliberais cujo governo Jaques Wagner é uma das suas expressões.
Os mesmos "mamíferos de luxo" que criaram a crise, postos que estão incrustados no metabolismo do capital, se beneficiam dela para continuarem aferindo seus lucros privados às custas do erário público.
Jaques Wagner. Se a Bahia é de todos nós, desate o nó da intolerância, da intransigência e da vaidade. Negocie com os lutadores/trabalhadores da educação. A reivindicação é mais do que justa e legal. 22,22% JÁ!!!
Muitos dizem que a greve prejudica os estudantes. Eu digo que o que prejudica os estudantes é uma educação do faz de conta, do "finge que ensina que fingimos que aprendemos". O que prejudica os estudantes são escolas mal aparelhadas, professores despreparados e desatualizados por não terem condições de fazer, sequer,uma assinatura de um jornal diário e de uma revista de sua área de atuação específica. O que prejudica os estudantes são as didáticas que visam a formação exclusiva para um mercado de trabalho incerto e aviltante. O que prejudica os estudantes é um governo egoísta, que se utiliza do poder do Estado para governar para poucos e contrário aos interesses da classe trabalhadora.
Educação não é negócio, governador. A Lei de Responsabilidade Fiscal é fruto de um Estado neoliberal. Estado não é empresa, não tem que se pautar na aferição de lucros mas, sim, na execução plena de atividades que ofertem os bens materiais necessários à vida. Se isso tiver que ser às custas dos cofres do Estado, que assim seja, pois mais vale a vida vivida de forma digna, em busca da plenitude da vida humana. E nem quero entrar na questão de que o dinheiro do estado é fruto do suor do trabalho humano.
Se as exigências que agora fazem os guerreiros, professores e professoras deste país e deste estado, fossem oriundas do Capital, esse seria prontamente atendido, como vem demonstrando a crise que hoje passa o mundo globalizado. Países inteiros indo à falência em função desta mesma cantilena do "estado mínimo". Só se for mínimo para a classe trabalhadora de uma maneira geral e para os trabalhadores da educação especificamente. Trilhões e trilhões de dólares estão sendo retirados dos cofres dos Estados, bancos e mais bancos sendo estatizados para que o Estado (entenda-se o mesmo dialeticamente, produto e processo da Sociedade Civil) possa pagar os prejuízos oriundos da sanha dos especuladores de primeira e última hora que continuam, pasmem, mamando nas tetas dos governos neoliberais cujo governo Jaques Wagner é uma das suas expressões.
Os mesmos "mamíferos de luxo" que criaram a crise, postos que estão incrustados no metabolismo do capital, se beneficiam dela para continuarem aferindo seus lucros privados às custas do erário público.
Jaques Wagner. Se a Bahia é de todos nós, desate o nó da intolerância, da intransigência e da vaidade. Negocie com os lutadores/trabalhadores da educação. A reivindicação é mais do que justa e legal. 22,22% JÁ!!!
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Audiência pública busca consenso sobre o exercício profissional dos licenciados em Educação Física
Segue o link do MPF com as informações da audiência pública, bem como informações da Liminar que impossibilita o Cref 13 de emitir registro limitando a atuação.
Caso não consiga acessar clicando no link, copie o mesmo e cole no seu navegador.
domingo, 22 de abril de 2012
Economia (política) do Esporte
Há muito tempo trabalho com a tese de que para entender o esporte contemporâneo nós , professores de educação física de maneira especial e qualquer outro profissional que tenha o esporte como seu objeto de apreciação e até àqueles que apenas o apreciam para além das suas obrigações sociais , tendo-o como um dos elementos de vivência , fruição , nos seus momentos de lazer , necessitam se apropriar , minimamente, de um campo de estudo e pesquisa muito desenvolvido na França, mas que aqui ainda engatinha. Trata-se da economia do esporte .
Obviamente que esta obrigação pesa muito mais nos ombros daqueles que tem o esporte como elemento da sua ação profissional . Professores de educação física , jornalistas esportivos , técnicos esportivos , administradores do marketing esportivo entre outros . Estes têm a obrigação de pelo menos conhecer as bases paradigmáticas da economia do esporte se quiserem desenvolver um trabalho esclarecedor para os seus distintos públicos- alvo . Isso é cada vez mais verdadeiro quanto mais as expressões esportivas são instrumentalizadas política e economicamente.
Se é a Revolução Industrial , no meio do século dezenove, que vai inaugurar o esporte moderno , será no final do século vinte, entre os anos de 1984 e 1986 que os elementos mercadológicos terão início como processo de influência e desenvolvimento do esporte , notadamente o esporte chamado de competição ou performance . Alguns fatores são determinantes desse processo , são eles : a) financiamentos privados dos Jogos Olímpicos de Los Angeles; b) exploração dos símbolos olímpicos de forma comercial ; c) a introdução do marketing esportivo de forma profissional e mundializado; d) a quebra do monopólio das transmissões esportiva via televisão pública e, consequentemente e) a inauguração de vários canais de televisão do setor privado . Tudo isso somado aos necessários processos de desregulamentações das leis que ainda regiam o esporte moderno sobre bases amadorísticas. (Economia do Esporte , Jean-François Bourg & Jean-Jacques Gouguet. Bauru , SP. EDUSC, 2005).
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