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terça-feira, 21 de julho de 2015

Hóquei garante vaga olímpica

Imagem retirada do sítio esportesolimpicos.ig.com.br
Diante das polêmicas com jogadoras da seleção feminina, que acusam a confederação de machismo, o hóquei sobre a grama brasileira conquistou um resultado histórico na noite desta terça-feira. A equipe masculina fez valer os meses de preparação na Europa e garantiu a vaga para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro ao garantir passagem às semifinais do Pan-Americano de Toronto.
A classificação veio de forma dramática. Após o empate por 1 a 1 no tempo normal, a seleção masculina venceu os Estados Unidos no shoot out - algo como uma decisão por pênaltis - por 3 a 1 e garantiu uma vaga entre os quatro melhores times do evento disputado em Toronto, algo acima do exigido pela federação internacional.
Sem a equipe feminina brasileira nos Jogos do ano que vem - jogadoras acusam a confederação de privilegiar os homens, enquanto a CBHG defende que direcionou a preparação para a equipe masculina por enxergar ‘maiores chances' -, a entidade máxima do hóquei sobre a grama estipulou que o Brasil ficasse, no mínimo, em sexto lugar para garantir a vaga na Olimpíada.
Especialistas no esporte previam dificuldades, mas a equipe brasileira surpreendeu. Antes de passar pelos Estados Unidos nesta terça-feira e assegurarem vaga na semifinal, a equipe venceu o México por 1 a 0, na fase de grupos, e somaram a primeira vitória da história em Pan-Americanos.
(Texto retirado do sítio da ESPN)

domingo, 21 de abril de 2013

Carta Aberta: Professores e Professoras de Educação Física do Estado da Bahia

Texto escrito pelo professor Reginaldo Sacramento


Meu nome é Reginaldo Nunes Sacramento, sou professor de educação física licenciado pela UCSal, leciono no CECR - Classe II, trabalho também na Secretaria de Esporte e Lazer de Camaçari – SEDEL, e sou registrado no Conselho Regional de Educação Física, sob nº 5245 - G/BA, e MEC - LP nº 13.784.
Esta Carta que encaminho, a quem interessar possa é mais que um desabafo, é na realidade um registro da minha revolta referente à forma como a SUDESB está tratando o Esporte Escolar em nosso Estado, e quando digo Esporte Escolar englobo todos os atores desta instituição esportiva. Bem, vamos aos fatos.

No ano passado, por conta da GREVE dos Professores da Rede Pública, o Coordenador da Seletiva das Olimpíadas Nacionais Escolares, hoje Jogos Escolares da Juventude, declarou na Reunião Geral preparatória das “Seletivas”, que, segundo orientação do Diretor Geral da SUDESB, as Escolas Públicas do Estado NÃO DEVERIAM PARTICIPAR DO EVENTO, naturalmente isto foi objeto de muita revolta e discussão.

Este ano de 2013, a SUDESB agendou a mesma reunião para o dia 26 de março, data em que a Rede Pública Estadual de Ensino se encontrava de FÉRIAS, talvez outra manobra para excluir a Escola Pública, ou seria, Escória Pública?

Após várias solicitações a SUDESB voltou atrás e marcou uma segunda reunião, que aconteceu no último dia 09 de abril, no Estádio de Pituaçu. Durante a reunião que durou toda a tarde foi discutida a necessidade de incentivar a participação efetiva de um maior número de Unidades de Ensino e Estudantes, e para que isto acontecesse, a Assembleia instalada, ou seja, o fórum de professores ali presente decidiu por UNANIMIDADE:

Alterar o Regulamento nos seus Artigos 7º e 8º

Art. 7º - Poderão participar pelas Unidades de Ensino:
d)    Professores, autorizados pelas respectivas Unidades de Ensino;
e)     Para todas as etapas, os professores deverão portar o registro do Conselho Regional de Educação Física, devidamente atualizado – EXCLUÍDO

Art. 8º - Nenhum aluno-atleta ou equipe poderá competir sem a presença de um técnico ou dirigente responsável (este com apresentação do CREF atualizado). Na ausência deste, os mesmos serão impedidos de participar da competição, sendo declarados perdedores por WxO.- EM VERMELHO EXCLUÍDO
A defesa da proposta que aprovou a alteração do Artigo foi fundamentada na PARTICIPAÇÃO do estudante e da escola, entendendo que os Jogos por serem Realizados pela SUDESB, Órgão de FOMENTO E DESENVOLVIMENTO DO ESPORTES BAIANOS, e Coordenados pela Diretoria de FOMENTO ao Esporte, através da Coordenação de APOIO AO ESPORTE, deveriam contemplar os direitos da sociedade. E ainda, entendendo que a participação do estudante é o mais importante nos JOGOS ESCOLARES, e a única razão para sua existência.

O conjunto de professores em momento algum tentou radicalizar a proposta, e, entendendo que a participação na Etapa Nacional é condicionada ao Registro no Conselho, pelo COB, que não é Órgão Público, nem tampouco, preocupado com o esporte de participação, mas de resultados, definiu que no momento em que a competição se afunilasse e restassem apenas quatro equipes por modalidade/nipe, os professores deveriam providenciar seus registros no CREF, caso já não os possuíssem.

Minha revolta acontece no dia 12 de abril, quando a SUDESB, através da Diretoria de Fomento ao Esporte e sua Coordenação de Apoio ao Esporte publica o regulamento da competição mantendo literalmente os artigos 7º e 8º, modificados pelo colégio de professores, contrariando inclusive seu Art. 45

Art. 45 - Este Regulamento torna-se oficial e definitivo, após sua aprovação e consequente homologação, AO FINAL DA REALIZAÇÃO DO CONGRESSO TÉCNICO GERAL, conforme nele apresentado.

Se ao final da realização do Congresso Técnico Geral foi aprovada, através do voto, a mudança, porque a SUDESB publicou um regulamento diferente do que foi alterado e aprovado?


A Coordenação dos Jogos publicou um documento onde diz que a SUDESB por ser um Órgão que deve cumprir a Legislação, não poderia acatar o acordo estabelecido na assembléia, mas EXISTEM CASOS RECENTES QUE DEVEM SER LEVADOS EM CONTA:

a)            A Copa Metropolitana de Futebol, promovida pela própria SUDESB, e mais interessante, pela Coordenação de EXCELÊNCIA, que o próprio nome diz, trabalha com Performance, Excelência, Resultados, em seu Regulamento da Competição, Edição 2013, sequer faz referência a Técnicos, Instrutores, Professores, Treinadores, muito menos Registro Profissional no Conselho Regional de Educação Física;

b)            A Secretaria da Educação – SEC, realiza anualmente os JERP – Jogos Escolares da Rede Pública, e em momento algum cita o Conselho Regional de Educação Física, muito menos a necessidade de Registro em sua regulamentação técnica ou administrativa.

Desta forma, vendo a SEC, Órgão da Educação no Estado não fazer constar em seus regulamentos de Jogos Escolares a necessidade do Registro no CREF, e a Coordenação de Excelência da SUDESB, também não fazer referência ao documento, entendo que a justificativa apresentado não tem tanta força, pois, a SEC e a própria SUDESB desenvolvem programas de competição esportiva sem a dependência do Conselho Regional de Educação Física.

Então porque a Coordenação de Apoio ao Esporte insiste nesta situação? Será que o fato do Coordenador dos Jogos e da Coordenação de Apoio ao Esporte, também ser Presidente do Conselho interfere? Claro que sim.

Portanto:
·           Pelo desrespeito a instituição democrática do voto praticada;
·           Pelo claro conflito de interesses entre a Coordenação de Apoio ao Esporte e o CREF;
·           Pelo desrespeito aos professores que levaram horas buscando uma solução que atendesse aos interesses dos Jogos e principalmente da participação dos estudantes e Instituições de Ensino;
·           Pelo desrespeito aos estudantes, que terão suas participações castradas por intransigência da SUDESB, através de sua Coordenação;
·           Pelo total desrespeito ao Esporte Escolar, que vem sendo encolhido e sua falência de forma acelerada já é um fato, além do já dito, a SUDESB disponibilizará recursos (arbitragem e administrativo) para realização da Etapa Classificatória de Salvador e Fase Final, mas os municípios do Interior devem realizar suas “Seletivas” com custos próprios, inclusive deslocamento para Salvador na fase final da competição;

Deixo aqui meu voto de protesto informando que não participaremos de evento esportivo, deixando a decisão de cada um, atrelada a sua própria consciência.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Paraolimpíadas

Daqui a sete dias, precisamente em 29 de agosto a 9 de setembro do corrente ano, ocorrerão as Paraolimpíadas de Londres.

Alguém aí tá assistindo, lendo e/ou ouvindo alguma coisa a respeito? Será que teremos cobertura de algum canal de televisão, tal como ocorreu com as Olimpíadas? Se não, o que isso realmente significa?




domingo, 22 de abril de 2012

Economia (política) do Esporte

muito tempo trabalho com a tese de que para entender o esporte contemporâneo nós, professores de educação física de maneira especial e qualquer outro profissional que tenha o esporte como seu objeto de apreciação e até àqueles que apenas o apreciam para além das suas obrigações sociais, tendo-o como um dos elementos de vivência, fruição, nos seus momentos de lazer, necessitam se apropriar, minimamente, de um campo de estudo e pesquisa muito desenvolvido na França, mas que aqui ainda engatinha. Trata-se da economia do esporte.

Obviamente que esta obrigação pesa muito mais nos ombros daqueles que tem o esporte como elemento da sua ação profissional. Professores de educação física, jornalistas esportivos, técnicos esportivos, administradores do marketing esportivo entre outros. Estes têm a obrigação de pelo menos conhecer as bases paradigmáticas da economia do esporte se quiserem desenvolver um trabalho esclarecedor para os seus distintos públicos-alvo. Isso é cada vez mais verdadeiro quanto mais as expressões esportivas são instrumentalizadas política e economicamente.

Esse processo tem na Revolução Industrial o seu ponto inicial de maior desenvolvimento. Elementos presentes nos chamados jogos  da antiguidade e/ou jogos tradicionais (onde também existiam, sobre outras bases, as instrumentalizações políticas/econômicas) foram incorporados, reesignificados e disseminados no agora chamados jogos da modernidade, produzindo o que conhecemos atualmente como esporte moderno.


Se é a Revolução Industrial, no meio do século dezenove, que vai inaugurar o esporte moderno, será no final do século vinte, entre os anos de 1984 e 1986 que os elementos mercadológicos terão início como processo de influência e desenvolvimento do esporte, notadamente o esporte chamado de competição ou performance. Alguns fatores são determinantes desse processo, são eles: a) financiamentos privados dos Jogos Olímpicos de Los Angeles; b) exploração dos símbolos olímpicos de forma comercial; c) a introdução do marketing esportivo de forma profissional e mundializado; d) a quebra do monopólio das transmissões esportiva via televisão pública e, consequentemente e) a inauguração de vários canais de televisão do setor privado. Tudo isso somado aos necessários processos de desregulamentações das leis que ainda regiam o esporte moderno sobre bases amadorísticas. (Economia do Esporte, Jean-François Bourg & Jean-Jacques Gouguet. Bauru, SP. EDUSC, 2005). 

Todos esses movimentos foram necessários e fazem parte da dinâmica imanente e objetiva de expansão do capital. Compreender esses processos, fora do campo de conhecimento da economia do esporte é, no meu entendimento, praticamente impossível. No máximo conseguiremos elaborar conhecimentos sempre unilaterais, fora da totalidade histórica que o rege e que não nos permitirão apreender a dinâmica interna de desenvolvimento do esporte atual.

Penso que ajuda, e muito, a compreensão e a importância desse campo de conhecimento, bem como a ampliação da reflexão aqui posta, se nos debruçarmos sobre os elementos que hoje cercam as chamadas artes marciais mistas, o MMA.

Mas isso é assunto para outra postagem.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Haverá tempo?

Como todos nós sabemos, em 2014 teremos no nosso país a Copa do Mundo de Futebol. Temos, portanto, um pouco mais de dois anos para este grande evento esportivo e o que mais nos preocupa é que muitas coisas ainda estão para serem feitas, muito embora os recursos do tesouro estejam disponíveis e sendo sacados pelos órgãos responsáveis pelo evento.

Ao consultarmos os dados contidos no Portal da Transparência do Governo Federal, constatamos que dos 27 bilhões de reais previstos no momento para os diversos investimentos nos âmbitos municipais, estaduais e federais, apenas R$ 9 bilhões e 800 milhões foram contratados e, destes, R$ 1,4 bilhões foram executados, o que representa um pouco mais de 5% das obras necessárias.

Se focarmos nossas análises apenas no quesito estádio de futebol (rejeitando momentaneamente os relacionados aos aeroportos, portus, mobilidade urbana entre outros), principal palco dos jogos que serão realizados por diferentes seleções do mundo, vamos constatar que os passos das tartarugas são mais céleres.

Para este quesito, do total previsto de 3 bilhões e 300 milhões de reais, foi contratada a quantia de R$ 2,2 bilhões e apenas 276 milhões de reais foram executados, o que equivale a pouco mais de 8% das obras. Isso às vesperas da Copa das Confederações, que ocorrerá um ano antes da Copa do Mundo de Futebol.

Pensando com a cabeça dos empreendedores, o prazo é extremamente exíguo. O que preocupa todos que querem que as coisas ocorram de forma lícita, coisa muito difícil de acontecer quando corremos contra o tempo.

domingo, 13 de junho de 2010

Arena Fonte Nova em suspeição

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) da Bahia está questionando o contrato assinado entre o Estado e o consórcio OAS/Odebrecht, responsável pela demolição da Fonte Nova, construção da nova Arena e, também, gestão da mesma. O contrato, no estilo PPP (Parceria Público-Privada) está orçado no valor de pouco mais de R$ 591 milhões.

Além deste valor, o Estado será responsável durante trina e cinco anos, pelo repasse, para o consórcio, do valor de R$ 107,320 milhões por ano durante trinta e cinco anos. Durante quinze anos destes trinta e cinco, o Estado ficará de fora de qualquer partilha dos lucros pela exploração da Arena e ainda terá a obrigação de complementar o caixa dos consorciados caso o que eles chamam de “patamar mínimo de auto-sustentabilidade” não for alcançado.

A Arena será utilizada para diversos tipos de eventos, desde o esportivo, até os musicais, religiosos entre outros, tal como ocorre hoje com o elefante branco de nome Engenhão, no Rio de Janeiro, construído para abrigar os jogos do Pan-americano de 2007.

Versa no contrato questionado pelo TCE, entre outras coisas, a exigência de que somente na Nova Fonte Nova poderão ocorrer jogos oficiais enquanto durar o consórcio. Com isso, o estádio de Pituaçu, que teve sessenta milhões de reais do governo do Estado para a sua construção, ficará largado às moscas.

Dos vários elementos colocados pelo TCE, saltam aos olhos o fato relatado de que “as estimativas de custo da obra que embasaram o procedimento licitatório, não se demonstraram fundamentadas em pesquisa de preço e orçamento razoavelmente confiáveis para suportar os valores utilizados como premissas do edital”. (A TARDE, Caderno de Política, p. B6, 05/06/10).

O Estado tem até o dia 02 de julho para responder aos questionamentos presentes na notificação impetrada pelo TCE. Com isso, acende-se a luz vermelha em relação ao prazo dado pela FIFA. Segundo a entidade máxima do futebol, os Estados devem estar com seus estádios prontos seis meses antes da Copa das Confederações, ou seja, até o dia 31 de dezembro de 2012.

Além do TCE nós temos também ações do Ministério Público Federal (MPF), que no dia 27 de maio do corrente ano “impetrou um agravo de instrumento na justiça”, solicitando suspensão da verba que seria liberada pelo BNDES para a execução da obra, pelo menos “até que o agravo de instrumento seja julgado” (idem).