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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Economia do Esporte

Com as classificações dos times já consolidadas, em função do término do Campeonato Brasileiro da Série A deste ano, veja quanto o clube do seu coração vai ganhar de prêmio em dinheiro da Confederação Brasileira de Futebol.


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Isenção, não!!!

O Brasil acaba de passar por mais um teste da sua democracia. Mais uma vez a mesma mostrou-se forte, pelo menos no âmbito eletivo, com as instituições funcionando adequadamente, apesar de algumas publicações terem tentado, mais uma vez, macular o processo.

Mais a democracia não se resume ao processo eleitoral. Ela é organicamente pautada por distintas instituições fora os tribunais, superiores e regionais, responsáveis pelas diferentes dinâmicas do pleito eletivo.

A democracia é um regime que exige o atendimento dos direitos fundamentais, muitos deles negados a grande maioria da população. E estamos falando de direitos, além de básicos, elementares para uma vida decente: habitação, moradia, saúde, educação, entre outros.

Não podemos aceitar, no âmbito desse regime, que uns sejam mais beneficiados do que outros. Sabemos que é assim que a "banda toca", mas isso, em um certo grau, é uma excrescência do sistema.

Digo isso porque espero uma atitude republicana do Congresso Nacional sobre a dívida dos clubes de futebol do Brasil. Em valores atuais, os mesmos devem mais de dois bilhões...vou repeti...dois bilhões de reais ao governo federal.

A bancada da bola vem manobrando para isentar os clubes do pagamento desta dívida. São todos grandes e poderosos. Entre eles os quatro grandes do Rio estão presentes. Os dois maiores de Minas, os do estado de São Paulo, entre outros.

Todos eles muito poderosos, não economicamente, como imaginamos, estão devedores. Mas politicamente são muito fortes. E nessa equação, devemos levar em consideração que economia e política não se separam. Logo, é bom ficarmos com a barba de molho.

No nosso entendimento, todos devem pagar. Isenção, não!!!

domingo, 12 de janeiro de 2014

Esporte como indústria

Há muito tempo que o esporte deixou de ser praticado apenas como uma atividade de ocupação do tempo disponível sem nenhum caráter mercadológico.

Para todos que se preocupam e se ocupam com este fenômeno mundial que é o esporte, setor que vem crescendo economicamente "à taxa de 7,4% ao ano" ,sugiro a leitura do livro da m.Books do Brasil Editora, intitulado A Indústria do Esporte no Brasil: Economia, PIB, Empregos e Evolução Dinâmica.

Os autores, Istvan Kasznar e Ary S. Graça Filho, economista e advogado respectivamente, são conhecedores profundos do mercado financeiro e de capitais. O último, inclusive, é presidente da Confederação Brasileira de Voleibol, vice-presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e presidente da Confederação Sul Americana de de Voleibol.

Já Istvan Kasznar é funcionário da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, entre outras atividade no ramo do ensino e de consultorias é pioneiro do país no tratamento do tema Economia do Esporte, uma área bastante desenvolvida na França e que no Brasil ainda engatinha.

Apesar do livro está na sua quarta edição, ele é muito pouco conhecido no Brasil e o tema proposto está dividido em seis capítulos e contém quadros, gráficos e equações.

Cito aqui apenas os títulos dos capítulos sem as suas respectivas subdivisões: 1) Atual Quadro do Esporte Brasileiro: Geral e Voleibol; 2) O Voleibol como Indústria Geradora de Renda, Riqueza, Emprego e Impostos; 3) Sensibilidade (Elasticidade) dos Esportes às Políticas Correntes do Governo e seu Peso em face do PIB, através dos Multiplicadores; 4) Uma Visão Atual sobre a Evolução do Esporte em Termos de Produção - PIB, Renda per capita e Impostos; 5) Evoluções dos Esportes no Período de 2003 a 2010 e 6) Conclusões Estratégicas.

Fica aqui, portanto, a dica para mais esta leitura, indispensável para todos os que querem entender o esporte para além dos seus aspectos técnicos e táticos.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Posse de ACM Neto

Tomaram posse hoje, em todo o Brasil, os prefeitos e vereadores eleitos por escrutínio direto no último pleito municipal. Aqui em Salvador, ACM Neto (DEM), prefeito eleito com 717.865 votos no mês de outubro do ano passado, em segundo turno, tomou posse ressaltando, no seu discurso, a importância de um pacto em benefício da cidade do Salvador.

Com alguns gritos de "ACM voltou", a pompa do momento, que reuniu vários políticos e também um bom número dos cidadãos soteropolitanos, contrastou com a situação de sujeira focalizada por um programa de uma rede de televisão da cidade, onde o seu comentarista anunciava como o agora ex-prefeito, João Henrique, tinha deixado a cidade. Ao tempo que mostrava cenas do bairro Vale das Pedrinhas, que, segundo o mesmo comentarista, há duas semana não tinha o seu lixo retirado pela prefeitura, clamores e mais clamores para que o ACM Neto resolvesse a situação eram veiculados.

Em um outro canal de televisão, o prefeito eleito falou em alto e bom som de que vai "fazer um governo na rua, ao lado do povo". Assim esperamos. No entanto, já falei aqui da minha preocupação sobre o discurso  que se apresenta estar muito ligado ao gerenciamento de empresas, característica não apenas deste prefeito, mas da maioria dos que tomam posse no dia de hoje.

Será esta uma tentativa de separação entre o "econômico" e o "político"? Imagino que sim, mas só o tempo dirá.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Manuscrito Secreto do Marx

Li e recomendei a leitura do livro MANUSCRITO SECRETO DE MARX, do economista baiano, Armando Avena. É uma obra de ficção onde o autor nos apresenta as principais teorias econômicas de maneira didática, fugindo do "economês" tradicional, ao mesmo tempo que desenvolve uma narrativa instigante sobre o pensamento do Velho Mouro. Fiquei feliz ao saber que o livro é um dos finalistas do Prêmio Machado de Assis, da Biblioteca Nacional. Boa sorte ao nosso Avena.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Uma certeza, uma dúvida e uma constatação

Este final de semana será decisivo para o Esporte Clube Vitória. Amanhã, um simples empate o levará para o lugar de onde não deveria nunca ter saído: para a elite do futebol.

Casa cheia, mais de 35 mil pagantes lotarão o alçapão rubro-negro e o Leão da Barra vai subir com honra, vencendo o jogo. Eis a certeza.

No domingo será a vez do Esporte Clube Bahia tentar se manter na primeira divisão. Caso vença o jogo contra o Náutico e o Sport perca o seu contra o Fluminense, campeão brasileiro antecipado de 2012, ele garantirá sua permanência. Caso contrário, ainda terá mais uma rodada, a última, no próximo fim de semana, para tentar continuar na elite do futebol. Eis aqui a dúvida.

Mas, independente dos resultados, que torço para que sejam excelentes para os dois times baianos, a certeza que fica pela dinâmica dos últimos campeonatos brasileiros, digamos, desde que o mesmo foi concebido com pontos corridos, é que a desigualdade econômica entre os clubes tem uniformizado uma dinâmica em que os times do sul e sudeste do país levam vantagens na disputa pelo título.

Óbvio que não é apenas isso. Mas no conjunto das ações necessárias para que um time de futebol sagre-se campeão de um torneio tão longo e disputado como é o Brasileirão, o fator econômico pesa muito.

Se não pensarmos em alternativas para equilibrar o jogo, entrará e sairá ano e a alegria e emoção dos baianos se resumirá na esperança de ver o seu time subir ou na fé para que o seu time não caia. Título que é bom, nada!!!

Eis a constatação.

sábado, 5 de maio de 2012

Receita do Corinthians

O Corinthians lidera o ranking dos clubes que mais obtiveram receita com o futebol em 2011. Segundo estudo realizado pela empresa BDO e divulgado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", o clube do Parque São Jorge faturou R$ 290 milhões no ano passado. O clube teve a maior receita de televisão do país, com R$ 112 milhões e, no total, obteve crescimento de 37%.


Informação retirada do UOL

domingo, 22 de abril de 2012

Economia (política) do Esporte

muito tempo trabalho com a tese de que para entender o esporte contemporâneo nós, professores de educação física de maneira especial e qualquer outro profissional que tenha o esporte como seu objeto de apreciação e até àqueles que apenas o apreciam para além das suas obrigações sociais, tendo-o como um dos elementos de vivência, fruição, nos seus momentos de lazer, necessitam se apropriar, minimamente, de um campo de estudo e pesquisa muito desenvolvido na França, mas que aqui ainda engatinha. Trata-se da economia do esporte.

Obviamente que esta obrigação pesa muito mais nos ombros daqueles que tem o esporte como elemento da sua ação profissional. Professores de educação física, jornalistas esportivos, técnicos esportivos, administradores do marketing esportivo entre outros. Estes têm a obrigação de pelo menos conhecer as bases paradigmáticas da economia do esporte se quiserem desenvolver um trabalho esclarecedor para os seus distintos públicos-alvo. Isso é cada vez mais verdadeiro quanto mais as expressões esportivas são instrumentalizadas política e economicamente.

Esse processo tem na Revolução Industrial o seu ponto inicial de maior desenvolvimento. Elementos presentes nos chamados jogos  da antiguidade e/ou jogos tradicionais (onde também existiam, sobre outras bases, as instrumentalizações políticas/econômicas) foram incorporados, reesignificados e disseminados no agora chamados jogos da modernidade, produzindo o que conhecemos atualmente como esporte moderno.


Se é a Revolução Industrial, no meio do século dezenove, que vai inaugurar o esporte moderno, será no final do século vinte, entre os anos de 1984 e 1986 que os elementos mercadológicos terão início como processo de influência e desenvolvimento do esporte, notadamente o esporte chamado de competição ou performance. Alguns fatores são determinantes desse processo, são eles: a) financiamentos privados dos Jogos Olímpicos de Los Angeles; b) exploração dos símbolos olímpicos de forma comercial; c) a introdução do marketing esportivo de forma profissional e mundializado; d) a quebra do monopólio das transmissões esportiva via televisão pública e, consequentemente e) a inauguração de vários canais de televisão do setor privado. Tudo isso somado aos necessários processos de desregulamentações das leis que ainda regiam o esporte moderno sobre bases amadorísticas. (Economia do Esporte, Jean-François Bourg & Jean-Jacques Gouguet. Bauru, SP. EDUSC, 2005). 

Todos esses movimentos foram necessários e fazem parte da dinâmica imanente e objetiva de expansão do capital. Compreender esses processos, fora do campo de conhecimento da economia do esporte é, no meu entendimento, praticamente impossível. No máximo conseguiremos elaborar conhecimentos sempre unilaterais, fora da totalidade histórica que o rege e que não nos permitirão apreender a dinâmica interna de desenvolvimento do esporte atual.

Penso que ajuda, e muito, a compreensão e a importância desse campo de conhecimento, bem como a ampliação da reflexão aqui posta, se nos debruçarmos sobre os elementos que hoje cercam as chamadas artes marciais mistas, o MMA.

Mas isso é assunto para outra postagem.