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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Vitória e Prefeitura

Quarta-feira, dia 12, o Esporte Clube Vitória, representado pelo seu presidente Alexi Portela, selou um acordo com a Prefeitura Municipal de Salvador, representada pelo atual prefeito ACM Neto, que permitiu ao clube de futebol quitar uma dívida de quase dois milhões. Esse montante da dívida corresponde ao não pagamento de alguns impostos, entre eles, o IPTU.

Para o Vitória, a quitação da dívida foi muito importante, pois permitirá que o clube receba aproximadamente três milhões de um convênio que firmará com a Caixa Econômica Federal.

Pois bem. A pergunta que fica para este blogueiro é: que tipo de acordo foi este, entre o presidente e o prefeito? A dívida foi perdoada? O Vitória pagou apenas 50%? Pagou menos ou mais do que 50%? Parcelou a dívida? Vai pagá-la em módicas prestações?

Como cidadão, gostaria muito de tomar conhecimento detalhado desta transação e não apenas ficar sabendo que a mesma ocorreu. Afinal de contas, é dinheiro para o público que está em jogo. Ou estou enganado?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Maquiagem e politicagem

"Precisamos realizar um trabalho de maquiagem para receber [os visitantes]...". Essas palavras não são minhas mas, sim, da secretária da Ordem Pública do governo de ACM Neto (DEM), dona Maluf.

O negócio então é usar de maquiagem para amenizar a falta de serviços público na cidade governada pelo ex-prefeito João Henrique, cabo eleitoral do prefeito atual.

E o secretariado do Neto? Dizia ele, em campanha, que seriam todos técnicos. Mas...vejamos: José Carlos Aleluia(Presidente Estadual do DEM), ocupará a secretaria de Urbanismo e Transportes. Ivanilson Gomes (Presidente Estadual do PV), será secretário da cidade sustentável. João Carlos Bacelar (Presidente do PTN),  será o secretário municipal de educação. Mauricio Trindade (Presidente Municipal do PR), ocupará a secretaria municipal de ação social e por aí vai.

Como os outros nomes devem ser indicados pelos partidos que o apoiaram no segundo turno, todo o seu secretariado, portanto, será formado por indicação política, e não técnica como prometido em campanha.

Por fim. O DEM ficar com a secretaria de Urbanismo e Transportes no momento em que são essas as questões mais candentes da cidade do Salvador, tem toda uma lógica.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Posse de ACM Neto

Tomaram posse hoje, em todo o Brasil, os prefeitos e vereadores eleitos por escrutínio direto no último pleito municipal. Aqui em Salvador, ACM Neto (DEM), prefeito eleito com 717.865 votos no mês de outubro do ano passado, em segundo turno, tomou posse ressaltando, no seu discurso, a importância de um pacto em benefício da cidade do Salvador.

Com alguns gritos de "ACM voltou", a pompa do momento, que reuniu vários políticos e também um bom número dos cidadãos soteropolitanos, contrastou com a situação de sujeira focalizada por um programa de uma rede de televisão da cidade, onde o seu comentarista anunciava como o agora ex-prefeito, João Henrique, tinha deixado a cidade. Ao tempo que mostrava cenas do bairro Vale das Pedrinhas, que, segundo o mesmo comentarista, há duas semana não tinha o seu lixo retirado pela prefeitura, clamores e mais clamores para que o ACM Neto resolvesse a situação eram veiculados.

Em um outro canal de televisão, o prefeito eleito falou em alto e bom som de que vai "fazer um governo na rua, ao lado do povo". Assim esperamos. No entanto, já falei aqui da minha preocupação sobre o discurso  que se apresenta estar muito ligado ao gerenciamento de empresas, característica não apenas deste prefeito, mas da maioria dos que tomam posse no dia de hoje.

Será esta uma tentativa de separação entre o "econômico" e o "político"? Imagino que sim, mas só o tempo dirá.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

ACM Neto e suas intenções


Simbolicamente muito importante o ato do prefeito eleito ACM Neto na sua última reunião, antes da posse oficial no dia primeiro de janeiro de 2013, ao formalizar as promessas de campanha em um termo de compromisso assinado por todo o seu secretariado. Gostei também de saber que a chamada "faxina geral" (limpeza pública e iluminação) será iniciada a partir dos bairros periféricos. De certa forma, isso dá um tom popular (não confundir com populista, por favor) às suas primeiras ações de governo. Considero isso bom e a população de uma maneira geral pode participar através do telefone 156, solicitando serviços e também sugerindo ações.

São seis os pontos básicos que estruturam os compromissos assumidos pelos secretários: 1) foco nos interesses da população de Salvador; 2) valorização do servidor público; 3) agenda única para a cidade; 4) controle das ações via avaliações constantes; 5) transparência e 6) austeridade fiscal.

Segundo reportagem do Jornal A TARDE, deste sábado, no dia 3 de janeiro, 30 decretos administrativos serão publicados definindo "ações nas áreas de gestão, política de governo, finanças, ética e administração pública.

Como tenho acompanhado atentamente o discurso pós-eleição municipal através dos diferentes meios de comunicação, destaco o que considero um aspecto preocupante: a prevalência da linguagem empresarial e da administração moderna no tocante as ações políticas no geral. Os termos "gestão"; "parcerias privadas e empresariais"; "políticas de metas"; "acompanhamento de resultados" e "meritocracia" são os mais encontrados.

De qualquer forma, vamos acompanhar atentamente esses movimentos, verificando o desenrolas das intenções. Por enquanto, boas no plano do discurso, mas como trabalho com a noção de que o critério de verdade é a prática social, vamos observar como esse discurso se materializa no plano complexo e contraditório das lutas de classes e frações de classes.

domingo, 26 de agosto de 2012

Digamos sim, à soberania Popular

Eles disseram SIM a João Henrique. Eles e todos os que votaram no atual prefeito. Qual é o problema? Nenhum, muito embora ambos queiram passar isso em suas propagandas. Uma manobra ideológica de causa e efeito. A "performance" do João Henrique (ou a falta dela) frente à prefeitura do Salvador não se deu exclusivamente em função deste ou daquele "SIM", mas de um conjunto de fatores complexos que tem relação com as lutas de classes e frações de classes que se expressam na dinâmica contraditória do poder institucionalizado. Pensar a política com mais densidade é tarefa difícil, mas necessária, para que não fiquemos com argumentos maniqueístas e moralistas do tipo este é bom, este é ruim. Política é correlação de forças e exige organização das massas. Nós precisamos lutar pela SOBERANIA POPULAR, historicamente negada. A palavra de ordem tem que ser "TODO PODER AO POVO"!!!