Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de novembro de 2019

Esporte e Política

Invariavelmente a crônica esportiva teima em afirmar que esporte não é política. Ignorância ou má fé? Não sei e nem irei julgar. O fato é que nos últimos meses estamos assistindo a um fenômeno interessante, vindo dos mais diferentes clubes de futebol brasileiro. Se não observamos nenhum engajamento político específico dos atletas profissionais, como até recentemente nós víamos no interior do movimento do Bom Senso F.C., os setores de marketing dos clubes resolveram pautar questões importantes da vida nacional em um momento conjuntural de claro acirramento no campo político.

Hoje, por exemplo, o Fluminente Football Club entrou em campo contra o Clube Atlético Mineiro com uma frase estampada na sua camisa que dizia "Todos Juntos Contra o Trabalho Infantil", tema candente e que toca o centro da reprodução do capital atualmente: a presença da força de trabalho superexplorada e precarizada, que segundo dados do Instituto de Geografia e Estatística de 2016, atinge dois milhões e quatrocentos mil crianças e adolescentes entre 05 e 17 anos em todo o território nacional.
Foto: Divulgação EC Bahia

Em outubro último foi a vez do Esporte Clube Bahia entrar em campo em jogo contra o Ceará, válido pela vigésima sétima rodada do brasileirão, com a camisa estampando "manchas de óleo" em clara alusão ao acidente ambiental que atinge as praias do nordeste do Brasil e impacta a vida econômica de várias cidades e centenas de famílias de pescadores. Em seu instagram oficial (@ecbahia) o clube assim se manifestou: “Por medidas de redução do impacto ambiental e pela punição aos responsáveis, nosso uniforme estará manchado de óleo no jogo de amanhã –como as praias do Nordeste”.

No mês de abril esse mesmo clube fez campanha aludindo as demarcações das terras indígenas. Nessa campanha o clube dizia claramente que era "preciso cumprir a regra. Sem demarcação, não tem jogo". E o que dizer em relação as bandeirinhas de escanteio com as cores do arco-íris em protesto contra a LGBTQfobia em jogo realizado na Arena Fonte Nova contra o Fortaleza?


Trabalho infantil, crime ambiental, discriminação e demarcação de terras indígenas. Esses são ou não temas que estão presentes nas pautas de diferentes movimentos de representações políticas e sociais que se articulam em vários lugares no Brasil e por que não dizer, no mundo? Qual a relação deles com o esporte? O que diriam os cronistas esportivos sobre essas iniciativas?

Mas, se ainda restam dúvidas do vínculo do esporte com a política e se acontecimentos históricos como, por exemplo, as Olimpíadas de Berlim, em 1936, não convencem ninguém, será que outras manifestações, surgindo agora não mais do marketing clubista, mas, sim, do interior das torcidas organizadas como a do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e o Santos Futebol Clube, teriam força para finalmente jogar por terra essa falácia de que esporte não pode se misturar com política?

Falaremos sobre isso em outra postagem.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Estamos prestes...

Estamos prestes a passar um recibo em branco para um político que se apresenta como a solução para o país. Um sujeito que dos 29 anos que está na política, 12 foi no interior do PP, o partido com o maior número de políticos "ficha suja" (partido do Paulo Maluf), e eu nunca ouvir o tal do Bolsonaro abrir a boca para dizer um "ai" sobre esse sujeito ou sobre a corrupção em que este partido esteve metido. Assim como nunca soube de um projeto de lei de sua autoria que objetivasse o combate a corrupção. Ou a melhoria de qualquer indicador social.

Estamos prestes a eleger um candidato que mudou de sigla nove vezes. Já foi do PSC, PP, PFL (atual DEM, partido também campeão do "ficha suja"... alguém ouviu um "ai"?), voltou para o PP, depois migrou para o PTB, PPB, PPR, PDC e atualmente no PSL. Em nenhum desses partidos, em nenhum, conseguiu ser algo além de deputado. Não coordenou nenhuma comissão, não presidiu coisa alguma, isso nos seus 29 anos de mandato. 

Estamos prestes a eleger um presidente que se nega a ir na TV realizar um debate franco e fraterno com o seu principal oponente. Algo nunca visto desde a reabertura democrática. 

Estamos prestes a colocar, pela via democrática, uma junta militar no poder central da república. Ou no que restar dela. 


Estamos prestes a eleger um sujeito que apresenta como principal símbolo da sua campanha uma arma apontada, direcionada para um alvo que pode ser você. Não se engane. Pastores aparecem em foto fazendo o sinal de armas apontadas. Pergunto: contra quem? Resposta previsível: contra os bandidos. Pergunto de novo: quem escolhe quem é o bandido? Ou melhor... quem são exatamente os bandidos? Resposta pelos dados da realidade que estamos vendo nos últimos dias: todos os que não pensam como ele. Todos os que parecem suspeitos ou estranhos. Ou pelos traços faciais, pelos gestos corporais, ou pela cor da camisa enfim, por destoarem do cenários que ele mesmo montou. 

Estamos prestes a eleger alguém que o mundo inteiro alerta sobre o risco da sua ascensão. New York Times, The Economist, Le Monde, El País, e tantas outras publicações. Muitas, inclusive, de cunho liberal, conservador. 

Mas, também, podemos estar prestes a fazer acontecer a maior virada que já se viu na história política do país. Uma virada não contra o Bolsonaro ou tudo o que ele representa. Mas uma virada contra as instituições que durante anos, colocaram a política e o debate político (sempre necessário) no lixo. Que apresentavam a política como algo sujo e os políticos, de uma forma geral, como corruptos, parasitas que não servem para nada.

Instituições e sujeitos (pois as instituições ganham vida pelas ações humanas) que naturalizam as relações sociais, como se as mesmas fossem produto de processos tais como a chuva que cai do céu ou a grama que brota da terra. 

O fenômeno Bolsonaro tem a ver com isso. Com a desistência da política, com a valorização da antipolítica, do "não debate", da ausência do contraditório, do "vamos ver o que acontece", do "se não for bom a gente tira". Do "cansei", lembram? E de muitas outras atitudes. 

Próximo domingo é o segundo turno do "Resto de Nossas Vidas". Diante das urnas iremos decidir quem governará o país nos próximos 4 anos. Sem ilusão alguma, sabemos que ganhe quem ganhar, temos muito o que fazer. Mas será muito melhor enfrentar "o desafio e o fardo do nosso tempo histórico" em pleno estado democrático de direito. Não é mesmo?

Que assim, seja!!!

terça-feira, 31 de maio de 2016

Esporte e política: uma relação simbiôntica

O ano de 2013 foi muito rico em manifestações que tomaram às ruas do Brasil. Muitos também foram os fatores que impulsionaram essas manifestações: transporte público sucateado, defesa do “passe livre”, democratização da mídia, melhoria do espaço urbano, a questão da moradia entre outros.

“O gigante acordou” foi uma palavra de ordem que se ouvia. Há muito não se assistia a essas expressões de contestação no país que não tardaria a ser chamada de “jornada de junho” por àqueles que tentavam explicar o que realmente estava acontecendo.

Sem dúvida alguma, a oportunidade para tanto foi dada pela proximidade de um dos mais importantes megaeventos mundial: a Copa do Mundo. Ela não só foi a “chave heurística” que abriu a porta das contestações como foi, também, alvo da mesma.

O esporte assumia na época, mesmo a contragosto de muitos cronistas e comentaristas esportivos, uma dimensão ideológica como nunca antes se viu desde o processo de redemocratização do país. Ele ajudou a canalizar interesses diversos das classes e frações de classes que disputavam idéias, valores, opiniões e representações no interior do bloco histórico capitalista.

Isso não é novo no Esporte. Exemplos do seu envolvimento em questões políticas são vastos na história da humanidade. É emblemático o uso dos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim, para consolidar o pensamento germânico de supremacia da raça ariana. O que não ocorreu graças ao Jesse Owens. Os diversos boicotes aos também Jogos Olímpicos entre os países dos então blocos capitalistas e socialistas reforçam o nosso argumento.

E se consideramos esses exemplos supracitados sufocados pela poeira do tempo, podemos oferecer ocorrências mais próximas: a Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians, recentemente, saiu às ruas para contestar o monopólio de uma grande rede de televisão nacional.

A torcida do Santa Cruz, no final do mês passado, estendeu uma grande faixa chamando a Rede Globo de Televisão de “Golpista” e, mais recentemente, “Os Imbatíveis”, torcida organizada do Vitória, aproveitando da audiência do maior clássico do estado da Bahia, mostrou uma enorme faixa onde se lia “Não vai ter golpe”.

Esses e muitos outros exemplos demonstram, factualmente, que a relação entre o esporte e a política é simbiôntica. Tudo indica que um não vive sem o outro e vice-versa.

(O presente texto foi publicado, originalmente, no site do jornal Bw News no dia 06 de maio)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Primeira liga

Está em curso um movimento que pretende fazer frente ao poder imperial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Louvável iniciativa. Mas não sejamos ingênuos. A mudança estrutural, necessária para uma radical transformação do modelo esportivo em geral, e do futebol em particular, está longe de ocorrer com a Primeira Liga, que se caracteriza como um torneio desenvolvido pela Liga Sul-Minas-Rio.

A CBF já usa o seu poder, cambaleante diante das sucessivas denúncias de envolvimento da entidade em ações fraudulentos, para barrar a iniciativa, buscando inviabilizar o torneio que tem início hoje.

Os dois grandes aqui da Bahia não apóiam a iniciativa, muito embora o Campeonato do Nordeste de Futebol, cujo torneio é responsabilidade da Liga de Futebol do Nordeste e que tem o apoio da própria CBF, seja citado por alguns cronistas esportivos quando da análise sobre o movimento da Primeira Liga.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Isenção, não!!!

O Brasil acaba de passar por mais um teste da sua democracia. Mais uma vez a mesma mostrou-se forte, pelo menos no âmbito eletivo, com as instituições funcionando adequadamente, apesar de algumas publicações terem tentado, mais uma vez, macular o processo.

Mais a democracia não se resume ao processo eleitoral. Ela é organicamente pautada por distintas instituições fora os tribunais, superiores e regionais, responsáveis pelas diferentes dinâmicas do pleito eletivo.

A democracia é um regime que exige o atendimento dos direitos fundamentais, muitos deles negados a grande maioria da população. E estamos falando de direitos, além de básicos, elementares para uma vida decente: habitação, moradia, saúde, educação, entre outros.

Não podemos aceitar, no âmbito desse regime, que uns sejam mais beneficiados do que outros. Sabemos que é assim que a "banda toca", mas isso, em um certo grau, é uma excrescência do sistema.

Digo isso porque espero uma atitude republicana do Congresso Nacional sobre a dívida dos clubes de futebol do Brasil. Em valores atuais, os mesmos devem mais de dois bilhões...vou repeti...dois bilhões de reais ao governo federal.

A bancada da bola vem manobrando para isentar os clubes do pagamento desta dívida. São todos grandes e poderosos. Entre eles os quatro grandes do Rio estão presentes. Os dois maiores de Minas, os do estado de São Paulo, entre outros.

Todos eles muito poderosos, não economicamente, como imaginamos, estão devedores. Mas politicamente são muito fortes. E nessa equação, devemos levar em consideração que economia e política não se separam. Logo, é bom ficarmos com a barba de molho.

No nosso entendimento, todos devem pagar. Isenção, não!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Esporte para todos ou para alguns?

Imagem retirada do blog Diário de Pernambuco

Toda organização para a ação não pode prescindir de duas coisas: da tática e da estratégia.

Em ambas, a mediação histórica deve se fazer presente. Colocar toda uma discussão no plano da ação é perigoso se o plano e a ação não estiverem fundamentados na história. Nem tudo o que ocorreu na história da humanidade deve se repetir ou deve se inserir no plano da ação.

Para fazer mesmo a diferença, devemos pensar em fazer coisas diferentes. Não será reproduzindo e repetindo experiências que a prática já demonstrou serem obsoletas que faremos a diferença.

Estamos diante de um momento pós-copa, onde o debate sobre o modelo esportivo para o país - centrado no futebol, mas que não precisa se resumir ao mesmo - está sendo proposto com mais evidência.

Podemos participar do mesmo. Repetindo as fórmulas prontas (Dunga no lugar de Felipão) ou debatendo seriamente sobre o que queremos para o nosso país: esporte para todos ou apenas para alguns?

Reflitamos sobre isso.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Sem luta não existe vitória

A Copa do Mundo segue. Alimentada pelos incessantes programas esportivos, tanto em canais especializados quanto em outros, ela parece ser um evento interminável tamanha a exposição dos assuntos a ela relacionados.

Torço para que a seleção conquiste o hexa. Com menos força, é verdade, com que torço para que os cidadãos e as cidadãs do meu país levem tão a sério a política, como levam a sério os jogos do momento.

Em qualquer esquina, homens e mulheres discutem sobre futebol. Parecem especialistas no assunto.

Chegará o dia em que discutiremos a vida e a situação da nossa cidade, do nosso bairro, do nosso país com igual interesse e afinco?

Confesso que torço por isso.

domingo, 1 de setembro de 2013

Everaldo Cardoso Silva pode ser, mais uma vez, homenageado.

Foto retirada do site jornalsportnews.blogspot.com.br

Everaldo Cardoso Silva (foto), sergipano legítimo da cidade de Santa Luzia, que abraçou a cidade de Itabuna com muito amor, desbravada por um conterrâneo seu de nome Firmino Alves, dedicou mais da metade de sua vida de 72 anos, à educação e à política.

Secretário de Educação do município por dez anos, professor de inglês, francês, português e educação física, também foi vereador e presidente da câmara, tendo atuações reconhecidamente destacadas em todos os âmbitos da sua intervenção humana.

Em função do seu histórico como homem público, tenho neste momento o prazer de informar que o seu nome está sendo proposto, pelo vereador Ailson Souza (PRTB), para nominar a Vila Olímpica de Itabuna. Segundo o vereador, justifica-se esta homenagem "(...) por sua história e contribuição ao desporto escolar".

Já tendo o seu nome eternizado na memória e história da cidade por outras inúmeras homenagens recebidas, como é o caso do Grupo Escolar localizada no bairro São Caetano que leva também o seu nome - Professor Everaldo Cardoso - a comunidade grapiúna espera com ansiedade mais esta justa homenagem.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Em defesa das organizações e manifestações

O texto abaixo foi publicado no Jornal O Trabalho em 21 de julho de 2013.



UMA NOVA SITUAÇÃO se abriu no país.

Um movimento pela redução das tarifas dos transportes capitaneado pela juventude, depois de 10 anos de governo do PT adaptando-se às instituições herdadas, catalisou um descontentamento popular latente com a situação dos serviços públicos de educação, saúde e transporte.


As conquistas obtidas pelas massas populares não podem ser usadas para esconder a realidade. Assim, a farra com dinheiro público nas obras da Copa aparece como uma ofensa.


A recusa da cúpula do PT, é preciso dizer, em defender o partido do ataque do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Penal 470, só facilitou a manipulação midiática contra o PT, os sindicatos, e o sentimento anti-partido.


Por outro lado, a força das manifestações em duas semanas conquistou a revogação dos aumentos em dezenas de cidades e Estados. Uma importante vitória parcial, no caminho da luta pelo Passe Livre Estudantil e por um transporte público de qualidade que, de forma duradoura, só a estatização pode assegurar.


MAS HAVIA UM PROBLEMA
na direção do movimento. Se é verdade que entidades representativas como a União Nacional dos Estudantes, se omitiram, do mesmo modo que o PT como partido, de outro lado, “direções” auto-proclamadas, sem mandato nem controle da base, faziam o culto da “horizontalidade”, da ausência de carro-de-som, do “apartidarismo”, caso do Movimento Passe Livre e outros grupos.

Agora, se vê onde isso está levando: abre o espaço para uma direita feroz atacar o simples direito de expressão dos partidos e mesmo dos sindicatos, numa desorganização que facilita a ação de descontrolados e, inclusive, de provocadores e policiais.


Do interior do aparelho de Estado, apoiada na mídia, se orquestra a caça aos partidos, e se infiltra bandeiras como “não a PEC 37”, para preservar o poder de polícia não-previsto na Constituição, dos procuradores do Ministério Público, parte da aristocracia do Judiciário fora de qualquer controle.


Na última 5ª feira, dia 20, apareceram nacionalmente sincronizadas e articuladas com setores da pequena-burguesia, forças de direita ou extrema-direita, “anonimous” etc., atacando as organizações dos trabalhadores e provocando incidentes.


O que explica esta irrupção, senão a fúria de interesses contrariados pela redução das tarifas na véspera?


A realidade é um sistema imperialista em crise no mundo, contraditório com as mínimas conquistas obtidas pela luta, inclusive aqui. E por isso se ataca as organizações em todas as partes!


E o que pretendem no Brasil, ameaçando com o caos, senão provocar um sentimento de “ordem” nas instituições, quando, ao contrário, se trata de avançar na reforma profunda do Estado para atender aos anseios de centenas de milhares nas ruas?



A PRESIDENTE DILMA
na TV, 6ª feira, dia 21, disse que “muita coisa o Brasil ainda não conseguiu realizar por causa de limitações políticas e econômicas”, e reconheceu a voz das ruas que “quer mais. E para dar mais, as instituições e os governos devem mudar”. Ela convidou “governadores e os prefeitos para um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos”, e também anunciou que vai “receber os líderes das manifestações pacíficas, os representantes das organizações de jovens, das entidades sindicais, dos movimentos de trabalhadores, das associações populares. Precisamos de suas contribuições”.

Muito bem. Mas, desde já, o que ela propõe? Fala, por exemplo, “
que todos os royalties do petróleo sejam gastos exclusivamente com a Educação”.

Mas por que só os royalties, uma taxa paga pelas empresas petrolíferas? Por que não acabar com os leilões de petróleo para empresas privadas e estrangeiras, e entregar todo o petróleo para uma Petrobras 100% estatal, destinando todos recursos do petróleo para Educação, Saúde e Transporte?


Seria, por acaso, “
por causa de limitações políticas e econômicas”, isto é, devido às “instituições”?

A própria presidente concluiu que “
é a cidadania, e não o poder econômico, quem deve ser ouvido em primeiro lugar” e apontou para “uma ampla e profunda reforma política”.

Sim, é preciso uma profunda reforma do Estado, para varrer o entulho herdado, mudar as instituições para abrir o caminho à realização das aspirações populares de justiça social e soberania nacional.


Para isso é necessária uma Assembléia Constituinte Soberana!


Não como em 1986-88, a mera outorga de poderes constituintes ao velho congresso de Sarney.


É preciso uma Constituinte Soberana, com deputados livremente eleitos, unicameral e proporcional (onde 1 eleitor é igual a 1 voto, hoje 1 eleitor de Rondônia vale 11 de S. Paulo, por exemplo), com voto em lista e financiamento público exclusivo.


É difícil? Difícil e cada vez mais necessário! Alerta para o sentimento que vem das ruas!


É o que vamos defender no próximo PED, o processo eleitoral direto do PT, para colocá-lo a altura do desafio das ruas.



NA ATUAL SITUAÇÃO
, o PT e a CUT tem uma responsabilidade imediata.

É preciso, em primeiro lugar, tomarem a iniciativa de defender os direitos democráticos de manifestação, e reverter os ataques ao PT e aos partidos, à CUT e outras organizações dos trabalhadores e do povo


É hora de uma Plenária de Emergência de todas as organizações dos trabalhadores e do povo para adotar uma plataforma popular de reivindicações, e um plano de ação, segundo os métodos da democracia do movimento dos trabalhadores, para exigir do governo Dilma o seu atendimento.


Em todo o país, em cada cidade, categoria ou setor popular é preciso abrir a discussão a respeito.


É hora de retomar com firmeza a mobilização do povo trabalhador e da juventude por suas legítimas demandas:
• Redução das tarifas de transporte e Passe Livre Estudantil! Nenhum corte nos gastos sociais dos Estados e municípios!

• Fim do superávit fiscal primário que paga a dívida e esmaga os municípios, os Estados e a União!

• Investir a fundo nos serviços públicos de saúde, educação e transporte!

• Desmilitarização das Polícias Militares (PMs)!

• Chega de concessões ao “mercado”, com leilões de petróleo, desonerações da folha de pagamento e privatizações!

• Não às exigências do capital internacional e do agro-negócio, reforma agrária!

• É hora de outra política!

ATENÇÃO
, porque todas as conquistas dos últimos 30 anos, novas e velhas, está tudo em jogo!

É HORA DE CERRAR FILEIRAS!

JUNTE-SE A NÓS NESTA LUTA!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Imprensa esportiva: nem otimismo, nem denuncismo

Tenho observado uma mudança muito importante na abordagem sobre os megaeventos esportivos por parte de alguns jornalistas baianos que, antes, no contexto da campanha para que o Brasil fosse sede destes grandes torneios (Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas), eram os mais entusiastas, otimistas até a medula, só enxergavam pontos positivos na realização dos eventos.

Hoje, comparativamente, podemos dizer que deram uma guinada para o outro extremo. Ainda fazem um discurso altamente integrado, esvaziado de crítica, mas cheio de denuncismo. Este é o tom da virada. De um otimismo ingênuo, transformaram-se em pessimistas contumazes. Vociferam nos microfones, nas páginas dos jornais, em revistas das mais diversas o que há muito tempo, os considerados "problemáticos", "os do contra", "os sempre pessimistas" entre outros adjetivos, anunciavam como certo.

Exceção à regra diz respeito a mídia televisiva que investiu e investi centenas de milhões de reais para brincar com a emoção do telespectador e ganhar outros milhões de dividendos. Para esta, tudo vai bem, e assim deve parecer, para que tudo dê certo, senão no real, no contexto da imaginação dos milhões de alienados tupiniquins. O Rei está nu mas, para estes, veste-se em pomposa roupa.

Quanto a guinada denuncista, seja bem vinda. Esperamos que se qualifiquem para além do denuncismo e politize o debate. Nem otimismo ingênuo, tampouco denuncismo pessimista. Mas uma articulação que permita a crítica com proposições superadoras em relação ao desenvolvimento das políticas esportivas brasileiras.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Eduardo Campos

Eduardo Campos é Marina Silva de calças e vai despencar tal qual. Anotem o que estou dizendo. Aonde está a Marina, hoje?

terça-feira, 16 de abril de 2013

Política de esporte

"Até os bem intencionados parecem não perceber o erro em construir equipamentos esportivos sem a existência de política pública de esportes" (Jones Ferro)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sobre o lazer


"O problema não é deixar um tempo livre - que correria o risco de ser um tempo vazio - aos indivíduos para que eles possam preenchê-lo a seu bel prazer, ou com 'poesia', ou com escultura em madeira. O problema é fazer de todo o tempo, um tempo de liberdade e permitir que a liberdade concreta se encarne na atividade criadora". (Castoriadis)

E complemento: O problema é reduzir o debate sobre lazer há uma das suas possíveis, mais não únicas, dimensões ora do tempo, ora da atitude e considerar ambas fora do contexto da sociedade do trabalho.

Já passou do momento de colocar no debate a dimensão da liberdade e sua problematização necessária no contexto da sociedade do capital. Fora disso, toda e qualquer discussão sobre lazer desemboca ou na perspectiva idealista de base materialista ou na perspectiva materialista de base idealista.

Tanto uma, quanto a outra não nos ajuda a pensar as relações humanas "para além do capital".

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Maquiagem e politicagem

"Precisamos realizar um trabalho de maquiagem para receber [os visitantes]...". Essas palavras não são minhas mas, sim, da secretária da Ordem Pública do governo de ACM Neto (DEM), dona Maluf.

O negócio então é usar de maquiagem para amenizar a falta de serviços público na cidade governada pelo ex-prefeito João Henrique, cabo eleitoral do prefeito atual.

E o secretariado do Neto? Dizia ele, em campanha, que seriam todos técnicos. Mas...vejamos: José Carlos Aleluia(Presidente Estadual do DEM), ocupará a secretaria de Urbanismo e Transportes. Ivanilson Gomes (Presidente Estadual do PV), será secretário da cidade sustentável. João Carlos Bacelar (Presidente do PTN),  será o secretário municipal de educação. Mauricio Trindade (Presidente Municipal do PR), ocupará a secretaria municipal de ação social e por aí vai.

Como os outros nomes devem ser indicados pelos partidos que o apoiaram no segundo turno, todo o seu secretariado, portanto, será formado por indicação política, e não técnica como prometido em campanha.

Por fim. O DEM ficar com a secretaria de Urbanismo e Transportes no momento em que são essas as questões mais candentes da cidade do Salvador, tem toda uma lógica.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Posse de ACM Neto

Tomaram posse hoje, em todo o Brasil, os prefeitos e vereadores eleitos por escrutínio direto no último pleito municipal. Aqui em Salvador, ACM Neto (DEM), prefeito eleito com 717.865 votos no mês de outubro do ano passado, em segundo turno, tomou posse ressaltando, no seu discurso, a importância de um pacto em benefício da cidade do Salvador.

Com alguns gritos de "ACM voltou", a pompa do momento, que reuniu vários políticos e também um bom número dos cidadãos soteropolitanos, contrastou com a situação de sujeira focalizada por um programa de uma rede de televisão da cidade, onde o seu comentarista anunciava como o agora ex-prefeito, João Henrique, tinha deixado a cidade. Ao tempo que mostrava cenas do bairro Vale das Pedrinhas, que, segundo o mesmo comentarista, há duas semana não tinha o seu lixo retirado pela prefeitura, clamores e mais clamores para que o ACM Neto resolvesse a situação eram veiculados.

Em um outro canal de televisão, o prefeito eleito falou em alto e bom som de que vai "fazer um governo na rua, ao lado do povo". Assim esperamos. No entanto, já falei aqui da minha preocupação sobre o discurso  que se apresenta estar muito ligado ao gerenciamento de empresas, característica não apenas deste prefeito, mas da maioria dos que tomam posse no dia de hoje.

Será esta uma tentativa de separação entre o "econômico" e o "político"? Imagino que sim, mas só o tempo dirá.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

MEGAEVENTOS ESPORTIVOS E CULTURA ESPORTIVA: O QUE QUEREMOS? (PARTE I)

(Texto de minha autoria, extraído do Jornal A Tribuna Cultural, publicado no dia 02 de novembro de 2012)

É sabido por quase a totalidade dos brasileiros que o seu país será sede de, pelo menos, dois grandes megaeventos esportivos. Refiro-me a Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016.
O que talvez não passe na cabeça desses mesmos brasileiros é o que isso significa para o que denominamos de cultura esportiva. Para a grande maioria, sobram argumentos positivos e para outros, a minoria, sobram argumentos de cunho mais crítico, o que implica analisar o fenômeno tanto na sua positividade quanto, também, na sua negatividade.

Para esta última posição, há até uma propaganda de um dos patrocinadores da Copa que os situam no campo dos pessimistas. Isso me lembra do sociólogo Chico de Oliveira que, chamado de pessimista em uma entrevista por um repórter, saiu-se com o argumento de que pessimista era o sujeito otimista, porém, mal informado. O que não era o seu caso. Calou-se o repórter.

Não se trata aqui de ser pessimista nem, tampouco, otimista. Trata-se de pensar nesses eventos de maneira crítica o que, também, não tem a conotação de falar mal. O que importa é colocar em evidencia a lógica histórica do chamado fenômeno esportivo nacional, lógica essa muito pouco conhecida da população, como de resto, quando o tema é tratado dentro da ótica política.


Continue lendo clicando aqui.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Professor é profissão de quem estuda

Não dá para discuti com determinadas pessoas que exercitam a escrita e o raciocínio com base no senso comum quando o tema é política. Tenho debatido minhas posições em relação ao PT e a Ação Penal 470 com gente muito boa, que inclusive se posiciona do lado contrário ao meu. Reflito muito sobre o que ouço e leio. Mas o nível do debate é outro. Se expressa com base em convicções políticas e pressupo
stos teóricos firmes.
Espero que você que lê isso não interprete o texto como soberba, com empáfia. É apenas uma reflexão de como nós (estou me incluindo no contexto) pautamos nossos argumentos naquilo que a teoria da comunicação chama de "agend setting". A mídia nativa pauta o debate e o seu conteúdo e nós tomamos a agenda como se nossa fosse. Universalizamos um tema ou um discurso, ou os dois ao mesmo tempo, como se ele fosse propriedade nossa. Como se nós fossemos o autor, o criado do debate.
Isso é uma manobra ideológica e tem nome, chama-se "generalização do particular". Muitos de nós situamos um ou outro debate na íntegra, tal e qual o conteúdo foi disseminado pela mídia hegemônica. Isso até poderia ocorrer se o mesmo passasse pelo filtro crítico da nossa consciência, coisa cada vez mais escassa.
Como professor, isso me entristece e muito. Como leitor de várias revistas com pontos de vistas divergentes, até antagônicos, sinto com base empírica o quanto isso é necessário para o desenvolvimento e ampliação da nossa autonomia intelectual, da ampliação daquilo que o Paulo Freire chamou de "estágio da consciência". Mas o que nós encontramos amplamente é a defesa de projetos, argumentos, posições que fazem parte muito mais dos interesses de classe dos que sempre estiveram no comando desta nação.
Em muitos momentos da nossa história o consenso era oriundo da coesão, via cassetete entre outros instrumento de força. Hoje, o consenso se dá pela dissimulação, pela mentira repetida várias vezes, pela manipulação, pela inversão da realidade, pelo discurso lacunar. É de entristecer. Mas é a verdade. O antídoto para isso nós temos, mas o "recuo teórico" que herdamos da década de 90 nos impede de tomá-lo. Mas vou insisti nele e até divulgá-lo: É O ESTUDO. É A LEITURA. É A DISCIPLINA INTELECTUAL QUE EXIGE MÉTODO. Por isso, meus colegas, sempre repito para os meus educandos que professor é profissão de quem estuda.
Eu tenho "sentido" muito pouco isso por aqui. Uma pena!!!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Pesquisa IBOPE

Acaba de sair no jornal da TV BAHIA. Pelegrino (PT), vem crescendo nas pesquisas. ACM NETO (DEM), cai dois pontos. Um dado interessante fica em relação ao nível de rejeição dos dois candidatos, que está na casa dos 29%. 


domingo, 17 de junho de 2012

A política em nossas mãos

A melhor forma de expressar nossa indignação não é apenas deixar de votar em um ou outro candidato. Particularmente penso que esta seja a forma menos eficiente. Quando deixamos de votar, estamos assinando uma procuração em branco, deixando de tentar eleger alguém que tenha uma visão aprofundada sobre problema essenciais e que seja a encarnação de um projeto coletivo. Esse me parece ser o grande problema da política contemporânea, principalmente das realidades que emergiram do mando dos coronéis. Quando pensamos em votar, votamos em uma pessoa e não em um projeto. Essa ideia tem a concepção de que legislar uma cidade cabe unicamente ao representante que confiei o meu voto. É uma atitude típica de Pilatos. Votei (lavei minhas mãos) agora resolvam por mim. De resto, tudo o que acontecer não é culpa minha, pois votei em quem tinha que ser votado para melhorar a cidade.

Ora, pessoal, a vida da cidade, da pólis, diz respeito a nós todos indistintamente. O parlamento, a câmara de deputados e vereadores é um espaço de luta. Mas apenas um espaço. Existem outros que em larga medida, dependendo da correlação de forças entre projetos antagônicos, imprimem um movimento ao parlamento que ele mesmo, por sua estrutura e dinâmica burguesa, não quer e nem pode  desenvolver.

Votar em alguém é importante. Muitos morreram para que tivéssemos esse direito garantido. Muitos desapareceram nos porões da ditadura para que hoje deixássemos de votar, só porque alguns políticos (sim, pois existem políticos sérios, honestos e com interesses essencialmente republicanos) fazem da política uma questão privada? Obviamente que não. A mídia, que cotidianamente apresenta casos de corrupção (casos reais, diga-se) tem interesse em demonstrar apenas isso para esvaziar a política e resumir a mesma ao que se faz no parlamento. Política não se resume aos políticos e suas ações. Nós fazemos políticas desde o momento em que acordamos e vamos dormir. Então, se vocês estão descontentes com a estrutura e a política que por aí se desenvolve e nos é apresentada, indignem-se sim, gritem sim, proteste sim, mas votem!!! Mas vote em um projeto de sociedade e não em alguém que individualmente diz que vai resolver o problema da cidade.

A cidade é do cidadão. É de todos nós. Política é o debate sobre a pólis, diz respeito aos interesses de classes e frações de classes que habitam a cidade e dão dinamismo a ela. Se vocês querem saber como isso funciona, dá uma "espiada" no que está acontecendo na Rio+20. Aí a política está em pleno vapor. O embate de interesses específicos e gerais estão se dando de forma plena ou velada. Os documentos estão sendo elaborados com generalizações, superficialidades e recomendações difusas. Dizem muita coisa sem dizer absolutamente nada, na medida em que são unilaterais. Os principais líderes do capitalismo mundial (G-7) não vão assinar o documento final se o mesmo ferir seus interesses, apesar deles serem responsáveis por mais de 80% do que se consome e produz no planeta terra, como os Estados Unidos não assinaram o Protocolo de Kioto na Eco-92. Mas também existem protestos interessantes, documentos importantes sendo elaborados. A Cúpula dos Povos vem fazendo mediações importantes, trazendo à tona temas essenciais com, por exemplo, a energia nuclear. Movimentos Sociais diversos denunciam retrocessos na agenda ambiental entre outros elementos. É nessa dinâmica complexa e contraditória que se materializa interesses antagônicos das classes e frações de classes. Isso é a POLÍTICA (com letras maiúsculas).

Como já disse, se vocês estão descontentes com a estrutura e a política que por aí se desenvolve e nos é apresentada, indignem-se sim, gritem sim, proteste sim, mas, sobretudo, se organizem coletivamente para enfrentar, também coletivamente, os problemas do seu país, da sua cidade, do seu bairro.

domingo, 22 de abril de 2012

Economia (política) do Esporte

muito tempo trabalho com a tese de que para entender o esporte contemporâneo nós, professores de educação física de maneira especial e qualquer outro profissional que tenha o esporte como seu objeto de apreciação e até àqueles que apenas o apreciam para além das suas obrigações sociais, tendo-o como um dos elementos de vivência, fruição, nos seus momentos de lazer, necessitam se apropriar, minimamente, de um campo de estudo e pesquisa muito desenvolvido na França, mas que aqui ainda engatinha. Trata-se da economia do esporte.

Obviamente que esta obrigação pesa muito mais nos ombros daqueles que tem o esporte como elemento da sua ação profissional. Professores de educação física, jornalistas esportivos, técnicos esportivos, administradores do marketing esportivo entre outros. Estes têm a obrigação de pelo menos conhecer as bases paradigmáticas da economia do esporte se quiserem desenvolver um trabalho esclarecedor para os seus distintos públicos-alvo. Isso é cada vez mais verdadeiro quanto mais as expressões esportivas são instrumentalizadas política e economicamente.

Esse processo tem na Revolução Industrial o seu ponto inicial de maior desenvolvimento. Elementos presentes nos chamados jogos  da antiguidade e/ou jogos tradicionais (onde também existiam, sobre outras bases, as instrumentalizações políticas/econômicas) foram incorporados, reesignificados e disseminados no agora chamados jogos da modernidade, produzindo o que conhecemos atualmente como esporte moderno.


Se é a Revolução Industrial, no meio do século dezenove, que vai inaugurar o esporte moderno, será no final do século vinte, entre os anos de 1984 e 1986 que os elementos mercadológicos terão início como processo de influência e desenvolvimento do esporte, notadamente o esporte chamado de competição ou performance. Alguns fatores são determinantes desse processo, são eles: a) financiamentos privados dos Jogos Olímpicos de Los Angeles; b) exploração dos símbolos olímpicos de forma comercial; c) a introdução do marketing esportivo de forma profissional e mundializado; d) a quebra do monopólio das transmissões esportiva via televisão pública e, consequentemente e) a inauguração de vários canais de televisão do setor privado. Tudo isso somado aos necessários processos de desregulamentações das leis que ainda regiam o esporte moderno sobre bases amadorísticas. (Economia do Esporte, Jean-François Bourg & Jean-Jacques Gouguet. Bauru, SP. EDUSC, 2005). 

Todos esses movimentos foram necessários e fazem parte da dinâmica imanente e objetiva de expansão do capital. Compreender esses processos, fora do campo de conhecimento da economia do esporte é, no meu entendimento, praticamente impossível. No máximo conseguiremos elaborar conhecimentos sempre unilaterais, fora da totalidade histórica que o rege e que não nos permitirão apreender a dinâmica interna de desenvolvimento do esporte atual.

Penso que ajuda, e muito, a compreensão e a importância desse campo de conhecimento, bem como a ampliação da reflexão aqui posta, se nos debruçarmos sobre os elementos que hoje cercam as chamadas artes marciais mistas, o MMA.

Mas isso é assunto para outra postagem.