Mostrando postagens com marcador CBF. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CBF. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Controvérsia

Então a CBF apóia o Campeonato do Nordeste de Futebol, realizado pela Liga de Futebol do Nordeste e não apóia o torneio da Primeira Liga do eixo Sul-Minas-Rio?

Estranho...

Primeira liga

Está em curso um movimento que pretende fazer frente ao poder imperial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Louvável iniciativa. Mas não sejamos ingênuos. A mudança estrutural, necessária para uma radical transformação do modelo esportivo em geral, e do futebol em particular, está longe de ocorrer com a Primeira Liga, que se caracteriza como um torneio desenvolvido pela Liga Sul-Minas-Rio.

A CBF já usa o seu poder, cambaleante diante das sucessivas denúncias de envolvimento da entidade em ações fraudulentos, para barrar a iniciativa, buscando inviabilizar o torneio que tem início hoje.

Os dois grandes aqui da Bahia não apóiam a iniciativa, muito embora o Campeonato do Nordeste de Futebol, cujo torneio é responsabilidade da Liga de Futebol do Nordeste e que tem o apoio da própria CBF, seja citado por alguns cronistas esportivos quando da análise sobre o movimento da Primeira Liga.

domingo, 6 de dezembro de 2015

CPI da CBF/NIKE

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da CBF/Nike, criada em setembro de 2000, foi a primeira relacionada ao futebol brasileiro. Para não fugir do scrip de muitas outras que já existiram no país acabou, como se convenciona chamar não sei porque motivo, em uma enorme "pizza".

O processo que teve mais de 237 horas de reuniões e 125 depoimentos chegou a um final melancólico: nenhum documento oficial foi produzido. Apenas dois textos com conteúdos distintos foram encaminhados para o Ministério Público e para a Polícia Federal sem nenhum resultado prático.

Eis que agora, quase quinze anos depois, o livro que foi produzido à época e proibido de ser comercializado por decisão judicial começa a ser disponibilizado para o público em geral homeopaticamente.

Como costumamos dizer, antes tarde do que nunca. Acesse a primeira dose aqui.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Capital, corrupção e futebol

A entrada e ampliação do capital financeiro no futebol é diretamente proporcional ao fenômeno da corrupção que há muito vem sendo denunciada por diversos profissionais do ramo.

Por que só agora?

Retirada o esporte.ig.com.br
Se existe algo que surge invariavelmente nos nossos argumentos, explicitamente ou não, é o tal "complexo de vira-lata", termo criado pelo dramaturgo, escritor e cronista esportivo Nelson Rodrigues, para designar, segundo ele mesmo, o sentimento de “inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. Isto em todos os setores e, sobretudo, no futebol”.

Eis que mais uma vez esse sentimento aparece e, não por acaso, vinculado ao futebol. Refiro-me a prisão dos cartolas do futebol mundial, incluindo brasileiros, feita pela polícia federal estadunidense e a repercussão dessa ação aqui no Brasil, eivadas, nos comentários, de sentimentos de inferioridade.

A tônica é de infelicidade, tristeza ou algo parecido porque foi preciso uma insatisfação dos Estados Unidos para que houvesse uma atitude contundente contra a maior Federação esportiva ligada ao futebol. Outros até partidarizam a peleja, afirmando que só mesmo nos Estados Unidos para que um simpatizante do tucanistão nacional fosse tocado, se referindo ao senhor José Maria Marin.

De minha parte, se humilhação houve, toda a Europa, América Latina e a África, entre outros, todos eles, juntos e misturados, devem assim se sentirem, pois são expressões muito mais robustas do futebol que se pratica no mundo, cuja exceção é, justamente, os Estados Unidos da América.

Em função disso, uma pergunta me acompanha desde ontem: por que os Estados unidos, depois de tantos anos de denúncias e mais denúncias contra a FIFA e seus braços esportivos no mundo todo, justamente agora, resolveram agir?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Mata-mata

Procurando manter-me informado sobre os acontecimentos esportivos no início deste ano, após alguns dias viajando com a família, deparo com a informação de que estão querendo o retorno do campeonato brasileiro no seu formato de mata-mata.

Clubes como o Santos já demonstrou interesse nessa proposta de mudança da fórmula de disputa do brasileirão, que tem o Grêmio como protagonista.

Um passo para trás? Imagino que sim. E mais. Esse assunto vem à tona justamente em um momento de crise estrutural do futebol brasileiro.

O tripé envolvimento dos torcedores, mais renda para os clubes e mais audiência para a televisão, presente nos argumentos dos defensores do mata-mata, acrescenta mais elementos para repensar o futebol nacional, pauta que foi retomada com muita força após o fiasco da seleção canarinho na Copa do Mundo do ano passado.

Por enquanto, a CBF não se pronunciou. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Dunga: aguardemos o milagre

Como todos nós já imaginávamos por tudo o que saia na imprensa esportiva falada e escrita nesses últimos dois dias, Dunga foi oficialmente apresentado pela Confederação Brasileira de Futebol, hoje, dois dias antes de completar oito anos do seu primeiro anúncio para comandar a seleção brasileira pela CBF, em 24 de julho de 2006.

Naquela época, o cotado era o técnico Luis Felipe Scolari. Mas como este tinha renovado seu contrato com a seleção de Portugal, o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, sacou da cartola o Dunga, jogador campeão mundial em 1994 mas que nunca tinha sido técnico de futebol.

No entanto, embora inexperiente, o seu nome caia como uma luva à época, já que os jogadores da seleção brasileira, eliminada na Copa do Mundo na França, pela seleção francesa que sagrou-se campeã, estavam sendo considerados preguiçosos, lenientes, desinteressados, sem paixão pela camisa canarinho, displicentes (quem não se lembra do Roberto Carlos preocupado com o meião em plena cobrança de falta pelo selecionado francês?) todos os aspectos que se situavam no pólo oposto a personalidade construída pelo jogador Dunga: brigador, guerreiro, vigoroso, etc, etc.

Imagem retirada do site da ESPN
Pois é. Não era bem o que todos nós queríamos. Mas é o que é. Como já disse em outras postagens, não podíamos esperar coisa diferente dos dirigentes de uma Confederação Brasileira de Futebol que tem um Marín como presidente.

Se em odre velho não se pode colocar vinho novo, a CBF está certa em chamar o Dunga. Até porque ambos não são nem uma coisa, nem outra. A ação se assemelha mais a multiplicação dos pães: mais do mesmo.

Vamos ter que esperar por um milagre.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Filosofia da vaca

Cagando e andando. Esta é, em síntese, a chamada filosofia da vaca.

Pelo que estou observando, é esta filosofia que vem fundamentando as ações da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e suas respectivas federações.

Em primeiro lugar, imaginam os dirigentes da entidade que o único estado brasileiro capaz de dotar a seleção brasileira de bons técnicos é o Rio Grande do Sul. Não aceitam em hipótese alguma técnico de um outro país. E pelo jeito, de nenhum outro Estado.

Dunga, Mano Menezes, Felipão e agora a grande renovação...Dunga de novo.  Todos eles do rio grande, tchê. Bem que poderiam ter iniciado uma farroupilha na CBF, né? Cada um fazia uma parte e quem sabe o todo seria diferente. Marx, o mouro e alemão (vixe!!!), não concordaria com esse pensamento indutivo. Será que preciso explicar que se trata de uma ironia?
Imagem tirada do blog do Dimitri

O que dizer do coordenador técnico das seleções? Um empresário, um agenciador de jogadores. É mole? E a gente reclamando aqui do Ronaldo, ex-fenômeno, como comentarista da Rede Globo na Copa só porque ele tinha alguns "produtos" desfilando nos gramados do campeonato mundial.

Bem que ele poderia sair das cabines globais e ir direto para a CBF como o próximo preparador físico dos futuros selecionados. Penso que cairia muito bem. O que acham? Será que ficaria pior?

Penso que sim. Principalmente se a direção do trabalho ficar nas mãos dos "senhores dos anéis". Ou do senhor que roubou a medalha na premiação da Copa São Paulo de Juniores (Copinha), em 2012 quando era vice-presidente da CBF da região Sudeste.

Esperar o quê de um cara desse à frente de uma entidade esportiva e dos dirigentes à frente das suas respectivas federações? Todos subservientes aos desmandos da entidade maior do futebol brasileiro? Tudo e nada ao mesmo tempo, que é o que ele vem fazendo desde a acachapante derrota para o selecionado alemão por 7 x 1.

Um verdadeiro faz de conta, fundamentado na filosofia da vaca que já foi para o brejo faz tempo, deixando no interior das entidades o produto da sua ruminante digestão.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Socorro!!!

Então o novo coordenador de seleções da Confederação Brasileira de Futebol situou, em entrevista coletiva, o boné "Força Neymar" como algo que mais chamou a atenção dele na derrota de 7 x 1 para a Alemanha?

Para ele deveria está escrito "Força Bernard"? É isso mesmo? Eu ouvir bem?

Socorro!!!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

CBF toma uma atitude

Finalmente uma atitude concreta por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ocorreu. Parabéns à entidade. No entanto, embora concreta, a mesma é insuficiente.

A própria entidade precisa ser repensada, debatida e modificada por dentro. Uma revolução precisa acontecer no processo de gestão do futebol brasileiro. Aliás de toda a estrutura esportiva, a começar pelo financiamento. Mas isso fica para outra postagem.

No momento, comemoramos a demissão de Luiz Felipe Scolari e todos da comissão que tinham ligação direta com ele, observando que eles não "deixaram seus cargos" como anunciam alguns sites esportivos, querendo dourar a pílula. Foram demitidos.

Que outras ações também nos surpreendam positivamente. Tenho uma ideia. Que tal todos os membros da CBF entregarem seus respectivos cargos.

Fica a dica!!!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Por que não aprovar uma CPI?

Amanhã teremos uma assembléia para a apresentação e, se for o caso, aprovação da prestação de contas da Confederação Brasileira de Futebol.

Esta que através do seu presidente Marin vem recebendo sucessivos ataques do ex-craque e atual deputado federal, Romário, o peixe que luta contra os tubarões do futebol.

O evento ocorrerá no luxuoso hotel da barra, no Rio de Janeiro, o Windsor Barra Hotel. Há quem diga que cheques estão sendo preparados para blindar qualquer tentativa dos dirigentes de ecoarem os seus descontentamentos.

Para os cartolas, fundamentalmente para os que se dizem indignados com o rumo da entidade maior do esporte mais querido do país uma sugestão: ao invés de aprovarem as contas, aprovem uma CPI. Só assim passaremos esta entidade à limpo.

domingo, 17 de março de 2013

Fora Marin

Como bem disse o Zuenir Ventura, é ironia pura um admirador do Fleury, torturador mó nos tempos da ditadura militar e civil ocorrida no Brasil, ser admirado pelo dirigente da CBF em um país cuja a presidenta foi torturada.

Em função deste e outros motivos, uma petição intitulada "Fora Marin" corre nas redes sociais na internet e já conta com mais de 40.000 assinaturas. A minha incluída.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O crime compensa

Por onde anda o senhor Ricardo Teixeira? Esta pergunta me veio à mente logo após o anúncio da renúncia do Papa Ratzinger. E a coincidência para por aí. O Ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também renunciou ao cargo que ocupava há quase 24 anos. Motivo: suspeita de envolvimento em ações criminosas envolvendo a entidade máxima do futebol brasileiro. Muito embora tenha alegado problemas de saúde. Já o Papa, alega cansaço.

Foto da residência atual de Teixeira/Fabiano Silva/Folhapress
Retirado do cargo em março do ano passado, o ex-dirigente vive agora nos Estados Unidos da América, mais precisamente na baía de Biscayne, em Miame, morando em um dos condomínios mais luxuosos da cidade e ainda recebe pela CBF, a módica quantia de R$ 120 mil mensais para prestar consultoria ao atual dirigente, o senhor José Maria Marin. Se antes, Ricardo Teixeira recebia R$ 98 mil para presidir a CBF, podemos constatar que a renúncia foi mais um ótimo negócio para Teixeira, que agora ganha muito mais "fora" da entidade esportiva do que quando trabalhava por lá. A função de consultor parece ser muito mais valorada em relação a de presidente da entidade. Vá entender.

E para não dizer que não falei das flores, o atual presidente da CBF afirma ter suspendido o pagamento para as "consultorias".

Mas onde tem flor, existe espinho: em julho do ano passado, foi anunciado pela Justiça da Suíça que a ISL, uma agência de marketing, considerada o banco privado da FIFA, repassou para Teixeira o valor de vinte e seis milhões e quinhentos mil reais para que a mesma fosse beneficiada em relação aos contratos que a entidade esportiva fechava.

Apesar destes pesares, até o presente momento, tudo indica que para senhores do tipo "Ricardo Teixeira", o crime compensa e muito. Eles vão bem, obrigado.

Ricardo "feliz" Teixeira

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Romário protocola requerimento para CPI da CBF

Nesta quarta-feira, o deputado federal Romário anunciou que conseguiu as assinaturas necessárias para o requerimento da instalação da CPI da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em pouco mais de 24 horas, o ex-jogador conseguiu 188 assinaturas, 17 a mais do exigido pelo Regimento da Câmara.


De acordo com Romário, a velocidade para a coleta das assinaturas se deu por conta das denúncias contra a entidade apresentadas na Câmara.
“Nós aqui da Câmara não estamos admitindo mais este tipo de sacanagem com o povo”, afirmou.
Romário começou a recolher as assinaturas às 15h de terça-feira. Às 16h desta quarta, 166 já haviam endossado a lista, o que fez o ex-jogador afirmar, por meio de nota oficial, que a coleta aconteceu em “tempo recorde”.
Mas a Câmara afirmou que não é possível confirmar tal informação já que não há registro do início e fim da coleta de assinaturas.
Uma vez confirmadas as assinaturas, o pedido de CPI entra em uma fila. A investigação deve esbarrar no recesso parlamentar, a partir de 22 de dezembro. Os trabalhos só devem ser retomados em fevereiro, já com um novo presidente.
Leia mais no site do UOL, de onde a notícia foi retirada.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Dez anos depois

Dez anos depois, finalmente, teremos os times Bahia e Vitória, que somados ao Náutico, representarão o Nordeste na primeira divisão do brasileirão.

Lamento a queda do Sport. Seria mais um nordestino para brigar pelo equilíbrio no torneio, que sempre tem times do sul e sudeste chegando no topo da tabela, sem falar que seriam mais seis pontos garantidos para o Vitória que, somados aos seis contra o Bahia, já entraria com 12 pontos certos na tabela.

Gozação à parte, o que fica mesmo como ponto de reflexão é a saudável, mas excessiva, na minha visão, comemoração dos torcedores baianos, do Bahia e do Vitória, em relação aos pífios resultados das duas agremiações no decorrer do torneio.

O Vitória, depois de um excelente primeiro turno, caiu vertiginosamente de produção. Ficou mais uma vez sem condições de sustentar a liderança que manteve por mais de onze rodadas e por pouco, não fica em quinto colocado, perdendo o acesso. Subiu, é verdade, mas subiu com as calças na mão.

Já o Bahia, depois de um péssimo primeiro turno, conseguiu importantes vitórias no segundo, alegrando a sua imensa torcida e dando esperanças de, quem sabe, a participação em uma sul-americana. No entanto, após algumas rodadas, começou a cair, se sustentando, inclusive, nos pobres resultados dos times que estavam abaixo dele na tabela. Assim como o Vitória, deu muita sorte em algumas rodadas, se mantendo na elite do futebol brasileiro.

Os torcedores de ambos os times, precisam parar de comemorar a permanência na primeira e o acesso como se título fosse. Comemorar é bom, saudável e pertinente, mas é preciso pensar em formas de comemoração que não perca de vista, a melhoria do clube e a luta pela distribuição equitativa do dinheiro que vem da CBF. Só igualando um pouco mais as verbas, poderemos ter e manter um time competitivo do início ao fim, coisa fundamental para um campeonato tão longo como o nosso brasileirão.

Que em 2013, as direções do Bahia e do Vitória tenham mais respeito com seus torcedores e parem de brincar com coisas tão caras, tal como o amor e as emoções dos seus respectivos torcedores

domingo, 10 de junho de 2012

Par ou ímpar

O Bahia perdeu mais uma. A derrota de hoje, em pleno Pituaçu se deu para o Vasco da Gama, o primeiro na tabela e o vice-campeão brasileiro do ano passado. Disputou a final do carioca. Em síntese, não jogou contra um time qualquer.

A imprensa esportiva baiana, antes mesmo do término do jogo, já plantava a semente da discórdia e distribuía comentários pejorativos sobre o elenco, o técnico e a gerência esportiva. A mesma imprensa que vibrou com a conquista do título baiano pelo mesmo Bahia e que dizia que o mesmo estava pronto para disputar o campeonato brasileiro 2012, agora joga pedra na Geni.



Obviamente que preocupa a situação do Bahia. São quatro rodadas, dois pontos e nenhuma vitória, obviamente. Mas é necessário pontuar a desigualdade econômica dos times do norte/nordeste em relação ao eixo sul/sudeste. Se isso não diminuir com ações efetivas da Confederação Brasileira de Futebol, os times da região norte/nordeste vão ficar sempre disputando quem desce ou na esperança do imponderável.

Concretamente, o Bahia disputa com mais sete times a sua permanência na primeira divisão. Obviamente que o futebol é uma "caixinha de surpresas". Mas se pensarmos que são 4 times de São Paulo, 4 do Rio de Janeiro, 2 do Rio Grande do Sul e 2 de Minas Gerais, onde tradicionalmente ficam os títulos nacionais, restam, fora o Bahia, mais 7 times que disputam o torneio. Será entre esses times que a disputa de quem desce se acirrará.

O campeonato brasileiro se tornou um jogo de par ou ímpar viciado. Se der par, ganha os times do sul e do sudeste. Se, por acaso, der ímpar, perdem os times do norte/nordeste.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Anatomia de uma farsa

O jornalismo esportivo desta província lambuzada de dendê sempre confirma aquele velho axioma do Barão de Itararé de que “de onde menos se espera, daí é que num sai nada mesmo”.

PUTAQUEPARIU A PREVISIBILIDADE!

É fato que, nas Condições Normais de Temperatura, Pressão e Canjebrina, raramente costumo gastar meu ocioso tempo com as reportagens de tais periódicos. Porém, de quando em vez, um amigo, esta raça de gente ruim, me manda uma notícia para ratificar o que já sei: A imprensa baiana só trabalha com afinco para construir farsas.

Aos fatos. Ou melhor, às distorções.

Na tarde de ontem, as sardinhas confirmaram, uma vez mais, a sina deste ano da graça de 2012: não têm condições de ganhar de time grande, mesmo contra reservas e juvenis.

No entanto, ao invés de relatar a bisonha apresentação diante do time C do Santos, o jornal a tarde (deixa em caixa baixa, maestro) revolveu, com seu tradicional dom de iludir, apelar ao surrado golpe de louvar os torcedores do atual campeão do interior baiano.

Assim, na maior cara lisa, publicou uma chamada na primeira página intitlulada: “Torcida 10. Dilúvio não desanima os tricolores”. E, na matéria, tome-lhe depoimento choroso para ilustrar a alagada tese. “Já vim pra estádio doente. Então, não seria uma chuva que iria me atrapalhar”, disse um. Enquanto isso, outro garantia que saiu de Alagoinhas, terra de jean aerowillys, só para ver a chibança.

Nem graça eu acho, mas asseguro que, com um pouco mais de dedicação, seria possível entrevistar todas as testemunhas que compareceram ao Hospital Robertos Santos (sim, hospital. Todo time que entra lá este ano sai com ponto). Afinal, segundo informações oficiais, menos de 9 mil fizeram o sacrifício de presenciar a horrenda peleja.

Pois muito bem.

Para combater a farsa, nada melhor do que recorrer à história. Por isso, vamos às comparações com medidas que podem ser efetivamente comparadas.

Seguinte foi este.

No dia 15 de maio do ano da graça de 2010, ano da última participação do Vitória na Série A (2012 também será o último das sardinhas), o Leão estreou no Santuário Ecológico praticamente nas mesmas condições que o time de itinga jogou (?) ontem. Empatou com um time do eixo, no caso o Flamengo (completo, ressalte-se) num dia de muita chuva. Ou, para ser mais preciso, debaixo de um verdadeiro temporal.  Neste dia, o Jornal o Globo classificou o aguaceiro como tempestade.

A única diferença é que, ao contrário das 8 mil e poucas testemunhas de ontem, na ocasião estiveram presentes exatos 16.882 guerreiros. Isso mesmo: 16.882. Agora, vocês sabem quantas linhas o mesmo jornal vespertino deu para a brava torcida leonina na ocasião? Extamente isso que vocês estão pensando. Nenhuma. Apenas disseram que o Vitória tinha empatado em casa com o flamengo sob forte chuva.

Imaginem se fosse as sardinhas que, com um time todo desfalcado, tivesse dominado o Flamengo, como o Vitória fez na ocasião? Agora, imagine se, além disso, num dia de temporal, botasse um público pagante de 16.882? Ave dona maria!!! Ia até faltar papel no Estado para tanta louvação, digo, empulhação.

E, por falar em empulhação, nunca é demais apelar a outro dado histórico relativo a este mesmo 2010 para desmacarar fraudes. Seguinte. Neste referido ano da graça, a impoluta CBF concedeu a honraria de torcida de ouro às sardinhas porque elas conseguiram uma média de 18.654 pessoas por jogo. Que beleza, né não? Acontece que, em 2007, ano em que também conquistamos o acesso à primeira divisão, colocamos 18.762 por jogo, exatamente 108 a mais que eles, por partida. E a CBF? Fez o o mesmo que os jornalecos baianos.

Porém, eles podem continuar iludindo, pois aqui, do outro lado da trincheira, prosseguiremos lutando para que a farsa não prospere – até porque a altivez vai vencer a pusilanimidade.

P.S Quem quiser mais informações sobre o tema recomendo este texto aqui, ó


TEXTO RETIRADO DO SITE Victoria Quae sera Tamen

sexta-feira, 9 de março de 2012

"O pior cego é o que só vê a bola"

Quem acompanha o noticiário esportivo deve ter ficado surpreso em relação ao pedido de licença médica solicitado pelo Sr. Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 (COL).

Isso porque, há poucos dias, o mesmo Sr. Teixeira trabalhou diuturnamente, junto às federações esportivas do país, para permanecer nos respectivos cargos, ameaçados que estavam pelas inúmeras denúncias de corrupção, entre outras, que recaíam sobre ele.

Uma pergunta, portanto, se impôs no despertar da minha consciência, antes mesmo do primeiro gole da quente e necessária cafeína matinal: Por que, depois de um esforço tremendo para se manter na direção da CBF e do COL, e dos presidentes das federações terem, mais uma vez, aclamados o seu nome para continuar nos cargos, o Sr. Teixeira solicita licença médica?

Sem condições de responder a uma questão de tamanha envergadura, recorri ao jornalista José Cruz que me deu a seguinte resposta. É tudo um jogo, Welington. O q o pessoal não se apercebe é que há milhões de dólares em jogo. Deixar a CBF por 60 dias é possível. Ele fez isso quando a CPI da Nike o apertou. Agora, ele sai por dois meses mas não larga o comando da Copa, continua lá, presidente. Com sua filha de secretária. É preciso ficar atento que os que o querem derrubar, presidentes de federações, são os mesmos que o mantêm lá por tantos anos. E se querem fazer isso é porque quem entrar vai recompensar. É um jogo de interesses antes de tudo. O mal não está centrado em Ricardo Teixeira, mas no sistema nacional de esportes.

Pois é. Faz todo o sentido esta resposta. A mesma nos permite reafirmar o título desta postagem: "o pior cego é o que só vê a bola". E acrescento que é necessário intervir, tanto no sistema esportivo nacional, quanto na base material que o torna possível, tal como é. 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Síndrome de Estocolmo

Tudo indica que não será dessa vez que o Sr. Ricardo Teixeira deixará o cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador da Copa de 2014 (COL).

O eterno cartola contou com a anuência, para dizer o mínimo, de outros 27 dirigentes de federações estaduais para não só se manter no cargo como, também, demonstrar força. O mesmo foi simplesmente ovacionado no último dia 29 de março por seus pares, os mesmos que até poucas semanas atrás já começavam a falar em seu destronamento.

Tudo isso entre denúncias e mais denúncias contra ele. Mas o que importa? No país do "ficha-limpa", ficha-suja também tem vez. E olha que desde 1989, a começar pela eleição que o elevou a presidente da CBF, que este homem apronta, apronta e apronta. E tá tudo documentado em vários livros. Os dois últimos, A Privataria Tucana e Jogo Sujo, dos jornalistas Amaury Ribeiro Júnior e Andrew Jennings, respectivamente, é mais do que emblemático e exige uma explicação pública do Sr. Teixeira.

Mas o mesmo não está nem um pouco preocupado. Lembram-se da CPI da Nike? Acabou em pizza também e o seu algoz, à época, o senhor Aldo Rebelo, atual Ministro dos Esportes, se encontra de mãos dadas com o torturado.

Uma perfeita variante da Síndrome de Estocolmo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Sobre arbitragem

A rodada de ontem do campeonato baiano de futebol demonstrou, mais uma vez, o quanto precisamos melhorar a arbitragem dos jogos, tanto em relação ao árbitro principal da partida quanto dos seus auxiliares.


Em dois dos principais jogos, Vitória x Bahia de Feira, no Barradão e Itabuna x Bahia, no Itabunão, os árbitros interferiram diretamente nos resultados da partida.


Como amante do futebol, diante de algumas opiniões destemperadas e apaixonadas de torcedores do Vitória e do Bahia, que analisam unicamente o resultado final e o ganho de três pontos no campeonato, levando ao cabo a máxima imputado ao Gerson, enfatizando que o importante "é levar vantagem em tudo, certo?" Quero deixar minha contribuição ao debate.


Não se trata de comemorar ou não um resultado roubado. Particularmente eu não gosto de comemorar uma partida em que o time pelo qual torço, ganha de forma fraudulenta, seja contra qual adversário for. O que está em debate, ao menos para mim, é a qualidade da arbitragem, a qualificação do espetáculo.

Um país e um Estado que vai sediar dois dos principais eventos internacionais de futebol, Copa das Confederações (2013) e Copa do Mundo (2014), não pode se dar ao luxo de fechar os olhos para tantas arbitrariedades, dentro e fora do campo. Aliás, é bom que se sublinhe, em muito dos conflitos entre torcidas organizadas existem o elemento do baixo nível da arbitragem a fomentar a ira entre torcedores rivais.


Por fim, pergunto: que tal rebaixar o árbitro também para séries B e C? Se um time não vai bem, ele é rebaixado. Que tal um escalte sobre as ações dos árbitros para que ao final do torneio isso também ocorra com àqueles que fizeram "vistas grossas" para lances variados? Encontrei eco sobre este assunto em uma postagem no blog Ponta Pé FC, que questiona: "o que está faltando para que a FIFA e a CBF implementem acompanhamento técnico? Por que não um placar de juízes? Se o cara vai bem apitando séries B e C, ele é promovido para a série A. Se vai mal é rebaixado. Quem decide? Um sistema de méritos técnicos, como cartões mal aplicados, gol mal marcados e/ou anulados e etc".


Fica a sugestão.