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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Por que não?

Por que, sendo torcedor do Vitória, não posso reconhecer a superioridade do meu maior rival? Por que nós, torcedores, não podemos ter uma compreensão do fenômeno esportivo além das aparências, mesmo quando o fato é determinado pela emoção? Não é esta parte constituinte do ser? Ou uma parte de mim é racional e uma outra parte, emocional? É isso?

Sim. Estaria muito feliz se o Conquista tivesse ganho o campeonato ontem por diversos motivos: é do interior, chegou na última partida invicto, contratou bem diante das condições financeiras do clube entre outros. Mas não posso desconhecer, apenas por ser torcedor do Vitória, que o Esporte Clube Bahia conquistou, com mérito, após 21 anos, o bicampeonato.

domingo, 10 de junho de 2012

Par ou ímpar

O Bahia perdeu mais uma. A derrota de hoje, em pleno Pituaçu se deu para o Vasco da Gama, o primeiro na tabela e o vice-campeão brasileiro do ano passado. Disputou a final do carioca. Em síntese, não jogou contra um time qualquer.

A imprensa esportiva baiana, antes mesmo do término do jogo, já plantava a semente da discórdia e distribuía comentários pejorativos sobre o elenco, o técnico e a gerência esportiva. A mesma imprensa que vibrou com a conquista do título baiano pelo mesmo Bahia e que dizia que o mesmo estava pronto para disputar o campeonato brasileiro 2012, agora joga pedra na Geni.



Obviamente que preocupa a situação do Bahia. São quatro rodadas, dois pontos e nenhuma vitória, obviamente. Mas é necessário pontuar a desigualdade econômica dos times do norte/nordeste em relação ao eixo sul/sudeste. Se isso não diminuir com ações efetivas da Confederação Brasileira de Futebol, os times da região norte/nordeste vão ficar sempre disputando quem desce ou na esperança do imponderável.

Concretamente, o Bahia disputa com mais sete times a sua permanência na primeira divisão. Obviamente que o futebol é uma "caixinha de surpresas". Mas se pensarmos que são 4 times de São Paulo, 4 do Rio de Janeiro, 2 do Rio Grande do Sul e 2 de Minas Gerais, onde tradicionalmente ficam os títulos nacionais, restam, fora o Bahia, mais 7 times que disputam o torneio. Será entre esses times que a disputa de quem desce se acirrará.

O campeonato brasileiro se tornou um jogo de par ou ímpar viciado. Se der par, ganha os times do sul e do sudeste. Se, por acaso, der ímpar, perdem os times do norte/nordeste.

domingo, 20 de maio de 2012

Bora Baêa, minha...!!!

Hoje, em Pituaçu, 18:30, começa para o Esporte Clube Bahia o campeonato brasileiro de 2012. O tricolor enfrentará nos seus domínios o desfalcado Santos, que não terá os seus dois principais jogadores, Neymar e Ganso.

Contra o Santos pesa os seis anos em que não obtém resultados satisfatórios em estréia do brasileirão. A sua última vitória nesta situação foi em 2005, vencendo o Paysandu por 4 gols a 1.

Será que esta recém escrita muda hoje?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Ciumeira ou verdade verdadeira?

Hoje, pela manhã, procurando acompanhar as notícias sobre a greve da Polícia Militar do nosso estado da Bahia, deparei-me com uma ligação, para o Balanço Geral, de uma suposta trabalhadora do Esporte Clube Bahia, denunciando a falta de pagamento do décimo terceiro e dos salários de dezembro (2011) e janeiro (2012).

Será verdade ou é algum indício de ataque de ciúme de torcedor rubro-negro em função da contratação, pelo seu maior rival, do técnico Paulo Roberto Falcão e do mesmo sustentar o patrocínio da NIKE?

Alguém podia explicar? Procede esta denúncia?

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tragédia da Fonte Nova: 4 anos atrás

Hoje completam quatro anos da maior tragédia do futebol baiano e por que não dizer, do futebol nacional: a morte de sete torcedores do Esporte Clube Bahia na partida válida pelo brasileiro da Série C. Na oportunidade o Bahia empatou com o Vila Nova em 0 x 0, resultado que levava o esquadrão para a Série B.

Na época o Esporte em Rede não existia. Eu alimentava um outro blog, o Movimento do Real e lá postei algumas considerações sobre o fato. Seguem abaixo, na sequência, as postagens da época.

POSTAGEM 1 (Tragédia na Fonte Nova)

Infelizmente, o que poderia ter si
do um jogo festivo, já que o Bahia com o empate de 0 a 0 com o Vila Nova de Goiás conseguiu ascender a Série B do campeonato brasileiro, acabou se transformado em uma catástrofe.


7 torcedores morreram e outros 60 se encontram em estado grave no Hospital Geral do Estado por conta do desabamento de parte das arquibancadas do anel superior da Fonte Nova.


O jogo já havia terminado e os torcedores comemoravam a subida do Bahia para a Série B do Brasileirão 2008 quando caíram de uma altura de mais ou menos 20 metros.

POSTAGEM 2 (Tragédia na Fonte Nova - Parte 2)

Quem são os culpados? Quem vai pagar pelos acontecimentos ocorridos no final da partida de ontem no Estádio Octávio Mangabeira, mais conhecido como Fonte Nova, quando no lugar dos gritos de alegria e de festa pela ascensão do Esporte Clube Bahia à Série B do Campeonato Brasileiro, tivemos choros e gritos de angústia e desespero por conta das vítimas do desabamento de uma parte da arquibancada?


Essas perguntas atravessaram toda a programação do “Se liga Bocão”, e do “Balanço Geral”, dois dos principais programas populares aqui de Salvador que vão ao ar todo meio-dia.

Importante salientar que todos os dois programas são ancorados por radialistas. Um, que atualmente trabalha nas transmissões esportivas pela transamérica e o outro, que já trabalhou por muito tempo como comentarista esportivo.

Todos os dois buscaram culpados pela tragédia que acabou sobrando para o Governo do Estado e o Superintendente da SUDESB (Superintendência de Desportos do Estado da Bahia), o ex-jogador do Bahia, Bobô.

Sem querer tirar as responsabilidades dos elementos citados acima, gostaria de pontuar o que considero ser importante. Em nenhum momento a imprensa esportiva baiana, que vive a incentivar os torcedores do Bahia para que encham a Fonte Nova, para que lotem o estádio e prestigiem o seu “esquadrão de aço”, se posicionou de forma crítica sobre os seus próprios atos.

Se a imprensa sabia dos laudos técnicos sobre a Fonte Nova que apontavam para uma reestruturação da mesma, por que incentivava tanto os torcedores a irem ao estádio? Por que ao invés disso, não esclarecia o torcedor sobre os riscos iminentes de uma lotação excessiva da Fonte Nova?

Agora a mesma imprensa que aplaudia os 50, 60 mil torcedores que iam à Fonte Nova torcer pelo seu time do coração, que enaltecia em todas as programações radiofônicas ligadas ao esporte o fato de em plena série C, o time do Bahia colocar uma média de mais de 30 mil torcedores por partida, apedreja o Estado, que diga-se de passagem não pode se responsabilizar em manter e construir uma praça esportiva para uma agremiação de cunho privado, seja ela qual for.

Mas isso é assunto para um outro comentário. Por ora, fica aqui registrado a necessidade da imprensa esportiva baiana fazer o seu dever de casa, registrando também, não a sua culpa, mas ao menos a sua parcela de responsabilidade no episódio.
 
POSTAGEM 3 (Implosão, não!!!)
 
Em minha humilde e em relação às opiniões expressas em um dos maiores jornais do norte e nordeste do Brasil, solitária opinião, sou contra a implosão da Fonte Nova e a favor de uma consulta pública sobre o destino da mesma, com amplo debate envolvendo setores organizados da sociedade civil.

Aos meus ouvidos não soou bem a determinação do governador do estado da Bahia de implodir a Fonte Nova. Caso ele queira implodir a casa dele, tudo bem, não tenho absolutamente nada com isso, mas implodir um patrimônio público sem consulta pública e amplo debate é uma posição, no mínimo, autoritária. Quero crer que a posição do governador se deva às pressões políticas e da opinião pública que ainda assim explica, mas não justifica tal atitude.

Lembro-me perfeitamente bem que em uma enquête levada ao ar pela TV Bahia, no sábado que antecedeu ao trágico jogo, mais de 60% dos telespectadores eram contra a implosão da Fonte Nova.

Precisamos acalmar os nossos ânimos e discuti de forma ampla e democrática, o destino deste estádio que é de todo cidadão baiano (capital e interior) e não do Esporte Clube Bahia. Estou profundamente sensibilizado com o ocorrido, mas não posso concordar, sem discutir com a população de uma forma geral, o destino que devemos dar, antes de tudo, a um patrimônio público. Penso, até, que é um bom momento para discutirmos as políticas de esporte e lazer do estado.

Fica aqui a minha opinião. IMPLOSÃO, NÃO!!! CONSULTA POPULAR E DEBATE AMPLO COM SETORES ORGANIZADOS DA SOCIEDADE CIVIL, SIM!!!

sábado, 26 de março de 2011

Premonição

Torcedor do Esporte Clube Bahia, time de itinga, inaugura, antecipadamente, a camisa que os seus pares irão usar no próximo ano.

Atualmente, a agremiação tricolor vem sendo beneficiada pelas arbitrágens ao longo do campeonato estadual. Nas minhas contas, 12 foram os pontos ganhos pelo "baêa", em função dos erros de arbitragens que, diga-se de passagem, é horrível em todos os jogos, indistintamente.

Porém, de maneira singular, os erros sempre pendem para o lado do time que enfrenta o tricolor que, evidentemente, não precisa desses artifícios.

De mais a mais, pelo que o time vem jogando, o consciente torcedor já coloca a sua veste, mais do que adequada e premonitória.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Publicidade irresponsável

Os donos dos espaços publicitários no interior do estádio não dimencionam nem tampouco pensam sobre o lugar onde fixam suas placas de anúncio.

Na copa São Paulo de futebol júnior, conhecido como copinha, encerrada no último dia 25, um atleta do Esporte Clube Bahia, Rafael, ao comemorar um gol, quase se machuca feio, ao pular uma placa publicitária colocada justamente na frente de uma escadaria que dava acesso a um dos túneis do estádio.

Crítica a atitude do anunciante. Nada. O que li foram frases do tipo "jogador do Bahia caiu direto nos degraus e levou um tombo vexatório"; "Jogador do Bahia leva tombo em comemoração de gol"; "Na comemoração, o jogador quase se machucou ao cair no túnel (...)". Nenhuma crítica aos irresponsáveis que colocaram a placa publicitária em local indevido. Nenhuma reflexão sobre a possibilidade, nesta comemoração, do jogador encerrar a sua carreira de forma prematura.

Além das frases acima transcritas, não faltaram sites a disponibilizar vídeos do tombo para alegrar os adoradores de "vídeo-cassetada". Diriam eles, trágico se não fosse cômico. Digo eu: uma completa falta de respeito com os atletas, uma completa falta de senso profissional de todos os que se calaram diante deste ato irresponsável.

Pimenta nos olhos dos outros é refresco!!!

domingo, 28 de março de 2010

Ser jogador de futebol

Certo dia, estava eu folheando não sei bem se uma revista ou um jornal em uma sala de espera de um consultório médico quando me deparei com uma tira em quadrinhos muito interessante e com um poder de síntese fabuloso sobre a ideia de ser jogador de futebol.

Esta expressava, em poucos quadros, a mudança que havia se processado na relação dos pais com os seus filhos sobre o fato dos mesmos utilizarem o seu tempo não para estudar, mas, sim, para jogar bola.

No primeiro quadro, um garoto aparece jogando com seus coleguinhas em uma rua. A mãe do garoto bota a cara na janela e grita: João acabe com isso logo menino e vem estudar, amanhã tem escola!

Em outro quadro, o mesmo garoto se encontra sentado à mesa, debruçado sobre livros, escrevendo em uma folha, estranhamente compenetrado para uma criança que aparentava poucos anos de idade. A mãe aparece ao lado do filho e diz: filho, por que você não pára de estudar e vai jogar bola?

Lembrei dessa tira ao ler, no jornal A TARDE do último dia 20 de março uma matéria assinada pelo jornalista Diego Adans tratando da situação dos ex-jogadores baianos de futebol.

Um ex-jogador de futebol, dirigente da Associação de Garantia ao Atleta Profissional da Bahia (AGAP), revela na matéria que dos 87 filiados à AGAP, apenas 30% recebem até quatro salários mínimos do INSS por mês, relativo ao tempo de serviço ou invalidez. Os outros 61 filiados sobrevivem com um ou dois salários e existem àqueles que nada ganham, dependendo das ajudas dos amigos para sobreviverem.

Estamos aqui apenas falando sobre aqueles que estão cadastrados na associação. Com certeza, os números são mais assustadores e as histórias de cada um reveladoras da relação desigual que campeia o mundo dos esportes. Histórias como a do ex-jogador do Esporte Clube Bahia, José Augusto, zagueiro, heptacampeão (73 a 79), que sobrevive hoje pouco mais de quinhentos reais por mês proveniente que recebe do INSS por invalidez, já que o mesmo sofre com uma lesão no joelho.

A reportagem também apresenta a situação de um outro jogador com história semelhante ao do José. Trata-se do “(...) Dendê, ex-ídolo do Atlético de Alagoinhas, com passagens por Bahia e Vitória e que atuou ao lado de Zico, no Flamengo, em 1975. “Estou passando necessidade”, admite. Sem conseguir se aposentar, vive de pequenos serviços e conta com a ajuda dos amigos da Agap”.

E continua: “Não ganho nem R$ 500 por mês", relata Dendê, que mora na casa de um dos dois filhos em Alagoinhas. Tem problemas cardíacos, diabetes e está com 70% da visão comprometida. Na última terça-feira veio a Salvador fazer revisão médica. O sonho é a aposentadoria. “Não é muita coisa, mas já ajuda”, diz”.

Essa situação também se reflete na realidade dos jogadores da ativa, apesar da imaginação popular expressa na tirinha citada acima, considerar diferente, muito em função da generalização de casos particulares que a mídia, principalmente a televisiva, dissemina todos os dias nos seus programas esportivos.

A verdade é que das centenas e milhares de jogadores profissionais registrados e espalhados pelo mundo, poucos são aqueles que têm condições de viverem exclusivamente do futebol e que se valerá deste ao final da carreira para a manutenção da sua vida.

“Segundo a FIFA, em 2000 havia mais de sete milhões de praticantes do esporte no Brasil (...). Registrados nas Federações estaduais, há entre profissionais e amadores, 275 mil futebolistas homens. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem informações sobre a faixa salarial de 22. 585 jogadores profissionais: em 2000, pelo menos oito em cada dez deles ganhavam até dois salários mínimos mensais. (...). Apenas 256 atletas profissionais ganhavam mais de 20 salários mínimos mensais”. (Reportagem, revista da oficina de informações, ano III, n. 34, julho de 2002, p.22).

Esta é um pouco da realidade cruel em que vivem os atletas brasileiros de uma maneira geral. Tratamos aqui apenas dos que se envolvem e se envolveram com o futebol. Mas essa particularidade é, também, a expressão mais geral da situação em que vive o conjunto da massa trabalhadora do Brasil e do mundo.