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domingo, 17 de junho de 2018

O futebol ficou na Vuitton

A Seleção Brasileira estreou hoje na Copa do Mundo na Rússia contra a Seleção da Suíça e o resultado de 1 x 1 não foi bem recebido pela mal chamada "pátria de chuteira". O fato foi que o time deixou muito a desejar, principalmente após o gol sofrido logo no início do segundo tempo.

Muitos colegas acreditavam em uma estréia triunfante da seleção canarinho. O otimismo estava presente nos palpites em relação ao placar do jogo que giravam em torno de três gols ou mais. O Brasil estrearia bem e daria uma goleada na seleção dos famosos alpes da região do Tirol.

Não foi assim. A indiscutível capacidade técnica dos comandados do Tite não conseguiu ser traduzida em resultado positivo. Não que um empate contra uma seleção que só perdeu uma das suas 23 últimas partidas tenha sido ruim. Apenas não atendeu às expectativas da massa tupiniquim.

Quem deixou muito a desejar foi o craque Neymar que parece ter deixado o seu futebol na mala de 6 mil reais que ostentou ao desembarcar do ônibus em direção a Arena Rostov ou na bolsa da Louis Vuitton, de 18 mil reais.

Resta o consolo do país que é o décimo quarto em desigualdade social, que só em 2016 matou violentamente mais de 62 mil e 500 potenciais torcedores canarinhos, nos tropeços das também candidatíssimas ao título da Copa do Mundo, as seleções da Alemanha, Argentina e Espanha.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Dunga: aguardemos o milagre

Como todos nós já imaginávamos por tudo o que saia na imprensa esportiva falada e escrita nesses últimos dois dias, Dunga foi oficialmente apresentado pela Confederação Brasileira de Futebol, hoje, dois dias antes de completar oito anos do seu primeiro anúncio para comandar a seleção brasileira pela CBF, em 24 de julho de 2006.

Naquela época, o cotado era o técnico Luis Felipe Scolari. Mas como este tinha renovado seu contrato com a seleção de Portugal, o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, sacou da cartola o Dunga, jogador campeão mundial em 1994 mas que nunca tinha sido técnico de futebol.

No entanto, embora inexperiente, o seu nome caia como uma luva à época, já que os jogadores da seleção brasileira, eliminada na Copa do Mundo na França, pela seleção francesa que sagrou-se campeã, estavam sendo considerados preguiçosos, lenientes, desinteressados, sem paixão pela camisa canarinho, displicentes (quem não se lembra do Roberto Carlos preocupado com o meião em plena cobrança de falta pelo selecionado francês?) todos os aspectos que se situavam no pólo oposto a personalidade construída pelo jogador Dunga: brigador, guerreiro, vigoroso, etc, etc.

Imagem retirada do site da ESPN
Pois é. Não era bem o que todos nós queríamos. Mas é o que é. Como já disse em outras postagens, não podíamos esperar coisa diferente dos dirigentes de uma Confederação Brasileira de Futebol que tem um Marín como presidente.

Se em odre velho não se pode colocar vinho novo, a CBF está certa em chamar o Dunga. Até porque ambos não são nem uma coisa, nem outra. A ação se assemelha mais a multiplicação dos pães: mais do mesmo.

Vamos ter que esperar por um milagre.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

CBF toma uma atitude

Finalmente uma atitude concreta por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ocorreu. Parabéns à entidade. No entanto, embora concreta, a mesma é insuficiente.

A própria entidade precisa ser repensada, debatida e modificada por dentro. Uma revolução precisa acontecer no processo de gestão do futebol brasileiro. Aliás de toda a estrutura esportiva, a começar pelo financiamento. Mas isso fica para outra postagem.

No momento, comemoramos a demissão de Luiz Felipe Scolari e todos da comissão que tinham ligação direta com ele, observando que eles não "deixaram seus cargos" como anunciam alguns sites esportivos, querendo dourar a pílula. Foram demitidos.

Que outras ações também nos surpreendam positivamente. Tenho uma ideia. Que tal todos os membros da CBF entregarem seus respectivos cargos.

Fica a dica!!!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Vai ter Copa mas...quem fica com o lucro?

Estamos assistindo nos últimos meses, o recrudescimento dos movimentos #NãoVaiTerCopa e #DaCopaEuAbroMao, ambos questionando, de maneira distinta, os valores bilionários que foram investidos para a realização da Copa do Mundo de Futebol.

Retirado do site Dom André On Line
Os questionamentos, no nosso entendimento, seguem por duas vias. Uma, pretende impedir a realização do evento no Brasil. A outra, procura problematizar os gastos com o mesmo, observando que setores como saúde, educação, transporte, habitação, segurança entre outros, estão a exigir maiores e melhores investimentos.

Não lembro de movimentos similares em extensão e repercussão quando da candidatura e escolha do país para sediar o evento. Ao contrário. Houve celebração. Lembro-me dos meios de comunicação transmitindo a festa do povo brasileiro nos diferentes cantos do país.

Atenção. Existiram críticas. Muitas fundamentadas em solo fértil, com exemplos abundantes do que significava sediar um evento de tamanha magnitude. Serviam - e ainda servem - de fundamentos os próprios preparativos da Copa do Mundo que se realizaria na África do Sul e o Pan-Americano realizado no Rio de Janeiro em 2007.

Mas, sublinho, não tiveram eco. As caixas de ressonâncias globais tal como estamos observando desde junho do ano passado, estavam silenciadas. O que nos faz pensar sobre a natureza e a intencionalidade destes movimentos.

Retirado do Instituto Humanista Unisinos (IHU)
Um, necessário, levanta bandeiras fundamentais para a existência humana. Coloca no centro a contradição do sistema capital, interessado na sua produção e reprodução e colocado em movimento, é importante frisar, desde quando o Brasil pleiteou sediar a Copa.

O outro, que não porta nenhuma bandeira, apenas spray de pimenta, coquetel molotovdifundindo a necessidade "pura" e "simples", sem mediações, de que não vai ter Copa, que impedem até setores organizados de levantarem suas bandeiras específicas, apresenta-se para confundir, desviar, obscurecer e esvaziar a luta.

No meu entendimento, vai ter Copa. E podemos ter mais do que isso e não me refiro ao Hexa. Podemos aproveitar o momento histórico para ampliar a consciência de classe. Nesse sentido, os gritos de #NaoVaiTerCopa e/ou DaCopaEuAbroMao, somados aos #VaiTerCopa e #CopaDasCopas, esses dois últimos oriundos dos simpatizantes do governo federal, não ajudam muito.

Estudos da Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, demonstram que a Copa do Mundo trará lucros e divisas importantes para o país. Nesse sentido, interessa saber é #QuemFicaComOlucro.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Esporte como indústria

Há muito tempo que o esporte deixou de ser praticado apenas como uma atividade de ocupação do tempo disponível sem nenhum caráter mercadológico.

Para todos que se preocupam e se ocupam com este fenômeno mundial que é o esporte, setor que vem crescendo economicamente "à taxa de 7,4% ao ano" ,sugiro a leitura do livro da m.Books do Brasil Editora, intitulado A Indústria do Esporte no Brasil: Economia, PIB, Empregos e Evolução Dinâmica.

Os autores, Istvan Kasznar e Ary S. Graça Filho, economista e advogado respectivamente, são conhecedores profundos do mercado financeiro e de capitais. O último, inclusive, é presidente da Confederação Brasileira de Voleibol, vice-presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e presidente da Confederação Sul Americana de de Voleibol.

Já Istvan Kasznar é funcionário da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, entre outras atividade no ramo do ensino e de consultorias é pioneiro do país no tratamento do tema Economia do Esporte, uma área bastante desenvolvida na França e que no Brasil ainda engatinha.

Apesar do livro está na sua quarta edição, ele é muito pouco conhecido no Brasil e o tema proposto está dividido em seis capítulos e contém quadros, gráficos e equações.

Cito aqui apenas os títulos dos capítulos sem as suas respectivas subdivisões: 1) Atual Quadro do Esporte Brasileiro: Geral e Voleibol; 2) O Voleibol como Indústria Geradora de Renda, Riqueza, Emprego e Impostos; 3) Sensibilidade (Elasticidade) dos Esportes às Políticas Correntes do Governo e seu Peso em face do PIB, através dos Multiplicadores; 4) Uma Visão Atual sobre a Evolução do Esporte em Termos de Produção - PIB, Renda per capita e Impostos; 5) Evoluções dos Esportes no Período de 2003 a 2010 e 6) Conclusões Estratégicas.

Fica aqui, portanto, a dica para mais esta leitura, indispensável para todos os que querem entender o esporte para além dos seus aspectos técnicos e táticos.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Arena: era uma vez um patrimônio histórico

Desde que o termo arena passou a designar os novos estádios construídos ou os reformados, na maioria enormes elefantes brancos, para sediar grandes jogos de futebol e shows de cantores e cantoras famosos e famosas, pois trazem na sua alcunha o sobrenome de multiuso, que não me acostumo com esta palavra.

Sei que a mesma já era utilizada na Europa há tempo. Mas quando começou a ser insistentemente falada em terra brasilis, não agradou aos meus ouvidos. E continua desagradando.

São dois os motivos. O primeiro é semântico. As partidas de futebol jogadas nesses espaços se dão sobre a grama e não sobre a areia, como é comum na praia.

Nos ensina Houaiss (2008) no seu formato mini, revisado e aumentado para a sua terceira edição que o termo ARENA significa: 1) parte central, coberta de areia, dos anfiteatros romanos; 2) anfiteatro; 3) área central do circo; picadeiro; 4) espaço circular para touradas e outros espetáculos; 5) estrado onde lutam os boxeadores 6) local de debate, de desafio.

Logo, nada referente ao futebol. A não ser que forçosamente se queira incluí-lo nos indefinidos termos "outros espetáculos" e "desafio". Mas ainda assim faltariam as areias.
Imagem retirada do site www.gazetamaringa.com.br
Pouco importa, dirão. Podemos tudo. E é verdade. Sobre isso falemos sobre o segundo motivo que torna o termo "arena" estranho aos meus ouvidos.

Lembro-me que quando houve a decisão de demolir o Estádio da Fonte Nova, diversas entidades (ABENC – Associação Brasileira ; ANEAC; IAB/BA; CREA-BA, CEB; Fórum A Cidade Também é Nossa; IBAPE; Movimento Vozes de Salvador, SENGE; SINARQ; GAMBÁ; UMP/BA; FABS -Federação das Associações de Bairros de Salvador; FAMEB – Federação das Associações deMoradores do Estado da Bahia; CONAM – Confederação Nacional das Associações deMoradores. GERMEM – Grupo de Defesa e Promoção Socioambiental; Faculdade de Arquitetura da UFBA; Escola Politécnica da UFBA) se uniram e propuseram, dia 11 de maio de 2010, alternativas à demolição.

Essas entidades defendiam a requalificação do equipamento em função dos aspectos culturais e do valor arquitetônico que o mesmo tinha. O Estádio da Fonte Nova, junto com o ginásio do balbininho, completamente destruído para construção de um estacionamento, conjuntamente com o Dique do Tororó tinha sido, em 1959, tombados pelo IPHAN.

Era Patrimônio Histórico.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Ricardo Teixeira

Será que agora vai?

Ricardo Teixeira está no Brasil. E eu estou aqui na esperança de que a justiça brasileira faça algo com o "amigo".

Meus céticos botões riem da minha cara. Digo aos mesmos que "a esperança é a última que morre"!!!

Eles então, observam: mas, morre!!! E caem na gargalhada.

Eu caio na real e choro!!!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

BRASIL: CRISIS, COMBATES Y PERSPECTIVAS

Por Osvaldo Coggiola
Cuando Brasil venció la Copa de las Confederaciones, en el mismo momento, fuera del Maracaná, una multitud, equivalente a la que se encontraba en el estadio, protagonizaba una batalla campal contra la policía, que usó bombas, gas y balas de caucho. El saldo fue decenas de heridos y detenidos. Que el fútbol, religión nacional, no haya desviado una movilización antigubernamental es un hecho inédito en la historia. Tan insólito como el hecho de que la presidente ni siquiera pisó el estadio, teniendo una silbatina peor que en la inauguración de la Copa. Neymar se pronunció (pese al cerco de seguridad que lo rodea permanentenente) en favor de las manifestaciones. El mismo domingo, la Cámara Municipal de Belo Horizonte fue ocupada por jóvenes que reivindican la apertura de los contratos con las empresas privadas de transporte urbano, para poner en evidencia los superlucros patronales y la corrupción descarada de los “representantes populares”.  Desde la semana pasada, los movimentos de las favelas paulistas (MTST, los “sin techo”, y “Periferia Activa”) organizan manifestaciones y bloqueos de avenidas contra las pésimas condiciones de alojamento, salud y transporte en los barrios pobres.

Al mismo tiempo, se desarrolla una formidable ofensiva represiva no solo en las calles sino en las mismas favelas, un gigantesco operativo de militarización para evitar que los sectores más explotados se incorporen masivamente a la lucha. En la Favela de la Maré la operación dejó media docena de jóvenes muertos, definidos como “ladrones”; enseguida se puso en evidencia que ninguno de ellos había tenido siquiera una acusación formal en su contra en toda su vida. El monstruoso aparato represivo brasileño ha sido incrementado y se ha sofisticado como nunca en función de los “grandes eventos” (campeonatos mundiales de fútbol y Olimpiadas) por el “gobierno de los trabajadores”. Durante las primeras manifestaciones, Dilma Rousseff ofreció pública y explicitamente el apoyo de la “Fuerza Nacional”, un engendro represivo “contrainsurgente” montado por el gobierno del PT, a gobernadores e intendentes ‘en apuros’.

La rebelión popular ha originado una crisis institucional. La PEC (propuesta de enmienda constitucional) nº 37, enviada por el gobierno al Congreso, fue rechazada por... 430 votos contra 9. La PEC proponía transferir las facultades de investigación del Ministerio Público a la Policia Judicial. Es una maniobra para que el Poder Judicial (que se le escapó al PT de las manos) frenase la investigación de los casos de corrupción gubernamental. Los nueve votos a favor fueron de nueve derechistas hipercorruptos, hasta el presente adversarios del gobierno; toda la bancada del PT votó contra el gobierno, que se ha quedado sin “base aliada” parlamentaria. Frente a la catástrofe política, Dilma sacó de la galera una propuesta de constituyente para tratar una reforma política (financiamento público exclusivo de las campañas electorales), a la que el Poder Judicial y la mayoría de los parlamentarios se declararon hostiles. El gobierno reculó y pasó a defender un plebiscito sobre uma propuesta de reforma. En las actuales condiciones, la propuesta puede dar un eje político nacional de repudio a la movilización heterogénea de las calles.

El índice de aprobación de Dilma Rousseff cayó del 70% al 30%. En una reunión de Dilma com las centrales sindicales, el representante de la Conlutas denunció la propuesta de “plebiscito popular” como una maniobra distraccionista desesperada. Los planteos de las centrales sindicales al gobierno fueron simplemente ignorados, y ha sido convocado um paro general para el 11 de julio, esto es, para casi un mes y medio después de las primeras manifestaciones contra el tarifazo de los transportes. Conlutas convocó a algunas movilizaciones parciales (sin éxito) antes de esa fecha.

La tentativa de la izquierda de participar con columnas propias (“rojas”) en la manifestaciones en la Av. Paulista fue literalmente repelida a palos. Los manifestantes no apreciaron el intento de diferenciación de la izquierda y tampoco el propósito de hacer propio al movimento.  La izquierda ha replicado reclamando el derecho a participar con banderas propias en las manifestaciones. Pero todo esto es distraccionismo, porque la izquierda no se hecho conocer a través de un planteo próprio, es decir sin aportar al movimento. No ha dicho ni pío sobre la constituyente, cuando la burguesia la rechaza con el planteo de que las constituyentes se convocan cuando se rompe un régimen político y se plantea la creación de otro. Algunos de la “izquierda progre” (intelectuales sin partido, aliados del PT de todo tipo) han llegado a denunciar todas las manifestaciones como montajes de la CIA contra el gobierno del PT, en un artículo ampliamente traducido y difundido por sitios y redes chavistas y “progres” del continente (“La protesta brasileña de la última semana”, por Tania Jamardo Faillace, Alai-Amlatina). Este fin de semana, Lula salió de su mutismo para decir que hay que estar en la calle para “empujar el gobierno hacia la izquierda”.

La movilización calllejera es cada vez más generalizada; el paro general nacional del 11 de julio, convocado por todas las centrales sindicales es un intento claro de recuperar la calle para las agencias populares del gobierno, que se encargarían luego de desmovilizar la rebelión.  Un boicot al plebiscito podría reencender el movimento y provocar la caída del gobierno y las elecciones antecipadas. Puede darle una plataforma nacional y un nuevo escalón político al movimiento de las calles. Egipto también ayuda.    

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Imprensa esportiva: nem otimismo, nem denuncismo

Tenho observado uma mudança muito importante na abordagem sobre os megaeventos esportivos por parte de alguns jornalistas baianos que, antes, no contexto da campanha para que o Brasil fosse sede destes grandes torneios (Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas), eram os mais entusiastas, otimistas até a medula, só enxergavam pontos positivos na realização dos eventos.

Hoje, comparativamente, podemos dizer que deram uma guinada para o outro extremo. Ainda fazem um discurso altamente integrado, esvaziado de crítica, mas cheio de denuncismo. Este é o tom da virada. De um otimismo ingênuo, transformaram-se em pessimistas contumazes. Vociferam nos microfones, nas páginas dos jornais, em revistas das mais diversas o que há muito tempo, os considerados "problemáticos", "os do contra", "os sempre pessimistas" entre outros adjetivos, anunciavam como certo.

Exceção à regra diz respeito a mídia televisiva que investiu e investi centenas de milhões de reais para brincar com a emoção do telespectador e ganhar outros milhões de dividendos. Para esta, tudo vai bem, e assim deve parecer, para que tudo dê certo, senão no real, no contexto da imaginação dos milhões de alienados tupiniquins. O Rei está nu mas, para estes, veste-se em pomposa roupa.

Quanto a guinada denuncista, seja bem vinda. Esperamos que se qualifiquem para além do denuncismo e politize o debate. Nem otimismo ingênuo, tampouco denuncismo pessimista. Mas uma articulação que permita a crítica com proposições superadoras em relação ao desenvolvimento das políticas esportivas brasileiras.

domingo, 21 de abril de 2013

Brasil olímpico?

Vários são os casos relatados de atletas que obtiveram sucesso em diferentes competições, ganharam visibilidade na mídia mas que, passado um tempo, encontram-se abandonado pelo poder público.

No que pese a defesa deste blog de que devemos lutar pela universalização do esporte, que o mesmo seja um fenômeno para todos e não apenas para poucos, não podemos deixar de considerar muito estranho o fato de um atleta com grande potencial olímpico, justo no contexto em que o governo federal divulga a intenção do Brasil em se tornar uma potência olímpica, está sem apoio algum do estado para desenvolver o seu treinamento.

Arthur Zanetti, medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, conquistando o lugar mais alto do pódium na competição masculina das argolas, pode passar a treinar por outro país, já que o Brasil não oferece estruturas adequadas para que o mesmo desenvolva todo o seu potencial.

O fato demonstra o outro lado da moeda. Se atletas como Zanetti, representante do Esporte de Rendimento, encontra-se nesta situação, imagine como não deve está os chamados esportes de base? Se pensarmos naqueles direcionados para  o tempo livre, aí então, teremos a real dimensão de como o esporte é tratado pelo estado, apesar de todo o discurso sobre lazer, educação, saúde, inclusão, etc, que gira em torno do fenômeno esportivo.

Uma lástima.

domingo, 7 de abril de 2013

Bahia 1 x 5 VITÓRIA


Na inauguração da Arena Fonte Nova, só deu VITÓRIA!!!

Eu sou Leão da Barra , tradição

Eu sou vermelho e preto

Eu sou paixão
Pelos campos do Brasil
Nosso grito já se ouviu ...
Ô ô ô ô ô ô ô ô
Ô ô ô ô ô ô ô ô
Vitória!
Eu sou um nome na história
Eu sou Vitória com emoção
Eu sou um grito de glória

Eu sou Vitória de coração.


FICHA TÉCNICA

BAHIA 1 X 5 VITÓRIA

Data: 7/4/2013
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA/GO)
Auxiliares: Adson Márcio Lopes Leal (BA) e José Raimundo Dias da Hora (BA)
Renda/Público:
Cartões Amarelos:
Cartões Vermelhos: 
Não houve
GOLS: Renato Cajá, aos 41'/1ºT (0-1); Maxi Biancucchi, aos 5'/2ºT (0-2); Michel, aos 12'/2ºT (0-3); Zé Roberto, aos 21'/2ºT (1-3); Vânder 29'/2ºT (1-4) e Escudero, aos 39'/2ºT (1-5)
BAHIA: Marcelo Lomba; Neto, Titi, Danny Morais e Magal; Diones, Fahel (26/1ºT), Hélder e Paulo Rosales; Adriano e Obina - Técnico: Jorginho.
VITÓRIA: Deola; Nino Paraíba, Victor Ramos, Gabriel Paulista e Mansur; Michel, Luís Alberto, Renato Cajá e Escudero; Maxi Biancucchi e Dinei - Técnico: Caio Junior.


Leia reportagem completa no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/minuto/Vitoria-humilha-reaberura-Arena-Fonte_0_896910398.html#ixzz2PobbJ7uh


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domingo, 17 de março de 2013

Fora Marin

Como bem disse o Zuenir Ventura, é ironia pura um admirador do Fleury, torturador mó nos tempos da ditadura militar e civil ocorrida no Brasil, ser admirado pelo dirigente da CBF em um país cuja a presidenta foi torturada.

Em função deste e outros motivos, uma petição intitulada "Fora Marin" corre nas redes sociais na internet e já conta com mais de 40.000 assinaturas. A minha incluída.

sábado, 11 de agosto de 2012

Atletismo

Teve bate-boca na equipe feminina brasileira do revezamento 4x400, depois de não alcançar a esperada medalha.

Por esta declaração feita antes dos jogos, pela atleta mais inconformada da Equipe, Rosângela dos Santos, percebe-se o quanto é difícil compreender a vida dos atletas brasileiros e o quanto a performance depende de outros elementos que estão muito além do rendimento físico.

"“A gente sentou e colocou os pingos nos is, resolvemos os nossos desentendimentos, que muitas vezes eram fofocas. É difícil trabalhar com mulher, por isso que às vezes eu sou meio macho. O que todo mundo quer é dinheiro, ter uma estabilidade financeira, comprar sua casa. E para isso precisa da medalha”.

domingo, 5 de agosto de 2012

A lógica olímpica

O Brasil segue ganhando medalhas nas Olimpíadas de Londres. Obviamente, não como o Comitê Olímpico Brasileiro gostaria para que não tenha que justificar, na volta, tamanho fracasso diante de tantos investimentos públicos. Falaremos sobre isso posteriormente. Para o momento, registro apenas que a previsão orçamentária para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, está na casa dos 24 bilhões de dólares.

Mas o que quero pontuar é outra coisa. O Brasil ganha medalhas e cai na classificação. Com sete medalhas no momento (27º), está atrás da Coréia do Norte (9º) e Cazaquistão (8º) que tem, respectivamente, 5 medalhas, duas a menos que o Brasil.

O que tornam estes países melhores classificados do que o Brasil no quadro de medalhas é o número de medalhas de ouro que eles ganharam. A Coréia tem 4 e o Cazaquistão, 5. A Rússia, que tem 8 vezes mais medalhas do que os coreanos e pouco mais de 6 vezes dos cazaquistaneses, está em 10º simplesmente porque tem uma medalha de ouro a menos do que a Coréia e duas a menos em relação ao Cazaquistão.

A lógica olímpica é esta. Não vale apenas competir. É necessário ser o primeiro nas competições.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Ranking da FIFA e corrupção

Após o término da Eurocopa 2012, a FIFA divulgou o seu ranking mensal. A Espanha (atual campeã do mundo e bicampeã européia), como era de se esperar em função dos seus últimos resultados, continua em primeiríssima posição com 1.691 pontos. Seguida da Alemanha (1.502 pontos), Uruguai (1.297 pontos), Inglaterra (1.294), Portugal (1.213), Itália (1.192), Argentina (1.095), Holanda (1.079), Croácia (1.050) e Dinamarca (1.017).

Sentiram falta de alguma coisa? Pois é. O Brasil se encontra na 11ª posição, com 1.012 pontos. É a pior posição brasileira nos últimos 19 anos.

Mas ainda assim, estamos nos noticiários internacionais. Não pela posição alcançada, mas pela divulgação por promoteres suíços, ontem, detalhando o pagamento de milhões de dólares em subornos relativos à organização de Copas do Mundo aos senhores Ricardo Teixeira e João Havelange.

Segundo a Agência de Notícias Reuters Brasil Havelange, que presidiu a Fifa de 1974 a 1998, teria recebido 1,5 milhão de francos suíços (1,53 milhão de dólares) em março de 1997 da hoje extinta empresa de marketing esportivo ISL e o seu genro Teixeira, que presidiu a CBF entre 1989 e o começo deste ano, teria recebido 12,7 milhões de francos suíços entre 1992 e 1997, segundo os promotores.

Acreditamos que tudo isso é, apenas, a ponta do iceberg. Quem viver, verá!!!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Futebol e Brasil

"O nosso futebol mulato é uma expressão de nossa formação social, democrática como nenhuma e rebelde a excessos de ordenação interna e externa ou a totalitarismo que façam desaparecer a variação individual ou espontaneidade pessoal" (Gilberto Freyre, 1938)

domingo, 20 de novembro de 2011

Palmares Esporte Clube

A data de hoje, 20 de novembro, é alusiva ao Dia da Consciência Negra. É também data da morte de um lutador do povo, Zumbi dos Palmares, morto no ano de 1695 pelas forças reacionárias do Brasil colonial.

Mais do que a luta contra a escravidão, Zumbi dos Palmares representa a luta pela libertação de um povo oprimido pelo julgo português, um povo que se queria livre de todas as formas opressivas, sendo a escravidão apenas uma delas e que ainda continua a imperar no nosso país e no mundo.

Indicadores sociais apontam que de duas milhões de mulheres, em sua maioria imigrantes, trabalham nos Estados Unidos em condições de escravidão, sem nenhum tipo de proteção trabalhista, a mercê dos humores e desejos dos seus patrões.

Na América Latina e Caribe, são 180 milhões de afrodescendentes considerados 'invisíveis'" (A TARDE, Opinião, Caderno A2, 20.11.11). No mesmo texto de onde tirei este dado, do jornalista e pesquisador Nilton Nascimento, é apresentada a impressão da "Condoleezza Rice, primeira mulher afro-americana a se tornar secretária de Estado nos EUA" da visita que a mesma fez na Bahia. Diz ela: "Durante a visita eu me surpreendi como a divisão racial no Brasil. Os brasileiros sempre sustentaram que não têm problema racial. Pareceu-me que nos serviços braçais ficam os africanos (...); nos serviços, os mulatos (...); e os funcionários do governo têm ascendência europeia/portuguesa. O Brasil foi o Páis mais parecido com os Estados Unidos na sua composição étnica, mas parece ter tirado pouco proveito da revolução pelos direitos civis que mudou a face da política e da sociedade americana"

Esses problemas raciais são materializados no âmbito do emprego, da educação, do rendimento e, também, no âmbito esportivo. O caso mais clássico é o da Olimpíada de Berlim, realizada em 1936. Na oportunidade, Adolf Hitler queria demonstrar a superioridade da chamada raça ariana. Mas a estética hitlerista foi ofuscada pelo campeão maior deste evento esportivo, o negro Jesse Owen.

Em 2005, tivemos o episódio que envolveu o atacante Grafite com o zagueiro Desábato, em partida válida pela primeira fase da Copa Libertadores. O jogador do São Paulo acusou o argentino de racismo. Em 2009, um caso parecido ocorreu no clássico entre Grêmio e Cruzeiro, na partida semifinal da Copa Libertadores, desta feita entre o atacante do Grêmio Maxi López e o volante do Cruzeiro Elicarlos. Segundo este, o argentino López o teria chamado de "macaco".

Na última sexta-feira, o presidente da FIFA teve que se retratar e pedir desculpas pela declaração polêmica de que "os incidentes de racismo nos campos de futebol deveriam ser resolvidos com apertos de mão no encerramento das partidas". (Matéria completa aqui) e hoje, saiu a notícia no caderno de esporte A TARDE, que "a UEFA multou a Federação Búlgara em 40 mil euros pelos incidentes de caráter racista ocorridos em 2 de setembro, em Sofia, no jogo contra a Inglaterra pelas eliminatórias para a Euro-2012. A multa teve origem atitudes discriminatórias de torcedores. Parte do público imitou sons de macacos quando os jogadores negros da seleção inglesa tocavam na bola".

Pelo exposto, Zumbi vivo, ainda teria muito o que fazer. Mas sua luta, a de Milton Santos, a de Nilton Nascimento entre muitos lutadores do povo, fica como lição para todos que acreditam que um outro mundo é sim, possível. Esses e outros, com certeza, formariam um exitoso time de futebol, o Palmares Esporte Clube.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mega indústria do futebol

No jornal A Tarde dessa quinta (10/11) foi publicado: "Neymar recebrá 3 milhões por mês". Isso para permanecer no Brasil e não seguir o mesmo caminho dos craques brasileiros que passam os melhores anos de suas carreiras nos clubes europes. Pelo menos até 2014 ele estará no Santos, assim reza o contrato.

Fico imaginando, a partir do sensacionalismo que a mídia faz em torno de uma notícia como essa, o que não passa na cabeça dos milhares de jovens e adolescentes - e de suas famílias também - que estão nas centenas de Escolinhas de Futebol espalhadas pelo país nutrindo o sonho de um dia serem um Neymar. Quando todos sabemos que menos de 1% desses jovens consegue chegar aonde estão Neymar, Robinho e todos os outros milionários da seleção brasileira. A grande maioria permanece em clubes pequenos recebendo até um salário mínimo. No início desse ano assisti a uma matéria em que um determinado time de uma cidade do interior (não lembro o nome do time nem de que estado) se dispôs a permanecer jogando de graça (sem salário) para o clube não fechar.

Essa mega-indústria do futebol brasileiro e esses salários milionários dos jogadores de futebol constituem um verdadeiro acinte à sociedade brasileira.
 
[TEXTO ESCRITO PELO PROFESSOR Otto Vinícius Agra Figueiredo, da Universidade Estadual de Feira de Santana, departamento de educação]

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sobre Brasil e Cuba

Breve reflexão sobre o Pan

por Igor Felippe

O Brasil terminou os Jogos Pan Americanos, em Guadalajara, no México com 48 medalhas de ouro, dentro de 141 no total.

Cuba, uma pequena ilha de 110.861 km2 e 11 milhões de habitantes, fechou os jogos com 58 medalhas de ouro, em segundo lugar, somando 136 medalhas.

Como uma ilha do tamanho do estado de Alagoas e com o número de habitantes do Rio Grande do Sul pode ganhar mais medalhas de ouro que o Brasil e ficar apenas atrás dos Estados Unidos no Pan?

(Retirado do Blog Vi o mundo)