Mostrando postagens com marcador uefa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador uefa. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de janeiro de 2017

Maradona: um sinal de mudança da FIFA?

Foto tirada pelo próprio autor da postagem no momento da premiação
Na última segunda-feira, dia 09 de janeiro, o "planeta" futebol voltou-se para a premiação dos melhores do mundo.

No geral, nenhuma surpresa. Todos os que foram premiados já eram esperados pelos analistas esportivos. Melhor treinador? Claudio Ranieri, do Leicester. Melhor jogador? Cristiano Ronaldo. E por aí foi.

Surpresa mesmo, no meu entendimento, foi a presença do ídolo eterno da Argentina, Diego Armando Maradona. Um ferrenho crítico da entidade mantenedora do evento, a FIFA, pelas recorrentes práticas de corrupção da mesma. 

Quem mudou? A FIFA, que desde fevereiro de 2016 conta com um novo dirigente, o ex-secretário geral da Uefa, o senhor Gianni Infantino? Ou foi o hermano Dieguito, que não nega seu interesse em fazer parte da estrutura atual da entidade?

Não conheço profundamente nenhum dos dois. Mas como a entidade não tem vida própria, sua dinâmica depende, exclusivamente, da conduta dos homens e mulheres que a compõe, espero que a presença do Maradona no evento tenha sido uma forma do Infantino sinalizar, para o mundo, que está muito disposto em tornar a FIFA uma entidade que se preocupa única e exclusivamente com o desenvolvimento do futebol mundial.

Que assim seja.

domingo, 20 de novembro de 2011

Palmares Esporte Clube

A data de hoje, 20 de novembro, é alusiva ao Dia da Consciência Negra. É também data da morte de um lutador do povo, Zumbi dos Palmares, morto no ano de 1695 pelas forças reacionárias do Brasil colonial.

Mais do que a luta contra a escravidão, Zumbi dos Palmares representa a luta pela libertação de um povo oprimido pelo julgo português, um povo que se queria livre de todas as formas opressivas, sendo a escravidão apenas uma delas e que ainda continua a imperar no nosso país e no mundo.

Indicadores sociais apontam que de duas milhões de mulheres, em sua maioria imigrantes, trabalham nos Estados Unidos em condições de escravidão, sem nenhum tipo de proteção trabalhista, a mercê dos humores e desejos dos seus patrões.

Na América Latina e Caribe, são 180 milhões de afrodescendentes considerados 'invisíveis'" (A TARDE, Opinião, Caderno A2, 20.11.11). No mesmo texto de onde tirei este dado, do jornalista e pesquisador Nilton Nascimento, é apresentada a impressão da "Condoleezza Rice, primeira mulher afro-americana a se tornar secretária de Estado nos EUA" da visita que a mesma fez na Bahia. Diz ela: "Durante a visita eu me surpreendi como a divisão racial no Brasil. Os brasileiros sempre sustentaram que não têm problema racial. Pareceu-me que nos serviços braçais ficam os africanos (...); nos serviços, os mulatos (...); e os funcionários do governo têm ascendência europeia/portuguesa. O Brasil foi o Páis mais parecido com os Estados Unidos na sua composição étnica, mas parece ter tirado pouco proveito da revolução pelos direitos civis que mudou a face da política e da sociedade americana"

Esses problemas raciais são materializados no âmbito do emprego, da educação, do rendimento e, também, no âmbito esportivo. O caso mais clássico é o da Olimpíada de Berlim, realizada em 1936. Na oportunidade, Adolf Hitler queria demonstrar a superioridade da chamada raça ariana. Mas a estética hitlerista foi ofuscada pelo campeão maior deste evento esportivo, o negro Jesse Owen.

Em 2005, tivemos o episódio que envolveu o atacante Grafite com o zagueiro Desábato, em partida válida pela primeira fase da Copa Libertadores. O jogador do São Paulo acusou o argentino de racismo. Em 2009, um caso parecido ocorreu no clássico entre Grêmio e Cruzeiro, na partida semifinal da Copa Libertadores, desta feita entre o atacante do Grêmio Maxi López e o volante do Cruzeiro Elicarlos. Segundo este, o argentino López o teria chamado de "macaco".

Na última sexta-feira, o presidente da FIFA teve que se retratar e pedir desculpas pela declaração polêmica de que "os incidentes de racismo nos campos de futebol deveriam ser resolvidos com apertos de mão no encerramento das partidas". (Matéria completa aqui) e hoje, saiu a notícia no caderno de esporte A TARDE, que "a UEFA multou a Federação Búlgara em 40 mil euros pelos incidentes de caráter racista ocorridos em 2 de setembro, em Sofia, no jogo contra a Inglaterra pelas eliminatórias para a Euro-2012. A multa teve origem atitudes discriminatórias de torcedores. Parte do público imitou sons de macacos quando os jogadores negros da seleção inglesa tocavam na bola".

Pelo exposto, Zumbi vivo, ainda teria muito o que fazer. Mas sua luta, a de Milton Santos, a de Nilton Nascimento entre muitos lutadores do povo, fica como lição para todos que acreditam que um outro mundo é sim, possível. Esses e outros, com certeza, formariam um exitoso time de futebol, o Palmares Esporte Clube.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Juventude socialista da Suíça pede fim de privilégios fiscais à Fifa

juventude socialista da Suíça pediu ao governo que coloque fim "aos privilégios fiscais" à Fifa, organismo máximo do futebol com sede em Zurique.


O pedido, embasado em 10,5 mil assinaturas e feito junto com a organização Solidar Suisse, considera injustificado o fato da Fifa ser considerada de utilidade pública, dados seus enormes lucros econômicos e os recentes escândalos de corrupção.

Se o principal órgão executivo do futebol mundial fosse considerado como uma empresa comum, afirmam os autores da iniciativa, de 2007 a 2010 teria pago o equivalente a R$ 366,8 milhões em impostos. No período, entretanto, só pagou R$ 6,8 milhões.

A juventude socialista lembra que ao fim da Copa do Mundo da África do Sul em 2010, a Fifa revelou lucro de R$ 4,7 bilhões, enquanto o país organizador, com altos níveis de pobreza, sobrou uma dívida de R$ 6,1 bilhões.

Conforme a agência local "ATS", o escritório federal do esporte da Suíça deve apresentar até o final do ano um relatório sobre a luta contra a corrupção em instituições esportivas, o que vai apontar quais medidas organismos como Fifa, Uefa e COI devem adotar a respeito.

Na última terça-feira, a ONG Transparência Internacional (TI) propôs que a reforma anunciada pela Fifa para evitar novos casos de corrupção seja supervisionada por uma comissão independente, formada por pessoas que não pertençam à organização.

A Fifa aceitou a proposta e ressaltou que em seu congresso de junho renovou "o compromisso de melhorar sua organização, centrada no aumento da transparência das atividades e não tolerando qualquer forma de corrupção".

Reportagem da ESPN/ESTADÃO.