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domingo, 17 de junho de 2018

O futebol ficou na Vuitton

A Seleção Brasileira estreou hoje na Copa do Mundo na Rússia contra a Seleção da Suíça e o resultado de 1 x 1 não foi bem recebido pela mal chamada "pátria de chuteira". O fato foi que o time deixou muito a desejar, principalmente após o gol sofrido logo no início do segundo tempo.

Muitos colegas acreditavam em uma estréia triunfante da seleção canarinho. O otimismo estava presente nos palpites em relação ao placar do jogo que giravam em torno de três gols ou mais. O Brasil estrearia bem e daria uma goleada na seleção dos famosos alpes da região do Tirol.

Não foi assim. A indiscutível capacidade técnica dos comandados do Tite não conseguiu ser traduzida em resultado positivo. Não que um empate contra uma seleção que só perdeu uma das suas 23 últimas partidas tenha sido ruim. Apenas não atendeu às expectativas da massa tupiniquim.

Quem deixou muito a desejar foi o craque Neymar que parece ter deixado o seu futebol na mala de 6 mil reais que ostentou ao desembarcar do ônibus em direção a Arena Rostov ou na bolsa da Louis Vuitton, de 18 mil reais.

Resta o consolo do país que é o décimo quarto em desigualdade social, que só em 2016 matou violentamente mais de 62 mil e 500 potenciais torcedores canarinhos, nos tropeços das também candidatíssimas ao título da Copa do Mundo, as seleções da Alemanha, Argentina e Espanha.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Pelo direito de assistir ao espetáculo esportivo

Pelo jogo da Copa do Brasil, na última quarta-feira, o Corinthians venceu o Bahia por três tentos a zero, abrindo uma excelente vantagem para o jogo de volta aqui na Arena Fonte Nova.

Mas o que me chamou a atenção não foi o placar. Confesso que não esperava coisa diferente. O inusitado foi a saída de alguns torcedores do estádio lá pelos 35 minutos do segundo tempo.

Não pense você que os torcedores que saiam eram os tricolores mas, sim, os alvinegros. Muitos não viram o terceiro gol de penalti do timão.

Imagem retirada do blog Desacato
Isso porque por imposição da Rede Globo de televisão, o jogo começou às 22 horas, logo após a novela das nove. Como muitos torcedores dependem de metrô e trem para se locomoverem na metrópole paulista, e suas respectivas estações fecham meia noite, eles tinham que sair antes do final do espetáculo. Caso contrário, perderiam seus transportes para casa.

Nos últimos dias, logo após a acachapante derrota para a Alemanha por 7 x 1 do selecionado brasileiro, a imprensa esportiva começou a considerar de maneira mais veemente a necessidade imperativa de mudança estrutural no esporte nacional, notadamente, o futebol.

Estamos percebendo, pelos últimos movimentos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que isso não é necessário. Ao menos para eles. Não concordamos. Pelo contrário. Consideramos que a mudança deve ser estrutural e estruturante e isso passa, também, por dentro da CBF e pelo debate sobre o direito de transmissão dos campeonatos brasileiros.

Um jogo começando às 22 horas, em plena quarta-feira, não é bom para ninguém. Nem para o torcedor que vai para o estádio, nem o que fica em casa para assistir na televisão, nem para os patrocinadores, que perdem pela pouca visibilidade dos seus produtos e anúncios.

Parece que só quem sai ganhando é a Rede Globo. O que não é nenhuma novidade, não é mesmo?

sábado, 11 de janeiro de 2014

Agora vai!!!

Hoje conversei com um colega de "baba" sobre as contratações do Bahia. Aliás quase todo o sábado pela manhã é assim. Um tempo jogando bola para logo depois conversar sobre tudo. Inclusive futebol. Alguns só conseguem conversar sobre isso. Paciência.

Mas como ia dizendo, um colega de "baba" estava todo feliz. Junto com ele alguns amigos, torcedores do Esporte Clube Bahia, contentes com as contratações que o tricolor vem fazendo. A de Max Biancucchi era a mais comemorada. Agora vai!!! Dizia ele.

Eu provocava perguntando "para onde?". Entre outras. Uns falavam de lá, eu provocava de cá e assim ia descendo a cervejinha gelada, até que falei em um tom mais provocador:

- Contratar é bom. Quero ver honrar compromissos, pagando, por exemplo, salário dos jogadores.

Silêncio. Um gritou logo surgiu informando que o Consórcio da Arena Fonte Nova iria pagar o salário. 

- De todos? Perguntei continuando a provocação.

- Claro que não. O de Biancucchi. Informaram sem grito.

Veja você. Em campo jogam 11. Para treinar precisam, no mínimo, de mais 11. E todos devem estar contentes e com salários em dia. Mas os torcedores não conseguem enxergar isso.

Para eles, no caso relatado acima, basta pagar o salário do Biancucchi que... Agora vai!!!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Arena: era uma vez um patrimônio histórico

Desde que o termo arena passou a designar os novos estádios construídos ou os reformados, na maioria enormes elefantes brancos, para sediar grandes jogos de futebol e shows de cantores e cantoras famosos e famosas, pois trazem na sua alcunha o sobrenome de multiuso, que não me acostumo com esta palavra.

Sei que a mesma já era utilizada na Europa há tempo. Mas quando começou a ser insistentemente falada em terra brasilis, não agradou aos meus ouvidos. E continua desagradando.

São dois os motivos. O primeiro é semântico. As partidas de futebol jogadas nesses espaços se dão sobre a grama e não sobre a areia, como é comum na praia.

Nos ensina Houaiss (2008) no seu formato mini, revisado e aumentado para a sua terceira edição que o termo ARENA significa: 1) parte central, coberta de areia, dos anfiteatros romanos; 2) anfiteatro; 3) área central do circo; picadeiro; 4) espaço circular para touradas e outros espetáculos; 5) estrado onde lutam os boxeadores 6) local de debate, de desafio.

Logo, nada referente ao futebol. A não ser que forçosamente se queira incluí-lo nos indefinidos termos "outros espetáculos" e "desafio". Mas ainda assim faltariam as areias.
Imagem retirada do site www.gazetamaringa.com.br
Pouco importa, dirão. Podemos tudo. E é verdade. Sobre isso falemos sobre o segundo motivo que torna o termo "arena" estranho aos meus ouvidos.

Lembro-me que quando houve a decisão de demolir o Estádio da Fonte Nova, diversas entidades (ABENC – Associação Brasileira ; ANEAC; IAB/BA; CREA-BA, CEB; Fórum A Cidade Também é Nossa; IBAPE; Movimento Vozes de Salvador, SENGE; SINARQ; GAMBÁ; UMP/BA; FABS -Federação das Associações de Bairros de Salvador; FAMEB – Federação das Associações deMoradores do Estado da Bahia; CONAM – Confederação Nacional das Associações deMoradores. GERMEM – Grupo de Defesa e Promoção Socioambiental; Faculdade de Arquitetura da UFBA; Escola Politécnica da UFBA) se uniram e propuseram, dia 11 de maio de 2010, alternativas à demolição.

Essas entidades defendiam a requalificação do equipamento em função dos aspectos culturais e do valor arquitetônico que o mesmo tinha. O Estádio da Fonte Nova, junto com o ginásio do balbininho, completamente destruído para construção de um estacionamento, conjuntamente com o Dique do Tororó tinha sido, em 1959, tombados pelo IPHAN.

Era Patrimônio Histórico.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Quem fica com o lucro?


No dia 30 de outubro de 2007 o Brasil e muitos brasileiros de todos os cantos vibraram pela escolha do país como sede da Copa do Mundo de Futebol.


Dali a pouco mais de seis anos e alguns meses, o país seria anfitrião da maior festa do futebol mundial. Um feito pleiteado por diversos países de diferentes cantos do mundo.

Poucos meses nos separam daquele dia para a abertura do evento. 2014 chegou acompanhado dos inexoráveis e amadurecidos dados da realidade. De lá para cá muitas coisas ocorreram. Águas e mais águas passaram por debaixo da ponte e desembocaram em um mar de gente revolta.

Os balões em verde e amarelo, soltos em estádio paulista na comemoração do sorteio, o cristo redentor no Rio de Janeiro, ocupado por bandeiras esvoaçantes e até a estátua de Juscelino, em Brasília, sendo envolvida por camisa comemorativa ao fato contrastam, hodiernamente, com as recentes manifestações de junho do ano passado e outras tantas que pululam em editoriais da mídia nativa.

Há quem afirme, inclusive, que atualmente existe um movimento tentando sabotar a realização da Copa do Mundo no Brasil. Teoria da conspiração? Não sei. Mas a hipótese levantada (que consideramos plausível) é que o objetivo do intento é "melar" a reeleição da presidenta Dilma, incentivando e dando gás para novas manifestações de rua, rebaixando sua popularidade que vem crescendo e, com isso, forçar um segundo turno.

Não se trata aqui da política do quanto pior, melhor, de alguns jornalistas que apregoam a cartilha neoliberal. Nem de inverter a informação, procurando o lado ruim das boas notícias relativas a Copa no Brasil. Não duvidamos que esta será um sucesso e o número de ingressos já vendidos no mundo inteiro para o evento demonstram confiança na realização do mesmo. Não temos, também, a compreensão de que legado é só o que estiver pronto e acabado até a Copa. Muito embora a Matriz de Responsabilidades, apresentada em 2010, pelo próprio governo, assim estabeleça.

A nossa reflexão parte de dados concretos, da dinâmica real e mais visível deste tal "legado da Copa" e que se encontra mais próximo do objeto deste blog: os estádios. Vejamos.

Não exige muito esforço perceber que dos elementos colocados como legados para a Copa, apenas as "arenas" estão prontas. Mesmo assim, nem todas. E algumas, tidas como acabadas ou quase finalizadas, apresentam alguns problemas estruturais.

O próprio valor da construção destas "arenas" é um problema em si. O mesmo ultrapassa em muito todos os outros valores somados, direcionados para segurança, telecomunicações e turismo, por exemplo.

Em relação as áreas da saúde e educação, prioridades nacionais, a diferença em relação a Copa é assustadora. Para Salvador, por exemplo, foram repassados pelo governo federal para as duas áreas entre 2010 e 2013 o montante de R$ 133 milhões, enquanto para a Copa, foram transferidos a título de empréstimo via BNDES R$ 4 bilhões e 600 milhões.

Esses dados são do próprio governo e podem ser constatados por qualquer um no site da CGU/Portal da Transparência. Há quem afirme que, como é empréstimo, esses valores direcionados para a Copa irão voltar com juros. Isso é um dado que deve ser levador em consideração nas nossas reflexões, observando necessariamente a dinâmica da gestão do dinheiro público pelo estado neoliberal.

Essa mesma dinâmica precisa ser considerada quando pensamos no lucro que a Copa do Mundo vai gerar para o país. Sim, pessoal. A Copa do Mundo gera lucros e dividendos para o país sede em pequeno, médio e longo prazo. Só o setor de turismo pode ter um incremento de R$ 22 bilhões de reais em 2014. Parte deste recurso serão gerados pela Copa do Mundo.

No geral, a Fundação Getúlio Vargas tem apresentado estudos que contabilizam, por baixo, um retorno financeiro para o país em função da organização/realização da Copa na ordem de R$ 140 bilhões.

No entanto, reafirmo a observação que precisamos olhar para esses dados tomando como referência a dinâmica do estado neoliberal e agora perguntando: quem se apropria e/ou se apropriará destes bilhões?

Países outros já realizaram e realizam grandes eventos. A maioria se encontra em situação lastimável de crise. Não por que realizaram ou realizam megaeventos. Mas em função da apropriação privada da riqueza produzida por eles e das dinâmicas próprias das opções políticas que fizeram/fazem na condução do estado.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A Bahia orfã

Em dezembro último, um grande portal de notícias veiculou uma matéria que para nós baianos não é nenhuma novidade. Dizia que a cidade de Salvador com a implosão da Fonte Nova ficou órfã de ginásio, piscina e pista de atletismo.

Acrescento que ficou também com menos "educação", já que nas dependências do estádio também funcionava o Colégio Estadual da Fonte Nova.

Acrescento também que a orfandade em relação às diferentes modalidades esportivas não é uma situação específica de Salvador. Todo o estado sofre com este fenômeno.

Nos 460 quilômetros que separam a capital baiana da cidade de Itabuna, por exemplo, constatamos alguns campos de futebol estragados onde crianças, jovens e adultos praticam o seu "babinha" em condições para lá de precárias.

Torneios existem e podem ser observados nos finais de semana, principalmente nos domingos, graças as iniciativas e protagonismos dos seus moradores e da circunvizinhança, já que o poder público passa ao largo quando o assunto é democratização do esporte.

A mesma Bahia que se orgulha de ter entregue a primeira "arena" para a Copa do Mundo de 2014 que se ergueu das cinzas do antigo estádio, totalmente implodido (portanto uma "arena" construída do zero), é aquela que se arrasta desde 2010, para construir espaços públicos que permitam a prática de esportes para a população nas suas mais diferentes faixas etárias.

A Bahia está orfã. Não apenas Salvador. E sua orfandade não se resume às estruturas esportivas, mas a própria política pública de esporte e lazer.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Contingenciamento só para alguns

Em 14 de agosto último, o Governo do Estado da Bahia baixou o Decreto número 14.710 que caiu como uma bomba no colo dos professores e professoras de todos os níveis de ensino, muito embora, no seu Artigo Segundo, ele tenha observado a excepcionalidade, no parágrafo único, da educação, segurança e saúde.

O Decreto tem como objetivo, estabelecer "diretrizes para contenção de despesas de custeio e de pessoal, que deverão ser observadas pelos órgãos e entidades da Administração Pública do Poder Executivo Estadual e efetivado através das fontes próprias do Tesouro Estadual" (Artigo Primeiro).

Até aí, tudo bem. Conter gastos públicos é uma notícia boa. Estamos saturados da malversação de verbas públicas sendo utilizadas para atendimentos de interesses dos setores privados. Mas o decreto não esclarece, por exemplo, o que significa a tal da "excepcionalidade" contida no parágrafo único.

Aliás, é preciso dizer aqui que este contingenciamento já existe, na medida em que o governo executa pouco mais da metade do orçamento previsto para a pasta da educação. No deste ano, até aqui, foi executado 57% do previsto. As universidade baianas vem sofrendo muito com isso.

Uma outra coisa. Se o governo quer realmente conter gastos, precisa explicar o contrato que o mesmo fez com a ARENA FONTE NOVA.

É verdade, governador, que caso a projeção de público, por jogo do Esporte Clube Bahia, não seja atingida, o Estado deve pagar a diferença?

Caso o torcedor não esteja entendendo, ou considere que isso é birra de um blogueiro rubro-negro, observe com atenção. Vamos supor que o valor celebrado no contrato, para a venda de ingressos seja de R$ 10,00 (dez reais). Sabemos que é muito mais. Mas estamos aqui trabalhando com suposição. Sabemos que o valor do ingresso varia entre R$ 30,00 (trinta reais, a inteira) a R$ 165,00 (cento e sessenta e cinco reais).

Pois bem. Nos últimos 20 jogos do Bahia na Arena, vamos dizer que obtivemos uma média de público de 10.000 pagantes. O valor arrecadado na venda de ingresso no total das partidas foi de R$ 2.000.000,00 (dois milhões). Só que no contrato firmado com o Estado, a média projetada junto a Odebrecht e à OAS, foi de 25 mil pagantes por jogo. Quem então vai pagar a diferença entre o que se projetou e o que efetivamente se arrecadou? O Estado, ou seja, eu e você, independente das nossas colorações e paixões futebolísticas.

Na conta da Arena, entraria via Estado, para cumprir o contrato, além do que ela arrecadou, mais R$ 3.000.000 (três milhões). Isso em apenas 20 jogos já realizados e com o valor muito abaixo do que realmente é cobrado nos ingressos em cada partida, já que fizemos aqui, para facilitar a compreensão, uma projeção com números redondos.

Agora, some-se a tudo isso, a quantidade de jogos e o tempo de vigência do contrato (35 anos), mais o valor total do custo inicial da Arena Fonte Nova (R$ 689,4 mi) e toda aquela boa intenção expressa no Decreto 14.710, assinado pelo governador, vai para o ralo.

Pelo exposto, parece-me que essa história de contingenciamento de verba pública cabe apenas para alguns.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Copa dos Barões

Neste final de semana começa a Copa da Confederações. Só vai quem tem negócio. É a Copa dos Barões. Veja você o preço dos produtos, que é padronizado para todas as Arenas que terão jogos do torneio no país.

Água mineral (500 ml)     R$ 6
Refrigerante (600 ml)      R$ 6
Cerveja sem álcool (lata)     R$ 6
Energético (lata)      R$ 6
Chocolate      R$ 7
Pipoca      R$ 7
Batata frita ondulada      R$ 7
Cachorro-quente      R$ 8
Cerveja nacional (latão)      R$ 9
Cerveja importada (latão)      R$ 12

Em relação ao estacionamento, aqui na Arena Fonte Nova, o valor é de R$ 25.
É ou não é a Copa dos Barões?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Arena Fonte Nova

Hoje, por volta de uma e meia da manhã, retornando para casa após participar de um show beneficente, passando pelo Dique do Tororó para pegar a Bonocô em direção à minha residência, notei que a Arena Fonte Nova estava toda iluminada.

Do lado de fora, eu até entendo e considero importante, pois ilumina a via e dá maior segurança para quem passa por ali, seja pedestre ou motorista. Mas do lado de dentro, eu fiquei sem entender e me perguntei o por que dos refletores (todos) estarem acesos àquela hora da madrugada. Estava havendo alguma partida?

Alguém pode me explicar?

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A Fonte Nova é do VITÓRIA!!!

Montagem feita pelo Esporte em Rede



Uma maneira singela que encontrei para comemorar os 144 anos do Esporte Clube Vitória. Para todos os rubro-negros, os Leões da Barra, tradição, os meus parabéns!!!

EU SOU VITÓRIA, COM EMOÇÃO!!!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Grande interrogação

Além da festa, o que a Copa das Confederações, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 deixarão de legado para o País?

Quem trafegava hoje pela manhã nas imediações da Arena Fonte Nova, não compreendia o por que de tanta água.

Tudo bem que choveu bastante na madrugada. Mas para um lugar que comporta uma Arena que custou milhões de reais e que simboliza a modernidade, os novos tempos históricos, entre outras cantilenas, ficar intransitável por falta de escoamento da água, para mim expressa a falácia do tal legado, que inclui, entre outras coisas, a chamada mobilidade urbana. Impossível hoje pela manhã, repito, nas imediações da Arena Fonte Nova.

Fica então, mais uma vez, a grande interrogação: além da festa, o que a Copa das Confederações, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 deixarão de legado para o País?

Quem mente?

“Os salários não estão em dias. Ainda não recebemos do contrato com a Arena Fonte Nova, eles ainda não pagaram janeiro, fevereiro e março. Estamos devendo alguns dias do mês de março, já que venceu dia 05, só que temos recursos a receber, mas eles (Arena Fonte Nova) tem algumas dificuldades e ainda não pagaram, porém tenho confiança que até o BaVi iremos pagar”, declarou o mandatário tricolor à Rádio Excelsior.

“O Esporte Clube Bahia e a Fonte Nova Negócios e Participações S/A (FNP), concessionária responsável pela operação e gestão da Itaipava Arena Fonte Nova, esclarecem que as partes estão cumprindo com todos os compromissos firmados no contrato assinado no dia 4 de abril de 2013 e que mantém uma ótima relação comercial.”

Retirado do site Bocão News

PERGUNTA QUE FAZEMOS EM ALTO E BOM SOM: QUEM ESTÁ MENTINDO???

terça-feira, 16 de abril de 2013

Absurdo

País sem escola, sem saúde, sem transporte, sem casa, sem esgoto vai gastar bilhões em Copa e Olimpíadas. Absurdo!!! (Alberto Murray Neto)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Mixto 2 x 1 Vitória

Depois de realizar um grande jogo contra o seu maior rival no campeonato baiano, aplicando uma goleada história na inauguração da Arena Fonte Nova, o Esporte Clube Vitória, em partida com muitos erros de passe, sofre derrota contra o Mixto de Cuiabá, na casa do adversário.

A favor do rubro-negro baiano o fato de jogar a próxima partida em casa, no barradão e ter marcado um gol na casa do adversário. O que lhe dá vantagem na partida de volta.

Antes da partida, circulou no twitter que o técnico Cláudio Adão, ex-jogador do Bahia, tinha dito que o Vitória sempre foi seu freguês. E continua sendo.

Esperamos que essa escrita seja mudada no próximo jogo, terça-feira, às 19:00 horas.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Educação e Civilidade

É pedir demais aos torcedores do Bahia e do Vitória um pouco de educação e civilidade no momento da festa, ou vamos incluir suas atitudes de vaias generalizadas às cantoras que abrilhantaram a festa de ontem na inauguração da Arena Fonte Nova ao surrado argumento de que "torcedor é assim mesmo?".

As vaias direcionadas para a cantora Cláudia Leite, por ser torcedora do Esporte Clube Bahia e para a cantora Ivete Sangalo por ser do Esporte Clube Vitória pelas torcidas rivais foram, no mínimo, no meu entendimento, uma deselegância absurda.

Pode o torcedor ser elegante, educado, civilizado sendo ele "doente" pelo seu time? Penso que sim. E mais. Da próxima vez, vaiem. Mas direcionem as mesmas para os donos da Arena Fonte Nova, que inauguraram a mesma, cobrando preços absurdos pelo ingresso e, ainda por cima, impedindo mais de 6.000 torcedores, que ocuparam o primeiro anel do estádio de enxergarem, adequadamente, a partida em função do chamado "ponto cego".

Os mesmos querem que cumpramos as regras. E assim deve ser. Mas que eles cumpram às suas, pois é exigência da FIFA que o torcedor veja 100% do campo de jogo.

domingo, 7 de abril de 2013

Arrecadação milionária

O BaVi que inaugurou a ARENA FONTE NOVA teve renda de quase dois milhões, exatos hum milhão, novecentos e cinquenta e quatro mil e novecentos reais.

E nem toda a capacidade do estádio, de 50 mil torcedores, foi utilizada. Os 40 mil ingressos vendidos foram divididos entre 58% para o Bahia e 42% para o Vitória.

sábado, 6 de abril de 2013

E sobre o Balbininho?

O ginásio de esporte Balbininho, situado, antes de ser demolido junto com a Fonte Nova em 2010, na ladeira da Fonte das Pedras, foi simplesmente esquecido até o momento pela crônica esportiva baiana. Muito se lê, se ouve e se fala sobre a Arena Fonte Nova mas, nada, absolutamente nada trata sobre o Ginásio Antônio Balbino Carvalho Filho, vulgo Balbininho.

Em parte, isso expressa a hegemonia do futebol e o tratamento histórico, unilateral que damos às outras modalidades esportivas. Para que falar de um espaço poliesportivo, onde diversos campeonatos de judô, karatê, jiu-jitsu, futsal, basquete, volei entre outros eventos e shows ocorriam se podemos falar do espaço do futebol, esse sim, que mobiliza paixões e emoções diversas e, portanto, trás dividendos importantes para todos?
Parte de dentro do Balbininho

Mas a imprensa esportiva, penso eu, não pode ficar presa a esta lógica produtivista de se falar e de informar somente sobre aquilo que promove dividendos. É propósito do jornalismo, há muito esquecido nas diversas editorias, não se restringindo ao esporte, assumir "o compromisso com a verdade e a informação", atuando "dentro dos princípios universais de justiça e democracia, garantindo principalmente o direito do cidadão à informação".

Mais do que isso, é dever do jornalista, buscar "o aprimoramento das relações humanas e sociais, através da crítica e análise da sociedade, visando um futuro mais digno e mais justo para todos os cidadãos brasileiros".

Esses elementos estão presentes no juramento que todos os estudantes desta área fazem ao se formarem mas, ao que parece, se esquecem quando atuam profissionalmente. Esquecer sobre uma praça esportiva da magnitude do Balbininho e não situá-lo historicamente, fazendo a crítica ao seu pífio destino - foi a baixo para dar lugar ao estacionamento da hoje Arena Fonte Nova - não condiz com a função de aprimorar as relações humanas e sociais.

Balbininho ao lado da velha Fonte Nova
Fazer crítica e analisar a sociedade, visando um futuro digno e justo para todos os cidadãos brasileiros, vai exigir a denúncia sobre o monopólio do futebol, sobre a falta de praças poliesportivas em uma cidade com mais de dois milhões e seiscentos e setenta mil habitantes e, fundamentalmente, sobre a falta de políticas efetivamente públicas de esporte e lazer para todos e não apenas para poucos.

Trazer à tona uma reflexão sobre o Balbininho é falar para além dele e da função que o mesmo cumpria. É lutar pelo direito inalienável à Cultura Corporal historicamente desenvolvida e que não deve ser resumida ao futebol nem traduzida nos seus aspectos táticos, técnicos ou de entretenimento, apenas, mas, sobretudo, nas relações políticas e econômicas que fazem parte e dão dinamismo ao chamado eufemisticamente "mundo dos esportes" que nada mais é, do que este mundo em que vivemos.

Trazer à lúmen o Balbininho é fazer a crítica contundente à lógica imperativa do metabolismo do capital, para o qual tudo o que é sólido se desmancha no ar ou é implodido pela sanha das empreiteiras sobre a anuência do Estado. Talvez por isso e só por isso, a imprensa esportiva faça um silêncio ensurdecedor sobre a outrora belíssima praça poliesportiva, carinhosamente apelidada de Balbininho.
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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Itaipava pode. Já o tal do mané...

A FIFA vetou o nome do bi-campeão pela seleção brasileira de 1958 e 1962, Mané Garrincha, de compor o nome da Arena de Brasília, no Distrito Federal, em competições organizadas por ela. Portanto, para a Copa do Mundo de 2014 o estádio não deve ser chamado de Mané Garrincha, coisa que ocorre desde a década de 80 do século passado.

Então é isso. Itaipava pode. Já o tal do Mané...somos todos nós!!!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Os senhores dos anéis







Momento em que o Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, concede entrevista quando da sua visita a Arena Fonte Nova, em 15 de maio do ano passado.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Arena Fonte Nova

A chamada Arena Fonte Nova tem sua inauguração marcada para o dia 07 de abril, com o clássico estadual , Bahia X Vitória.

Os ingressos custarão R$ 45,00 (quarenta e cinco reais) até R$ 90,00 (noventa reais), dependendo do setor "escolhido" pelo torcedor. Atenção: esses valores não dizem respeito aos camarotes.

A Arena tem capacidade para 50 mil torcedores. No entanto, para este jogo, apenas 40 mil ingressos serão vendidos. Já que o Esporte Clube Bahia tem o mando do campo, ele terá direito a 58% da carga total dos ingressos, correspondendo a 23.200 lugares. Já os torcedores do Leão da Barra, terão direito a 42% restantes, total de 16.800 lugares.

Os bilhetes para a partida podem ser adquiridos tanto nas bilheterias da Fonte como, também, pela internet, no site www.arenafontenova.com.br.