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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Salários milionários

Segue abaixo a lista dos dez jogadores que ganham salários milionários. Os valores então em milhões de reais por ano.

Lionel Messi (Barcelona)
194,8

Neymar (PSG)
152,4

Alexis Sánchez (Manchester United)
112,5

Oscar (Shangai SIPG)
101,5

Ezequiel Lavezzi (Hebei Fortune)
97,6

Cristiano Ronaldo (Real Madrid)
88,5

Hulk (Shangai SIPG)
84,6

Kylian Mbappé (PSG)
76,5

Paul Pogba (Manchester United)
74

Graziano Pellé (Shandong Luneng)
72,1

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Capital, corrupção e futebol

A entrada e ampliação do capital financeiro no futebol é diretamente proporcional ao fenômeno da corrupção que há muito vem sendo denunciada por diversos profissionais do ramo.

sábado, 6 de setembro de 2014

Futebol e vitamina

Mais afeito ao copo do que à Copa do Mundo, tal como afirma no início do seu texto sobre “Futebol, a vitamina capitalista do povo”, publicado na revista Caros Amigos do mês passado, na página 08, Gilberto Felisberto Vasconcellos comenta sobre o esporte bretão afirmando que o “domínio do esporte da bola é internacional, assim como o do capital”.

Tese interessante e que tenho acordo. A partir dela, o jornalista, escritor e sociólogo de formação, se debruça sobre o tema, entendendo que o mesmo por ser “interclassista” e, além disso, tocar “o sentimento coletivo da Nação, unindo histericamente todas as classes sociais”, deve ser analisado seriamente. Gostar ou não gostar da Copa ou do futebol torna-se irrelevante diante dessa constatação, acrescida da “magnitude que o futebol assumiu nas sociedades contemporâneas, sejam as ricas avançadas, sejam as pobres periféricas”.

Imagem retirada da Revista Exame
Ele então parte para a análise, procurando dá a sua contribuição a este dispositivo que além de mercantil, também é bélico e geopolítico. O esporte então, no seu fenômeno mais geral e, como é o caso, específico, na sua forma futebolística, não pode ser exclusivo dos “fãs, devotos e beatos do esporte”.

Para ele, “O jogador de futebol com sua camisa descartável personifica a mercadoria, assim como esta coisifica o corpo do atleta”. Lembrando Hegel, nos informa que “na Grécia Antiga o atleta era mudo, quem falava eram os poetas e filósofos”. No entanto, destaca que “hoje, na polis do futebol, Ronaldo declara seu voto no Aécio”. Onde a ágora televisa, acrescento, responsabiliza-se em reverberar o dito.

A televisão também faz parte da sua reflexão nesse texto, onde o autor se valendo de Oswald de Andrade, nos lembra sobre o processo de videofinanceirização do capital, e anota que “A acumulação capitalista não se faz sem publicidade” nem tampouco o esporte moderno, sublinho junto com o professor Mauro Betti em seu livro “A janela de Vidro: esporte, televisão e educação física (Papirus editora)”, que nos alerta para a relação simbiôntica entre a mídia televisiva e o esporte.

Cita que “A vitamina capitalista do futebol sintoniza-se com a telenovela, a cocaína dos pobres (...)”, acrescentando que tanto a vitamina futebolística, quanto a cocaína midiática da telenovela “(...) reforçam a parada de sucesso da música popular com o medo coletivo do silêncio. Medo e horror do silêncio”. Algo que o meu cérebro rejeita, por não compreender nem o medo, tampouco o silêncio.


É a indústria cultural em ação, diria Adorno, alienando e desviando o foco da massa popular sobre a centralidade da sua luta. Essa massa, segundo Vasconcellos, deveria “(...) estudar o Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels, ao invés de cair na porrada lá na arquibancada do Itaquerão”.

Ele não termina o texto assim, mas bem que poderia gritar do alto da geral hoje inexistente nas ditas arenas: torcedores de todo o mundo, uni-vos!!!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sobre o lazer


"O problema não é deixar um tempo livre - que correria o risco de ser um tempo vazio - aos indivíduos para que eles possam preenchê-lo a seu bel prazer, ou com 'poesia', ou com escultura em madeira. O problema é fazer de todo o tempo, um tempo de liberdade e permitir que a liberdade concreta se encarne na atividade criadora". (Castoriadis)

E complemento: O problema é reduzir o debate sobre lazer há uma das suas possíveis, mais não únicas, dimensões ora do tempo, ora da atitude e considerar ambas fora do contexto da sociedade do trabalho.

Já passou do momento de colocar no debate a dimensão da liberdade e sua problematização necessária no contexto da sociedade do capital. Fora disso, toda e qualquer discussão sobre lazer desemboca ou na perspectiva idealista de base materialista ou na perspectiva materialista de base idealista.

Tanto uma, quanto a outra não nos ajuda a pensar as relações humanas "para além do capital".

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Megaeventos esportivo

Muito rica a mesa de reflexão e debate sobre MEGAEVENTOS X VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS: LEGADO SOCIAL PARA QUEM? realizada hoje, na Uefs Feira de Santana, como parte da programação do XXXIII Encontro Nacional dos Estudantes de Educação Física. Subsídios teóricos e experiências práticas foram evidenciados no limite que suporta uma mesa de de 2 horas e meia para servir de ponto de apoio para o enfrentamento do capital sobre, entre outras coisas, a cultura corporal, em especial, o esporte. Parabéns ao Movimento Estudantil da Educação Física e a Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física pela politização do debate em torno do tema. Como vocês dizem: "se o presente é de luta, o futuro nos pertence!!!".

sexta-feira, 15 de junho de 2012

22,22% JÁ!!!

Olá, pessoal. Sexta-feira, 15 de junho. Para uns poucos, dia de farra! Para outros tantos, mais um dia de luta!!! Meus sinceros abraços e força aos verdadeiros guerreiros deste país e, principalmente, deste estado, que são os professores em luta por melhores condições de trabalho há mais de 60 dias.

Muitos dizem que a greve prejudica os estudantes. Eu digo que o que prejudica os estudantes é uma educação do faz de conta, do "finge que ensina que fingimos que aprendemos". O que prejudica os estudantes são escolas mal aparelhadas, professores despreparados e desatualizados por não terem condições de fazer, sequer,uma assinatura de um jornal diário e de uma revista de sua área de atuação específica. O que prejudica os estudantes são as didáticas que visam a formação exclusiva para um mercado de trabalho incerto e aviltante. O que prejudica os estudantes é um governo egoísta, que se utiliza do poder do Estado para governar para poucos e contrário aos interesses da classe trabalhadora.

Educação não é negócio, governador. A Lei de Responsabilidade Fiscal é fruto de um Estado neoliberal. Estado não é empresa, não tem que se pautar na aferição de lucros mas, sim, na execução plena de atividades que ofertem os bens materiais necessários à vida. Se isso tiver que ser às custas dos cofres do Estado, que assim seja, pois mais vale a vida vivida de forma digna, em busca da plenitude da vida humana. E nem quero entrar na questão de que o dinheiro do estado é fruto do suor do trabalho humano.





Se as exigências que agora fazem os guerreiros, professores e professoras deste país e deste estado, fossem oriundas do Capital, esse seria prontamente atendido, como vem demonstrando a crise que hoje passa o mundo globalizado. Países inteiros indo à falência em função desta mesma cantilena do "estado mínimo". Só se for mínimo para a classe trabalhadora de uma maneira geral e para os trabalhadores da educação especificamente. Trilhões e trilhões de dólares estão sendo retirados dos cofres dos Estados, bancos e mais bancos sendo estatizados para que o Estado (entenda-se o mesmo dialeticamente, produto e processo da Sociedade Civil) possa pagar os prejuízos oriundos da sanha dos especuladores de primeira e última hora que continuam, pasmem, mamando nas tetas dos governos neoliberais cujo governo Jaques Wagner é uma das suas expressões.

Os mesmos "mamíferos de luxo" que criaram a crise, postos que estão incrustados no metabolismo do capital, se beneficiam dela para continuarem aferindo seus lucros privados às custas do erário público.

Jaques Wagner. Se a Bahia é de todos nós, desate o nó da intolerância, da intransigência e da vaidade. Negocie com os lutadores/trabalhadores da educação. A reivindicação é mais do que justa e legal. 22,22% JÁ!!!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sobre pão e circo - a educação supérflua?!

No contexto e emergência de finalização do movimento grevista por parte dos professores e professoras das Universidades Estaduais da Bahia, reproduzo um texto publicado no Blog Greve UESB, de autoria do Wagnervalter Dutra Júnior, doutorando em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe,professor do curso de Geografia da UNEB VI – Caetité-BA,pesquisador do GPECT: Grupo de Pesquisa Estado, Capital, Trabalho e as políticas de reordenamento territorial – CNPQ. Membro do Grupo Crise – UNEB Campus VI.

********************SEGUE ABAIXO O TEXTO

É interessante observar o custo da política de pão e circo. Tanto no primeiro caso, como no segundo, quem paga a conta? De quem é extraído a ‘mais-valia social’ para re-alimentar um sistema tão contraproducente regido pelo capital? Os custos do espetáculo servem para bancar campanhas eleitorais a despeito dos mais pobres, para em seguida permitir o ciclo do capital. Basta tomar, por exemplo, os sucessivos cortes orçamentários realizados pelo governador do Estado da Bahia no ano de 2009 e 2011. E por que não em 2010? Ano de comprar uma reeleição, e viabilizar algo que se situa bem além do Bolsa Família: o Bolsa Empreiteiro - para montar grandes circos, da Copa à Olimpíada.
Karl Marx no 18 de Brumário assevera: “Hegel observa algures que todos os grandes fatos e personagens da história [...] aparecem, por assim dizer, duas vezes. Mas esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia e a outra como farsa [...] É precisamente nessas épocas de crise revolucionária que esconjuram temerosamente em seu auxílio os espíritos do passado, tomam emprestados os seus nomes, as suas palavras de ordem de combate, a sua roupagem, para, com esse disfarce de velhice venerável e essa linguagem emprestada, representar a nova cena da história universal” (MARX, 2008, 207 – 208). Não poderia haver melhor representação do que se transformou o Partido dos Trabalhadores – ou melhor, Partido do Trabalho Abstrato. Na Bahia o carlismo foi reconvertido numa espécie de neocarlismo, com grande eficácia para construir e operar jogos políticos visando à hegemonia – tal habilidade surpreenderia até mesmo o ‘primeiro cacique’, se estivesse vivo.
Na esteira do discurso do corte de gastos públicos, para estancar a crise, que segundo o próprio Lula da Silva era apenas uma marola, o novo cacique cabeça branca da Bahia atinge em cheio a educação. O decreto n° 12.583/2011, publicado em fevereiro, desfere um duro golpe sobre toda a educação no Estado da Bahia, e demonstra a forma como esse governo trata a educação: para ele o que importa é a educação-empreendedorista-mercadoria-fetiche (de natureza técnico-profissionalizante), expressa pelos programas enquadrados nos ditames do Banco Mundial, a exemplo do PROJOVEM. Uma espécie de adestramento pós-moderno, que transforma/transfere a formação e leitura de mundo para o caminho de volta ao parafuso dos tempos modernos de Charles Chaplin. Querem tornar real o que apontava George Orwell no livro 1984? Produzir uma espécie de novilíngua em que não caibam mais as palavras Utopia? Revolução? Socialismo? Anarquismo? Comunismo?
O caminho é a resistência: as Universidades Estaduais da Bahia deflagraram greve no mês de abril; estudantes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia paralisaram e protestaram contra o ato fascista do governo, antes mesmo que os docentes – negando-se a serem meros apertadores de parafusos!
Há mais surpresas nesse caminho: muitos dos que hoje estão ‘perseguindo’ o movimento docente grevista, tentando criminalizar, marginalizar, eliminar o direito à mobilização e à greve, desrespeitando direitos adquiridos e assegurados por lei, foram os professores que um dia nos ensinaram a importância da crítica à sociedade burguesa: acho que o abismo não apenas olhou para eles – foi mais além do que dissera Nietzsche, o abismo os devorou.
Esses professores optaram pela ‘tirania’, todavia convém recordar Étienne de La Boétie em seu alerta muito útil aos ex-professores, agora aprendizes de operadores de fundos de pensão: “Isso sempre aconteceu porque cinco ou seis obtiveram confiança do tirano e se aproximaram dele por conta própria, ou foram chamados por ele para serem cúmplices de suas crueldades, companheiros de seus prazeres, favorecedores de suas libidinagens e beneficiários de suas rapinas. Esses seis dominam tão bem seu chefe que ele se torna mau para a sociedade, não só com suas próprias maldades, mas também com a deles. Esses seis têm seiscentos à sua disposição, e fazem com esses seiscentos o que os seis fizeram com o tirano. Esses seiscentos têm sob suas ordens seis mil, que elevaram em dignidade. Fazem dar a eles o governo das províncias ou a administração do dinheiro público a fim de tê-los na mão por sua avidez ou crueldade, para que as exerçam oportunamente e façam tanto mal que não possam manter-se senão sob sua sombra nem se isentar das leis e das punições senão graças à sua proteção [...] Do mesmo modo, assim que um rei se declarou tirano, tudo o que é ruim, toda a escória do reino – [...] dos que são possuídos por uma ambição intensa e uma avidez notável – reúne-se ao redor dele e o apóia para participar do butim e se tornar pequenos tiranos sob o grande tirano. [...] É assim que o tirano subjuga os súditos – uns por meios dos outros – e se faz guardar por aqueles contra os quais deveria se precaver, se valessem alguma coisa. [...] Quando penso nas pessoas que bajulam o tirano para explorar sua tirania e a servidão do povo, muitas vezes fico admirado com sua maldade e sinto piedade de sua tolice. Pois, na verdade, o que é aproximar-se do tirano senão afastar-se cada vez mais da liberdade e, por assim dizer, abraçar e apertar com as duas mãos a servidão?” (Discurso da Servidão Voluntária, 2010, p. 62 – 64).
A educação, mesmo tão precarizada pelo governo do PT, é uma das possibilidades na construção da práxis revolucionária que descortina os ‘tiranos’ e as ‘tiranias’, nos colocando além da servidão voluntária; mas, a opção pelo circo, pela sociedade do espetáculo, é o que prevalece.
E o que restará para os baianos e brasileiros depois do “grande espetáculo de 2014” – a Copa do Mundo de Futebol? Até lá um rastro de especulação, produção de monopólios e rendas diversas, e um caminho amplo para a corrupção e desvio do dinheiro público, conforme reportagem da Revista Caros Amigos (edição n° 166/2011 – Copa e Olimpíadas - o que realmente está em jogo?). Segundo o professor Carlos Vainer, as cidades brasileiras se transformarão num grande negócio, um negócio corrupto e com o aval da presidência da república, financiamento do BNDES, e, como as informações não são transferidas para a população, também com o apoio do povo. Espaços completamente privatizados pelas grandes corporações, tendo em vista que ao redor das áreas dos jogos o consumo em geral só é permitido para os que tem contrato com a FIFA.
E o que fica depois da saída dos megaeventos, como as Copas e Olimpíadas? Ainda segunda matéria publicada na Caros Amigos: na Grécia depois da Olimpíada de 2004, o recurso destinado para construção da Vila Olímpica, com 2292 unidades, foi desperdiçado, pois o lugar hoje é deserto, não foi destinado para habitação social, entretanto é um prato cheio para especulações futuras. O mundial de futebol do ano passado na África do Sul deixou suas marcas, além do estado de exceção que vigora por exigência da FIFA nos locais dos jogos (que precisam ser ‘étnica e socialmente faxinados’), manifestações foram proibidas no mês da Copa; e trabalhadores que migraram para trabalhar nas obras centrais, hoje sofrem xenofobia.
Optamos pela educação que transcenda a auto-alienação do trabalho. Para poder ficar com a greve, a liberdade, a libertação, a revolução, o socialismo, o comunismo, e nunca abrir mão da Utopia.

domingo, 9 de janeiro de 2011

A novela Ronaldinho Gaúcho

A novela intitulada Ronaldinho Gaúcho me lembrou duas postagens que socializei nesse espaço. Uma, a de abertura deste blog, intitulada Esporte: mero detalhe de business, postada no dia 19 de abril de 2009 e que mencionava a força do nome de Ronaldinho Gaúcho que centralizava em torno de si, pela capacidade de agregar valor a diferentes mercadorias, várias marcas de produtos comercializáveis, "de picolé a agência bancária, passando por cerveja, guaraná, desodorante, entre outros".

Foi uma postagem que retomava um texto publicado no sítio do Observatório da Imprensa nas vésperas da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Àquela época, Ronaldinho era o grande nome do futebol nacional e mundial, estava no topo da pirâmide futebolística e vivia o verdadeiro auge da carreira como jogador de bola.

A outra postagem é mais recente. Intitulada A volta dos que foram, foi publicada em 07 de fevereiro do ano passado e abordava justamente a volta de jogadores brasileiros que em baixa no futebol europeu, tornam-se  um ótimo negócio para o futebol tupiniquim. Ou melho, para usar uma linguagem mais correta, para o mercado da bola que se torna mais intenso nas proximidades do início de temporada do futebol brasileiro.

Dizia na postagem supra citada o seguinte: "Eis que agora o mercado da bola apresenta um movimento bastante interessante: a volta dos que foram. Refiro-me ao retorno de jogadores brasileiros de futebol que foram vendidos para times europeus e que agora retornam. Ronaldo, Robinho, Fred, Adriano, Wagner Love, Roberto Carlos..."

Se quiséssemos atualizar o texto, podíamos falar da revalorização do valor de alguns, que tendo retornado para o Brasil, se credenciaram a retornarem para os gramados da Europa. Foi o caso de Adriano, Robinho, Wagner, entre outros. Não se espantem, se amanhã, estiverem por aqui mais uma vez, desfilando em gramados e beijando o brasão do time (já quase invisível) ou a marca da empresa "x", "y" ou "z". Estas visíveis, com toda a certeza.

E o que tem tudo isso de mais? Nada! Absolutamente, nada!!! Na minha compreensão, tudo perfeitamente coerente com o movimento do capital mundializado. Tudo altamente dentro da ordem mundial ditada pelo capital financeiro.

O que me deixa estupefato é ainda encontrar manifestações de torcedores indignados pela atitude de Ronaldinho Gaúcho de não aceitar jogar no Grêmio em função da oferta que lhe foi dirigida. Não consegui acreditar na cena que assiti de gremistas abanando suas cédulas de dez, cinquenta reais, enquanto xingavam o jogador de mercenário. Até entendo a reação, pois foi lá dentro que o mesmo foi formado, lapidado e...transformado em mercadoria.

É isso que o torcedor apaixonado do Grêmio não consegue entender. Não se trata mais de Ronaldinho, mas de uma pessoa que teve a sua força de trabalho metamorfoseada em mercadoria. Futebol é negócio. Ronaldinho é uma mercadoria. Ponto final. Quem pagar mais, leva.

O que dá para problematizar, e nisso a imprensa silencia, mesmo reconhecendo que os patrocinadores entrarão com o montante maior de dinheiro, é saber como o flamengo e o próprio grêmio, extremamentes endividados, com um passivo altíssimo, dívidas no fisco entre outros, tem a permissão de entrar neste tipo de jogada.