Esse blog já fez reflexões sobre a questão do racismo pelo menos umas três vezes, nesses cinco anos de existência. Gostaríamos de não ter feito nenhuma.
Infelizmente, o assunto poderia ter sido muito mais tematizado, se levarmos em consideração as ocorrências quase diárias de fenômenos racistas que se apresentam no cotidiano, e que tomamos conhecimento, seja no âmbito geral, seja no espaço específico do "mundo do esporte".
Na semana passada, a torcida gremista, pela Copa do Brasil, protagonizou mais um episódio dessa "novela" que parece não ter fim, apesar de termos mais de cem anos da abolição da escravatura.
Lembro-me agora, de memória, uma frase do Einstein: é mais fácil quebrar um átomo do que o preconceito. Parece fazer muito sentido nesse momento.
Os insultos racistas foram dirigidos ao goleiro Aranha, atleta do Santos Futebol Clube. Junto aos palavrões, gestos protagonizados por um grupo de torcedores, imitando o que seria um macaco, também fizeram parte da cena.
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| Imagem retirada do Observatório Feminino |
Ficamos sabendo agora que o Grêmio foi punido. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva, excluiu a agremiação da Copa do Brasil, além de obrigá-la a pagar uma multa de R$ 50 mil reais. O clube ainda pode recorrer, já que a decisão é em primeira instância.
O árbitro e os torcedores também foram punidos. O primeiro por não ter escrito nada na primeira versão da súmula ao final da partida, tendo ele ciência do fato que foi relatado pelo próprio Aranha. Ele terá que pagar uma multa de R$ 800,00 (oitocentos reais) e ficará suspenso por 45 dias.
Já os torcedores que protagonizaram as atitudes racistas e que foram identificados, serão afastados de qualquer espaço esportivo por 720 dias.
Importante pontuar que essas punições são inéditas nos anais da história do futebol no mundo

