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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Finalmente o gigante acordou e... espera...ops...são os torcedores do Flamengo


Já não era sem tempo. Finalmente o brasileiro acordou e foi às ruas deste país em protesto contra a retirada dos seus direitos trabalhista, da sua aposentadoria, do investimento em saúde, educação, ciência e tecnologia.

Espera um pouco...ops... É a torcida do Flamengo comemorando o título da libertadores e o campeonato brasileiro!!!


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Patrocínio desigual

A Caixa Econômica Federal vem colocando a sua marca em diferentes times no atual campeonato brasileiro.

Diferente também é o valor que o banco estatal paga às agremiações. O Esporte Clube Vitória, por exemplo, que não deve nada a ninguém, estando, enquanto empresa, isento de obrigações trabalhistas entre outras, recebeu 6 milhões. Um milhão a mais do que gasta por mês para manter o clube.

Já o Flamengo, time do Rio de Janeiro que deve apenas à duas pessoas, deus e o mundo, e que tem uma dívida que alcança a cifra dos 300 milhões, foi agraciado pela Caixa com 30 milhões de reais.

E assim caminha o futebol, expressando as desigualdades regionais no contexto dos patrocínios igualmente desiguais.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Peixe na rede

O ex-craque do Flamengo, Vasco da Gama, da Seleção Brasileira (que saudades...) e atual Deputado Federal, Romário, vem surpreendendo e marcando "golaços" na sua vida política. Um dos seus e talvez principal papel tem sido o de enfrentar o todo poderoso Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol(CBF).

Hoje ele publicou, no seu site, uma entrevista com o jornalista Andrew Jennings, escocês que resolveu enfrentar a Federação Internacional de Associações de Futebol (FIFA), há 15 anos.

Interessado em ler a entrevista? Clique AQUI.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O inusitado e o nem tanto

O futebol mundial e brasileiro nos brindaram esta semana, cada um a seu modo, com uma coisa inusitada e outra nem tanto. O inusitado vem lá da Argentina onde se realiza a Copa América. A seleção paraguaia conseguiu, mesmo sem ter feito nenhum gol no tempo normal dos seus jogos (nem tomar, é bom frisar), chegar à final do torneio contra a seleção do Uruguai.

O outro fato, este nada inusitado, mas perfeitamente normal dada a lógica cada vez mais comercial dos jogos de futebol, veio daqui mesmo do Brasil. Os jogadores do flamengo, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho forçaram, contra o Palmeiras, o cartão amarelo. Os dois avaliaram, junto com o técnico, evidentemente, que seria melhor ficar fora contra o Ceará do que contra os times do Santos, Grêmio e o Cruzeiro.

Consideram o Vovô de Fortaleza fácil de ser vencido. Uma atitude para lá de anti-esportiva. Ou não?

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Burrice ou cinismo?

Em entrevista coletiva, o ex-goleiro Gilmar Rinaldi, até então agente do atacante Adriano, novo reforço do Corinthians, anunciou que não representa mais o atleta.

Gestor da carreira do "Imperador" nos últimos 10 anos, Gilmar aproveitou para disparar contra Ronaldo, principal responsável pela manobra que levou Adriano para o Corinthians: ‘Se ele pensasse no bem do Adriano, eu seria a primeira pessoa a conversar. Eu acho que, de forma irresponsável, ele vem e convence o Adriano de que, talvez, não seja melhor fazer contrato via Gilmar. O Ronaldo não falou comigo, não perguntou como estava o Adriano. Ele sabe que sou o agente. Eu apresentei os dois’, disse o empresário.

Segundo o portal do Yahoo, O atacante, que deixou recentemente a Roma-ITA, formalizou compromisso com o Coringão até junho de 2012.

Mais uma vez, assim como foi com Ronaldinho Gaúcho, os cartolas, empresários, a torcida, a imprensa etc. assumem uma postura, no mínimo, ingênua.. Só falta o Gilmar evocar a ética, os princípios, os valores, a idéia que ele ajudou Adriano na sua carreira de atleta e se apresentar como um injustiçado.

Quando esta posição vem da torcida, até entendemos. Esta é, por sua "natureza", mais sentimento que razão (pedindo licença para uma dicotomizada). Agora, quando ela vem do cartola, imprensa ou empresários, no mínimo, devemos entender isso como burrice ou cinismo. Por que?

Burrice por estes não entenderem que a sociedade da mercadoria tem leis objetivas bem colocadas. Ou seja, toda mercadoria é vendida por um preço. No caso da força de trabalho do jogador, não é diferente. O jogador livre e proprietário (da sua força de trabalho) se encontra no mercado com outro "ser" livre (clube ou empresário) e, também, proprietário. Se este tiver uma maior quantidade da mercadoria especial, o equivalente universal ou geral correspondente (dinheiro), leva! Não tem espaço para valores morais, princípios éticos, entre outros. Até por que, em última instância, as relações que ditam o modo de produção em que vivemos se baseiam na compra e venda de mercadorias, "a relação mais simples, corriqueira, fundamental, maciça e comum, com que nos deparamos mil e uma vezes" (Lenin, apud Netto, p. 78).

Cinismo, caso saibam do que acima foi exposto e fazem esta ceninha para sensibilizar as pessoas e/ou ganhar a mídia, aproveitando a situação para se autopromover. O que é uma cartada com dois prováveis lances que só o tempo dirá. Se Adriano fracassa, o Gilmar Rinaldi sai por cima. Se "brocar", bem, aí nesse caso, quem era mesmo um tal de Gilmar Rinaldi?

Qualquer semelhança com os investimentos na bolsa de valores, não é mera coincidência.

De uma forma ou de outra, seja bem vindo ao mundo, Rinaldi, nele vive 1 bilhão de seres humanos que não tendo o equivalente universal, ficam sem comer. Neste mundo o que determina não são as necessidades humanas, mas, sim, as necessidades do lucro.

Se você pensava que no "mundo do futebol" ia ser diferente, das duas, uma: ou você é burro ou é cínico.

[O PRESENTE TEXTO FOI ESCRITO E ENVIADO POR EMAIL, PELO PROFESSOR ELSON MOURA DIAS JÚNIOR]

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O imbróglio do direito de transmissão do brasileirão

Esta semana que passou foi pródiga em demonstrar o quanto o futebol está imerso em jogos de interesses diversos. Assuntos não faltaram. O cardápio esportivo pode ser aberto e o pedido feito ao gosto do freguês.

O São Paulo Esporte Clube, teima em ficar com a taça da bolinha. Sport e Flamengo são declarados, pasmen, campeões de um mesmo torneio. Os clubes e a televisão promovem um "campeonato" a parte, a disputa é acirrada, e o que menos se discute são os interesses dos torcedores e torcedoras deste imenso país.

Entre os componentes citados, a situação que mais expressa o que significa o fenômeno esportivo nos dias de hoje, indubitavelmente, é a relação entre televisão e esporte, especificamente o futebol, e embora o fato tenha eclodido esta semana, o seu germem vem do ano passado e começa com o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e, por que não dizer, quando da eleição do senhor Fábio Koff, presidente do Clube dos 13 (C13), desafeto da figura por demais carimbada, o senhor Ricardo Teixeira. Este, mais a rede globo de televisão (leia-se Marcelo Campos Pinto, da Globo Esporte), protagonizaram um rico capítulo sobre política, economia e esporte.

No ano passado, o CADE (Conselhor Administrativo de Defesa Econômica), vetou o monopólio de transmissão do campeonato brasileiro pela Rede Globo, permitindo que todas as tvs nacionais entrassem na luta pelo direito de transmitir o torneio dos anos de 2012, 2013 e 2014, já que o de 2011 ainda pertence a Globo.

Entraram na briga, para peitar a Globo, a Rede Record e a Rede TV!. Junto com a Globo, está o senhor Ricardo Teixeira que, tendo o seu candidato, Kleber Leite, que também era o candidato da Globo, sido derrotado nas últimas eleições para presidir o C13, fez duas jogadas de mestre: 1) anunciou logo após o resultado da eleição que o Morumbi estava fora da abertura da Copa 2014 e b) entregou a Taça das bolinhas ao São Paulo Esporte Clube. A primeira atitude puni o São Paulo de Juvenal Juvêncio, principal articulador da eleição do Fábio Koff e a segunda joga o São Paulo contra o Flamengo, com a nítida intensão de rachar o C13 que, historicamente, é quem negocia os direitos de imagem dos clubes que fazem parte do seu plantel.

Dos times que compõem o C13, dois são fundamentais nesta celeuma capitaneada pelo senhor Ricardo Teixeria e Rede Globo, trata-se de Corinthians e Flamengo. Ambos nunca se contentaram com a fórmula utilizada pelo C13 na partilha dos direitos de imagem, alegando que tem maior audiência que todos os outros clubes da lista e que, portanto, teriam que ser tratados diferencialmente.

Quarta-feira, 23, o Flamengo deu um passo à frente para conquistar o que sempre sonhou: tratamento diferenciado. Junto com o Botafogo, Fluminense e Vasco, anunciou que negociará diretamente com as redes de televisão que tiverem interesses na venda dos direitos de transmissão do brasileirão do triênio 2012, 2013 e 2014, deixando de lado, portanto, o C13. O presidente da entidade disse não ser possível esse tratamento diferenciado, pois um jogo do campeonato envolve dois times (em parte, pois estamos observando que envolve muito mais do que dois times), lembrando também que pelo estatuto do clube não existe previsão de negociação em separado.

O fato é que a celeuma tá posta e somente os interesses dos clubes e das redes de televisão estão em discussão. Até parece que estas não são concessões públicas. O que cabe para o torcedor? Qual a dimensão da sua participação nesta decisão? Como podemos opinar? De que maneira podemos particpar deste debate? Os canais de televisão podem passar os jogos que querem e bem entendem?

Outras perguntas surgem: qual o real interesse da CBF pela Rede Globo de televisão? Por que esta tem um ágio de 10% em relação às outras redes de tv? Por que somente agora, depois de anos de "sofrimento" o Flamengo e o Corinthians, entre outros, resolveram peitar o C13? Como fica a dívida desses clubes com a entidade?

Acompanhemos o desenrolar dos acontecimentos, pois este jogo não tem somente 90 minutos. Teremos prorrogações e disputas de penaltis e, quem sabe, para felicidade de poucos que comandam o destino do futebol, que para muitos é apenas paixão, emoção e rede balançando, se o resultado ao final não atender os seus interesses, ainda resta o tapetão.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Informação para ampliação da vida

Nunca estivemos tão perto e tão distante uns dos outros. Já li e ouvir isso em algum lugar. Assim como também já li e ouvir sobre a existência de uma nova sociedade, interligada ou ligada em rede. Nos dizem e explicam que estamos vivendo um revolução comunicacional e que, portanto, está emergindo uma sociedade da comunicação, da informação. O planeta terra, repaginado, se transformou em um "planeta mídia".

Embora discorde dos fundamentos teóricos explicativos desta tal sociedade da comunicação, informação e outros adjetivos que explicam pouco sobre a base estrutural da qual se produz e reproduz as formas sóciometabólicas das relações sociais contemporâneas, sempre e cada vez mais complexas e contraditórias, não posso deixar de considerar a existência de novos meios, artefatos, tecnologias entre outras denominações, que  nos permitem um alcance quase ilimitado entre as pessoas, fazendo com que a informação percorra em átimo de segundos, diferentes partes do globo terrestre.

Foi dessa forma que várias pessoas no mundo ficaram sabendo quase ao mesmo tempo, da contratação milionária em uma semana do Kaká e, na outra, do Cristiano Ronaldo pelo Real Madri, no ano de 2009. Tudo foi tão rápido e homogêneo, como deve ser para impactar o produto a ser vendido, que quase se confunde uma com a outra.

Aqui nos trópicos, recentemente, tivemos também uma experiência muito parecida em relação ao impacto informacional da contratação de um craque do Mila. Ou ex-craque. Logo saberemos. Seu nome? Ronaldinho Gaúcho. Foi posto à leilão. Quem dava mais? Palmeiras? Corinthians? Grêmio? Flamengo? Todos os torcedores ficavam sendo informados pelos novos mecanismos de comunicação a cada passo dado pelos dirigentes das diferentes agremiações. Não faltaram coletivas à imprensa. O Palmeiras não tem mais interesse? Explicações eram dadas. O Grêmio desistiu? Mais coletiva com toda a imprensa em cadeia nacional de rádio e tv. Não faltaram as "twitadas", os orkuts, o facebook entre outros. Todos queriam ser informados e ser informantes. Democracia total no processo comunicacional.

Infelizmente, o mesmo processo informacional que semanas antes da tragédia ocorrida no mesmo estado do Rio de Janeiro, que saudou o craque Ronaldinho Gaúcho - pois o Flamengo se saiu bem no leilão - não foi acionado para salvar as vítimas da hecatombe na região serrana do Rio. Estamos a contar os mortos que podem chegar a 1.000.

O sociólogo e jornalista Laurindo Lalo Leal Filho(LF), publicou no site Carta Maior no dia 13 do corrente mês um artigo intitulado "Tempo como serviço, não como espetáculo", onde questiona o papel das redes de televisão que não tiveram a sensatez de comunicar ao povo das cidades serranas e outras, afetadas pela chuva, como em Minas Gerais, por exemplo, a ocorrência de grande quantidade de chuva. Diz ele em um trecho do artigo:  "Quantas vidas não poderiam ter sido salvas se, em vez colocar no ar o Ratinho ou o Big Brother, as emissoras tivessem avisado à população de que fortes chuvas estavam previstas para a serra fluminense na noite anterior à tragédia, com instruções dos poderes públicos sobre como agir". (LF)

Essas redes de televisão, afeitas ao espetáculo para alavancar audiência, poderiam fazer com um alcance gigantesco, o que foi feito em uma cidade, que não me recordo do nome agora, onde soubemos que foi afetada pela chuva mas sem vítimas, simplesmente por ter se utilizado de um serviço de alto falante acoplado em um carro.

Mais de vinte mil pessoas foram à sede do Flamengo, na Gávea, recepcionar Ronaldinho Gaúcho. Um número equivalente aos processos informacionais que mobilizaram as emoções dos torcedores de diferentes classes sociais. Uma ação de mídia, que não precisaria ser tão equivalente assim, poderia não salvar todos, mas com certeza a tragédia ocorrida na região serrana seria muito menor.

"Furacões violentos que varrem o Caribe todos os anos causam grandes estragos materiais em Cuba, mas pouquíssimas vítimas. Simplesmente porque as autoridades estabelecem planos precisos para a retirada da população das áreas criticas e a orientam através do rádio e da TV, com razoável antecedência, sobre as medidas que devem ser tomadas." (LF)

A ocorrência de chuvas, enchentes no sudeste, no centro-oeste é problema datado, assim como secas e estiagens no nordeste do país. É de conhecimento notório do poder público que deve se organizar para estabelecer um planejamento que evite essas catástrofes que vitimam centenas de milhares de pessoas todos os anos.

Quem sabe o poder público não aprenda com os marketeiros esportivos que sabem muito bem impactar, mobilizar as emoções do povo para os seus objetivos comerciais e consiga fazer que as informações não sirvam única e exclusivamente para a espetacularização da vida, mas, em respeito a ela, sirvam, sobretudo, para a sua manutenção e ampliação.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Imagem e conteúdo

A expressão indignada, misturada com uma certa pureza ingênua dos torcedores apaixonados do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense ao chamar Ronaldinho Gaúcho, ex-craque do Milan e agora jogador principal do Clube de Regatas do Flamengo, de mercenário só não foi maior do que a assertiva do Rei Pelé, que do alto dos seus 70 anos completados em outubro e prestígio nacional e internacional, declarou em alto e bom som que se o jogador, se referindo ao Ronaldinho Gaúcho, “(...) ama o Grêmio, pode jogar de graça lá. Está com a vida feita, né?”.

Uma pergunta que me fiz é se o Rei assim faria pelo Santos nos seus áureos tempo de jogador de futebol se estivesse na mesma situação do craque gaúcho. Jamais saberei. O que efetivamente sei é que os tempos são outros e o futebol também. O verde do gramado onde rola a "jabulani" e correm homens e mulheres em busca do gol se mistura ao verde do dólar, das cifras milionárias. A paixão que mobiliza milhões de brasileiros e brasileiras também desperta a cobiça de grandes conglomerados, empresas transnacionais de todo tipo e empresários das mais variadas agremiações. Aqui não existe problema algum em "virar a folha" ou "a casaca" nem tampouco constragimentos se a camisa do time de futebol "a", "b" ou "c" se transforma em um perfeito macacão de piloto da fórmula 1.

O que importa, efetivamente, é a capacidade de retorno financeiro para o jogador (pouquíssimos com a sorte de um Ronaldinho), para as empresas e empresários que viabilizaram o negócio e, por último, e só por último, para o time de futebol e seus apaixonados torcedores que são, na verdade, àqueles que, mesmo sem saber ou querer, viabilizam o negócio, pois a marca flamengo, por exemplo, nada seria sem os seus apaixonados Camisa 12.

Estes estão divididos. Uns acharam sensacional ter o craque de volta ao Brasil e no seu time do coração. Outros associam o evento ao jogador Adriano, de rápida e infrutífera passagem e temem pelo futuro do jogador e do time. Entre uma posição ou outra, uma coisa é certa. Quando se trata de marketing esportivo, vale infinitamente mais a imagem espetacularizada, seja em forma de leilão ou não, do que, propriamente, o conteúdo. É a máxima do Guy Debord encarnada. O espetáculo é o capital a um tal grau de acumulação que se torna imagem.

domingo, 9 de janeiro de 2011

A novela Ronaldinho Gaúcho

A novela intitulada Ronaldinho Gaúcho me lembrou duas postagens que socializei nesse espaço. Uma, a de abertura deste blog, intitulada Esporte: mero detalhe de business, postada no dia 19 de abril de 2009 e que mencionava a força do nome de Ronaldinho Gaúcho que centralizava em torno de si, pela capacidade de agregar valor a diferentes mercadorias, várias marcas de produtos comercializáveis, "de picolé a agência bancária, passando por cerveja, guaraná, desodorante, entre outros".

Foi uma postagem que retomava um texto publicado no sítio do Observatório da Imprensa nas vésperas da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Àquela época, Ronaldinho era o grande nome do futebol nacional e mundial, estava no topo da pirâmide futebolística e vivia o verdadeiro auge da carreira como jogador de bola.

A outra postagem é mais recente. Intitulada A volta dos que foram, foi publicada em 07 de fevereiro do ano passado e abordava justamente a volta de jogadores brasileiros que em baixa no futebol europeu, tornam-se  um ótimo negócio para o futebol tupiniquim. Ou melho, para usar uma linguagem mais correta, para o mercado da bola que se torna mais intenso nas proximidades do início de temporada do futebol brasileiro.

Dizia na postagem supra citada o seguinte: "Eis que agora o mercado da bola apresenta um movimento bastante interessante: a volta dos que foram. Refiro-me ao retorno de jogadores brasileiros de futebol que foram vendidos para times europeus e que agora retornam. Ronaldo, Robinho, Fred, Adriano, Wagner Love, Roberto Carlos..."

Se quiséssemos atualizar o texto, podíamos falar da revalorização do valor de alguns, que tendo retornado para o Brasil, se credenciaram a retornarem para os gramados da Europa. Foi o caso de Adriano, Robinho, Wagner, entre outros. Não se espantem, se amanhã, estiverem por aqui mais uma vez, desfilando em gramados e beijando o brasão do time (já quase invisível) ou a marca da empresa "x", "y" ou "z". Estas visíveis, com toda a certeza.

E o que tem tudo isso de mais? Nada! Absolutamente, nada!!! Na minha compreensão, tudo perfeitamente coerente com o movimento do capital mundializado. Tudo altamente dentro da ordem mundial ditada pelo capital financeiro.

O que me deixa estupefato é ainda encontrar manifestações de torcedores indignados pela atitude de Ronaldinho Gaúcho de não aceitar jogar no Grêmio em função da oferta que lhe foi dirigida. Não consegui acreditar na cena que assiti de gremistas abanando suas cédulas de dez, cinquenta reais, enquanto xingavam o jogador de mercenário. Até entendo a reação, pois foi lá dentro que o mesmo foi formado, lapidado e...transformado em mercadoria.

É isso que o torcedor apaixonado do Grêmio não consegue entender. Não se trata mais de Ronaldinho, mas de uma pessoa que teve a sua força de trabalho metamorfoseada em mercadoria. Futebol é negócio. Ronaldinho é uma mercadoria. Ponto final. Quem pagar mais, leva.

O que dá para problematizar, e nisso a imprensa silencia, mesmo reconhecendo que os patrocinadores entrarão com o montante maior de dinheiro, é saber como o flamengo e o próprio grêmio, extremamentes endividados, com um passivo altíssimo, dívidas no fisco entre outros, tem a permissão de entrar neste tipo de jogada.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Alien: o retorno


- E aí, quais foram os resulados dos jogos do campeonato baiano desta primeira rodada?

- O Bahia jogou cinco no colo do colo-colo, o Vitória, um magro dois a um no Camaçari jogando na sua casa de veraneio em Pituaçu.

- Você viu o Corinthians? Empatou com um tal de Monte Azul. Time paulisa é foda, não tá nem aí pra time grande, jogam pra pirão.

- O São Paulo perdeu.

- Mas São Paulo, você sabe, começa como quem não quer nada e no final, pimba! Abocanha a taça.

- Mas este ano ele não vai ser campeão não. Pelo menos em nenhuma das previsões dos videntes pra 2010 deu São Paulo.

- Muricy precisa de um meia-esquerda.

- Edinho chega amanhã.

- Você viu o penalty em Ramon? Que é aquilo, na cara do juiz. O Vitória não dá sorte mesmo com arbitragem, seja local ou nacional.

- Lá vem você. Quer dizer que o problema do placar foi a arbitragem?

- Ganharíamos de qualquer forma, mas poderia ser com o placar mais elástico.

- Só se você chamar o Rivelino. Inclusive tá na moda agora os veinhos jogarem bola, viu lá o Petkovic?

- Bolão. O Flamengo foi campeão por causa dele. E olha que ele começou o campeonato no banco de reservas.

- Falando nisso, você todo empogado com os cinco do Bahia no Colo-colo, mas você sabia que eles jogaram com menos oito titulares?

- E daí, brodi, o que vale são os três pontos.

- Que também se consegue ganhando de dois a um. Ou não?

- Tô ligado.

- Já é.

- Fui...

- Fui...