A impressão que tenho é que todas as lutas do UFC anunciadas na Rede Globo são sempre as mais esperadas do ano.
Exatamente, todas!!!
Por que será?
Refletir sobre o esporte para além das configurações táticas e técnicas que lhes são próprias e tendo o mesmo como expressão singular para pensarmos fenômenos mais gerais da sociedade, eis o objetivo do blog.
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segunda-feira, 30 de setembro de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Saúde é o que interessa!!!
Hoje pela manhã, mais uma vez, o processo de mistificação da relação atividade física/saúde foi disseminado via reportagem no Bom Dia Brasil, programa jornalístico da Rede Globo de Televisão.
O programa veiculou que um grupo de professores de educação física, tomando como referência um estudo que comprova que 30 minutos diários de atividade física são suficientes para o indivíduo adquirir saúde, começou a promover uma campanha intitulada "30 todo dia".
Segundo os professores, esse é o tempo suficiente para que a atividade física promova sua saúde, melhore o seu bem estar e amplie sua qualidade de vida. Além disso, melhora a sua "capacidade funcional" e previne doenças, entre outros chavões reproduzidos via televisão e por outros meios de comunicação de massa. Em síntese: atividade física é receita e remédio para os males da saúde da sociedade.
E se você não puder, por alguma maneira, fazer 30 minutos? É preguiça!!! Afirma taxativamente um dos professores que fez parte da reportagem.
O que esse tipo de reportagem tem de problema é o fato de mistificar a realidade, passando a ideia de que todos nós temos as mesmas condições de realizar atividade física quando quiser, bem como as mesmas condições materiais, sociais, culturais entre outras, de prover o completo bem estar, que não se resume a ausência de doenças, como parece ter em mente os colegas professores e a lógica da reportagem.
Em um país com a saúde privatizada; um salário mínimo de 678 reais; um nível de violência urbana que vitima os indivíduos muito mais do que muitos países em guerra; taxa de desemprego de 11% (só no mês de março); vítimas de assassinatos se proliferando mês a mês, ano a ano (só em São Paulo, tivemos 37,3% de homicídios dolosos de janeiro a março, um aumento de mais de 26% em relação ao ano passado) entre outros indicadores sociais, a abordagem sobre a relação entre atividade física e saúde deveria ser veiculada em um patamar muito mais responsável e esclarecedor, como requer toda boa matéria sobre qualquer tema.
Se a Rede Globo e o Bom Dia Brasil, está realmente preocupada com a saúde do brasileiro, que tal utilizar um Globo Repórter para falar sobre o tema em uma abordagem mais ampla e crítica, esclarecendo ao povo brasileiro o comportamento dos planos privados de saúde e o papel do seus lobistas no congresso nacional?
Ontem, os médicos de todo o país pararam para denunciar o descaso dos planos de saúde para com a remuneração das suas horas trabalhadas, que repercute diretamente na cada vez mais falta de qualidade do atendimento, com prejuízo para todo o cidadão brasileiro.
Mas o que fez a "Vênus Platinada" um dia depois? Dourou a pílula e deu a receita. Para sanar estes e outros problemas de saúde, faça atividade física ao menos 30 minutos por dia. Caso contrário, você será taxado de preguiçoso, de sedentário, esses sim, os verdadeiros vilões da sua falta de saúde.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
A regra é clara, mas pode mudar!!!
Ronaldo, ex-fenômeno, é o mais novo contratado da vênus platinada. A Rede Globo o terá como comentarista esportivo.
Para tanto, foi necessário quebrar algumas regras. A primeira, diz respeito ao vínculo do neo-comentarista com a operadora de telefonia, Claro. Todos sabemos que a Copa das Confederações terá como um dos patrocinadores oficiais, a operadora VIVO. Se o ex-jogador fosse um sujeito comum, ele seria vetado de fazer propaganda para marcas concorrentes de eventos veiculados pela emissora.
Não é o caso.
Uma outra regra que foi quebrada é a seguinte. Como funcionário da Globo, Ronaldo não poderia ter atividades conflitantes com seu posto. Como empresário de vários jogadores de futebol, contratados pela sua empresa 9ine, voltada para o marketing esportivo, ele terá que comentar a performance de alguns dos seus clientes.
Pois é. A regra é clara. Mas de acordo com os interesses em jogo, pode muito bem ser quebrada.
Para tanto, foi necessário quebrar algumas regras. A primeira, diz respeito ao vínculo do neo-comentarista com a operadora de telefonia, Claro. Todos sabemos que a Copa das Confederações terá como um dos patrocinadores oficiais, a operadora VIVO. Se o ex-jogador fosse um sujeito comum, ele seria vetado de fazer propaganda para marcas concorrentes de eventos veiculados pela emissora.
Não é o caso.
Uma outra regra que foi quebrada é a seguinte. Como funcionário da Globo, Ronaldo não poderia ter atividades conflitantes com seu posto. Como empresário de vários jogadores de futebol, contratados pela sua empresa 9ine, voltada para o marketing esportivo, ele terá que comentar a performance de alguns dos seus clientes.
Pois é. A regra é clara. Mas de acordo com os interesses em jogo, pode muito bem ser quebrada.
sábado, 23 de março de 2013
Educação sem escola
Está em curso mais um capítulo do que convencionamos chamar de "desvalorização e esvaziamento do trabalho do professor", fenômeno que a professora Marilda Gonçalves Dias Facci nos ajuda a compreender em sua obra VALORIZAÇÃO OU ESVAZIAMENTO DO TRABALHO DO PROFESSOR? UM ESTUDO CRÍTICO-COMPARATIVO DA TEORIA DO PROFESSOR REFLEXIVO, DO CONSTRUTIVISMO E DA PSICOLOGIA VIGOTSKIANA, lançada em 2004 pela editora Autores Associados.
Lembrei-me do livro quando li uma entrevista de um pesquisador da USP, o senhor Danilo Alexandre Ferreira de Camargo, mestre em educação e que em entrevista ao site do UOL observa que "é possível fazer educação com qualidade sem escola" e levanta o questionamento: "por que temos tanta dificuldade em imaginar uma educação sem escola?".
Não tenho espaço aqui para comentar toda entrevista. Quem tiver interesse em lê-la na íntegra, pode clicar aqui, tirando suas próprias conclusões. Meu interesse é bem mais modesto. Apenas socializar uma relação que fiz ao ler a entrevista.
Primeiro, a entrevista me remeteu ao programa "Amigo da Escola". Há tempo o mesmo vem "impactando" a educação com o seu discurso voluntarista. Tem tempo de folga? Sabe alguma coisa sobre algo? Por que não incluir isso no currículo da escola? Sabe capoeira? Procure levar isso para a escola do seu bairro e preencha o tempo pedagógico com esta atividade lúdica. É bom em matemática? Português? Por que não adentra o espaço escolar e ajuda os alunos a aprenderem um pouquinho mais?
Depois, lembrei de uma recente matéria que saiu no Fantástico: o show da vida. Nela, houve uma abordagem sobre a opção de alguns pais de ensinarem os seus próprio filhos em casa. Nada de irem para a escola. Em casa eles aprenderiam mais e melhor. De quebra, teriam a vigilância da mãe e ou do pai. Exemplos foram mostrados, opiniões foram colhidas e comparações com outros países que já adotam esta prática foram feitas. Tudo sendo abordado da maneira mais asséptica e "isenta" possível.
E por fim, esta entrevista. Obviamente que devem existir muito mais exemplos que demonstram o que disse ao abrir este texto: está em curso mais um capítulo da desvalorização, do esvaziamento não só do professor mas, também, da escola. Este fenômeno se desdobra e ao mesmo tempo é materialidade de uma outra e mesma ponta do problema: as inflexões pós-modernas sobre o conhecimento científico no interior da escola.
Mas isso é assunto para outra postagem.
domingo, 17 de março de 2013
Rede Record X FIFA-GLOBO
A Rede Record promete colocar em xeque a relação entre a Fifa e a Rede Globo em relação a prorrogação dos direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2018 e 2022.
Entenda o caso clicando aqui.
Entenda o caso clicando aqui.
sábado, 15 de setembro de 2012
A questão do voluntariado
Desde o dia em que a FIFA anunciou que também iria trabalhar com o voluntariado para a Copa de 2014, que este tema vem ganhando o lugar do debate. Uns são contra. Outros a favor. E outros tantos, nem contra e nem a favor, muito pelo contrário.
Brincadeira a parte, o fato é que este tema é realmente muito delicado. A ideia do trabalho voluntário para um evento que mexe com a casa dos bilhões, soa estranho para qualquer ouvido atento. No entanto, penso que devamos tomar cuidado com determinadas posturas a respeito do tema.
Refiro-me ao fato de não contextualizarmos as nossas opiniões discordantes. Dos que ouço falarem que são contra, parece generalizar sua contrariedade, como se todo o trabalho voluntário fosse algo absurdo, quando na verdade, não é bem assim. Senti esse clima quando na mesa sobre megaeventos esportivos que participei, no encontro nacional dos estudantes de educação física, falei que era a favor do voluntariado.
O voluntariado é uma bandeira cara a esquerda mundial. Cuba mesmo, um dos países referência desta bandeira, pratica o voluntariado no mundo inteiro, principalmente na área da saúde. Precisamos ter muito cuidado quando em alto e bom som, falamos que somos contra o trabalho voluntário. Não podemos jogar o bebê junto com a água do banho fora só porque, mais uma vez, o capital se apropriou de uma palavra cara a todos nós e a transformou em possibilidade de subtração de mais valor sobre as ações de homens e mulheres, que encaram esta empreitada com as maiores das boas intenções.
Devemos sim, condenar este tipo de voluntarismo que pratica a FIFA, que praticou o COI em Londres e praticará também aqui, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Este mesmo voluntarismo que alimenta ações do tipo "amigos da escola", da Rede Globo e tantas outras ações que a despeito de levarem a bandeira do exercício da cidadania, alimenta a sanha financeira de muitas corporações.
Brincadeira a parte, o fato é que este tema é realmente muito delicado. A ideia do trabalho voluntário para um evento que mexe com a casa dos bilhões, soa estranho para qualquer ouvido atento. No entanto, penso que devamos tomar cuidado com determinadas posturas a respeito do tema.
Refiro-me ao fato de não contextualizarmos as nossas opiniões discordantes. Dos que ouço falarem que são contra, parece generalizar sua contrariedade, como se todo o trabalho voluntário fosse algo absurdo, quando na verdade, não é bem assim. Senti esse clima quando na mesa sobre megaeventos esportivos que participei, no encontro nacional dos estudantes de educação física, falei que era a favor do voluntariado.
O voluntariado é uma bandeira cara a esquerda mundial. Cuba mesmo, um dos países referência desta bandeira, pratica o voluntariado no mundo inteiro, principalmente na área da saúde. Precisamos ter muito cuidado quando em alto e bom som, falamos que somos contra o trabalho voluntário. Não podemos jogar o bebê junto com a água do banho fora só porque, mais uma vez, o capital se apropriou de uma palavra cara a todos nós e a transformou em possibilidade de subtração de mais valor sobre as ações de homens e mulheres, que encaram esta empreitada com as maiores das boas intenções.
Devemos sim, condenar este tipo de voluntarismo que pratica a FIFA, que praticou o COI em Londres e praticará também aqui, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Este mesmo voluntarismo que alimenta ações do tipo "amigos da escola", da Rede Globo e tantas outras ações que a despeito de levarem a bandeira do exercício da cidadania, alimenta a sanha financeira de muitas corporações.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Criança esperança
O Brasil da copa do mundo, das olimpíadas, corrupção e mais de 20 anos de Criança esperança! Foto de Oliveiro Pluviano mostra meninos de rua numa manhã de inverno tentando se aquecer nos respiradores com ar quente do metrô em São Paulo.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Esporte e "estupro"
O estupro é um ato de violência, com toda a certeza. E outros existem e assistimos passivamente, sem questionar. Pobreza, analfabetismo, fome, desemprego, etc, etc, etc. Pensando sobre isso com os meus botões, surgiu este rosto desfigurado de um lutador de MMA. Não estaríamos assistindo a um ato violento consentido, protagonizado, também, pela Rede Globo?
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Record vs Globo
Os Jogos Pan-americanos que ocorrem na Cidade do México desde sábado, colocam a Record e a Rede Globo em disputa, mas não pelo pódium.
A Rede Record que transmite com exclusividade o evento, acusa a vênus platinada de piratear as imagens de abertura da competição.
Quem vencerá a contenda?
A Rede Record que transmite com exclusividade o evento, acusa a vênus platinada de piratear as imagens de abertura da competição.
Quem vencerá a contenda?
sábado, 1 de outubro de 2011
#foraricardoteixeira
Coincidentemente, no mesmo dia em que a The Economist publicou um artigo sobre o Ricardo Teixeira o mesmo baixou hospital. Claro que não foi só por isso mas sim, penso eu, pelo conjunto da sua obra, que vem sendo questionada já há algum tempo por diversos meios de comunicação, inclusive, muito embora, rapidamente, pela conhecida vênus platinada, seu maior xodó.
Enquanto ele segue internado, eu sigo torcendo pela recuperação do futebol brasileiro, tal como já afimei em postagem anterior. Minha tradição cristã, há muito abalada, não torce nem um milímetro pela sua recuperação. Quando se tem um câncer o que mais se quer não é eliminá-lo? Ricardo Teixeira é este câncer. Ele só não. Mas digamoss que ele é o câncer maior.
Sei que serei criticado por esta visão pouco cristã. Não me importo. Aliás, duvido muito se este senhor não faria o mesmo que fez Pôncio Pilatos, condenando, mais uma vez, Jesus Cristo para morrer crucificado, mesmo reconhecendo sua inocência e história, por um belo quinhão de dólares.
Recentemetne na revista Piauí esse bom moço, de alta formação católica, afirmou: “Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada". Esta é a verdadeira face deste senhor dos anéis, que tripudia com um dos maiores símbolos do povo brasileiro, o futebol. Faz dele o que quer e bem entende.
Mais sei que muitos espíritos cristãos intercederão sobre o mesmo. Respeito. Mas não esperem isso de mim. A campanha continua. #foraricardoteixeira
Enquanto ele segue internado, eu sigo torcendo pela recuperação do futebol brasileiro, tal como já afimei em postagem anterior. Minha tradição cristã, há muito abalada, não torce nem um milímetro pela sua recuperação. Quando se tem um câncer o que mais se quer não é eliminá-lo? Ricardo Teixeira é este câncer. Ele só não. Mas digamoss que ele é o câncer maior.
Sei que serei criticado por esta visão pouco cristã. Não me importo. Aliás, duvido muito se este senhor não faria o mesmo que fez Pôncio Pilatos, condenando, mais uma vez, Jesus Cristo para morrer crucificado, mesmo reconhecendo sua inocência e história, por um belo quinhão de dólares.
Recentemetne na revista Piauí esse bom moço, de alta formação católica, afirmou: “Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada". Esta é a verdadeira face deste senhor dos anéis, que tripudia com um dos maiores símbolos do povo brasileiro, o futebol. Faz dele o que quer e bem entende.
Mais sei que muitos espíritos cristãos intercederão sobre o mesmo. Respeito. Mas não esperem isso de mim. A campanha continua. #foraricardoteixeira
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terça-feira, 26 de julho de 2011
FAN FEST: "a gente se liga em você"
Você sabe o que significa FAN FEST? Pois é. É um evento que teve início no ano de 2006 e objetiva agregar os torcedores que não tiveram condições de ingressarem no estádio de futebol para assistir a uma determinada partida da Copa do Mundo. Grandes telões são colocados nas cidades-sedes e os fâs do futebol podem assistir aos jogos.
E daí? Qual o real motivo da pergunta? Bem, o fato é que a empresa que ficará responsável pela organização dos eventos em todas as 12 cidades sedes onde ocorrerão jogos da Copa do Mundo de futebol é a Geo Eventos, empresa criada pela platinada Globo e pelo Grupo RBS. Não se sabe ainda quanto custará esta organização e quanto a Geo Eventos receberá para tanto, mas já dar para se ter uma ideia.
E daí? Qual o real motivo da pergunta? Bem, o fato é que a empresa que ficará responsável pela organização dos eventos em todas as 12 cidades sedes onde ocorrerão jogos da Copa do Mundo de futebol é a Geo Eventos, empresa criada pela platinada Globo e pelo Grupo RBS. Não se sabe ainda quanto custará esta organização e quanto a Geo Eventos receberá para tanto, mas já dar para se ter uma ideia.
Isso porque a mesma empresa, coincidentemente, será também responsável pela organização do evento onde acontecerá o sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, evento este que ocorrerá no Rio de Janeiro. Valor do contrato só para este evento: 30 milhões de reais. E detalhe, pagos pela prefeitura e governo do Estado.
Posso tá equivocado e vendo coisa onde não existe nada, mas que é estranho uma mesma empresa, da mesma rede de televisão que tem direito de transmissão do evento, ganhar concessão para a realização de ações relacionadas ao próprio evento, isso é. Nas minhas narinas chega cheiro de tráfico de influência, junto com odores de prevaricação e favorecimento escancarado. Será por isso que o Ricardo Teixeira é intocável pela maior rede de televisão do Brasil? E os patrocinadores do evento, não poderiam pagar esta bolada de 30 milhões? Por que ficar a cargo do dinheiro público?
Só para se ter uma leve ideia do absurdo desta dinheirama para um simples evento de sorteio das eliminatórias de uma Copa do Mundo de futebol (aqui não estou incluindo nenhuma das FAN FEST), o governador do Rio de Janeiro, o senhor Sérgio Cabral (PMDB), precisou gastar, inicialmente, 20 milhões de reais para a construção e compra de equipamentos das 18 Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), sua principal política de combate à violência na cidade.
Os FANfarrões do Brasil continuam a fazerem FESTas com o dinheiro público e a fazerem pouco do povo brasileiro e a presidenta Dilma Roussef e o Ministro dos Esportes, Orlando Silva, a fazerem vistas grossas a tudo isso. E se já não bastasse, preciso ficar lendo coisas do tipo "Cago um montão", "Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional" e "Quanto mais tomo pau da Record, fico com mais crédito com a Globo", entre outros, de um dos donos desse país, o senhor Ricardo Teixeira.
Na minha modéstia e humilde opinião, apenas esses palavrórios de baixo calão e esta atitude arrogante e presunçosa deste senhor, já seria suficiente para chamá-lo às falas. Ele e seus congêneres, como o senhor João Havelange e o senhor Carlos Nuzman. Somadas às denúncias que sobejam sobre esses senhores dos anéis, uma CPI seria pouco.
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domingo, 24 de julho de 2011
Band vetou críticas a Ricardo Teixeira em quadro do "CQC"
Convidado do “CQC” a dar entrevista para o quadro “Resta Um”, o jornalista Jorge Kajuru fez críticas duras, como de hábito, ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, mas a Band vetou a exibição de suas palavras.
Segundo o UOL Esporte apurou, a emissora inicialmente vetou a íntegra do quadro, realizado pelo repórter Oscar Filho. Depois de alguma negociação interna, foram cortadas as menções a Teixeira, à apresentadora Luciana Gimenez e ao governador de Goiás, Marconi Perillo.
No lugar de fazer comentários sobre dez personalidades, como usualmente ocorre no “Resta Um”, Kajuru falou apenas sobre sete pessoas no quadro exibido na noite de segunda-feira (18). “Cortaram 100% do que eu disse sobre o Teixeira, sobre a Luciana e sobre o Perillo”, protesta o jornalista.
“Acho engraçado ver um programa como o ‘CQC’, que reclama tanto em Brasília da falta de liberdade de expressão fazer exatamente isso comigo”, diz Kajuru.
A Band é, já há alguns anos, parceira da Rede Globo na exibição de partidas do Campeonato Brasileiro. A emissora carioca é dona dos direitos e os sublicencia para a emissora paulistana.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Band informou apenas: “O CQC grava muitas horas por semana e nem tudo que é gravado vai para o ar.”
(TEXTO RETIRADO DO UOL ESPORTE)
Segundo o UOL Esporte apurou, a emissora inicialmente vetou a íntegra do quadro, realizado pelo repórter Oscar Filho. Depois de alguma negociação interna, foram cortadas as menções a Teixeira, à apresentadora Luciana Gimenez e ao governador de Goiás, Marconi Perillo.
No lugar de fazer comentários sobre dez personalidades, como usualmente ocorre no “Resta Um”, Kajuru falou apenas sobre sete pessoas no quadro exibido na noite de segunda-feira (18). “Cortaram 100% do que eu disse sobre o Teixeira, sobre a Luciana e sobre o Perillo”, protesta o jornalista.
“Acho engraçado ver um programa como o ‘CQC’, que reclama tanto em Brasília da falta de liberdade de expressão fazer exatamente isso comigo”, diz Kajuru.
A Band é, já há alguns anos, parceira da Rede Globo na exibição de partidas do Campeonato Brasileiro. A emissora carioca é dona dos direitos e os sublicencia para a emissora paulistana.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Band informou apenas: “O CQC grava muitas horas por semana e nem tudo que é gravado vai para o ar.”
(TEXTO RETIRADO DO UOL ESPORTE)
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
O imbróglio do direito de transmissão do brasileirão
Esta semana que passou foi pródiga em demonstrar o quanto o futebol está imerso em jogos de interesses diversos. Assuntos não faltaram. O cardápio esportivo pode ser aberto e o pedido feito ao gosto do freguês.
O São Paulo Esporte Clube, teima em ficar com a taça da bolinha. Sport e Flamengo são declarados, pasmen, campeões de um mesmo torneio. Os clubes e a televisão promovem um "campeonato" a parte, a disputa é acirrada, e o que menos se discute são os interesses dos torcedores e torcedoras deste imenso país.
Entre os componentes citados, a situação que mais expressa o que significa o fenômeno esportivo nos dias de hoje, indubitavelmente, é a relação entre televisão e esporte, especificamente o futebol, e embora o fato tenha eclodido esta semana, o seu germem vem do ano passado e começa com o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e, por que não dizer, quando da eleição do senhor Fábio Koff, presidente do Clube dos 13 (C13), desafeto da figura por demais carimbada, o senhor Ricardo Teixeira. Este, mais a rede globo de televisão (leia-se Marcelo Campos Pinto, da Globo Esporte), protagonizaram um rico capítulo sobre política, economia e esporte.
No ano passado, o CADE (Conselhor Administrativo de Defesa Econômica), vetou o monopólio de transmissão do campeonato brasileiro pela Rede Globo, permitindo que todas as tvs nacionais entrassem na luta pelo direito de transmitir o torneio dos anos de 2012, 2013 e 2014, já que o de 2011 ainda pertence a Globo.
Entraram na briga, para peitar a Globo, a Rede Record e a Rede TV!. Junto com a Globo, está o senhor Ricardo Teixeira que, tendo o seu candidato, Kleber Leite, que também era o candidato da Globo, sido derrotado nas últimas eleições para presidir o C13, fez duas jogadas de mestre: 1) anunciou logo após o resultado da eleição que o Morumbi estava fora da abertura da Copa 2014 e b) entregou a Taça das bolinhas ao São Paulo Esporte Clube. A primeira atitude puni o São Paulo de Juvenal Juvêncio, principal articulador da eleição do Fábio Koff e a segunda joga o São Paulo contra o Flamengo, com a nítida intensão de rachar o C13 que, historicamente, é quem negocia os direitos de imagem dos clubes que fazem parte do seu plantel.
Dos times que compõem o C13, dois são fundamentais nesta celeuma capitaneada pelo senhor Ricardo Teixeria e Rede Globo, trata-se de Corinthians e Flamengo. Ambos nunca se contentaram com a fórmula utilizada pelo C13 na partilha dos direitos de imagem, alegando que tem maior audiência que todos os outros clubes da lista e que, portanto, teriam que ser tratados diferencialmente.
Quarta-feira, 23, o Flamengo deu um passo à frente para conquistar o que sempre sonhou: tratamento diferenciado. Junto com o Botafogo, Fluminense e Vasco, anunciou que negociará diretamente com as redes de televisão que tiverem interesses na venda dos direitos de transmissão do brasileirão do triênio 2012, 2013 e 2014, deixando de lado, portanto, o C13. O presidente da entidade disse não ser possível esse tratamento diferenciado, pois um jogo do campeonato envolve dois times (em parte, pois estamos observando que envolve muito mais do que dois times), lembrando também que pelo estatuto do clube não existe previsão de negociação em separado.
O fato é que a celeuma tá posta e somente os interesses dos clubes e das redes de televisão estão em discussão. Até parece que estas não são concessões públicas. O que cabe para o torcedor? Qual a dimensão da sua participação nesta decisão? Como podemos opinar? De que maneira podemos particpar deste debate? Os canais de televisão podem passar os jogos que querem e bem entendem?
Outras perguntas surgem: qual o real interesse da CBF pela Rede Globo de televisão? Por que esta tem um ágio de 10% em relação às outras redes de tv? Por que somente agora, depois de anos de "sofrimento" o Flamengo e o Corinthians, entre outros, resolveram peitar o C13? Como fica a dívida desses clubes com a entidade?
Acompanhemos o desenrolar dos acontecimentos, pois este jogo não tem somente 90 minutos. Teremos prorrogações e disputas de penaltis e, quem sabe, para felicidade de poucos que comandam o destino do futebol, que para muitos é apenas paixão, emoção e rede balançando, se o resultado ao final não atender os seus interesses, ainda resta o tapetão.
O São Paulo Esporte Clube, teima em ficar com a taça da bolinha. Sport e Flamengo são declarados, pasmen, campeões de um mesmo torneio. Os clubes e a televisão promovem um "campeonato" a parte, a disputa é acirrada, e o que menos se discute são os interesses dos torcedores e torcedoras deste imenso país.
Entre os componentes citados, a situação que mais expressa o que significa o fenômeno esportivo nos dias de hoje, indubitavelmente, é a relação entre televisão e esporte, especificamente o futebol, e embora o fato tenha eclodido esta semana, o seu germem vem do ano passado e começa com o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e, por que não dizer, quando da eleição do senhor Fábio Koff, presidente do Clube dos 13 (C13), desafeto da figura por demais carimbada, o senhor Ricardo Teixeira. Este, mais a rede globo de televisão (leia-se Marcelo Campos Pinto, da Globo Esporte), protagonizaram um rico capítulo sobre política, economia e esporte.
No ano passado, o CADE (Conselhor Administrativo de Defesa Econômica), vetou o monopólio de transmissão do campeonato brasileiro pela Rede Globo, permitindo que todas as tvs nacionais entrassem na luta pelo direito de transmitir o torneio dos anos de 2012, 2013 e 2014, já que o de 2011 ainda pertence a Globo.
Entraram na briga, para peitar a Globo, a Rede Record e a Rede TV!. Junto com a Globo, está o senhor Ricardo Teixeira que, tendo o seu candidato, Kleber Leite, que também era o candidato da Globo, sido derrotado nas últimas eleições para presidir o C13, fez duas jogadas de mestre: 1) anunciou logo após o resultado da eleição que o Morumbi estava fora da abertura da Copa 2014 e b) entregou a Taça das bolinhas ao São Paulo Esporte Clube. A primeira atitude puni o São Paulo de Juvenal Juvêncio, principal articulador da eleição do Fábio Koff e a segunda joga o São Paulo contra o Flamengo, com a nítida intensão de rachar o C13 que, historicamente, é quem negocia os direitos de imagem dos clubes que fazem parte do seu plantel.
Dos times que compõem o C13, dois são fundamentais nesta celeuma capitaneada pelo senhor Ricardo Teixeria e Rede Globo, trata-se de Corinthians e Flamengo. Ambos nunca se contentaram com a fórmula utilizada pelo C13 na partilha dos direitos de imagem, alegando que tem maior audiência que todos os outros clubes da lista e que, portanto, teriam que ser tratados diferencialmente.
Quarta-feira, 23, o Flamengo deu um passo à frente para conquistar o que sempre sonhou: tratamento diferenciado. Junto com o Botafogo, Fluminense e Vasco, anunciou que negociará diretamente com as redes de televisão que tiverem interesses na venda dos direitos de transmissão do brasileirão do triênio 2012, 2013 e 2014, deixando de lado, portanto, o C13. O presidente da entidade disse não ser possível esse tratamento diferenciado, pois um jogo do campeonato envolve dois times (em parte, pois estamos observando que envolve muito mais do que dois times), lembrando também que pelo estatuto do clube não existe previsão de negociação em separado.
O fato é que a celeuma tá posta e somente os interesses dos clubes e das redes de televisão estão em discussão. Até parece que estas não são concessões públicas. O que cabe para o torcedor? Qual a dimensão da sua participação nesta decisão? Como podemos opinar? De que maneira podemos particpar deste debate? Os canais de televisão podem passar os jogos que querem e bem entendem?
Outras perguntas surgem: qual o real interesse da CBF pela Rede Globo de televisão? Por que esta tem um ágio de 10% em relação às outras redes de tv? Por que somente agora, depois de anos de "sofrimento" o Flamengo e o Corinthians, entre outros, resolveram peitar o C13? Como fica a dívida desses clubes com a entidade?
Acompanhemos o desenrolar dos acontecimentos, pois este jogo não tem somente 90 minutos. Teremos prorrogações e disputas de penaltis e, quem sabe, para felicidade de poucos que comandam o destino do futebol, que para muitos é apenas paixão, emoção e rede balançando, se o resultado ao final não atender os seus interesses, ainda resta o tapetão.
sábado, 7 de agosto de 2010
O futebol e os presidenciáveis
Durante os jogos da última Copa do Mundo, principalmente nos dias que antecederam e os posteriores dos jogos da seleção brasileira, muito foi sendo comentado sobre qual seria a escalação ideal do time nacional. Antes mesmo dos jogos do torneio começarem, já na própria escalação do selecionado que iria para a África do Sul, inúmeros brasileiros e brasileiras refletiam, discutiam, debatiam de forma apaixonada os jogadores que iriam participar do maior torneio de futebol do planeta sobre o comando do técnico Dunga.
Aliás, a própria escolha do nome do homem que iria dirigir a seleção mais vencedora das Copas, após o fiasco contra a seleção francesa em 2006, a única que tem o privilégio de ter participado de todos os torneios, foi questionado, assim como também, questionável foi o desempenho dos jogadores sobre o seu comando durante a fase classificatória, tendo sido chamado até de burro em pleno maracanã em uma das participações da seleção canarinho.
Todo esse entusiasmo em torno da seleção brasileira, todo o debate que a mesma sucita em vários momentos por diversos setores da sociedade, da pessoa comum ao próprio presidente da república, sempre inspira comentários do tipo: se o povo brasileiro se preocupasse com o desenvolvimento da política do seu país, como se preocupa com a performance do seu selecionado, o Brasil seria outro.
Logo após a eliminação da seleção brasileira nas oitavas de finais do torneio na África do Sul, uma frase atribuída ao senador Cristóvam Buarque invadiu as caixas de mensagens na rede mundial de computadores. Ela dizia o seguinte>:"No futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo e todos estão tristes. Na educação é o 85º e ninguém reclama."

E quando todos achavam que os brasileiros se voltariam para a política neste ano eleitoral, logo após o término da Copa do Mundo, onde não só o presidente, mas deputados, senadores e governadores serão eleitos, eis que o grande debate nacional se volta para quem vai ser o próximo técnico da seleção para a Copa de 2014, que será realizada aqui no Brasil?
Mas já que o técnico foi escolhido, agora a eleição entra na agenda dos brasileiros de forma definitiva e toma de vez o lugar do futebol. Sei não. Se tomarmos como referência a última quarta-feira (04/08), parece que este negócio de eleição não tá empolgando muito não. O futebol entre São Paulo e Internacional pelas Libertadores das Américas que passou na Globo deu de goleada nos presidenciáveis que se apresentavam no mesmo horário em um debate transmitido pela Rede Bandeirantes.
O placar? 36,9 pontos de audiência contra 5,5 respectivamente, segundo o Ibope em divulgação dos dados preliminares da aferição. Entre futebol e eleição especificamente, ou esporte e política mais amplamente, os brasileiros preferem o primeiro, respectivamente. Talvez por isso, tanto um, quanto o outro, carecem de melhores desempenhos e performance.
Aliás, a própria escolha do nome do homem que iria dirigir a seleção mais vencedora das Copas, após o fiasco contra a seleção francesa em 2006, a única que tem o privilégio de ter participado de todos os torneios, foi questionado, assim como também, questionável foi o desempenho dos jogadores sobre o seu comando durante a fase classificatória, tendo sido chamado até de burro em pleno maracanã em uma das participações da seleção canarinho.
Todo esse entusiasmo em torno da seleção brasileira, todo o debate que a mesma sucita em vários momentos por diversos setores da sociedade, da pessoa comum ao próprio presidente da república, sempre inspira comentários do tipo: se o povo brasileiro se preocupasse com o desenvolvimento da política do seu país, como se preocupa com a performance do seu selecionado, o Brasil seria outro.
Logo após a eliminação da seleção brasileira nas oitavas de finais do torneio na África do Sul, uma frase atribuída ao senador Cristóvam Buarque invadiu as caixas de mensagens na rede mundial de computadores. Ela dizia o seguinte>:"No futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo e todos estão tristes. Na educação é o 85º e ninguém reclama."

E quando todos achavam que os brasileiros se voltariam para a política neste ano eleitoral, logo após o término da Copa do Mundo, onde não só o presidente, mas deputados, senadores e governadores serão eleitos, eis que o grande debate nacional se volta para quem vai ser o próximo técnico da seleção para a Copa de 2014, que será realizada aqui no Brasil?
Mas já que o técnico foi escolhido, agora a eleição entra na agenda dos brasileiros de forma definitiva e toma de vez o lugar do futebol. Sei não. Se tomarmos como referência a última quarta-feira (04/08), parece que este negócio de eleição não tá empolgando muito não. O futebol entre São Paulo e Internacional pelas Libertadores das Américas que passou na Globo deu de goleada nos presidenciáveis que se apresentavam no mesmo horário em um debate transmitido pela Rede Bandeirantes.
O placar? 36,9 pontos de audiência contra 5,5 respectivamente, segundo o Ibope em divulgação dos dados preliminares da aferição. Entre futebol e eleição especificamente, ou esporte e política mais amplamente, os brasileiros preferem o primeiro, respectivamente. Talvez por isso, tanto um, quanto o outro, carecem de melhores desempenhos e performance.
domingo, 18 de abril de 2010
De um, tudo!!!
Uma semana recheada de assuntos dígnos de serem pontuados para as nossas reflexões e nossos comentários. Eleição para a direção do Clube dos 13, com indícios de favorecimentos pela CBF e pela Rede Globo contra Fábio Koff que apesar dos pesares, acabou sagrando-se vencedor; a utilização de astros da seleção brasileira na propaganda de uma certa marca de cerveja; a ampliação de custos previstos para a construção dos estádios para a Copa de 2014, que já passam de 700 milhões, sendo a maior majoração o referente a Fonte Nova, com um acréscimo da bagatela de 271 milhões de reais e para não nos alongarmos mais, pois só os assuntos preencheriam a postagem deste domingo, o depoimento do jogador Manoel do Atlético do Paraná na 23ª Delegacia de Polícia de São Paulo alegando ter sofrido discriminação por racismo. Segundo ele, o atleta palmeirense, o zagueiro Danilo, teria chamado ele de "macaco".
Essa situação vem sendo, assim como a violência das torcidas organizadas, recorrente no futebol brasileiro e mundial. Na mesma semana, a imprensa espanhola noticiou que o atleta brasileiro que joga no Barcelona, Daniel Alves, foi também alvo de insultos racistas provenientes dos torcedores do Espanyol. Durante o jogo, segundo a imprensa espanhola, podia se presenciar imitações de macacos e ouvir seus chiados característicos. Um outro jogador, Samuel Eto´o, também sofreu em 2006, jogando pelo Barcelona, insultos parecidos dos torcedores do Getafe.
Muitos outros exemplos poderiam ser citados (relembre alguns clicando aqui), o que é uma lástima e representa ainda a incapacidade da nossa civilização de reconhecer, no outro, independente da sua raça, da sua etnia, para situar um termo mais alargado, os seus limites e as suas possibilidades caracterizadas pelo modo como se desenvolvem as diferentes culturas em um contexto complexo e contraditório da mundialização do capital.
O jogador Danilo diz ter praticado o ato após ser agredido. Isso pode até explicar mas não justifica a agressão racista. Aliás, salvo engano, pelo que me lembro da leitura que fiz do livro o que é racismo, do escritor Joel Rufino dos Santos, é justamente em momentos de tensão, de emoção intensa, onde nossas capacidades racionais estão em suspensão, que emergem nossos sentimentos mais primitivos, àqueles que tentamos, cotidianamente, através de estratégias racionais, encobrir dos outros. Lembro-me agora de um livro intitulado "Por que tenho medo de lhe dizer quem sou?", cujo autor me foge. Este nos ensina que o medo de dizer quem realmente somos para os outros se deve ao fato do outro, ao saber das nossas idiossincrasias, acabe não gostando de quem realmente somos. E então usamos estratégias e máscaras para que nos aceitem socialmente.
Danilo também se diz arrependido. Isso depois de ter negado o fato e constatar que fora filmado falando claramente as frases acusatórias. Corre o risco de pegar, segundo o artigo 140, parágrafo terceiro do Código Penal, de um a três anos de prisão. O caso também será julgado pela Justiça Desportiva, onde o clube infrator também pode sofrer punição e o jogador ficar de cinco a dez partidas sem jogar.
Os torcedores atleticanos do Paraná prometem, na partida de volta, se pintarem todos de preto em atitude de apoio ao zagueiro Manoel. Esperamos todos que o protesto legítimo e criativo fique por aí e que o mesmo não se estenda em mais violência.
Por fim, na semana em que o Esporte em Rede completa um ano de existência, cabe agradecermos a atenção de todos vocês, suas participações e comentários bem como a confiança de trabalharem com alguns textos em suas aulas. Esperamos ter podido, durante esse tempo, refletir sobre o fenômeno esportivo para além das suas fronteiras técnicas e táticas e vamos procurar, na continuidade do nosso trabalho, ampliar cada vez mais esse objetivo.
Sigamos, com o apoio de todos vocês, para mais um ano.
Essa situação vem sendo, assim como a violência das torcidas organizadas, recorrente no futebol brasileiro e mundial. Na mesma semana, a imprensa espanhola noticiou que o atleta brasileiro que joga no Barcelona, Daniel Alves, foi também alvo de insultos racistas provenientes dos torcedores do Espanyol. Durante o jogo, segundo a imprensa espanhola, podia se presenciar imitações de macacos e ouvir seus chiados característicos. Um outro jogador, Samuel Eto´o, também sofreu em 2006, jogando pelo Barcelona, insultos parecidos dos torcedores do Getafe.
Muitos outros exemplos poderiam ser citados (relembre alguns clicando aqui), o que é uma lástima e representa ainda a incapacidade da nossa civilização de reconhecer, no outro, independente da sua raça, da sua etnia, para situar um termo mais alargado, os seus limites e as suas possibilidades caracterizadas pelo modo como se desenvolvem as diferentes culturas em um contexto complexo e contraditório da mundialização do capital.
O jogador Danilo diz ter praticado o ato após ser agredido. Isso pode até explicar mas não justifica a agressão racista. Aliás, salvo engano, pelo que me lembro da leitura que fiz do livro o que é racismo, do escritor Joel Rufino dos Santos, é justamente em momentos de tensão, de emoção intensa, onde nossas capacidades racionais estão em suspensão, que emergem nossos sentimentos mais primitivos, àqueles que tentamos, cotidianamente, através de estratégias racionais, encobrir dos outros. Lembro-me agora de um livro intitulado "Por que tenho medo de lhe dizer quem sou?", cujo autor me foge. Este nos ensina que o medo de dizer quem realmente somos para os outros se deve ao fato do outro, ao saber das nossas idiossincrasias, acabe não gostando de quem realmente somos. E então usamos estratégias e máscaras para que nos aceitem socialmente.
Danilo também se diz arrependido. Isso depois de ter negado o fato e constatar que fora filmado falando claramente as frases acusatórias. Corre o risco de pegar, segundo o artigo 140, parágrafo terceiro do Código Penal, de um a três anos de prisão. O caso também será julgado pela Justiça Desportiva, onde o clube infrator também pode sofrer punição e o jogador ficar de cinco a dez partidas sem jogar.
Os torcedores atleticanos do Paraná prometem, na partida de volta, se pintarem todos de preto em atitude de apoio ao zagueiro Manoel. Esperamos todos que o protesto legítimo e criativo fique por aí e que o mesmo não se estenda em mais violência.
Por fim, na semana em que o Esporte em Rede completa um ano de existência, cabe agradecermos a atenção de todos vocês, suas participações e comentários bem como a confiança de trabalharem com alguns textos em suas aulas. Esperamos ter podido, durante esse tempo, refletir sobre o fenômeno esportivo para além das suas fronteiras técnicas e táticas e vamos procurar, na continuidade do nosso trabalho, ampliar cada vez mais esse objetivo.
Sigamos, com o apoio de todos vocês, para mais um ano.
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