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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Salários milionários

Segue abaixo a lista dos dez jogadores que ganham salários milionários. Os valores então em milhões de reais por ano.

Lionel Messi (Barcelona)
194,8

Neymar (PSG)
152,4

Alexis Sánchez (Manchester United)
112,5

Oscar (Shangai SIPG)
101,5

Ezequiel Lavezzi (Hebei Fortune)
97,6

Cristiano Ronaldo (Real Madrid)
88,5

Hulk (Shangai SIPG)
84,6

Kylian Mbappé (PSG)
76,5

Paul Pogba (Manchester United)
74

Graziano Pellé (Shandong Luneng)
72,1

terça-feira, 19 de setembro de 2017

La mano de Jô: o que não só o juiz não viu

Por Elson Moura

No último dia 17 de setembro do corrente ano, no jogo Corinthians e Vasco pelo campeonato Brasileiro, um lance escandaloso definiu o placar (1x0); um gol de mão do atacante Jô. O gol definiu a vitória para o Corinthians e fez sua vantagem para o segundo colocado, o Grêmio, chegar na casa dos dez pontos. Desde então uma enxurrada de críticas tem desabado sobre o atacante do líder do campeonato. 

Para agravar a situação, os críticos estão resgatando um lance em que Jô foi, na pior das hipóteses, um coadjuvante de um lance chamado no futebol de fair play (jogo justo). No campeonato Paulista deste mesmo ano, no jogo entre Corinthians e São Paulo, o atacante se envolveu em um lance que resultou em um esbarrão com o goleiro do São Paulo. Para o árbitro da partida Jô mereceu o cartão amarelo. Ele chegou a aplicar. Foi quando o zagueiro do São Paulo, Rodrigo Cairo, o fez retroagir da decisão se acusando como aquele que esbarrou acidentalmente no goleiro. Isso possibilitou a Jô jogar a próxima partida. Se “amarelado” fosse, estaria suspenso pelo segundo cartão. O atacante do Corinthians não poupou elogios à atitude nobre do zagueiro adversário. Zagueiro este que enfrentou problemas com parte da imprensa, com o próprio técnico, colegas de clube e a própria torcida. O famoso "fogo amigo". 

Em outro clássico do mesmo campeonato, desta vez contra o Palmeiras, uma expulsão injusta de um jogador do Corinthians resultou numa crítica contundente do nosso personagem em questão. Para Jô, os jogadores do Palmeiras se omitiram ao não revelar ao árbitro que a expulsão era injusta (não tinha sido o jogador expulso o que cometeu a falta). 

Imagem retirada do site Gazeta Esportiva
Pois bem, para os críticos do Jô ele teve sua chance de demonstrar inclinação ao fair play dentro do futebol. Tal chance teria sido desperdiçada. E mais; após o jogo, nas entrevistas na chamada “zona mista”, o atacante se defendeu. Apresentou-se como um homem de Deus e afirmou que não sentiu a bola bater em seu braço; o lance foi rápido, ele se jogou na bola e não sentiu onde pegou. Continuou: se tivesse percebido, teria alertado o árbitro. Acrescentamos o fato de o Corinthians ser líder do campeonato, o time a ser batido. Um lance – irregular- que beneficie a equipe ganha uma dimensão amplificada.

A atitude do jogador não anula a responsabilidade da equipe de arbitragem por não ter visto a irregularidade da jogada. Um erro gravíssimo! Não à toa, pressionada, a CBF anunciou já no dia 18 de setembro que utilizará o recurso do vídeo para resolver questões polêmicas nos jogos. Aqui temos uma outra discussão que não cabe neste texto. 

Imaginamos que a defesa da equipe de arbitragem girará em torno do argumento de não ter visto o lance.

Aqui precisamente começa nossa análise. Até então apenas estávamos apresentando os fatos.

Parece-nos que não só os árbitros estão tendo problemas em enxergar as coisas. Ao criticar única e exclusivamente o atacante pela atitude, no mínimo, desonesta, alguns críticos parecem só querer enxergar aquilo que lhes convém. Vemos limites bem demarcados quando a crítica recai apenas sobre o indivíduo.

Primeiro destaque. Muito se falou que não devemos misturar futebol – e as atitudes desonestas- com a conjuntura maior de nosso país. Divergimos! O futebol não pode ser pensado como uma ilha isenta das contradições das relações sociais de produção no Brasil. Sequer pode ser pensado como algo imune à crise econômica, política e moral que abala nosso país. Ele é expressão singular das relações que estabelecemos; as macro e as micro. O surgimento do esporte de uma forma geral e seu desenvolvimento acompanhou pari passo o surgimento e desenvolvimento das relações sociais de produção capitalista. É só olhar para a história. Por outro lado, entendemos isso ser insuficiente para uma análise. Por ser uma expressão singular, além de ser pensado nesta generalidade, tem o futebol que ser pensado, também, naquilo que lhe é específico, singular. Em síntese, uma singularidade carregada de generalidade.

Foge ao objetivo deste texto abordar as questões mais ligadas ao geral. Fiquemos, por hora, com as questões singulares que, por si só, são carregadas da generalidade acima exposta.

Como Jocimar Daólio, no livro “Cultura, educação física e futebol”, expressou isso? Parte o autor do mesmo entendimento, ou seja, de que as questões inerentes ao futebol não estão desligadas do mais geral. Porém, ao tratar das singularidades cita um exemplo representativo. Nas relações cotidianas ainda impera a máxima de que o “homem não chora”. Ainda que esta expressão não seja literalmente usada, somos, homens, educados para tais princípios. Exceção feita ao campo e à arquibancada. Neste espaço singular, por tudo que ele envolve, é permitido ao homem chorar, expressar suas emoções.

Precisamos realizar este duplo movimento: singular-geral-singular... E ao fazê-lo evitamos a demonização do indivíduo que é, ao mesmo tempo, a preservação da lógica do futebol na sua expressão atual, de alto rendimento, e de todo um conjunto de contradições que carrega.

Esqueçamos um pouco o Jô e pensemos em outro tema bastante polêmico não só no futebol, mas no esporte de uma forma geral: o doping. A Revista Brasileira de Ciências do Esporte (v. 27, n. 1, p. 7-184, setembro de 2005) dedicou todo este volume à temática. Chamou-nos a atenção o primeiro artigo: “Doping: consagração ou profanação” de autoria da Dra. Méri Rosane Santos da Silva. Nele, a autora parece seguir na contramão da forma como os casos de doping são expostos pela grande mídia e apropriados pelo grande público, ou seja, a exclusiva demonização do atleta pego em doping. Para tal faz menção ao mercado do doping (laboratório, testes, antidoping, etc.) e ao rompimento com uma perspectiva romântica em relação ao esporte. Ao citar Escobar (1993), indica: ‘os princípios românticos que animavam o esporte há algumas décadas foram substituídos por outros menos altruístas e de maior afinidade com nossa sociedade de consumo’.

Ou seja, para discutir seriamente o doping no esporte, precisamos discutir uma expressão histórica do esporte, o de alto rendimento, em que o doping é quase que uma exigência. Ainda no artigo: 

[...] um sistema esportivo que se estabelece na performance e na busca incessante pela melhoria do desempenho do atleta, o doping pode ser considerado ‘uma estratégia racional’, já que o aumento do rendimento é ‘uma condição intrinsicamente ligada à própria natureza da competição esportiva’. Portanto, a ilegalidade do doping é absolutamente arbitrária e contradiz a sua própria lógica. (p. 14-15).

O que fazem com os atletas é o contrário; preservam a lógica do esporte intocada, atacam sistematicamente o indivíduo/atleta.

No documentário “Bigger, Stronger, Faster” (Maior, Mais forte, Mais rápido), a questão singular do esporte extrapola suas fronteiras para encontrar uma sociedade “em anabolizante” – expressão comumente utilizada nos Estados Unidos para identificar algo de desempenho mais intensificado. Estudantes usam substâncias para realizar exames, músicos nas audições, ator pornô para melhorar o desempenho, sujeitos “comuns” para melhorar a estética e, lógico, atletas para melhorar desempenho esportivo.

Voltamos ao Jô. Quer dizer, voltamos a uma lógica que envolve o jogador e que lhe dá a opção da trapaça. Diria mais, o pressiona para a trapaça. Negar isso é insistir na concepção liberal que pensa a organização social como um somatório de indivíduos isolados concorrendo entre si. Sucesso e insucesso é prerrogativa do que cada um, individualmente, realiza nesta lógica. São os únicos responsáveis.

Insistir nisso é querer impor à lógica das relações sociais uma especulação idealista do “dever ser”. Ou seja; ao invés de realizar uma análise concreta das situações concretas, esmiuçar ao máximo o objeto e fenômeno, para pensar nas possibilidades; limita-se a uma imposição de uma moral descolada desta mesma realidade. Uma moral – bem-intencionada na maior parte das vezes- que só existe na forma especulativa. Por isso o “dever ser”.

Nossa concepção, a materialista (histórico e dialética), aponta para uma outra direção. Sim; são indivíduos, mas o são como expressões singulares das relações sociais que estabelecem. Repito: as macro e as micro. A posição ativa que cada um ocupa no processo de produção e reprodução da vida vai determinar, em última instância, suas decisões (inclusive às futebolísticas). Isso não isenta o indivíduo de suas decisões ao mesmo tempo em que não isenta as determinações econômicas e sociais. São estas relações que devemos analisar minuciosamente. Pensando que o objeto é composto por uma multiplicidade de determinações e que se movimenta num eterno “vir a ser”.

Que poder tem um jogador de superar sozinho esta lógica? Quanto dinheiro está envolvido hoje no esporte, notadamente no futebol? Quantos patrocinadores condicionam seu apoio ao sucesso? Quantos sócios torcedores condicionam sua associação ao sucesso? Como se organiza inicialmente a cota da TV? Qual o conjunto de interesses não estão por trás de apenas um jogador de futebol? Que tipo de pressão ele sofre para obter resultados positivos? Como vem se dando a formação das novas gerações de jogadores? Uma formação toda ela voltada ao fair play ou voltada à necessidade vital da vitória (a qualquer custo)? A frase aparentemente inofensiva – “o importante é competir”, geralmente utilizada como consolo ao derrotado, além de expressar a lógica de concorrência, oculta a necessidade imperiosa da vitória.

Ao pensar que esta lógica supera inevitavelmente o fair play, ao mesmo tempo em que ressaltamos a postura do zagueiro Rodrigo Cairo, identificamos os seus limites. Uma atitude – positiva- pontual que tem o poder de mudar quase nada. A saída não nos parece individual.

Jô errou, pagou pela incoerência entre suas declarações e seus atos. A equipe de arbitragem também errou ao não enxergar o lance escandaloso. Mas erram também os que, intencionalmente ou não, ocultam e preservam a lógica de uma expressão histórica do esporte, a de alto rendimento, colocando todo peso nas costas dos indivíduos. Pegam o problema pela sua expressão aparente, pela periferia, pela superfície.

Nesse sentido, ao olharmos só para "La mano de Jô", demonstramos estar carentes de um olhar mais apurado sobre a realidade do esporte de uma maneira geral e a do futebol, em particular.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Alerta geral

Aos técnicos de futebol que adoram ser chamados de "professor" pela imprensa esportiva, um alerta: muito cuidado quando seus times forem jogar no Paraná.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Jogador ou robô

Nilton Santos. Falecido em novembro deste ano

"Na nossa época, a gente fazia o que sabia. Agora (2002), o jogador faz o que o treinador manda. Não queria ser jogador hoje de jeito nenhum. Não sou robô" (Nilton Santos - Enciclopédia do futebol)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Alguém como ninguém



William Barbio, ex-jogador do Atlético Goianiense, é o mais novo contratado pelo Esporte Clube Bahia. Na sua apresentação para a imprensa esportiva, o marketing do clube comete esta estrondosa gafe, situando a imagem do jogador colada a palavra "Ninguém".

Que o garoto, de apenas 20 anos, tenha sorte no seu novo clube e mostre ser alguém, como ninguém.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Fome de gol?

"A pouco mais de um ano de ser a sede da Copa do Mundo, o Brasil ainda passa por situações no futebol dignas de um país subdesenvolvido. Dois jogadores do América-SE, clube modesto do interior do Sergipe, sofreram com falta de comida na derrota por 3 a 0 para o Confiança pelo campeonato local. Um chegou a desmaiar e outro passou mais de uma hora sem atendimento médico".

MATÉRIA DO UOL ESPORTE. Leia mais clicando aqui.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Mercado da Bola


A Fifa divulgou nesta terça-feira seu raio-x de transferências internacionais em 2012. Segundo a entidade, ocorreram 11555 trocas de clube de países diferentes no ano, decréscimo de 1% em relação a 2011.
A transferência mais comum, segundo a Fifa, foi de Portugal para o Brasil, e os atletas brasileiros foram maioria entre os que trocaram de clube em 2012.
Ainda de acordo com a entidade máxima do futebol, a média de comissão para a intermediários foi de 28% do valor total da transferência.
A idade média do jogador que trocou de clube foi de 24 anos e 10 meses. O mais jovem transferido (trocou time da Inglaterra por um do País de Gales) tinha 16 anos, enquanto o mais velho (foi da Ucrânia para o Tadjiquistão) tinha 45.
No comunicado, a Fifa ainda afirmou que está melhorando o sistema GPX (Global Player Exchange), que visa ampliar a transparência sobre o dinheiro envolvido nas transferências internacionais de jogadores.
Leia mais no UOL.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Leia o manifesto do Romário

O ex-jogador de futebol e atual Deputado Federal, Romário, um dos mais atuantes no parlamento, escreveu um manifesto solicitando que o Governo Federal não recue no veto de recursos públicos a entidades que não promovem a alternância de poder.

Essa posição tinha sido assumida nos últimos dias pelo próprio Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, que estaria, pelo menos é isso que faz entender o manifesto do deputado, recuando dessa proposta e colocando-a como possibilidade para o ano de 2017.

Todos os que no comando das federações, confederações e outras, estão atualmente, parecem que querem continuar até as festas, as farras de todo o tipo, relacionadas aos megaeventos passarem pelo país. Só depois, então, estariam dispostos a mudarem a direção, nem que seja única e exclusivamente em relação ao nome de que senta na poltrona.

Veja, na íntegra, o manifesto do Deputado Romário, clicando aqui.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Os dez mais

Segue abaixo a lista dos dez maiores salários do mundo do futebol

1º Lugar é o jogador do Barcelona Lionel Messi, o jogador recebe R$ 74 milhões de reais por ano, R$ 6,166 milhões de reais por mês.

2º Lugar é o jogador Cristiano Ronaldo do Real Madrid, o jogador recebe R$ 66 milhões de reais por ano, R$ 5,500 milhões de reais por mês.

3º Lugar é o jogador Wayne Rooney do Manchester United, o jogador recebe R$ 50 milhões de reais por ano, R$ 4,166 milhões de reais por mês.

4º Lugar vem o jogador Samuel Etoò do Anzhi, o jogador recebe R$ 48 milhões de reais por ano, R$ 4 milhões por mês.

5º Lugar é o jogador do Real Madrid Kaká, o jogador recebe R$ 46 milhões de reais por ano, R$ 3,833 milhões de reais por mês.

6º Lugar é o jogador David Beckham do Los Angeles Galax, o jogador recebe R$ 45 milhões de reais por ano, R$ 3,750 milhões de reais por mês.

7º Lugar é o jogador Ronaldinho Gaucho do Flamengo, o jogador recebe R$ 44 milhões de reais por ano, R$ 3,666 milhões de reais por mês.

8º Lugar é o polêmico Carlos Tevez do Manchester City, o jogador recebe R$ 37 milhões de reais por ano, R$ 3,083 milhões de reais por mês.

9º Lugar é o jogador do Santos Neymar , o jogador vai receber R$ 36 milhões de reais por ano, 3 milhões por mês.

10º Lugar é o jogador Frank Lampard do Chelsea, ele recebe R$ 34 milhões de reais por ano, R$ 2,833 milhões de reais por mês.

Diante desta lista, que foi retirada do Blog do Rivelino, meus assustados botões perguntam: quantas empresas no mundo tem no seu faturamento anual o correspondente ao salário destes jogadores, individualmente? Quantos países produzem em termo de PIB, o correspondente aos dez salários somados? Juntos, estes jogadores poderiam salvar o Euro?