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sexta-feira, 17 de julho de 2015

MP do Futebol

Imagem retirada do site www.domtotal.com
Na segunda-feira passada o senado brasileiro aprovou a Medida Provisória 671/2015, conhecida por MP do Futebol que trata, entre outros pontos, do refinanciamento das dívidas do nosso “esporte bretão”.

Do texto original, algumas mudanças ocorreram para que a Medida, que vinha sendo discutida por diversos segmentos do “mundo do esporte” há mais de um ano e meio, fosse aprovada.

Muitos pontos do projeto que saíram da prancheta do “técnico” Otávio Leite (PSDB) foram discutidos acaloradamente. O Bom Senso F. C procurava conter o ataque da cartolagem, que reforçado pela “Bancada da Bola” procurava ocupar todo o meio de campo na tentativa de reforçar a defesa e conter o ataque do time progressista. Entre idas e vindas dos diversos jogadores presentes ao jogo mais longo da história do esporte nacional, pode-se avaliar e perceber recuos e avanços em relação ao texto original.

Para o jornalista Juca Kfouri, o texto final representou uma “conquista meramente sindical”, não tendo a capacidade de modificação estrutural do futebol. Já o Bom Senso F. C. órgão que representa mais de mil jogadores profissionais, comemorou, argumentando que “O Fair Play Financeiro e a tipificação de gestão temerária representam um baita avanço, pois acaba com aquela visão de montar um time a qualquer custo, sem respeitar os contratos com os atletas e deixar uma enorme dívida para as futuras direções. Acaba com essa irresponsabilidade de gastar mais do que se pode”.

Para Eduardo Mello, presidente do Flamengo, deve-se lamentar e muito a preservação do sistema de eleição. Com a retirada do “voto de qualitativo”, presente no texto original, a estrutura básica das eleições das federações estaduais permaneceu intocada.

Outro ponto a lamentar, embora tenham conquistado o direito de participarem das definições das regras das competições, é o impedimento dos atletas de votarem nas eleições da sua entidade.

Ainda na linha desse processo de tentar democratizar o futebol, podemos celebrar a ampliação do colégio eleitoral da CBF. Além das 27 federações estaduais e dos 20 clubes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro, os clubes da segunda divisão também terão direito a voto.

Mas o jogo ainda não acabou. A Medida Provisória para se transformar em Lei precisa passar pela sanção da Presidente Dilma Rousseff e a mudança ocorrida na Câmara, no tocante ao pagamento das dívidas dos clubes, somada as questões conjunturais que vive o país, pode levar o jogo para a prorrogação.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Síndrome de Estocolmo

Tudo indica que não será dessa vez que o Sr. Ricardo Teixeira deixará o cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador da Copa de 2014 (COL).

O eterno cartola contou com a anuência, para dizer o mínimo, de outros 27 dirigentes de federações estaduais para não só se manter no cargo como, também, demonstrar força. O mesmo foi simplesmente ovacionado no último dia 29 de março por seus pares, os mesmos que até poucas semanas atrás já começavam a falar em seu destronamento.

Tudo isso entre denúncias e mais denúncias contra ele. Mas o que importa? No país do "ficha-limpa", ficha-suja também tem vez. E olha que desde 1989, a começar pela eleição que o elevou a presidente da CBF, que este homem apronta, apronta e apronta. E tá tudo documentado em vários livros. Os dois últimos, A Privataria Tucana e Jogo Sujo, dos jornalistas Amaury Ribeiro Júnior e Andrew Jennings, respectivamente, é mais do que emblemático e exige uma explicação pública do Sr. Teixeira.

Mas o mesmo não está nem um pouco preocupado. Lembram-se da CPI da Nike? Acabou em pizza também e o seu algoz, à época, o senhor Aldo Rebelo, atual Ministro dos Esportes, se encontra de mãos dadas com o torturado.

Uma perfeita variante da Síndrome de Estocolmo.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mais um esporte brasileiro: pole dance fitness

Como nos ensina a crítica dialética, a realidade independe da nossa consciência. O fato de você desconhecer um ou outro feito ou fenômeno da realidade, não significa dizer, em absoluto, que os mesmos não existam. Signfica apenas que você não tem consciência deles. Ponto. Mas por que estou dizendo isso?

Hoje, navegando na internet, encontrei uma nota falando sobre um torneio estadual de Pole Dance, que será realizado em São Paulo, amanhã, 27. Imediatamente rascunhei estão as seguintes palavras "Quando pensamos que nada mais pode ser esportivizado, eis que a realidade nos desmente. Agora é a vez da dança, que sai de um dos espaços de sua expressão, as casas noturnas onde homens e mulheres buscam prazeres diversos e se alça a status de esporte, já incorporando um dos seus elementos, a competição".
Rascunhada estas palavras, procurei pesquisar um pouco mais sobre o assunto e descobri, boquiaberto, que já existe até torneio mundial da modalidade e que o primeiro torneio nacional desta foi realizado no Brasil, na cidade de Curitiba, no dia 20 de setembro de 2009. Será em Curitiba também a versão nacional deste ano. Mas antes disso, quem quiser disputá-la, terá que primeiro, ser um dos vencedores do torneio estadual de amanhã. Tudo muito bem organizado.

E eu pensando que estava para divulgar uma grande novidade, descobri duas outras coisas. A primeira, é que em Cascavel, Curitiba, Paraná (este é o estado mais forte na modalidade, pelo que estou percebendo), já tem professoras especialistas em técnicas de pole dance. Não sei se são formadas em educação física ou se as mesmas têm a carteirinha de provisionadas, esses aspectos de vigilância do ato profissional fica por conta do sistema CONFEF/CREF.

A segunda coisa que descobri, no sentido de ser uma grande novidade para mim, é que o esporte denominado Pole Dance Fitness já tem até uma seleção brasileira e que a modalidade esportiva atrela técnica e sensualidade. É mole?

Ia entrar na maior roubada e o Esporte em Rede ia perder uns pontos no quesito credibilidade. Falta agora procurar descobrir se existem ligas, confederações, federações e outros penduricalhos nesta modalidade esportiva e se a mesma está reclamando, junto ao Ministério dos Esportes, ser alçada ao status de esporte olímpico.

Mas isso eu deixo para vocês pesquisarem.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Maratona 24 Horas de Handebol

O evento foi idealizado pelo professor Carlos José da Silva (Carlão) em 2009, e teve como objetivo inicial “chamar a atenção” a este esporte. A realização de um grande jogo com duração de 24 horas tinha realmente a função de APELO às Instituições Governamentais e Não – Governamentais sobre o caos do esporte na Bahia, inclusive a própria Federação Baiana da modalidade.

Outras questões também deveriam ser ressaltadas e evidenciadas no evento e são estas que até hoje permanecem, sendo seus principais pilares: A integração; Interação e Socialização dos praticantes e simpatizantes do esporte de quadra (não só o handebol). Ficou estabelecido como um momento onde atletas, ex-atletas e até mesmo não atletas se encontrariam para “brincar” de handebol, para se divertir, bater papo, reencontrar amigos. Interessante que não se fala de novas técnicas ou metodologias sobre o avanço de esporte, mas se discutem as principais questões que não permitem o avanço do esporte na Bahia.

O grande jogo realizado não discrimina ninguém podendo participar qualquer pessoa que estiver presente, independente de idade, gênero, se é atleta ou não, ou se apenas curioso.

Enfim, o 24 horas é um evento lúdico desportivo, que embora utilize-se das regras oficiais do desporto e até mesmo conte com equipes de árbitros dirigindo o grande jogo, não tem nenhum apelo competitivista real, e sim o prazer de jogar.

No primeiro ano (2009) o evento recebeu auxílio financeiro da SUDESB e Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas, a segunda edição e agora a terceira, a sustentação é baseada no esforço de professores, atletas, ex-atletas, e amigos, por isso, agora mais do que nunca é um evento de caráter social e lúdico, lúdico pela brincadeira e social por ser construído por uma sociedade, sem interferência do Estado.

(TEXTO ENVIADO PELO PROFESSOR REGINALDO SACRAMENTO)

domingo, 15 de novembro de 2009

O "apagão" nas aulas de educação física

Na semana do apagão, muitas viúvas do PSDB tentaram revitalizar o debate do caos na distribuição de energia elétrica que marcou o governo do sociólogo Fernando Henrique Cardoso. Só que desta vez, obviamente, tentando minar o governo Lula. Sem nenhuma proposta de nação para o país, a não ser o exercício do poder pelo poder, a oposição brasileira procurou fazer do apagão mais um mote para desbancar o governo Lula que vem batento recordes de aprovação nunca antes visto. Em tempo: tenho críticas, inclusive no campo da política esportiva, mas não sou sectário.

Muitos dirão que isso é fruto de política populista, do tipo "bolsa família" e congêneres. Outros dirão que é em função do pouco desenvolvimento da consciência do povo. Eu digo que é tudo isso junto e mais um pouco. Mas fico com Chateaubriand, quando afirma que "Um dos dramas do Brasil é a profunda ignorância, maior, muito maior, das suas chamadas elites que do seu povo".

Essa elite reprova a saída de milhões de brasileiros da condição de miseráveis com a ajuda do Bolsa Família, mas não assume o debate sobre o por que de um país como o Brasil - "em que se plantando tudo dá" - precisa de um programa que retire as pessoas da condição de famintas. É a mesma elite que quer alimentar os milhões de brasileiros do campo e da cidade sendo contra a reforma agrária e a favor do agronegócio, da monocultura e da derrubada da floresta para a construção de pastagens e campo de futebol.

Esta é a mesma elite que vem alimentando ideias e ideais que não ajudam um centímetro seguer o avanço da formação humana plena de sentidos e significados para todos os humanos que habitam a terra. É a elite que discursa sobre a necessidade das crianças praticarem esporte para não se aproximarem das drogas mas que não responde o que ela vai fazer depois que a prática do esporte acabar. Ou será que ela vai ficar jogando as 24 horas do dia?

É a mesma elite que roubou os cofres públicos e promoveu o pan-americano, traduzindo perfeitamente o que significa o adjetivo RENDIMENTO que qualifica o substantivo ESPORTE. A elite que queria vender a Petrobrás e que hoje torce para o pré-sal não dá certo. A elite que não explica o que foi feito com os R$ 30 milhões do crédito suplementar que pediu ao Congresso Nacional, para fechar a conta da candidatura olímpica do Rio de Janeiro.

É a elite que dá uma no prego e outra na ferradura, dependendo da conveniência. Um dia diz, como fez o Ricardo Teixeira, que não precisa de dinheiro público para a Copa de 2014 e no outro dia bate na porta do Banco Nacional de Desenvolvimento Social.

Essa elite, que se perpetua no poder, tem nas ações dos subalternos a sua influência extendida e esta se traduz nas práticas, por exemplo, dos professores que ao desenvolverem suas aulas na busca do talento esportivo, promovem a competição na busca do ser individualmente mais forte, mais rápido, mais, mais, mais...resumindo o espaço da escola a um celeiro de atletas.

Professores que proomovem a monocultura do esporte. A cultura corporal deve ser resumida ao esporte, de preferência, aos tradicionais futsal, volei e basquete. Promovem torneios internos onde a turma de uma sala joga contra a turma de outra sala obedecendo as regras federadas e confederadas pelas elites que pensam o esporte.

É o "apagão" da educação física, tão festejado pela elite, especificamente a esportiva, quanto o outro apagão. Nada de ampliar as possibilidades do conhecimento sobre a cultura corporal. Essa coisa de ampliação, para o povo, não é bom, pois eles vão querer sempre mais, mais e mais e nós, a elite, só podemos dá o suficiente para aplacar sua indignação, anestesiar as suas consciências. Em pró desse "esporte", não poupamos esforços e sempre estamos dispostos a ceder alguns anéis para não perder os dedos.

Alternativas? Existem e nós vamos mostrá-las na próxima semana e quando menos esperarem as elites, no apagar das luzes, acenderemos o fogo da contra-hegemonia, da contra-internalização.