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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Formação unificada em Educação Física

Diante das últimas e recorrentes ofensivas do sistema CONFEF/CREF, esse primeiro de setembro reveste-se de importância ímpar para todos os que defendem uma formação unificada em Educação Física.

Não podemos ter receio de politizar o debate nem, tampouco, baixar a bandeira desta formação unificada, contra a fragmentação do conhecimento historicamente desenvolvido na área.

Então, os professores que já estão há mais de dez anos no mundo do trabalho, não estão aptos ao exercício da profissão simplesmente porque um agente externo à Universidade diz que não? E a prática concreta desse profissional durante todos esses anos, não diz nada? Não informa nada? Que história é essa?. Iremos ficar a reboque do CONFEF/CREF? Até quando? É ele que vai pautar o conhecimento necessário de ser conhecido pelos professores da Educação Física? É sério isso?

Nós, professores e estudantes, precisamos de organização, estudos sistemáticos, recuperar o debate que foi silenciado por uma conjuntura imposta pelo fenômeno do "recuo da teoria" e dos "jogos de linguagens" próprios ao contexto de "esvaziamento e desvalorização do professor".

Precisamos, inclusive, incluir no debate a precarização da formação atual. "(...) nem os estudantes da Licenciatura e nem os do Bacharelado possuem uma formação que realmente traga elementos que contribuam para sua prática pedagógica". E pedagógico aqui não se resume ao âmbito da escola. Que fique bem entendido."Antes de sermos técnicos, instrutoras, treinadores, somos fundamentalmente professoras e professores. Reconhecer esse fato significa entender que onde estivermos atuando, estaremos (...) trabalhando com a formação humana, através e com as especificidades de nossa área, tratando pedagogicamente os temas da cultura corporal, seja no clube, nas escola, na academia, no hospital, no hotel, na praça, etc".

Lutar pela unificação da formação não significa negar conhecimento de nenhum campo de atuação. Queremos unificar não para privilegiarmos o conhecimento do campo "a", "b", ou "c". Mas para proporcionar uma compreensão ampla sobre os conhecimentos da fisiologia, pedagogia, biologia, filosofia, anatomia, sociologia, história, saúde coletiva, primeiro socorros, biomecânica, etc, etc, etc.

E não quero nem falar sobre o fato deste debate dividirem, também, os próprios professores e estudantes. Na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), por exemplo, esse fenômeno da divisão da formação já criou até adjetivações do tipo "pedagogentos" e "fisiologentos". O feudo dos que defendem a escola e dos que defendem a academia. Nada podia expressar maior reducionismo e esvaziamento do debate científico do que essas expressões, o que é preocupante no contexto da universidade que se baseia, entre outros, no desenvolvimento da ciência. 

Imbuído de argumentos científicos, devemos enfrentar o debate da formação do professor de educação física, contra as ingerências do sistema CONFEF/CREF. A luta é diversa. A prática social tem demonstrado isso e não podemos fechar os olhos para os fatos.

Portanto, as frentes de luta são mediadas pelo contexto do imediato (estratégia de filiação ao sistema para garantir a atuação e o direito ao trabalho - o que é um absurdo, pagar para trabalhar. Tem lógica isso?); mediato (o debate acadêmico, pautado pelo conhecimento científico, papel da universidade) e o histórico (expressão de um projeto de sociedade em que a fragmentação do conhecimento seja uma lembrança distante).

Esses momentos não devem ser compreendidos como etapismo. Elas se relacionam. O imediato, mediato e histórico têm determinações específicas mas, também, características que se interpenetram. Elas dialogam entre si.

Em um mundo do trabalho cada vez mais complexo, a fragmentação da formação é uma temeridade, além de significar o caminho mais curto para o desemprego ou o emprego precarizado.

Em síntese: a divisão é uma armadilha que nós não podemos aceitar. É um equívoco.

Por isso que, reiterando, esse primeiro de setembro que se aproxima é uma data ímpar para todos os que defendem a formação unificada. Lutemos, então!!!


(As citações presentes no texto fazem parte da cartilha de subsídios aos debates da Campanha Nacional pela revogação das atuais Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação em Educação Física (páginas 09 e 10), produzido pela Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física - Gestão 2009-2010)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

15 de outubro: dia do professor

Imagem e texto retirado do site do MNCR
O Movimento Nacional contra a Regulamentação do Profissional de Educação Física (MNCR) parabeniza todos os professores e professoras que lutam cotidianamente por uma educação transformadora.


O MNCR, desde o seu surgimento, vem defendendo o direito ao trabalho dos professores e professoras de Educação Física em todo o país, lutando pela regulamentação do trabalho. Para auxiliar os professores e professoras, ao longo destes 15 anos de existência, vem produzindo materiais que possibilitam aos trabalhadores da Educação Física compreender a não necessidade do Sistema CONFEF/CREF. Neste sentido, o MNCR lançou, no ano de 2013, a Campanha Nacional Pelo direito ao trabalho dos professores e professoras de Educação Física, que busca apontar as ingerências do Sistema CONFEF/CREF e dar subsídios para a luta dos professores e professoras de Educação Física contra este Conselho. Mas, mais do que isto, a campanha visa ampliar o debate sobre a formação e a atuação dos professores de Educação Física, com o objetivo de promover uma qualificação no âmbito da formação acadêmica, onde não mais haja a fragmentação do curso (bacharelado e licenciatura).

Ressaltamos a importância do dia 15 de outubro, em especial, para nós, professores e professoras de Educação Física, pois esse recupera o sentido da luta da data e também porque se contrapõe ao dia 1.º de setembro – data que o conselho profissional (CONFEF/CREF) tenta impor a esses trabalhadores e trabalhadoras como sendo o seu dia, este Conselho que ataca os trabalhadores da cultura corporal, impõe a necessidade de fragmentar a formação e em nada contribui para a luta por melhores condições aos trabalhadores da Educação Física.

O MNCR parabeniza a todos os professores e professoras pelo seu dia!

Força na Luta, que a luta é para vencer, sempre!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

15 de outubro

Todo professor é um profissional, mas nem todo profissional é um professor. Portanto, agradeço de coração a gentileza de todos que me parabenizaram pelo dia 01 de setembro. Mas gostaria de reafirmar nesse espaço que a "minha" data é 15 de outubro.


sábado, 21 de dezembro de 2013

De volta ao começo

Depois de quase dois meses inativo por problemas operacionais, para não dizer sabotagem, já que fui ameaçado por um tal de "Karim", que não gostou da minha última postagem onde critico uma mensagem publicitária veiculada pelo Conselho Regional de Educação Física de Minas Gerais, estamos de volta.

A intolerância expressa nos xingamentos e impropérios  deste "senhor" não foi suficiente para acabar com um projeto, tímido pelo seu alcance mas enorme pelos seus propósitos de democratizar as informações, conhecimentos, opiniões e tudo o mais que envolve esse fascinante fenômeno social que é o esporte.

Esses dias "parados" me fizeram refletir muito. Cheguei até a adquiri uma outra página, desta vez paga, para dificultar qualquer tipo de sabotagem futura e estava trabalhando nela para começar a publicar em janeiro próximo. Continuo pensando nesta possibilidade e o tempo e os acontecimentos serão meus conselheiros. Eles dirão o que é melhor para o momento.

Muitas outras coisas no âmbito específico do esporte também aconteceram:

1) Trabalhadores continuam sendo mortos nos acidentes de trabalho ocorridos nas "arenas";

2) O dinheiro público continua escoando para os caixas das empreiteiras. Caso da prefeitura de São Paulo que liberou R$ 159 milhões em incentivos fiscais para a construção do Itaquerão;

3) Na Bahia, R$ 6 milhões e 400 mil foram bancados pelo Estado para a realização dos sorteios dos jogos da Copa 2014. O que choca frontalmente com o contingenciamento de verbas para as universidades estaduais;

4) A suposta virada de mesa do Fluminense. Atitude que parece está animando o Vasco da Gama;

5) A derrota do Atlético Mineiro no mundial de clubes;

6) A democratização incompleta do Esporte Clube Bahia, que insisti em divulgar os nomes dos componentes das suas diretorias mas não o dinheiro que tem no caixa;

7) A não democratização do Esporte Clube Vitória;

8) A venda e compra de jogadores, demonstrando mais uma vez o quanto o esporte virou mercadoria e o talento dos atletas commodities;

9) O desconhecimento do torcedor do seu estatuto, mais uma demonstração da nossa menoridade cidadã;

10) O handebol feminino do Brasil na final do mundial;

11) entre outros.

Como podemos observar, temas não faltaram e nem faltarão. E muitos dos elencados são ainda passíveis de reflexões.

Tenham a certeza de que serão. Estamos de volta!!!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Mensagem publicitária como tática da "maquinaria do agito"

A publicidade deve atingir em cheio a consciência do espectador. Ou telespectador, dependendo do meio que se utiliza para passar a mensagem. Aliás, o meio também exerce uma influência no conteúdo da mensagem publicitária.

No rádio, onde os sentidos são "mais reduzidos" a mensagem de um produto apresenta um conteúdo diferente na apresentação deste mesmo conteúdo anunciado na televisão, por exemplo. Conteúdo e forma são dois elementos que balizam as produções da mensagem e suas disseminações nos diferentes meios.

Conteúdo/forma e meio/mensagem se evidenciam pela linguagem. Esta, como produto e processo das relações sociais, não é neutra e garante sentidos e significados distintos às produções publicitárias, expressando nas mesmas uma visão de mundo que pode ser reducionista, ampliada, flexível, entre outras, podendo até classificar socialmente os indivíduos.


No mês de setembro último, para comemorar o dia do Profissional de Educação Física, o Conselho Regional de Educação Física (CREF) de Minas Gerais veiculou uma propaganda com um teor, no meu ponto de vista, além de reducionista, grosseiro, minimalista e preconceituoso.

Além de tudo isso, classificou também o indivíduo obeso, enquadrando-o em coordenadas geográficas. Seria a metáfora perfeita para o chamado "mundo dos magros" ou dos "menos redondos"? Um mundo onde as linhas e os meridianos são mais importantes do que as pessoas?

Ao dar de frente com esse tipo de mensagem expressa na propaganda da imagem acima, fico me perguntando até que ponto a mesma denota uma preocupação com o fenômeno da obesidade ou trata a mesma com nítidos contornos preconceituosos. O que justifica "fazer de tudo por um mundo menos redondo"? O que este "mundo menos redondo" tem de tão bom que é preciso "fazer de tudo" para que ele prevaleça?

Aliás, a expressão "fazer de tudo" já é preocupante. Aqui entra, portanto, até a prática do uso de anabolizantes, remédios para emagrecer, utilização de atividades físicas não condizentes, etc, etc, etc. Em outras palavras, o importante é ser "menos redondo", pleonasmo para dizer que o fundamental é ser magro!!! Não importa o que você faça.

Uma instituição como o CREF não pode desconhecer os estudos realizados no campo da psicologia que vem identificando que quanto mais se rejeita a obesidade, quanto mais se idolatra a magreza, mais e mais problemas relacionados à própria obesidade se ampliam.

Na minha humilde opinião, esse discurso da mensagem publicitária acima só se justifica pelo atendimento aos interesses da "maquinaria do agito". Conota muito mais uma estratégia que visa ao endereçamento. Esse discurso do "menos redondo" compõe uma tática recorrente que objetiva capturar o sujeito. Subliminarmente, propagandeia produtos e serviços ao mesmo tempo em que vende um certo estilo de vida "saudável" e "ativa".

********
P.S. Observe o que fizeram nas camisas da mensagem publicitária com o suposto suor. Isso demonstra cabalmente que as suspeitas da postagem anterior - Coração de suor... - não são infundadas.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Nota em Repúdio ao CONFEF/CREF's


NOTA ESCRITA PELO DIRETÓRIA ACADÊMICO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UFBA.

O Diretório Acadêmico de Educação Física da UFBA, Gestão 2013/2014 vem, por meio desta nota, repudiar a ingerência do Sistema CONFEF/CREF’s no NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família).
O CONFEF/CREF, através do ofício CONFEF/426/2013, “alerta” o Ministério da Saúde sobre a atuação do licenciado em Educação Física, alegando que “(...) no sentido de garantir a qualidade dos serviços e a segurança da população, vez que os egressos de curso de licenciatura em Educação Física baseados na RESOLUÇÃO CNE/CP Nº1, de 18 de fevereiro de 2002, que instituiu Diretrizes Curriculares Nacionais para Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena, não adquirem conhecimentos acadêmicos para intervenção no segmento relacionado ao NASF”.
O Sistema CONFEF/CREF’s é criado em 1998, com o objetivo de defender a fragmentação da formação e atuação do professor de Educação Física. Neste momento, tal fragmentação se expressa na limitação de atuação nos diversos campos de trabalho, em especial no campo da Saúde, Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF). Assim, o CONFEF/CREF tenta dividir a nossa formação, se inserindo nas universidades e espaços de trabalho.
Tomando como base as ações do Ministério Público Federal contra a ingerência do Sistema CONFEF/CREF’s em todo o Brasil (especificamente aqui na Bahia, atuação do Conselho Estadual de Educação), nós repudiamos tal atitude e chamamos todos os estudantes e professores de Educação Física a somarem esta luta.
Somos contrários à fragmentação da formação do profissional de Educação Física em Licenciatura e Bacharelado, pois esta fragmentação coloca estudante contra estudante, pra ver quem atua no campo de trabalho da Saúde, fazendo com que estes disputem entre si.

Defendemos a proposta de Licenciatura Ampliada, construída pelo Movimento Estudantil de Educação Física e pelo grupo LEPEL, que coloca no centro da formação de professores a necessidade da fundamentação teórico-prática nos campos de atuação da Educação Física, e isso inclui o NASF, a necessidade de instrumentalização para o trabalho científico e para o trabalho pedagógico nos campos de atuação, na defesa de um projeto de sociedade que caminhe para a democratização do acesso á produção humana no campo da Cultura Corporal. Temos uma experiência em andamento, a reformulação curricular do curso de Educação Física da UFBA, aprovado em 2011, que tendo 2 anos de sua implementação, vem com a proposta de defender a Licenciatura Plena de Caráter Ampliado,  com um currículo voltado para defender a atuação destes profissionais nos diversos campos, seja na escola, na saúde coletiva, no lazer, nos clubes, e nos demais campos. Esta experiência se expressa como o que temos de mais avançado em relação à formação de professores de Educação Física no país.

Convocamos todas e todos os estudantes e demais professores de Educação Física que defendem a proposta da Licenciatura Ampliada para seguir na luta juntos contra a ingerência do CONFEF/CREF’s em todo o Brasil. Sabemos que toda essa problemática em relação à atuação profissional é uma ação do capital na defesa de uma sociedade desigual, que visa os seus interesses.

Seguiremos na luta contra a atuação deste conselho e por uma formação adequada para intervenção dos professores nos diversos campos de atuação.

Educação Física é uma só!  Formação Unificada Já!

domingo, 21 de abril de 2013

Carta Aberta: Professores e Professoras de Educação Física do Estado da Bahia

Texto escrito pelo professor Reginaldo Sacramento


Meu nome é Reginaldo Nunes Sacramento, sou professor de educação física licenciado pela UCSal, leciono no CECR - Classe II, trabalho também na Secretaria de Esporte e Lazer de Camaçari – SEDEL, e sou registrado no Conselho Regional de Educação Física, sob nº 5245 - G/BA, e MEC - LP nº 13.784.
Esta Carta que encaminho, a quem interessar possa é mais que um desabafo, é na realidade um registro da minha revolta referente à forma como a SUDESB está tratando o Esporte Escolar em nosso Estado, e quando digo Esporte Escolar englobo todos os atores desta instituição esportiva. Bem, vamos aos fatos.

No ano passado, por conta da GREVE dos Professores da Rede Pública, o Coordenador da Seletiva das Olimpíadas Nacionais Escolares, hoje Jogos Escolares da Juventude, declarou na Reunião Geral preparatória das “Seletivas”, que, segundo orientação do Diretor Geral da SUDESB, as Escolas Públicas do Estado NÃO DEVERIAM PARTICIPAR DO EVENTO, naturalmente isto foi objeto de muita revolta e discussão.

Este ano de 2013, a SUDESB agendou a mesma reunião para o dia 26 de março, data em que a Rede Pública Estadual de Ensino se encontrava de FÉRIAS, talvez outra manobra para excluir a Escola Pública, ou seria, Escória Pública?

Após várias solicitações a SUDESB voltou atrás e marcou uma segunda reunião, que aconteceu no último dia 09 de abril, no Estádio de Pituaçu. Durante a reunião que durou toda a tarde foi discutida a necessidade de incentivar a participação efetiva de um maior número de Unidades de Ensino e Estudantes, e para que isto acontecesse, a Assembleia instalada, ou seja, o fórum de professores ali presente decidiu por UNANIMIDADE:

Alterar o Regulamento nos seus Artigos 7º e 8º

Art. 7º - Poderão participar pelas Unidades de Ensino:
d)    Professores, autorizados pelas respectivas Unidades de Ensino;
e)     Para todas as etapas, os professores deverão portar o registro do Conselho Regional de Educação Física, devidamente atualizado – EXCLUÍDO

Art. 8º - Nenhum aluno-atleta ou equipe poderá competir sem a presença de um técnico ou dirigente responsável (este com apresentação do CREF atualizado). Na ausência deste, os mesmos serão impedidos de participar da competição, sendo declarados perdedores por WxO.- EM VERMELHO EXCLUÍDO
A defesa da proposta que aprovou a alteração do Artigo foi fundamentada na PARTICIPAÇÃO do estudante e da escola, entendendo que os Jogos por serem Realizados pela SUDESB, Órgão de FOMENTO E DESENVOLVIMENTO DO ESPORTES BAIANOS, e Coordenados pela Diretoria de FOMENTO ao Esporte, através da Coordenação de APOIO AO ESPORTE, deveriam contemplar os direitos da sociedade. E ainda, entendendo que a participação do estudante é o mais importante nos JOGOS ESCOLARES, e a única razão para sua existência.

O conjunto de professores em momento algum tentou radicalizar a proposta, e, entendendo que a participação na Etapa Nacional é condicionada ao Registro no Conselho, pelo COB, que não é Órgão Público, nem tampouco, preocupado com o esporte de participação, mas de resultados, definiu que no momento em que a competição se afunilasse e restassem apenas quatro equipes por modalidade/nipe, os professores deveriam providenciar seus registros no CREF, caso já não os possuíssem.

Minha revolta acontece no dia 12 de abril, quando a SUDESB, através da Diretoria de Fomento ao Esporte e sua Coordenação de Apoio ao Esporte publica o regulamento da competição mantendo literalmente os artigos 7º e 8º, modificados pelo colégio de professores, contrariando inclusive seu Art. 45

Art. 45 - Este Regulamento torna-se oficial e definitivo, após sua aprovação e consequente homologação, AO FINAL DA REALIZAÇÃO DO CONGRESSO TÉCNICO GERAL, conforme nele apresentado.

Se ao final da realização do Congresso Técnico Geral foi aprovada, através do voto, a mudança, porque a SUDESB publicou um regulamento diferente do que foi alterado e aprovado?


A Coordenação dos Jogos publicou um documento onde diz que a SUDESB por ser um Órgão que deve cumprir a Legislação, não poderia acatar o acordo estabelecido na assembléia, mas EXISTEM CASOS RECENTES QUE DEVEM SER LEVADOS EM CONTA:

a)            A Copa Metropolitana de Futebol, promovida pela própria SUDESB, e mais interessante, pela Coordenação de EXCELÊNCIA, que o próprio nome diz, trabalha com Performance, Excelência, Resultados, em seu Regulamento da Competição, Edição 2013, sequer faz referência a Técnicos, Instrutores, Professores, Treinadores, muito menos Registro Profissional no Conselho Regional de Educação Física;

b)            A Secretaria da Educação – SEC, realiza anualmente os JERP – Jogos Escolares da Rede Pública, e em momento algum cita o Conselho Regional de Educação Física, muito menos a necessidade de Registro em sua regulamentação técnica ou administrativa.

Desta forma, vendo a SEC, Órgão da Educação no Estado não fazer constar em seus regulamentos de Jogos Escolares a necessidade do Registro no CREF, e a Coordenação de Excelência da SUDESB, também não fazer referência ao documento, entendo que a justificativa apresentado não tem tanta força, pois, a SEC e a própria SUDESB desenvolvem programas de competição esportiva sem a dependência do Conselho Regional de Educação Física.

Então porque a Coordenação de Apoio ao Esporte insiste nesta situação? Será que o fato do Coordenador dos Jogos e da Coordenação de Apoio ao Esporte, também ser Presidente do Conselho interfere? Claro que sim.

Portanto:
·           Pelo desrespeito a instituição democrática do voto praticada;
·           Pelo claro conflito de interesses entre a Coordenação de Apoio ao Esporte e o CREF;
·           Pelo desrespeito aos professores que levaram horas buscando uma solução que atendesse aos interesses dos Jogos e principalmente da participação dos estudantes e Instituições de Ensino;
·           Pelo desrespeito aos estudantes, que terão suas participações castradas por intransigência da SUDESB, através de sua Coordenação;
·           Pelo total desrespeito ao Esporte Escolar, que vem sendo encolhido e sua falência de forma acelerada já é um fato, além do já dito, a SUDESB disponibilizará recursos (arbitragem e administrativo) para realização da Etapa Classificatória de Salvador e Fase Final, mas os municípios do Interior devem realizar suas “Seletivas” com custos próprios, inclusive deslocamento para Salvador na fase final da competição;

Deixo aqui meu voto de protesto informando que não participaremos de evento esportivo, deixando a decisão de cada um, atrelada a sua própria consciência.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Audiência pública busca consenso sobre o exercício profissional dos licenciados em Educação Física



Segue o link do MPF com as informações da audiência pública, bem como informações da Liminar que impossibilita o Cref 13 de emitir registro limitando a atuação.


Caso não consiga acessar clicando no link, copie o mesmo e cole no seu navegador.

10 de maio - Dia Histórico para a Educação Física Brasileira

No dia 10 de maio do corrente ano, realizou-se no Colégio Modelo da Cidade de Feira de Santana, uma audiência pública para debater o posicionamento do Sistema Confef/Cref sobre a formação do professor/profissional de educação física. Segue, abaixo, um texto síntese do acontecimento redigido pelo professor Elson Moura, da Universidade Estadual de Feira de Santana.
            Olá todas e todos!

            Ainda no processo de “descarregar” da carga emocional adquirida no dia de ontem, na Audiência pública do MPF, gostaria de agradecer a todos que lá estiveram. Aos que não estiveram por livre iniciativa, ainda há tempo para participar como protagonistas da história e não ficar apenas sendo um espectador desta, pois assim corre-se o risco de ter uma história que não lhes interessa.

            A presença em pessoa do Presidente do CONFEF, Jorge Stenhilber, demonstra o receio que o sistema CONFEF/Cref tem de que este tipo de acontecimento venha a se generalizar. Não é por outra coisa que o representante do Cref , Dr. Pitanga, insistiu em delimitar geograficamente estes acontecimentos como se apenas Bahia e Goiás, nas palavras dele, ainda insistissem nisso.

            É FUNDAMENTAL RESSALTAR QUE O OBJETO PELO QUAL ESTA AUDIÊNCIA FOI CONVOCADA, FOI PLENAMENTE CUMPRIDO: O SISTEMA CONFEF, MAIS PRECISAMENTE O CREF 13, ESTÁ DESAUTORIZADO, DESDE 28 DE FEVEREIRO DE 2012, A EMITIR REGISTRO PROFISIONAL COM A DESIGNAÇÃO “EDUCAÇÃO BÁSICA”. E, NAS PALAVRAS DA SUA REPRESENTANTE JURÍDICA, JÁ ESTÃO CUMPRINDO.

            Estejamos atentos; pela dimensão que isso pode tomar, e pelo perigo que é para eles, é notório que o Cref vai, aliás, já está recorrendo. Esta ação ainda não chegou à última instância como a de Goiás. E neste campo não sabemos quais ações eles podem realizar para garantir o seu pleito. Ontem já tivemos uma prova disso no fato de a todo momento eles tentarem pressionar o procurador que, aliás, se mostrou firme na sua decisão e não recuou um só centímetro daquilo que já tinha sido decidido na Liminar.

            PORTANTO, AINDA QUE PROVISORIAMENTE, VENCEMOS!!

            Mas, queria ressaltar algo que muito me emocionou: a expressão de força demonstrada pelos nossos alunos da UEFS (diversos semestres) e UNEB (Alagoinhas e Jacobina); de nossos colegas da UEFS, UNEB e outras; dos coordenadores de curso; do Magnífico Reitor da UEFS e tantas outras. A força das palmas – ou a ausência delas-; o “se levantar”; as expressões verbais da plenária; as exposições quando da fala franqueada; a fundamentação demonstrada; as claras demonstrações de insatisfação com o sistema CONFEF/Cref´s; a defesa clara e rigorosa, por parte do MEEF, da Formação Unificada; a desmoralização pública dos que merecem ser desmoralizados... tudo isso mostrou que a Educação Física não está morta e que o consenso em volta da Regulamentação da Profissão está longe de ser fato concreto. Emocionante! Eles nunca se esquecerão disso! E, portanto, buscaram saídas onde sempre acharam – e se esconderam: na esfera jurídica.

            Que bom que vocês estavam lá para presenciar, ao vivo, a posição dos que dizem nos defender: fuga do tema, entendimento de lei como algo imutável, arrogância, pressão ideológica, tentativa de deslegitimar o espaço como uma pretensa extensão das idéias da UFBA, falta de justificativa em suas posições, tentativa de pressionar o Procurador da República etc.

            Agradeço de público ao meu colega Prof. Gilmar Mercês por se empenhar tanto na defesa do nosso curso como, aliás, nunca vi outro professor fazendo com tamanho empenho.

            Agradeço à Coordenadora do Colegiado, Profª Amanda Novaes por, também, se empenhar, junto com a comissão, em todos os momentos em que foi solicitada – ou até mais. Mostrou nestes dois anos todo seu empenho na defesa da nossa Educação Física.

            Agradeço aos professores do Colegiado que, independente das divergências, neste caso demonstraram apoio e confiança para que esta comissão pudesse falar publicamente em nome deles.

            Por fim, agradeço imensamente aos estudantes e egressos do curso de Educação Física da Universidade Estadual de Feira de Santana. Vocês foram imprescindíveis. A demonstração de força que vocês apresentaram ontem, nenhuma aula nossa, por mais que ótima seja, conseguirá arrancar. Como é gratificante ver vocês se movimentando! Fica o aviso; a luta só está começando.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Licenciado pode trabalhar em ambientes não-escolares

Profissionais de educação física, graduados em curso de licenciatura, estavam impedidos de obter a carteira profissional plena, para atuação também em academias e clubes, por conta de uma limitação imposta pelos Conselhos Federal e Regional de Educação Física.

Qualquer profissional de educação física na Bahia, incluindo os graduados em curso de licenciatura e não apenas de bacharelado, pode exercer suas atividades em ambientes não escolares a exemplo de academias de ginástica, clubes, espaços de lazer, de recreação e de práticas desportivas.

Trata-se de uma liminar da 10ª Vara da Justiça Federal na Bahia, que impede que o Conselho Regional de Educação Física da 13ª Região (Cref13/BA-SE) continue limitando que profissionais de educação física, graduados em curso de licenciatura, atuem apenas nas salas de aula.

A decisão, que é válida desde fevereiro último para todo o estado da Bahia, é resultado de uma ação civil pública proposta pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) do Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) contra os Conselhos Federal e Regional de Educação Física.

Com a decisão, o Cref13/BA-SE não poderá realizar qualquer prática que restrinja a área de atuação desses profissionais, a exemplo da aposição da frase “Atuação Educação Básica” no anverso da carteira profissional dos graduados em curso de licenciatura.

A limitação foi imposta pelo Conselho Federal de Educação Física (Confef) por meio das Resoluções nºs 182/2009 e 112/2005. De acordo com essas normas, as carteiras profissionais seriam expedidas em conformidade com a formação acadêmica do graduado, com a existência de um campo específico para distinguir a atuação profissional.

(Retirado do Blog Políticos do Sul da Baiha)

sábado, 14 de abril de 2012

Arma da crítica

Olha que prática fantástica destes lutadores do povo. Um exemplo de práxis revolucionária. Defendem uma causa, se organizam em torno dela, lutam pela sua materialização e teorizam sobre a mesma. Tudo junto e misturado. Cabe a todos nós, agora, lermos para nos apossarmos da "arma da crítica" e torná-la força revolucionária. Entremos na fileira e avancemos contra o braço armado do CONFEF/CREF, que coloca trabalhador contra trabalhador. Com este livro. o MNCR dá um tiro entre os olhos do CONFEF/CREF que sempre apostou na ignorância dos professores sobre o tema para poder dominar e ampliar seus interesses mercadológicos, interesses esses que já contaminam alguns professores do curso de educação física da UEFS e de outras instituições de ensino, dito "progressistas". Ser progressista é optar por ações progressistas e a divisão da formação só serve para o rebaixamento e separação dos conhecimentos, algo completamente fora do contexto contemporâneo e de extremo grau conservador. Fora CONFEF/CREF. Formação unificada, já!!!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mais um esporte brasileiro: pole dance fitness

Como nos ensina a crítica dialética, a realidade independe da nossa consciência. O fato de você desconhecer um ou outro feito ou fenômeno da realidade, não significa dizer, em absoluto, que os mesmos não existam. Signfica apenas que você não tem consciência deles. Ponto. Mas por que estou dizendo isso?

Hoje, navegando na internet, encontrei uma nota falando sobre um torneio estadual de Pole Dance, que será realizado em São Paulo, amanhã, 27. Imediatamente rascunhei estão as seguintes palavras "Quando pensamos que nada mais pode ser esportivizado, eis que a realidade nos desmente. Agora é a vez da dança, que sai de um dos espaços de sua expressão, as casas noturnas onde homens e mulheres buscam prazeres diversos e se alça a status de esporte, já incorporando um dos seus elementos, a competição".
Rascunhada estas palavras, procurei pesquisar um pouco mais sobre o assunto e descobri, boquiaberto, que já existe até torneio mundial da modalidade e que o primeiro torneio nacional desta foi realizado no Brasil, na cidade de Curitiba, no dia 20 de setembro de 2009. Será em Curitiba também a versão nacional deste ano. Mas antes disso, quem quiser disputá-la, terá que primeiro, ser um dos vencedores do torneio estadual de amanhã. Tudo muito bem organizado.

E eu pensando que estava para divulgar uma grande novidade, descobri duas outras coisas. A primeira, é que em Cascavel, Curitiba, Paraná (este é o estado mais forte na modalidade, pelo que estou percebendo), já tem professoras especialistas em técnicas de pole dance. Não sei se são formadas em educação física ou se as mesmas têm a carteirinha de provisionadas, esses aspectos de vigilância do ato profissional fica por conta do sistema CONFEF/CREF.

A segunda coisa que descobri, no sentido de ser uma grande novidade para mim, é que o esporte denominado Pole Dance Fitness já tem até uma seleção brasileira e que a modalidade esportiva atrela técnica e sensualidade. É mole?

Ia entrar na maior roubada e o Esporte em Rede ia perder uns pontos no quesito credibilidade. Falta agora procurar descobrir se existem ligas, confederações, federações e outros penduricalhos nesta modalidade esportiva e se a mesma está reclamando, junto ao Ministério dos Esportes, ser alçada ao status de esporte olímpico.

Mas isso eu deixo para vocês pesquisarem.