Como perguntar não ofende: de que estética se fala no âmbito da educação física/ciências do esporte?
Refletir sobre o esporte para além das configurações táticas e técnicas que lhes são próprias e tendo o mesmo como expressão singular para pensarmos fenômenos mais gerais da sociedade, eis o objetivo do blog.
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sábado, 2 de maio de 2015
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Trio pé de serra, quadrilha junina e samba de côco
Uma amiga sergipana lembrou algo interessante em relação as ações do poder público para recepcionar as seleções que embarcaram nos diferentes estados do Brasil.
Em Aracaju, por exemplo, a seleção da Grécia foi recebida com roda de capoeira. Ironicamente, ela observou: "acho que todos os trios pé de serra estavam ocupados, as quadrilhas juninas de férias e o samba de côco foi passear em outros cantos".
Pois é. As expressões mais genuínas da cultura da região foram silenciadas.
Uma pena.
domingo, 24 de março de 2013
Contra o racismo
No último 21 de março celebramos o Dia Mundial da Eliminação da Discriminação Racial, que passa, evidentemente, pela luta das classes e frações de classes no contexto do metabolismo do capital no sentido de abolir o sistema de apropriação privada dos meios de produção da vida, elemento central para as discriminações de toda a ordem.
Importante evidenciar que na Declaração Universal dos Direitos Humanos está escrito, já no seu primeiro artigo, que "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos".
Para comemorar a data, o site da revista Lecturas: Educación Física e Deportes socializou por e-mail alguns artigos que foram publicados na revista em seus números cuja a temática se relaciona com a reflexão sobre racismo, cultura, discriminações, etc.
Colocamos os mesmos logo abaixo para os interessados ao tempo em que agradecemos ao editor Tulio Guterman pela gentileza.
Vamos aos temas:
// Racismo y deporte, una aproximación sociológica.
Héctor Alonso Ruiz (España)
http://www.efdeportes.com/efd132/racismo-y-deporte-una-aproximacion-sociologica.htm
// Regeneración física, indígenas y racismo en
Guatemala y El Salvador a finales del siglo XIX.
Chester Urbina Gaitán (Costa Rica)
http://www.efdeportes.com/efd136/regeneracion-fisica-indigenas-y-racismo.htm
// De racismo y discriminaciones.
Notas sobre la película Invictus.
Roberto Di Giano, Tulio Guterman, Julián Ponisio y Maximiliano Kronenberg
(Argentina)
http://www.efdeportes.com/efd142/de-racismo-y-discriminaciones.htm
// Paradigmas en el imaginario de los profesionales del deporte (II).
Deporte y raza.
Daniel Ramos Ahumada (Chile)
http://www.efdeportes.com/efd132/deporte-y-raza.htm
// El deporte como práctica cultural ante el reto de la igualdad de
oportunidades en la sociedad del siglo XXI.
Andrés Montero Gómez (España)
http://www.efdeportes.com/efd132/el-deporte-como-practica-cultural.htm
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
MEGAEVENTOS ESPORTIVOS E CULTURA ESPORTIVA: O QUE QUEREMOS? (PARTE I)
(Texto de minha autoria, extraído do Jornal A Tribuna Cultural, publicado no dia 02 de novembro de 2012)
É sabido por quase a totalidade dos brasileiros que o seu país será sede de, pelo menos, dois grandes megaeventos esportivos. Refiro-me a Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016.
O que talvez não passe na cabeça desses mesmos brasileiros é o que isso significa para o que denominamos de cultura esportiva. Para a grande maioria, sobram argumentos positivos e para outros, a minoria, sobram argumentos de cunho mais crítico, o que implica analisar o fenômeno tanto na sua positividade quanto, também, na sua negatividade.
Para esta última posição, há até uma propaganda de um dos patrocinadores da Copa que os situam no campo dos pessimistas. Isso me lembra do sociólogo Chico de Oliveira que, chamado de pessimista em uma entrevista por um repórter, saiu-se com o argumento de que pessimista era o sujeito otimista, porém, mal informado. O que não era o seu caso. Calou-se o repórter.
Não se trata aqui de ser pessimista nem, tampouco, otimista. Trata-se de pensar nesses eventos de maneira crítica o que, também, não tem a conotação de falar mal. O que importa é colocar em evidencia a lógica histórica do chamado fenômeno esportivo nacional, lógica essa muito pouco conhecida da população, como de resto, quando o tema é tratado dentro da ótica política.
Continue lendo clicando aqui.
É sabido por quase a totalidade dos brasileiros que o seu país será sede de, pelo menos, dois grandes megaeventos esportivos. Refiro-me a Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016.
O que talvez não passe na cabeça desses mesmos brasileiros é o que isso significa para o que denominamos de cultura esportiva. Para a grande maioria, sobram argumentos positivos e para outros, a minoria, sobram argumentos de cunho mais crítico, o que implica analisar o fenômeno tanto na sua positividade quanto, também, na sua negatividade.
Para esta última posição, há até uma propaganda de um dos patrocinadores da Copa que os situam no campo dos pessimistas. Isso me lembra do sociólogo Chico de Oliveira que, chamado de pessimista em uma entrevista por um repórter, saiu-se com o argumento de que pessimista era o sujeito otimista, porém, mal informado. O que não era o seu caso. Calou-se o repórter.
Não se trata aqui de ser pessimista nem, tampouco, otimista. Trata-se de pensar nesses eventos de maneira crítica o que, também, não tem a conotação de falar mal. O que importa é colocar em evidencia a lógica histórica do chamado fenômeno esportivo nacional, lógica essa muito pouco conhecida da população, como de resto, quando o tema é tratado dentro da ótica política.
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