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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Posse de ACM Neto

Tomaram posse hoje, em todo o Brasil, os prefeitos e vereadores eleitos por escrutínio direto no último pleito municipal. Aqui em Salvador, ACM Neto (DEM), prefeito eleito com 717.865 votos no mês de outubro do ano passado, em segundo turno, tomou posse ressaltando, no seu discurso, a importância de um pacto em benefício da cidade do Salvador.

Com alguns gritos de "ACM voltou", a pompa do momento, que reuniu vários políticos e também um bom número dos cidadãos soteropolitanos, contrastou com a situação de sujeira focalizada por um programa de uma rede de televisão da cidade, onde o seu comentarista anunciava como o agora ex-prefeito, João Henrique, tinha deixado a cidade. Ao tempo que mostrava cenas do bairro Vale das Pedrinhas, que, segundo o mesmo comentarista, há duas semana não tinha o seu lixo retirado pela prefeitura, clamores e mais clamores para que o ACM Neto resolvesse a situação eram veiculados.

Em um outro canal de televisão, o prefeito eleito falou em alto e bom som de que vai "fazer um governo na rua, ao lado do povo". Assim esperamos. No entanto, já falei aqui da minha preocupação sobre o discurso  que se apresenta estar muito ligado ao gerenciamento de empresas, característica não apenas deste prefeito, mas da maioria dos que tomam posse no dia de hoje.

Será esta uma tentativa de separação entre o "econômico" e o "político"? Imagino que sim, mas só o tempo dirá.

domingo, 26 de agosto de 2012

Digamos sim, à soberania Popular

Eles disseram SIM a João Henrique. Eles e todos os que votaram no atual prefeito. Qual é o problema? Nenhum, muito embora ambos queiram passar isso em suas propagandas. Uma manobra ideológica de causa e efeito. A "performance" do João Henrique (ou a falta dela) frente à prefeitura do Salvador não se deu exclusivamente em função deste ou daquele "SIM", mas de um conjunto de fatores complexos que tem relação com as lutas de classes e frações de classes que se expressam na dinâmica contraditória do poder institucionalizado. Pensar a política com mais densidade é tarefa difícil, mas necessária, para que não fiquemos com argumentos maniqueístas e moralistas do tipo este é bom, este é ruim. Política é correlação de forças e exige organização das massas. Nós precisamos lutar pela SOBERANIA POPULAR, historicamente negada. A palavra de ordem tem que ser "TODO PODER AO POVO"!!!