Mostrando postagens com marcador automobilismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador automobilismo. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de janeiro de 2015

Emerson Fittipaldi

Aproveitando uns dias das férias, resolvi viajar com a família para o estado da Flórida, nos Estados Unidos. Nos somaríamos aos mais de 60 milhões de turistas que afluem para lá todos os anos em busca das suas praias e, principalmente, dos seus diversos parques temáticos.

Chegamos em Miami na madrugada da quarta-feira, do dia 07. Alugamos um carro e fomos para o hotel. Dia 08 partimos para Orlando, uma viagem por terra de aproximadamente 360 quilômetros.

Na via expressa, várias são as praças de alimentação que encontramos e em uma delas, paramos para abastecer o carro, tomar um café e comprar lanche.

Qual não foi a minha surpresa e a do meu filho quando nos deparamos com Emerson Fittipaldi, o primeiro brasileiro a se tornar campeão mundial do automobilismo internacional.

Além do bicampeonato desta modalidade (1972 e 1974), foi também campeão da Fórmula Indy em 1989. Neste mesmo ano, tornou-se campeão das 500 milhas de Indianápolis, feito que se repetiria no ano de 1993.

Lamentamos estarmos com os nossos celulares descarregados. Seria uma boa oportunidade para um Selfie.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Sobre MMA

Tem um tempinho que estou pra escrever esse texto. Antes de vir pro Grupo Metrópole, eu era editor no Grande Prêmio, o maior e mais antigo site de automobilismo do Brasil. Na nossa redação virtual, conversávamos muito sobre como o torcedor brasileiro da Fórmula 1 não gostava de Fórmula 1; gostava de ver brasileiro ganhando. E isso, de certa forma, explica a idolatria que Ayrton Senna ainda tem hoje. Morreu ainda no auge, ainda numa grande equipe, ainda como alguém de quem se esperava um título, mesmo naquela Williams de 1994.

Hoje, o esporte da vez é o MMA. Dos primórdios até dois anos atrás, era o esporte de um nicho. Veio, então, o boom. E, junto com todo o lado bom do crescimento, nasceu uma fonte inesgotável de chorume. 

O que falo agora é uma generalização, claro, e, como tal, há exceções nela. Mas que fique claro: o brasileiro não gosta de MMA. A cultura brasileira não é esportiva, não é do ganhar-perder-empatar. O comportamento do torcedor brasileiro não é o de reconhecer o sucesso do atleta, mas de embarcar nesse sucesso, de sentir como se fosse parte daquilo -- e ele não é. O esporte existe porque há seguidores, porque há mercado, mas não há contribuição do torcedor de sofá em cada vitória. 

Essa ilusão, entretanto, é alimentada todos os dias. É só assistir às principais emissoras de TV, acompanhar os principais programas, ler os principais jornais. Ontem, durante a luta, eu vi um dos comentaristas do SporTV dizer que Cigano estava melhorando no combate, quando o que havia era somente uma diminuição de ritmo devido ao cansaço de quem dominava. Pior: ouvi este comentarista dizer que, naquele combate, Cigano parou/frustrou Velasquez nas quedas. Velasquez, minha gente, conseguiu VINTE E SETE quedas na luta inteira. É o novo recorde de quedas em uma luta na categoria dos pesados do UFC. 

A torcida vem do analista, que não pode torcer. Contamina o torcedor, que só pode torcer. Aí quem só pode torcer se deixa iludir. E se sente tão ou mais importante do que o esportista. Quando o espírito brasileiro-melhor-do-mundo envolve o torcedor, o atleta vira aquele cara com obrigação de vencer, de dar show, de "representar o Brasil". 

Atleta nenhum "representa o Brasil". Ele representa, no máximo, sua família, seus amigos, seus parceiros de treino. Cigano não é o "nosso Júnior Cigano", o "Júnior Cigano do Brasil". É um dos mais talentosos lutadores que já passaram pela divisão dos pesados do UFC, a maior organização de MMA do mundo. É o parente dos familiares dele, o amigo dos amigos dele, o parceiro dos parceiros dele. E um grande atleta para quem torce por ele. E pronto.

Para este tipo de torcedor, se o "nosso" atleta é amplamente dominado, é impossível ressaltar a superioridade do adversário; é preciso dizer que "tem algo errado" com o brasileiro. Se a Seleção Brasileira de futebol perde uma Copa do Mundo -- ó, sacrilégio -- surge rapidamente uma teoria da conspiração decretando que a equipe "vendeu" o jogo à Nike, à Adidas, à Dell'erba, à CCS, à Kanxa. 

O ciclo se repete, só muda o esporte

Retirado do site Metro1, hoje, 12:40.

sábado, 14 de agosto de 2010

Imagem esporte clube

Quando o ex-técnico da seleção brasileira, Carlos Caetano Bledorn Verri, mais conhecido como Dunga, assumiu a seleção brasileira no ano de 2006, o objetivo maior era promover um retorno da imagem de uma seleção aguerrida, briosa, cheia de garra e de vontade de vencer, elementos que pareciam ter faltado à seleção de Carlos Alberto Parreira, que mais parecia está em um parque de diversão nos dias de treinamento. A missão do então novo técnico Dunga era mexer com os brios de uma seleção que parecia ter estado sem comando, dispersa e desatenta durante todo o torneio da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Era preciso montar um time competitivo e vencedor. E o jogador Dunga, que levantou a taça do tetra em 1994, era a encarnação desta imagem.

Com o fracasso da seleção brasileira na última Copa, na África do Sul, todos os elementos que antes eram imprescindíveis para a seleção canarinho sagrar-se campeã, se voltaram contra ela. O parque de diversão da seleção de Parreira transformou-se em quartel general. A imagem austera, comandada pelo "general" Dunga estava presente. Nem mesmo os jornalistas brasileiros tinham acessos privilegiados. Até mesmo os profissionais da Rede Globo, que sempre tinham ligação direta com os selecionados, foram barrados no baile.

A imagem da seleção estava sendo desgastada pelo excesso de rigor e disciplina e isso vinha se expressando em campo e fora dele. Nos gramados, uma seleção sem surpresas, sem genialidade, extremamente previsível. Fora, um técnico desprovido de qualquer senso de responsabilidade, ao ponto de pouco se importar com o que falava nas entrevistas coletivas oficiais que era obrigado a dar. Só mesmo um título mundial faria a imprensa nacional engolir, à moda zagalo, tanto destempero. Mas ele não veio e a imagem que ficou foi de uma seleção truculenta, à moda Felipe Melo.

Eis que esta semana jogou a seleção brasileira. Técnico novo. Novo time e novas estratégias para cuidar da imagem da seleção brasileira. E parece que está dando certo. Ouvir alguns comentários de algumas pessoas do tipo "recuperei o gosto de ver a seleção jogar". E realmente a seleção jogou muito bem fora e dentro de campo, extremamente de acordo ao script montado pelos marketeiros de plantão para recuperação da sua imagem.

O primeiro ato para aproximar o selecionado do povo brasileiro foi a convocação dos meninos da vila. Distribuição de autógrafos, sorrisos para todos os lados, conversas com os fãs e entrevistas para os jornalistas foram outras ações necessárias. O próprio Ricardo Teixeira foi quem aconselhou o grupo para tal atitudes que somadas ao presente recebido por Alex Escobar, jornalista destratado ao vivo e a cores pelo ex-técnico Dunga em entrevista coletiva após o jogo contra a Costa do Marfim, pretende colocar uma pá de cal na imagem deixada pela chamada Era Dunga, seja lá o que isso signifique.

Mas essa questão da imagem não fica restrita aos gramados e nem tampouco, circunscrita a aparição na mídia. Muitas vezes para preservar uma imagem, é preciso ocultá-la. É o que parece está fazendo o nosso Felipe Massa. Depois da corrida de fórmula 1 da Alemanha, onde o mesmo protagonizou uma desacelerada exigida por sua equipe Ferrari em benefício do seu colega de escuderia Fernando Alonso, ele tem evitado aparições públicas e as diferentes mídias. Há quem diga que a estratégia foi imposta pela própria Ferrari, tudo em nome da imagem da equipe.

Um outro que parece está com sua imagem de vencedor abalada é o técnico Luiz Felipe scolari. São seis partidas sem vencer à frente do Palmeiras. Segundo o sítio Máquina do Esporte, "O patrocínio a qualquer personalidade ligada ao futebol, concordam especialistas, está condicionado aos valores e à imagem do patrocinado".

Ainda no próprio sítio, o especialista em indústria do futebol, Oliver Seitz, opina que "Se ele ficar dez ou 15 partidas sem ganhar, não dá para manter a imagem de vencedor que angariou nos últimos anos". E se isso acontecer, enfatizamos, os patrocinadores irão buscar outros lugares para investirem seu capital.

domingo, 2 de agosto de 2009

Stock Car


No próximo final de semana, precisamente no dia 09 de agosto, teremos em Salvador uma das etapas da Stock Car brasileira, o Grande Prêmio Bahia de Stock Car. Será a segunda vez que a capital baiana sediará uma competição automobilística deste nível.

Em novembro de 2005, precisamente no dia 20, tivemos, na Cidade Baixa, ao lado da Baía de Todos os Santos, a Fórmula Renault conjuntamente com a Copa Clio. Naquela oportunidade Salvador se configurava como a primeira cidade do Nordeste a sediar estas provas automobilísticas, denominadas de Renault Speed Show by Tim.

Este ano, Salvador desponta também como primeiríssima, agora não apenas do Nordeste, mas nacionalmente, ao realizar a competição da Stock Car no formato de circuito de rua. Esta façanha só foi possível graças ao empenho da presidente da Federação de Automobilismo da Bahia, Selma Morais, que contou com o apoio tanto de Wagner (Governador) como, também, de João Henrique (Prefeito). E olha que isso se deu quando os dois ainda estavam (como ainda estão) no imbróglio em relação à candidatura para o próximo governo da Bahia.

Em 2005, o prefeito João Henrique assim se pronunciou no Site Oficial de Turismo da Bahia: “Nos próximos cinco anos teremos a Fórmula Renault em nossa cidade. É um evento que gera milhares de empregos e que ainda vai divulgar Salvador para o mundo, visto que a prova também será transmitida para Portugal e Espanha”.

Ledo engano. A prova ocorreu em 2005 e fim. Nada aconteceu em 2006, 2007 e 2008. Agora em 2009, teremos a Stock Car, que é uma outra competição, sem relação nenhuma com a Copa Renault que, aliás, era da Tim, e a do dia 09 de agosto é da Nextel.

As telefonias estão em alta!!!

Estão em alta também os valores dos ingressos. Mas uma vez, sobrarão para os “de baixo”, guardarem os carros dos “de cima”, que desembolsam R$ 80,00 (arquibancada inteira) a R$ 120,00 (setor da rotatória) para assistir ao evento que, também, assim como a Copa Renault, tem promessa para ocorrer durante cinco anos seguidos.

Todo esse empenho dos governos (estadual e municipal) visa atender a um projeto maior existente no setor de turismo e que objetiva criar eventos que transcendam o carnaval e que mantenham o fluxo turístico na capital fora do verão, o que consideramos extremamente positivo, muito embora continuemos considerando as ações extremamente seletivas e fora de um contexto mais abrangente de uma política pública de esporte e lazer mais “inclusiva”, socialmente referendada pois, até onde sabemos, a ideia de uma competição deste nível saiu das cabeças iluminadas de poucos que continuam achando que o dinheiro público deve servir para patrocinar eventos que beneficiem apenas uma ínfima parcela do público.

Aliás, falando em dinheiro público e de automobilismo lembrei-me, com auxílio do José Arbex Júnior, de que estamos financiando a General Motors (GM) que, em função da crise financeira, foi estatizada recentemente. 60% de suas ações passaram ao controle do Estado, tornando-se, portanto, propriedade dos Estados Unidos. Como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) "é um dos principais financiadores da GM do Brasil (...) nós, contribuintes, passamos a financiar, via bancos estatais, ninguém menos que o governo dos Estados Unidos. É mole? E os especialistas tampouco informam que a sobrevida da GM e de outras montadoras no Brasil deve-se à renúncia fiscal, que significa subtrair fundos para obras públicas, educação e saúde (...)".

E ainda tem gente que tem a cara de pau de dizer, em alto e bom som, como fez o senhor Pedro Paulo Diniz, da PPD Sports, empresa promotora e organizadora do evento de 2005, a Copa Renault, de que "Salvador, com certeza, vai ser nossa Mônaco (principado às margens do Mediterrâneo) brasileira”.

Resta saber se quando ele diz "nossa" ele está se referindo aos guardadores dos carros nos estacionamentos ou aos que assistirão da arquibancada a corrida da Stock Car. Alguém tem dúvida?