quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Nova Arena do Grêmio: quem se responsabiliza?


O Grêmio até que tentou, mas não conseguiu adiar a partida contra a LDU pelo jogo de volta da pré-Libertadores. Mesmo com o argumento de que o incêndio que matou mais de 230 jovens em uma Boate de Santa Maria tiraria o clima de festa, de entretenimento que envolve uma contenda de futebol, os dirigentes do LDU não concordaram com o adiamento da partida.
Agora vejam vocês como são as coisas. Nesse exato momento, devido a comemoração do gol do Grêmio, que precisa vencer a partida por dois gols de diferença, pois perdeu a primeira pelo tento de 1 a 0, os torcedores, que adoram comemorar indo em direção ao alambrado que separa as arquibancadas do campo de futebol. sofreram um grande susto, pois o mesmo não resistiu e cedeu.
Ainda bem que nada de grave ocorreu. Pelo menos até o momento não temos notícias com este tom. Mas um detalhe importante deve ser pontuado. Esta Arena é novíssima em folha, foi inaugurada há pouco mais de um mês, no dia 8 de dezembro de 2012.
E aí? O que aconteceu para uma obra tão recente, feita para partidas importantes da Copa do Mundo de 2014, demonstrar tamanha fragilidade na primeira partida oficial no estádio, na Nova Arena do Grêmio? Alguém vai ser responsabilizado ou só se responsabiliza quando morre gente?

domingo, 27 de janeiro de 2013

De luto pelas Marias, Joões, Josés e Enoques da vida

De luto por Santa Maria. Mas também pelas crianças que morrem de fome. Só na Somália são trezentas por dia. Doze mil na África. Aqui em Salvador são 11 mortos por dia, média esta que aumenta nos finais de semana. O país vive uma verdadeira guerra civil, que vitima mais indivíduos do que países que se encontram em guerra declarada. De luto por Santa Maria, mas também pelos Josés, Joões e Enoques da vida.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sobre o lazer


"O problema não é deixar um tempo livre - que correria o risco de ser um tempo vazio - aos indivíduos para que eles possam preenchê-lo a seu bel prazer, ou com 'poesia', ou com escultura em madeira. O problema é fazer de todo o tempo, um tempo de liberdade e permitir que a liberdade concreta se encarne na atividade criadora". (Castoriadis)

E complemento: O problema é reduzir o debate sobre lazer há uma das suas possíveis, mais não únicas, dimensões ora do tempo, ora da atitude e considerar ambas fora do contexto da sociedade do trabalho.

Já passou do momento de colocar no debate a dimensão da liberdade e sua problematização necessária no contexto da sociedade do capital. Fora disso, toda e qualquer discussão sobre lazer desemboca ou na perspectiva idealista de base materialista ou na perspectiva materialista de base idealista.

Tanto uma, quanto a outra não nos ajuda a pensar as relações humanas "para além do capital".

domingo, 20 de janeiro de 2013

Lance Armstrong

O caso do ciclista Armstrong, atleta fenomenal, que admitiu pela primeira vez em sua carreira ter tomado substâncias proibidas para atletas de competição em uma entrevista na rede BBC, na semana passada, além de me fazer refleti sobre o uso de anabolizantes como algo inerente a esta dimensão esportiva, me fez lembrar de um outro fenômeno mundial de um outro esporte, o atletismo.

Fiquei pensando livremente na repercussão e consequência para o chamado "mundo do esporte" se, ao invés de Lance Armstrong, o atleta em questão fosse o Usain Bolt.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Mais uma do COB


Transcrevo abaixo a acertada missiva da Presidente da SBPC e da SBC, Helena Palis, dirigida ao senhor Nuzman, defensor ferrenho do uso exclusivo do termo Olimpíadas e suas acepções à entidade que dirige.

Importante frisar que esta ação deste senhor não é de hoje. Em 2010 produzimos um texto sobre o conteúdo do Ato Olímpico onde expressávamos nossa preocupação com "a censura a censura sofrida pela professora Kátia Rúbio no tocante a publicação do seu livro "Esporte, educação e valores olímpicos".

Caso tenha interesse em ler este texto, clique aqui.

Vamos à missiva.

Ilustríssimo Senhor CARLOS ARTHUR NUZMAN
Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB)

Senhor Presidente,

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), entidade civil, sem fins lucrativos nem cor político-partidária, que atua em defesa do avanço científico e tecnológico do Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), receberam com espanto e indignação a informação de que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) notificou extra-judicialmente a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) pelo uso supostamente indevido da palavra “olimpíada”, no nome da competição que organiza, a Olimpíada Nacional em História do Brasil.

Ninguém ignora a importância dessas competições científicas – no país já existem 18 delas – para a divulgação da ciência e o aumento do interesse dos jovens pelas atividades científicas, o que é fundamental para o desenvolvimento tecnológico de qualquer nação e o bem estar econômico e social de sua população.

Sem esquecer que jovens que vencem as olimpíadas nacionais depois vão participar de competições internacionais. E muitos deles têm se destacado, contribuindo para divulgar o nome do Brasil e da ciência e educação do país. É o caso, por exemplo, do jovem Matheus Camacho, de 14 anos, aluno de uma escola de São Paulo, que acaba de conquistar em Teerã, uma medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Ciências, concorrendo com estudantes de 28 países.

Por isso, a proibição do uso da palavra “olimpíadas” para designar competições científicas é uma situação que se configura mais despropositada ainda, quando se sabe que a palavra é empregada mundialmente para designar competições científicas, tais como International Mathematical OlympiadMath Olympids for Elementray and Midde SchoolsThe British Mathematical Olympiad SibtrustScience Olympiad, entre muitas outras.

Assim, a SBPC e a ABC não concordam com a decisão do COB de ter a exclusividade do uso da palavra “olimpíada”, pois significará um retrocesso trazendo em prejuízo a todas as tradicionais olimpíadas educacionais (matemática, ciências, língua portuguesa, química, astronomia entre outras) que se realizam no Brasil há anos.

Sempre prontas a defender a ciência e a educação brasileira, a SBPC e a ABC subscrevem,
Atenciosamente,

HELENA B. NADER JACOB PALIS
Presidente da SBPC Presidente da SBC