quinta-feira, 6 de março de 2014

Cinema e Esporte

O livro não é recente, mas a sua temática é atual e inusitada para os desavisados que consideram a educação física uma área exclusiva para os desejosos da atividade física visando a promoção da saúde.

De autoria do professor Victor Andrade de Melo, Cinema & Esporte : Diálogos (Editora Aeroplano), é fruto do seu trabalho de pós-doutoramento, realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro e orientado pelo professora Heloisa Buarque de Hollanda.

A temática para esse professor de Educação Física não é estranha. Em 2005 ele produziu outro livro, O esporte vai ao cinema e em 2006, concomitante a obra citada nesta postagem, ele publica Futebol por todo o mundo: diálogos cinematográficos.

Para quem gosta de cinema e não muito de esporte – com ênfase ao futebol – ou para quem gosta de esporte, mas não aprecia o cinema. Ou àqueles que gostam tanto de um quanto de outro, a leitura das 129 páginas da obra trará preciosos acréscimos ao cabedal cultural de todos.

Tal como enfatiza a contra-capa, o livro "desvenda a forma complexa dos relacionamentos e as similaridades entre esporte e cinema desde a gênese das duas linguagens, no instante em que surge uma sociedade que valoriza o entretenimento e as vivências públicas de lazer, o momento da 'invenção da vida moderna'"


terça-feira, 4 de março de 2014

100 Mil Visualizações

Hoje, o nosso blog atingiu a marca de 100 mil visualizações de página.

Registramos aqui o nosso contentamento e agradecemos a confiança.

Esperamos poder continuar contando com o acesso e participação de todos vocês.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A grande luta de Muhammad Ali

Resta saber quem levou este cruzado do/no STF
A decisão de ontem sobre os embargos infringentes, tomada pelos Juízes do Superior Tribunal Federal (STF) brasileiro em não aceitar o crime de formação de quadrilha imputado aos participantes da Ação Penal 470, apelidada pela mídia nativa de "mensalão", fez-me lembrar de um filme sobre Muhammad Ali-Haj, batizado Cassius Marcellus Clay Júnior, transmitido em dezembro último pelo canal de televisão HBO e reprisado quarta-feira pelo MEGAPIXEL.

O título do filme é o mesmo do tema desta postagem. Mas importa observar que o mesmo centra-se menos no boxeador (muito embora cenas antológicas de suas lutas e entrevistas sejam mostradas) e mais, sobre a mudança dos votos, pelos Juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos, de uma decisão julgada unânime.

No ano de 1967, já convertido ao Islamismo, Muhammad Ali-Haj se recusou a lutar na Guerra do Vietnã em função da sua nova religião, pois a mesma impedia que seus seguidores participassem de conflitos armados.

Por conta desta atitude, o seu título de campeão mundial de Boxe foi cassado, ele foi proibido de lutar em todo o território dos Estados Unidos e tornou-se réu em um processo que o condenou a prisão. Ele então recorre a Suprema Corte do país (o nosso STF), questionando a decisão.

Há, então, debates entre os Juízes sobre o recurso. Aceitá-lo abriria um precedente perigoso, poderia levar uma conversão em massa dos negros ao islamismo e consequente esvaziamento de contingentes necessários para a guerra.

Em função da pressão do presidente Richard Nixon, os juízes, alguns a contragosto por verem na decisão uma certa pitada de racismo, votam contra o recurso do boxeador, já que a resolução, a pedido do presidente da Corte, deveria ser unânime.

É então escolhido um Juiz relator que deveria ler a decisão. O mesmo determina para um advogado, estagiário na Corte, a responsabilidade em redigir o texto. Ao elaborar o parecer para o relator, desenvolve o mesmo posicionando-se contrário ao determinado, com argumentos de jurisprudência, já que anos atrás, seguidores de outras religiões foram contemplados em solicitações análogas.


A redação do advogado é impactante ao ponto de levar o Juiz relator a estudar e se aprofundar no caso, mudando então o seu voto e convencendo os outros a seguirem o mesmo caminho.

Nova reunião. Novos elementos apresentados. Novos votos. A Muhammed Ali-Haj é dado, então, parecer favorável ao recurso.

A história demonstrou acertada a decisão dos Juízes da Suprema Corte. Será ela, também, favorável ao que foi decidido pelos Juízes brasileiros sobre os embargos infringentes?

O tempo dirá.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Vai ter Copa mas...quem fica com o lucro?

Estamos assistindo nos últimos meses, o recrudescimento dos movimentos #NãoVaiTerCopa e #DaCopaEuAbroMao, ambos questionando, de maneira distinta, os valores bilionários que foram investidos para a realização da Copa do Mundo de Futebol.

Retirado do site Dom André On Line
Os questionamentos, no nosso entendimento, seguem por duas vias. Uma, pretende impedir a realização do evento no Brasil. A outra, procura problematizar os gastos com o mesmo, observando que setores como saúde, educação, transporte, habitação, segurança entre outros, estão a exigir maiores e melhores investimentos.

Não lembro de movimentos similares em extensão e repercussão quando da candidatura e escolha do país para sediar o evento. Ao contrário. Houve celebração. Lembro-me dos meios de comunicação transmitindo a festa do povo brasileiro nos diferentes cantos do país.

Atenção. Existiram críticas. Muitas fundamentadas em solo fértil, com exemplos abundantes do que significava sediar um evento de tamanha magnitude. Serviam - e ainda servem - de fundamentos os próprios preparativos da Copa do Mundo que se realizaria na África do Sul e o Pan-Americano realizado no Rio de Janeiro em 2007.

Mas, sublinho, não tiveram eco. As caixas de ressonâncias globais tal como estamos observando desde junho do ano passado, estavam silenciadas. O que nos faz pensar sobre a natureza e a intencionalidade destes movimentos.

Retirado do Instituto Humanista Unisinos (IHU)
Um, necessário, levanta bandeiras fundamentais para a existência humana. Coloca no centro a contradição do sistema capital, interessado na sua produção e reprodução e colocado em movimento, é importante frisar, desde quando o Brasil pleiteou sediar a Copa.

O outro, que não porta nenhuma bandeira, apenas spray de pimenta, coquetel molotovdifundindo a necessidade "pura" e "simples", sem mediações, de que não vai ter Copa, que impedem até setores organizados de levantarem suas bandeiras específicas, apresenta-se para confundir, desviar, obscurecer e esvaziar a luta.

No meu entendimento, vai ter Copa. E podemos ter mais do que isso e não me refiro ao Hexa. Podemos aproveitar o momento histórico para ampliar a consciência de classe. Nesse sentido, os gritos de #NaoVaiTerCopa e/ou DaCopaEuAbroMao, somados aos #VaiTerCopa e #CopaDasCopas, esses dois últimos oriundos dos simpatizantes do governo federal, não ajudam muito.

Estudos da Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, demonstram que a Copa do Mundo trará lucros e divisas importantes para o país. Nesse sentido, interessa saber é #QuemFicaComOlucro.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Suplementos proibidos


Resoluções da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicadas no Diário Oficial da União suspendem, a partir de hoje (17) a distribuição e a venda, em todo o território nacional, de quatro suplementos alimentares para atletas.

O primeiro deles, Alimento para Atletas da marca ISOFAST-MHP, fabricado por Maximum Human Performance Inc. e importado por Macroex Comercial Importadora e Exportadora Ltda, foi suspenso por apresentar BCAA (aminoácidos de cadeia ramificada) e por não se enquadrar em nenhuma das classificações previstas pela agência.

Já o Suplemento de Cafeína para atletas, marca ALERT 8-HOUR-MHP, fabricado por Maximum Human Performance Inc. e importado por Macroex Comercial Importadora e Exportadora Ltda, foi suspenso por conter taurina em sua composição.

O produto Carnivor, fabricado por MuscleMeds e distribuído por Nutrition Import Comércio Atacadista de Suplemento Ltda, foi suspenso por apresentar teores de vitamina B12 e B6 acima da ingestão diária recomendada e por apresentar as substâncias glutamina alfa-cetoglutarato (GKC), ornitina alfa-cetoglutarato (OKG), alfa-cetoisocaproato (KIC), que não foram avaliadas quanto à segurança de consumo como alimentos.

Por fim, o produto Probolic-SR-MHP, fabricado por Maximum Human Performance Inc. e importado por Commar Comércio Internacional Ltda, foi suspenso por não haver comprovação de segurança de uso.

Matéria retirada do Uol Dieta e Boa Forma