Mostrando postagens com marcador violência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador violência. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de abril de 2014

Indignação seletiva

Realmente muito nobre a preocupação do jogador Fred sobre a violência em campo. Importante e necessária sua indignação.

Mas quero registrar que a mesma, face ao fenômeno ser mais antigo do que o tempo do jogador à serviço do futebol, se expressa muito tardiamente e em contexto individualista, no momento em que o mesmo se sente ameaçado.

Não me venham com o chavão de antes tarde do que nunca. Este eu conheço. E conheço mais ainda essas ações localizadas oriundas de indignados seletivos.

Estou farto!!!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Arma na mão, skate na outra...entenderam?


Estou, até agora, tentando entender a capa da revista Isto É, que apresenta pela enésima vez, uma reportagem sobre a maioridade penal. Tema que sempre vem à tona na grande mídia, quando alguém da classe média/alta sofre com as ações dos chamados "marginais".

Não sou contrário ao debate. Mas acredito que no calor das emoções, podemos chegar a conclusões precipitadas sobre o assunto, deixando de levar em considerações vários fatores que influenciam no tema, como, por exemplo, o processo de distribuição de renda no país, o nível de escolarização dos jovens e a falta de oportunidade estruturante para os mesmos. Por fim. No calor da emoção, o debate pode ser rico em posições e argumentos preconceituosos.

A própria capa da revista ISTO É já demonstra esse viés. Um jovem, aparentando os seus 16 anos, vestindo um casado que quase cobre o seu rosto empunha em sua mão esquerda uma arma e, na direita, segura um skate. Como disse inicialmente, estou tentando entender a capa da revista e o por que do skate fazer parte da mesma.

Estaria a revista relacionando os skatistas como parte do perfil dos jovens que cometem crimes bárbaros e que por isso deveriam ser responsabilizados pelos seus atos?

terça-feira, 16 de abril de 2013

Eleições Venezuela

O "democrata" Capriles, derrotado nas eleições venezuelana pela terceira vez consecutiva, retoma o esporte preferido da direita reacionária latinoamericana: violência e desprezo pela democracia.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Torcida (Des)organizada

O que está ocorrendo com as torcidas organizadas de futebol? Quem são esses "sujeitos" que fazem parte e dão um colorido todo diferente, muitas vezes, especial, em um clássico? Qual o nível de participação e responsabilidade dos dirigentes esportivos? Quem financia? Por que financia? Por que tanta violência, não só com os que eles consideram inimigos mas, também, com àqueles que são os responsáveis, em alguns momentos, pelos seus aplausos?

Perguntas, questões de alguém que procura entender os últimos acontecimentos envolvendo torcedores de grandes clubes do Brasil

sexta-feira, 30 de março de 2012

Para reflexão



Diante dos inúmeros e recorrentes atos de violência praticadas pelas torcidas os meus botões perguntam: qual a responsabilidade da mídia esportiva frente a violência das organizadas?


Alguém arrisca um palpite?

sábado, 8 de maio de 2010

O esporte pode tudo!!!

Utilizo-me do título do mais recente livro do professor Vitor Marinho de Oliveira para refletir sobre o movimento das Conferências Municipais de Esporte que aconteceram em praticamente todo o país e que conta com a sua terceira edição. O livro faz parte da nova coleção questões da nossa época e “integra os projetos comemorativos dos 30 anos da Cortez Editora”

Já a III Conferência do Esporte é fruto da política do governo, oriunda do aconselhamento do Banco Mundial e que objetiva o propósito de democratizar o debate em torno do esporte e da sua função social. A forma encontrada pelo organismo internacional para a aproximação do estado com a sociedade civil foi o modelo das conferências, que aconteceram não só em relação ao esporte, mas, também, em relação à comunicação, à educação entre outros.

No que diz respeito ao esporte, a impressão que fica lendo alguns documentos e ouvindo algumas explanações sobre o mesmo é de que realmente, tal como expressa o título do livro já citado, o esporte pode tudo!!! Fenomenologicamente, colocamos o mesmo “entre parênteses”, e o analisamos de forma isolada, descontextualizada “de todo o processo histórico que o produz” e reproduz, “deixando de lado as condições materiais de sua existência”.

Nesse sentido, um discurso humanista de cunho existencial cola no esporte aspectos sociais que intrínseca e imediatamente não é função do mesmo. Para além do seu caráter lúdico e agonista, o mesmo assume a função de tirar as crianças e jovens das drogas, “é eficaz no processo de ressocialização, é prática democrática, proporciona saúde, combate a violência, reintegra deficientes físicos”, etc, etc. Um verdadeiro elixir salvacionista, receita e remédio para todos os males da sociedade capitalista.

A Universidade Federal de Goiás, através dos pesquisadores do GEPELC (Grupo de Estudo e pesquisa de esporte, lazer e comunicação) vem analisando os documentos produzidos na primeira e na segunda Conferências Nacionais do Esporte e o que eles tem encontrado se caracteriza como uma “avalanche semântica” onde “um conjunto de funções, de atribuições, de qualidades são coladas ao esporte (...)”.

É o esporte enquanto “desenvolvimento humano”, como “promotor da qualidade de vida”, da “cidadania”, o esporte como “ferramenta da paz”,toda uma gama de atributos e qualidades que apresentadas “entre parênteses” só contribuem para a mistificação do próprio esporte e de todos esses elementos colados ao mesmo.

Nesse sentido, destituído de qualquer referência sócio-histórica, passamos a pensar as políticas públicas de esporte e lazer descoladas tanto da política quanto do público, transformando o objetivo democrático das Conferências em democratismo, puro sofismas, falácias, verdadeiro exercício ideológico no sentido clássico do termo, de falseamento da consciência.

Para irmos de encontro a esses e outros fatores, sugiro que façamos um esforço de estudo e análise sobre o que está prescrito nas leis que regem o esporte e nas formulações presentes nos documentos das Conferências já realizadas e cotejemos com a realidade concreta do nosso país, explicitada, dentre outros, no documento Habitat, da ONU (Organização das Nações Unidas) divulgado no dia 2 de março e que aponta o Brasil como o país mais desigual da América Latina, onde os 10% mais ricos da população controlam 50,6% das riquezas do país, enquanto que os 10% mais pobres detêm apenas 0,8%. Isso tudo apesar do Brasil ser hoje a oitava maior economia do mundo.

Para aqueles que acham que esses dados são apenas para economistas e sociólogos, sugiro então que se debrucem apenas sobre os documentos das Conferências e analisem, tomando os mesmos como referências, o que foi realmente realizado e que setores foram mais privilegiado no desenvolvimento das políticas de esporte dos governos.

Helvétius, nos ensina o Vitor Marinho, no bojo da revolução burguesa, afirmou que a educação pode tudo. O desenvolvimento histórico demonstrou que nem tanto e interrogou sobre de qual educação se tratava. Aprendamos com a história e interroguemos: o esporte pode tudo? De qual esporte estamos falando? Para quem praticar? Sobre quais estruturas e modo de produção e reprodução da existência? Esporte para todos ou esporte para poucos?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Já vi esse filme

Na última quinta-feira, 01 de abril, o jornal Correio da Bahia pubicou uma matéria não só verdadeira mas, sobretudo, recorrente: a violência entre torcidas rivais. Nas linhas e manchetes do jornal, ganhou destaque na primeira página o slogan BAMOR X IMBATIVEIS.

Por duas semanas seguidas, 14 e 21 de março, este blog publicou uma entrevista de uma ex-integrante do quinto distrito da torcida BAMOR. Nelas, um relato contundente de quem viveu por dentro as peripécias da dinâmica organizativa das torcidas que mais parecem, segundo um dos comentários obtidos na primeira entrevista, do leitor Carlos Ribeiro, facções criminosas.

Na oportunidade, um colega de profissão e radialista da Maré FM, Del Machado, assim pontuou: "(...) tudo que essa menina coloca é muito grave, sobretudo porque, nem imprensa e nem o Ministério Público(que aliás, fica na zona do conflito) tomam uma providência com relação ao caso das organizadas. É lamentável."

Pois é isso mesmo e queremos fazer côro com o nosso companheiro Del Machado: é lamentável!!! E pelos indicadores da entrevista e da reportagem do jornalista Felipe Amorim, do jornal citado, a briga já extrapolou os muros dos estádios e as arquibancadas, indo parar no interior das escolas e nas salas de aula.

Nos diz o jornalista que "Um estudante do 1º ano do Colégio Governador Roberto Santos, no Cabula, foi esfaqueado nas costas (...) no desfecho da briga iniciada um dia antes por causa da rivalidade entre torcidas organizadas de futebol".

Na reportagem, aparece um capitão da Polícia Militar, Ubiracy Vieira afirmando, vejam vocês, que este fato vem ocorrendo com frequência. É mole? Com frequência, meus caros leitores e ele ainda pensa em colocar os dirigentes da torcidas organizadas, que devem gozar do mais alto grau de prestígio e confiança entre os jovens das escolas afetadas, para realizarem palestras com esses mesmos jovens. Qual o tema? Violência, ora bolas.

Seria cômico se não fosse trágico.

O que me entristece, em tudo isso, é saber que essa temática, sem sobra de dúvidas, voltará a ser abordada aqui nesse espaço. Talvez com mais dramaticidade, destacando vítimas fatais. Torcemos que não. Mas quem sabe, assim, as autoridades competentes, resolvam estudar o caso com profundidade, reconhecendo, inclusive, que este fenômeno tem causas tanto estruturais importantes, relacionadas à maneira como a sociedade se organiza como, também, organizativas, relacionadas ao evento em si.

Para finalizar, sugiro ao capitão Ubiracy que leve os dirigentes das torcidas organizadas para palestrarem também nos batalhões da polícia militar. Os policiais que trabalham nos estádios em dias de jogos estão precisando aprender que violência também gera violência.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Violência das torcidas organizadas

Esta semana mais uma vez fomos informados pelas diferentes mídias sobre atos de violência protagonizados pelas torcidas organizadas dos clubes de futebol do Palmeiras e do São Paulo. Um fenômeno recorrente.

No início deste ano, no mês de janeiro, repercutiu também, embora muito menos do que o evento desta semana em função do mesmo ter ocasionado a morte de pelo menos um torcedor, o confronto entre componentes das torcidas do Guarani e do São Paulo, na cidade de Jaguariúna, Campinas, pelas oitavas de final da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Entra ano e sai ano, basta começarem os campeonatos regionais para que mais uma vez e novamente, ocorram atos de vandalismos e barbárie entre torcidas rivais, expressos também, nas próprias letras dos cantos entoados pelos respectivos representantes.

Em um estudo publicado por Luiz Henrique de Toledo no ano de 1996, pela editora autores associados junto com a ANPOCS (Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências Sociais), intitulado Torcida Organizada de Futebol, ler-se na página 66 que "Nos cantos de protestos e intimidação os palavrões são opostos e exprimem, de maneira jocosa, a passividade sexual e, em decorrência deste estereótipo, a subordinação e fraqueza tanto dos jogadores, dirigentes, árbitros, polícia, quanto dos torcedores adversários".

Ou seja, não sobra ninguém, nem tampouco limites para provocar, bater, maltratar e até matar quem quer que seja. Se você pertence a uma torcida rival ou mesmo está apenas usando a camisa do seu time de coração você é um inimigo em potencial e deve ser interceptado, molestado e eliminado.

Segundo Maurício Murad, sociólogo, professor da Universidade Salgado Filho em uma entrevista no ano de 1995, em um periódico que me foge a memória no momento, a causa dessas violências é mais de fundo estrutural, pois o Brasil é um país violento e chega ser ilusão achar que é uma nação cordial. Por ter sido o último país a abolir a escravidão, tornou o quadro social perverso. Portanto a situação histórica e social facilita a violência que ocorre tanto dentro como fora do estádio. Desde quando o campeonato nacional foi criado na década de 70, essa violência vem sendo recrudescida a cada ano.

Se concordarmos o professor Apolônio Abadio do Carmo que nos ensina que a violência no mundo capitalista, não é uma excrescência, um defeito, uma anomalia devido a falta de controle. Não é um acidente, é fruto natural e concomitante da opção filosófico-política que se fez, teremos que concordar que todas as medidas, tais como: legislação específica para crimes que ocorrem em praças esportivas, proibição do consumo de bebidas alcóolicas no estádio e arredores, proibição do funcionamento das torcidas organizadas, perdas de pontos da equipe cuja torcida provocar confusão, encarceramento de torcedores problemáticos durantes jogos dos seus times entre outras, são de cunho paliativos, já que não mexem, nem de longe, com a estrutura social perversa na qual nos encontramos.

São medidas repressivas, apesar de necessárias.

Outros fatores também são citados por Murad, estes de cunho organizacional: impunidade, falha nos ingressos dos torcedores ao estádio, sistema de transporte coletivo precário entre outros são motivos que também geram insatisfação e revolta dos torcedores, potencializando possíveis atos de violência canalizados para os rivais.

Diante do exposto, entendemos que a violência das torcidas organizadas é um fenômeno complexo, de difícil solução a curto e médio prazo. Potencializadas por mediações diversas, tem base organizacional como, também, na forma metabólica como a sociedade vem se organizando.

Como nos diz o jornalista José Geraldo Couto, na Folha de São Paulo de hoje, "Não há soluções mágicas para a violência entre as torcidas, mas "civilizar" as organizadas pode ajudar". Se pudermos ampliar o civilizar, sem aspas, não apenas as organizadas mas, sobretudo, as relações de produção da nossa existência, talvez o êxito tenha um maior alcance, já que a violência das torcidas organizadas é também uma expressão da violência que campeia os diferentes espaços das nossas instituições políticas, econômicas e sociais.

domingo, 26 de julho de 2009

Deus escreve certo nas mentes tortas


As prioridades das ações divinas são uma incógnita só mesmo explicáveis em frases autojustificadoras do tipo "Deus escreve certo por linhas tortas". O que significa isso? Significa que a "inteligência dos homens é loucura para Deus". Em síntese: não queira interpretar racionalmente as ações divinas, pois a fé não se explica pela razão. São coisas incompatíveis.

Embora assim seja, alguns atos de fé violentam profundamente as consciências lúcidas, menos afetadas pelas questões religiosas. Não que uma coisa seja necessariamente antagônica a outra. Existe lucidez nas questões do campo religioso, mas em igual ou maior medida, existe também muitas fantasias, testemunhos que beiram ao desdém do grau de desenvolvimento alcançado pela humanidade.

Um desses testemunhos que zomba da nossa consciência (ao menos da minha) foi dado pela senhora Carol, esposa de Kaká, o atleta de cristo mais bem sucedido até o momento. Disse a futura pastora da Igreja Renascer em testemunho televisionado em um desses infindáveis programas religiosos o seguinte: "em tempos de crise, quem tem dinheiro? Ninguém. Mas Deus queimou as pestanas, descolou alguns e madou justamente para o Real Madrid, para que o time pudesse contratar Kaká".

Esse testemunho antes de afetar os meus neurônios, embotar a minha consciência, me faz questionar a hierarquia das coisas que vem do céu e as prioridades do nosso (deles) senhor jesus cristo. Quantas crianças em todo o quadrante do mundo não gostariam de ter esse tipo de atenção de deus? Mas elas não são Kaká, não têm condições de doar mais de 2 milhões de reais por ano a Igreja Renascer do casal Hernandes, que já possui um patrimônio extremamente polpudo, estimado em mais de 130 milhões de reais.

O casal se encontra atualmente preso nos Estado Unidos, acusados de desviar dinheiro dos fieis, lavar dinheiro sujo e "obtenção de atividades ilegais, seja por meio do engano da fé de outros, seja por uma série de fraudes". Mas essas acusações devem ser obra de satã, que trabalha de forma incansável, colocando à prova, tal como fez com Jó, a fé das pessoas crentes e tementes a deus.

Talvez aqui finalmente a fé e a razão deixem de ser incompatíveis e se unifiquem na forma mercadoria. Fé e razão, cada vez mais instrumentalizadas, se encontram para transformar as consciências mais desavisadas em suporte material de argumentos fantasiosos, que beira ao ridículo, tal como esse da senhora Carol.

Este ato é tão violento, quanto as violências físicas sofridas pelos torcedores de futebol no Brasil, que nos últimos dez anos, saiu do terceiro para o primeiro lugar em número de óbitos referentes a confrontos entre torcedores, um fenômeno que vem se ampliando a cada ano que passa.

Mas isso é assunto para uma outra postagem. Por enquanto, fica aqui o meu protesto contra o testemunho cínico da futura pastora da sucursal da Igreja renascer na Espanha, a senhora Caroline Celico, esposa do jogador Kaká.

Só mesmo mentes tortas para poder acreditar em tamanha sandice, professada por alguém que pode muito bem ser taxada de criminosa, pois embotar consciências é, também, um ato criminoso tão vil, quanto ceifar vidas de simples torcedores.