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domingo, 14 de outubro de 2012

Mudou o Brasil?

Até onde eu sei, o menino pobre que mudou o Brasil foi o senhor Luiz Inácio LULA da Silva. Mas como a Revista VEJA, representante mor da imprensa golpista nacional nutre um ódio de classe e dissemina o antilulapetismo, nunca o mesmo apareceria na capa com esta chamada, ainda mais em letras garrafais. E o que é mais estranho...esta revista é a mesma, a mesma mesmo que vem semanalmente escrevendo contra a Lei das Cotas. Contradição? Só para quem acredita em papai noel e duendes.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Imprensa Golpista

Manipulação, inversão, unilateralismo, confusão. Assim age o Partido da Imprensa Golpista. Não se enganem. Ele está  a todo o vapor hoje e fará tudo para continuar a fazer mais e sempre do mesmo. Manipular, inverter, unilateralizar, confundir a opinião pública apresentando como universal os seus interesses particulares.



O nosso país, o Brasil, vive um momento muito rico de possibilidades manipulatórias. Seremos pelo menos nos próximos 5 anos, palco de muitos eventos que mexem com nossas emoções, os megaeventos esportivos. Esses são e serão pratos cheios para a ampliação dos elementos falsificadores da realidade social. Estejamos atentos para o que ocorre no nosso país e nos vizinhos, eis o caso do Paraguai que não nos deixa mentir, pois só aparentemente eles não têm relações.

O Brasil pode se tornar um circo romano. Mas a época é outra. Temos instrumentos para poder fazer prevalecer a verdade factual, republicana, a única capaz de universalizar o estado democrático de direito de horizonte tão distante para os nossos hermanos e nós próprios. Mas podemos inverter esta lógica nos organizando politicamente em direção a socialização dos meios de produção da vida, onde a mídia é uma das expressões, talvez, no momento, das mais hegemônicas.

O vídeo colado nesta postagem demonstra muito bem o perigo da imprensa unnilateral e da concentração dos medias nas mãos de poucas famílias. Não podemos deixar isso prevalecer.

domingo, 25 de julho de 2010

Mídia, ideologia e esporte

Estive em Fortaleza no último dia 21 de julho, quarta-feira, participando de uma mesa cuja a proposta era discuti as política de mega-eventos dos governos federais e estaduais junto aos alunos e professores de educação física que participavam do seu XXXI Encontro Nacional. A mesa foi em um ginásio de esportes do curso de educação física da Universidade Federal do Ceará, Campus do PICI. Presentes em torno de 600 participantes, num total de quase mil.

A parte que me cabia, sugerida pela ementa que me foi enviada pela Comissão Organizadora, dizia respeito a "fazer uma crítica aos meios de comunicação e sua influência na opinião pública, perpassando pela discussão de ideologia, controle social, poder e comunicação no que se refere à Copa do Mundo de Futebol e Olimpíadas no Brasil. Trazer elementos para a discussão sobre a manipulação das informações e como a mídia burguesa contribui para formar opinião e transmitir valores".

Iniciei conceituando mídia e situando a mesma, me valendo do Venício Lima, como um partido político, já que a mesma: a)constrói a agenda pública; b) gera e transmiti informações políticas; c) fiscaliza as ações de governo; d) exerce a crítica das políticas públicas e e) canaliza as demandas da população. (LIMA, 2006, p. 56).

Esses elementos são preocupantes, já que alguns indicadores apontam que somente um de cada brasileiro entre 15 e 64 anos conseguem entender as informa~ções de textos mais longos e relacioná-los com outros dados e 30% dos brasileiros podem ser considerados analfabetos funcionais ou "alfabetizados rudimentares" que não conseguem, por exemplo, entender as orientações escritas por um médico.

Por que preocupante? Porque simplesmente 58% dos brasileiros declaram ter na televisão sua principal fonte de informação política (Vox Populi, 2006). Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2008, indica que 95,1% dos domicílios brasileiros possuem aparelho de televisão. Portanto, podemos dizer que os brazukas tem na televisão o seu principal veículo de informação e se consideramos que a mídia, principalmente a televisão tem uma relação de pertencimento com o esporte, onde um não vive sem o outro, e considerando que o mesmo agrega valor substantivo aos produtos "colados" ao mesmo, podemos raciocinar na direção de que é muito pouco provável de que a mídia terá uma avaliação isenta sobre os chamados mega-eventos, colocando para a população de uma forma geral os pontos positivos e amenizando os negativos dos eventos Copa 2014 e Olimpíadas 2016.

Aqui entra a questão da ideologia. Se utilizando de uma das manobras do discurso ideológico, a generalização de casos particulares, as diferentes mídias e fundamentalmente a televisa, procura apresentar casos particulares de experiências exitosas, como as Olimpíadas realizadas na Espanha, para justificar a importância dos eventos e promover o consenso no conjunto da população.

Esquecem ou se omitem, ou se utilizam de uma outra estratégia ideológica (o discurso lacunar), de apresentarem estudos já realizados e que apontam interesses corporativos pelos mega-eventos, situando o mesmo como um movimento mais do que necessário, em função das crises estruturais do sistema, de reprodução do capital e de que os dados apontam que os benefícios estruturais colados aos eventos para justificar mais uma vez os mesmos poderiam muito bem serem materializados independentes da Copa e das Olimpíadas e com um custo muito menor. Custo esse que, embora orçado atualmente em 24,6 bilhões de dólares (só a Copa, ok?) tem uma projeção orçada em 100 bilhões até o final do evento.

O esporte, principalmente o futebol, entra nesta dinâmica como um elemento mediador, entre tantos outros, que potencializam os processos ideológicos da classe burguesa, catalizando desejos e valores na direção dos seus interesses de classe, operando inversões da realidade, desenvolvendo processos de fetichizações através do reinado das coisas e promovendo a alienação.

Tipos ideais de modalidades esportivas são apresentados, sem nenhuma consistência no real. O próprio discurso esportivizante da escola pública como base para formar atleta esquece de mencionar o sucateamente da mesma e a carência, só no Estado da Bahia, de mais de 80.000 (oitenta mil) professores na rede, enquanto o governo federal retira 28 bilhões do orçamento para a educação. O discurso que promove o volutarismo através do esporte esquece de mencionar o necessário papel do Estado no desenvolvimento de políticas para o público, colocando, no cidadão comum, a responsabilidade em sanar as lacunas do sistema.

Outra questão que podemos mencionar é a apresentação, no discurso ideológico via televisão, do esporte como receita e remédio para todos os males da sociedade. A droga tá correndo solta na comunidade? Esporte. As crianças estão violentas? Esporte para canalizar essas energias raivosas. Além do mesmo poder, de lambuja, promover a ascensão social, afinal de contas, quantos marginalizados socialmente não modificaram o seu status quo pelo esporte?

Como estratégia de resistência a esse discurso ideológico promovido pela mídia, precisamos saber dialogar com a população, disseminando informações poucos conhecidas. De nada adiantará um discurso raivoso, negativista, não dialético em relação aos mega-eventos. Aproveitar do que dizem que precisam fazer como melhoria estrutural necessária para sediar o evento e pressionar para que se cumpra de forma transparente é uma possibilidade. A questão da MOBILIDADE URBANA, DE HABITAÇÃO, MELHORIA DOS TRANSPORTES PÚBLICOS, entre outros, interessam à todos nós e podem ser elementos importantes para mobilizarmos a população para além dos megaeventos esportivos.