quinta-feira, 12 de junho de 2014

Trio pé de serra, quadrilha junina e samba de côco

Uma amiga sergipana lembrou algo interessante em relação as ações do poder público para recepcionar as seleções que embarcaram nos diferentes estados do Brasil.

Em Aracaju, por exemplo, a seleção da Grécia foi recebida com roda de capoeira. Ironicamente, ela observou: "acho que todos os trios pé de serra estavam ocupados, as quadrilhas juninas de férias e o samba de côco foi passear em outros cantos".

Pois é. As expressões mais genuínas da cultura da região foram silenciadas.

Uma pena.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Vila Olímpica Cardosão


Amanhã a Câmara Municipal de Itabuna votará a denominação da Vila Olímpica da cidade. Na proposta está o nome do professor Everaldo Cardoso Silva.

Uma homenagem mais do que justa a este homem que foi secretário de educação por 10 anos, vereador por três legislaturas, duas em que assumiu a presidência da casa. Professor de Francês, Português e Educação Física nas escolas estaduais e um excelente pai.

Primou por valores republicanos em toda a sua vida dentro e fora dos partidos em que militou: MDB, PMDB e PDT. Professor Cardoso, como era conhecido, estará sempre presente na memória dos grapiúnas.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Mercado paralelo: ao hexa Brasil!!!

Confesso que não me esforcei muito para comprar ingresso que permitisse assistir um jogo ao menos na Arena Fonte Nova. Até tentei. Cheguei a me cadastrar no site oficial da FIFA logo no início, mas não obtive sorte.E como não estava animado para o evento, fiquei acomodado com a situação.

Por vezes, muito mais pelo meu filho do que por mim, falava aqui e acolá com alguns colegas sobre o interesse em adquirir ingresso. Mas nada de concreto.

Com a proximidade do evento, e o envolvimento quase automático com o mesmo, passei a procurar com mais afinco. Um cunhado de Porto Seguro também me pediu para ver se conseguia comprar alguns ingressos e assim passei de maneira mais sistemática a procurar o que poderia chamar de refugo. Ainda assim valeria a pena. Até a esposa começou a se interessar.

Descobri então que agora só no chamado "Mercado Paralelo". Nesse tal mercado, o que poderia te custar R$ 350,00 (trezentos e cinquenta reais), passa a R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais). É isso mesmo. O preço pode chegar a mais de 10x o valor inicial.

O negócio agora é arrumar a festa com os amigos. Descolar uma dessas organizadas com direito a cerveja gelada, tira gosto e um bom telão para acompanhar os jogos do Brasil e das outras seleções.

Quero ver bom futebol. De quebra, o hexa brasileiro.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Referência

Mais uma obra que será lançada em junho sobre os megaeventos, principalmente a Copa e as Olimpíadas.


Essa, assim como outras, é indispensável para compreendermos os nexos e as relações que envolvem o fenômeno esportivo no atual modo de produção do capital.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Mais um elefante branco? - Parte 2

No mês de janeiro do corrente ano, escrevi uma postagem neste espaço intitulada: "Mais um elefante Branco?". Falava sobre um ginásio que fica na rodovia da "linha verde" do lado sergipano, na cidade de Indiaroba.


Observava na postagem que alguma coisa parecia que iria acontecer com aquela estrutura que sempre me levava a pensar sobre os "elefantes brancos" construídos pelos poderes públicos em diferentes cidades do nosso país.

Fui percebendo que algo estava acontecendo. A estrutura que lá estava há anos, abandonada, começava a sofrer as ações dos "pedreiros" que lá trabalhavam.
 

Fiquei contente. Parei o carro, conversei com um morador que habitava na casa defronte ao ginásio e suas palavras também denotavam contentamento.

No último mês de abril, lá pelo dia 21, passei novamente pelo local. No lugar das estacas antes vistas, nós encontramos muros e as faixas que existiam saíram (restando apenas uma) e foi colocada uma grande placa informando, entre outras coisas, o valor da obra, pouco mais de quatrocentos e quarenta e sete mil reais e o tempo da mesma, cento e oitenta dias.
 
 
Resta saber se esse tempo conta desde a colocação da placa - que eu não sei quando foi - ou desde o início das obras, que ocorreu lá em janeiro e que, portanto, mais de noventa dias já passaram.
 
Caso seja essa a referência da contagem do tempo, pouquíssimas coisas foram feitas. Será que mais noventa dias seria suficiente para a conclusão das obras?
 
Tenho minhas dúvidas.