Em países com democracia madura e substantiva é comum editorialistas de grandes jornais se posicionarem politicamente em momentos decisórios importantes, como no caso de eleições presidenciais, por exemplo.
Os editoriais e as abordagens das notícias de uma maneira geral tornam-se ferramentas importantes, balizando o debate republicano, franco e fraterno, onde as divergências são respeitadas e os posicionamentos políticos são (ou deveriam ser) demonstrados com base na realidade factual.
Recentemente a revista Carta Capital externou, em editorial do Mino Carta, o seu posicionamento, apoiando a candidatura da Dilma Rousseff e fez de maneira inteligente, demonstrando os pontos fortes e fracos (que deverá ser atacado em uma possível recondução ao cargo, caso as correlações de força a favoreçam) do governo do PT.
![]() |
| Imagem retirada do site Casa dos Focas |
Infelizmente, essa não é a tônica da imprensa nacional hegemônica. Além de muitas se posicionarem, na prática, em favor deste ou daquele candidato, seus editorialistas e suas abordagens jornalísticas são protegidas pelo falacioso, para não dizer sofismático, argumento da "isenção" e/ou "imparcialidade" sobre os fatos apresentados.
Em nome desta tal "imparcialidade" e "isenção", eles omitem e distorcem a realidade com contorcionismos ideológicos de fazer inveja aos artistas do Circo de Soleil.
São por essas e outras que defendo a democratização da mídia. Entendo que isso seria muito saudável para o desenvolvimento e ampliação da nossa república, inibindo as inúmeras performances não condizentes com a prática de um jornalismo sério.
Infelizmente, pelo que venho analisando das propostas dos principais candidatos ao mais alto posto da representação pública de um Estado, elas não apresentam uma plataforma clara, confiável e factível da sua materialização.
