quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O que está havendo com o CNPq?

Pelo terceiro ano consecutivo (2011, 2012 e 2013) é negado, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), uma bolsa produtividade à professor Celi Taffarel.

Quem a conhece sabe, perfeitamente, a sua capacidade de trabalho, que vem sendo desenvolvido há mais de 20 anos, não só na pesquisa mas, também, na extensão e no ensino, tanto na graduação como na pós-graduação latu e strictu senso, orientando mestrandos, doutorandos, bolsistas de iniciação científica entre outros.

Podemos contar, em seu conjunto, atualmente, para mais de 50 acadêmicos oriundos de diversas universidades do país que concluíram, sob a sua orientação, dissertações e teses, muitas transformadas em livros que auxiliam na formação humana dos graduandos dos cursos de Educação Física existentes nas Universidades brasileiras. O impacto deste movimento, apenas, já daria condições para a doutora adquirir a bolsa pleiteada.

Mas alguns podem pensar que esta avaliação é muito subjetiva. É uma constatação emotiva de um ex orientando da Celi Taffarel. Mas não é, afirmo e reafirmo. Pois agindo assim, estaria indo de encontro as suas orientações quando do desenvolvimento da minha tese.

No entanto, para que não fique nenhuma dúvida, vou me valer dos dados levantados pelo pesquisador Wagner Santos Santana, bolsista de Apoio Técnico Científico que trabalha em uma das maiores pesquisas encomendadas pelo Ministério dos Esporte, o Diagnóstico Nacional do Esporte, não por acaso, coordenada pela professora Celi Taffarel.

Esses dados são importantes por demonstrarem, de maneira objetiva, que os professores e professoras que concorreram a mesma bolsa produtividade, muito embora tenham no computo geral pontuações inferiores de produtividade aos da professora Celi Taffarel, os mesmos foram beneficiados.

Inicialmente apresento os ítens que são considerados pelo CNPq. Itens esses comuns para todos os pesquisadores. São eles: a) orientações concluídas de mestrado; b) orientações concluídas de doutorado; c) trabalhos publicados em anais de eventos; d) resumos publicados em anais de eventos; e) artigos completos publicados em periódicos; f) livro ou capítulo; g) apresentações de trabalho; h) trabalhos técnicos e i) outras.

Considerando os itens elencados acima, a professora que teve a sua solicitação de bolsa produtividade negada, computou o total de 1, 086 (hum mil e oitenta e seis) pontos. Uma outra professora, conhecida pelas suas publicações no âmbito da educação física escolar, notadamente às de implicações para as práticas pedagógicas e que teve o seu pedido de bolsa produtividade aceito, computou apenas 713 (setecentos e treze) pontos.

Uma outra professora, esta graduada em fisioterapia, obteve o total de 380 (trezentos e oitenta) pontos e teve o seu pedido de bolsa produtividade aceito, o que ocorreu também com um professor, este graduado em educação física e que alcançou a assombrosa pontuação de número 99 (noventa e nove). Dez vezes menos do que a professora Celi Taffarel.

Esses são apenas três exemplos de um total de 42 pesquisadores, todos da Área 21, que conseguiram a bolsa produtividade. Nenhum deles. Atenção por favor. Absolutamente nenhum desses doutores tiveram pontuações iguais ou superiores a da professora Celi Taffarel. Tendo muitos desses obtidos pontuações irrisórias se comparadas a da professora.

Nesse momento a professora está recorrendo. Mais uma vez, na luta não pelo direito dela, apenas. Mas por um direito que é de todos os pesquisadores, que é de ter o seu trabalho reconhecido quando o mesmo é colocado em apreciação nos órgãos de fomento de pesquisa científica.

No cotidiano, na prática social concreta, o trabalho da professora Celi Taffarel já é, por demais, conhecido. Nacional e internacionalmente, como comprova a coordenação, por ela desenvolvida, dos convênios feitos com Portugal, Cuba, Itália e Alemanha.

No entanto, independente desse reconhecimento socialmente referenciado, é preciso buscar a justa medida do trabalho. Em sociedades republicanas esse reconhecimento também se dá na observância das leis elaboradas em contexto democrático e que mesmo reconhecendo sua limitação, devem ser considerados os elementos objetivos por este sistema elaborado.

Diante do exposto, entendemos que os mesmos não estão sendo observados há, pelo menos, três anos. E por isso, exigimos explicações. Nós, professores, pesquisadores, estudantes, militantes, perguntamos o que está havendo com o CNPq e exigimos explicações do mesmo, órgão maior de fomento da pesquisa científica deste país.

A professora Celi Taffarel não está sozinha. Vários pesquisadores de diferentes universidades dos estados de Sergipe, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Bahia, federais e estaduais deste país se solidarizam ao pleito da professora e solicita a reconsideração, por parte do CNPq, do indeferimento relativo a concessão da bolsa produtividade à professora, doutora, Celi Taffarel.

Por fim, pontuamos que o seu caso não é particular, como talvez possa parecer. Mas trata-se da luta por uma política de fomento às pesquisas socialmente referenciadas, notadamente no norte e nordeste deste país.

Mais um elefante branco?

Uma imagem que sempre me coloca para refletir sobre a situação do esporte no país é a de um certo ginásio que fica na rodovia que liga a linha verde da Bahia a linha verde de Sergipe, logo após a entrada da cidade de Indiaroba.

Foto tirada no mês de junho do ano passado
Em junho do ano passado o ginásio continuava ali me instigando, afirmando que a política esportiva do país era para pouquíssimos, voltada única e exclusivamente para os chamados atletas de ponta, embora nesse aspecto também tenhamos sérios problemas de estruturas e equipamentos, diga-se de passagem.

Na verdade não há preocupação efetiva com o que chamamos e defendemos de democratização do esporte. Este se torna um valor exclusivo para os que podem acessar no plano privado ou, quando muito, nas instituições particulares de ensino.

E nas escolas públicas? Perguntarão. É possível, mas em sua grande maioria, existe o monopólio do futebol. A vivência do esporte fica prejudicada por isso e, sobretudo, pela falta de estrutura pedagógica e física do espaço. O esporte precisa ser compreendido não apenas como uma determinada modalidade, mas, sobretudo, como um fenômeno sócio-histórico.

Mas voltando ao ginásio. Ele ainda me leva a refletir, pois o mesmo ainda está lá como um "elefante branco" feito de concreto, ocupando a paisagem sergipana. Com uma diferença. No início deste mês, estacas foram colocadas ao seu redor e faixas de agradecimentos foram fixadas nas paredes pinchadas e já bastante maltratadas pelo tempo e desuso do equipamento esportivo.

Quando deparei com esta simples modificação da paisagem, fiquei animado. Parei o carro no acostamento e perguntei a um morador da localidade, residente de uma casa defronte ao ginásio, senhor Nhô, se havia algo ocorrendo por ali. Ele disse que sim. Afirmou que existem algumas intervenções sendo feitas e assegurou que as obras começarão para valer no próximo mês de fevereiro.
Foto tirada em 14 de janeiro deste ano
Passei pela localidade segunda-feira, dia 27, retornando de Aracaju onde fui buscar meus filhos que passavam férias com a avó e pude constatar que mais do que estacas e faixas existiam homens trabalhando. Alguns juntavam entulho e outros carregavam pedras para o interior do ginásio. Isso me deixou animado, otimista que ao menos o espaço iria realmente ser reformado. Fevereiro tinha, então, se antecipado.

Mas, meu otimismo não é alimentado pela ingenuidade. Essa dinâmica não significa que mudou a forma do Estado compreender a política esportiva. Podemos melhorar a estrutura, é um passo importante, mas é preciso haver projetos de utilização, políticas efetivas de formação humana via esporte e lazer nas cidades.

O equipamento é parte desse processo. Nada mais. O Estado precisa perguntar o que fazer com os mesmos, como utilizá-lo, quais os objetivos, as estratégias de ocupação, etc, etc, envolvendo toda a comunidade nesse debate.

Do contrário, teremos mais um "elefante branco". Reformado, "novinho em folha" mas...um "elefante branco".

sábado, 18 de janeiro de 2014

Melhor do mundo

"Foi-me dito pelo meu presidente para votar em Ronaldo para ajudar Blatter limpar a sua imagem como um símbolo de apreciação por trazer a copa do mundo aqui". (Al Zarra Fahad. Técnico do Catar).

Simples assim.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Jacuipense inova

Já tinha pensado nessa possibilidade. Com tantos aplicativos sendo usados para várias atividades, por que não um que permitisse a escalação de um time de futebol por parte do torcedor?

Pois é. O Jacuipense, time da cidade de Riachão do Jacuípe, na Bahia, adotou este aplicativo e foi mais além do que eu tinha pensado, permitindo que o torcedor não só escale o time, mas também, participe de maneira que ganhe prêmios pela performance dos jogadores escalados por ele pelo aplicativo de nome Total Choice.

Parabéns ao Jacuipense pela iniciativa.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Ronaldo é um mafioso?

Em 2013 um dos comentaristas esportivos mais polêmicos da televisão brasileira fez uma denúncia sobre o ex-jogador Ronaldo "fenômeno" muito séria e que teve pouca repercussão na mídia.


Caso você queira saber quem é este comentarista e maiores detalhes da denúncia, clik na imagem abaixo e deixe seu comentário sobre o que o jornalista pensa do atual embaixador da copa.