O senhor Nuzman é o mesmo homem que deixou o senado federal a ver navios quando da tentativa de sabatina sobre o Pan-americano do Rio-2007 por parte dos senadores da república. Após falar sobre o evento e deitar louros sobre o mesmo, se vangloriando na companhia do seu eterno sorriso no rosto, retirou-se alegando ter coisas mais importantes para fazer naquele momento do que responder, dá satisfação à República brasileira sobre o evento.Na entrevista, embora acumule os dois principais cargos do esporte olímpico nacional, Nuzman diz que "O COB não tem atletas e nem forma atletas", frase repetida inúmeras vezes durante o tempo que durou a entrevista, como quisesse transformar em verdade esta frase retórica, pois se é factível que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) não tem atletas e nem tampouco forma os mesmos, pela sua razão intrínseca, o mesmo é responsável em repassar os recursos oriundos das loterias federais para as entidades responsáveis em desenvolver projetos de detecção, formação e aperfeiçoamento de atletas das diferentes modalidades representadas pelas diversas confederações existentes. O que o torna, no mínimo, co-responsável pelo sucesso ou fracasso do desenpenho brasileiro nas competições Olímpicas e Para-olímpicas.
Se isso já não bastasse para impedir que o Nuzman retire o seu braço da seringa esportiva, é importante lembrar que a entidade que o mesmo preside há nada mais que 10 anos, gere as verbas do desporto escolar e universitário, grandes centros de captação de recursos humanos, desde 2001.
Falando em gerenciamento, tudo indica que o Nuzman não acredita na capacidade de gestão dos chefes das confederações brasileiras, os mesmos que o apoia desde sempre. Questionado pela jornalista sobre a responsabilidade do COB em ter projeto olímpico para buscar ajudar o esporte que distribuem mais medalhas, ele saiu-se com essa: "Sim. É o que estamos procurando fazer. (...). Eu topo o seguinte desafio: acaba com as confederações e eu dirijo tudo, mas não acho justo me cobrarem por um trabalho que não é meu".
Vejam só. Parece que Nuzman está mandando um recado muito claro para todos nós. Mesmo com toda essa dinheirama pública sendo gerenciada pelo COB e pelos presidentes das confederações esportivas nacionais, que recebem patrocínios polpudos do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, Petrobrás entre outros, seremos um fiasco em 2016. E aí...bem, neste caso, a culpa não é minha, entende? São dos maus gestores que sempre me apoiaram, sempre estiveram à frente das entidades com o meu aval, sempre votaram em mim, confiaram em mim, me perpetuaram no poder, mas daí a ter culpa pelo fracassso, repito, "não acho justo me cobrarem por um trabalho que não é o meu".

