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sexta-feira, 26 de maio de 2023

Perda de pontos por racismo

Nesta quinta-feira (25.05), o presidente da La Liga, Javier Tebas, concedeu uma entrevista coletiva para falar sobre os casos de racismo contra o Vini Jr. e no futebol espanhol, de forma geral.

Na ocasião, Tebas falou sobre o protocolo de punições para injúrias raciais na liga nacional e considerou que seria “bom pensar” sobre a perda de pontos como medida para coibir esse tipo de situação.

“O protocolo é a conduta que deve ser tomada pelas autoridades esportivas, que são os árbitros. O que existe é bom. Na Espanha, a sanção de tirar pontos não existe como na Inglaterra. Seria bom pensar sobre esta medida”, afirmou.

Matéria completa AQUI.

terça-feira, 23 de maio de 2023

Patrocinadores de La Liga se posicionam sobre caso de racismo contra Vini Jr

Getty Images

Empresas que patrocinam Campeonato Espanhol estão sendo criticadas pela demora em cobrar um posicionamento firme da La Liga.

Desde que mais um caso de racismo contra Vini Jr foi registrado, membros da opinião pública e o próprio brasileiro têm pedido uma postura mais firme dos patrocinadores de La Liga. Na visão de todos eles, as empresas estão sendo coniventes com o racismo sofrido por Vini nesta temporada.

O GE entrou em contato com todas as empresas que patrocinam a La Liga. Algumas delas finalmente se posicionaram em favor do brasileiro.

Veja as empresas que patrocinam a La Liga

Puma;
Santander;
Microsoft;
socios.com;
EA Sports;
Mahou;

Apenas Puma e Santander se posicionaram

Segundo o GE de todas as empresas procuradas pela reportagem, apenas duas se manifestaram sobre o racismo sofrido por Vini Jr: a Puma e o banco Santander.

“Na PUMA, não toleramos racismo e condenamos qualquer forma de discriminação. Nos solidarizamos com Vinícius Júnior e toda a comunidade do futebol ao condenar os eventos de ontem [domingo]”, diz a nota da empresa de material esportivo.

“O Santander repudia veementemente qualquer manifestação de preconceito ou racismo”, informou o banco, que há um ano anunciou que não renovará o contrato de patrocínio com a La Liga.

Matéria original do jornalista Matheus Brum, AQUI.

Caso Vini Jr

Os três torcedores presos em Valência por insultos racistas contra Vinicius Junior no estádio Mestalla foram liberados pela polícia espanhola.

Os torcedores espanhóis com idades entre 18 e 21 anos foram liberados com a obrigação de comparecer em tribunal.

A Polícia prendeu os torcedores sob a acusação de crime relacionado ao exercício dos direitos fundamentais e das liberdades públicas.

A investigação contou com a colaboração do Valencia, e ainda está aberta para identificar outros possíveis autores.

A informação é da TVE, maior grupo audiovisual da Espanha.


A Polícia da Espanha informou que, no total, sete torcedores foram presos na manhã de hoje. Três deles pelos insultos racistas na partida entre Valencia e Real Madrid, e os outros quatro pela simulação de enforcamento com um boneco que usava a camisa de Vini Jr em janeiro deste ano.

Os quatro presos por causa do boneco que fazia referência ao atacante têm ligações com torcidas organizadas do Atlético de Madri e são jovens de 19, 21, 23 e 24 anos.

Os outros três detidos em Valência foram liberados após prestarem depoimento.

Retirado do UOL-FOLHAPRESS

domingo, 21 de maio de 2023

Caso Vini Jr: Lula determina que governo brasileiro notifique autoridades da Espanha


Ministério da Igualdade Racial, por ordem do presidente da República, instará governo espanhol após reiterados episódios de racismo contra o jogador do Real.

O horrendo caso de racismo (repetitivo) contra o jogador Vinicius Junior, do Real Madrid, durante uma partida pela 35ª rodada do campeonato espanhol, ocorrido neste domingo (21), segue gerando repercussões e desta vez quem entrou na parada foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O atleta, em reação dura, cogitou até mesmo deixar aquele país europeu.

O chefe de Estado brasileiro, que está no Japão, onde ocorreu a reunião do G7, determinou ao governo que chefia que notifique as autoridades públicas da Espanha, exigindo explicações e providências. A ordem foi passada ao Ministério da Igualdade Racial, comandando pela ministra Anielle Franco.

“Repudiamos mais uma agressão racista contra o Vinicius Junior. Notificaremos autoridades espanholas e a La Liga. O governo brasileiro não tolerará racismo nem aqui nem fora do Brasil! Trabalharemos para que todo atleta brasileiro negro possa exercer o seu esporte sem passar por violências”, diz o comunicado do Ministério da Igualdade Racial.

A própria chefe da pasta foi às redes sociais para protestar contra o descaso dos organizadores da competição, a La Liga, assim como falta de medidas para coibir ações do tipo contra o cidadão brasileiro, que já foi atacado dezenas de vezes, sem que qualquer providência dura e efetiva tenha sido tomada.

“Inaceitável! O peito chega apertar de tanta indignação! Até quando teremos que lidar com isso!? Chega de racismo!!!!!!!!!”, postou Anielle.

Publicação da Revista Fórum.

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Lei Geral do Esporte

O Senado aprovou o projeto da Lei Geral do Esporte, que estabelece a regulamentação da prática desportiva no Brasil em um único texto legislativo. Após diversas tentativas e adiamentos, o projeto foi aprovado e agora segue para sanção presidencial.


O projeto prevê punições para as torcidas organizadas por condutas discriminatórias, racistas, xenófobas, homofóbicas ou transfóbicas. Torcedores podem ser impedidos de comparecer a eventos esportivos por até cinco anos.

A versão aprovada pelo Senado, que rejeita parte das mudanças feitas pela Câmara, traz um novo marco regulatório com mais de 200 artigos, reunindo dispositivos de diversas leis que tratam do esporte e revogando várias delas.

A relatora do texto, a senadora Leila Barros (PDT-DF), citou avanços como a participação da sociedade civil no Conselho Nacional do Esporte, a valorização das mulheres tanto nas premiações quanto na direção da atividade esportiva, a definição clara dos direitos e deveres de atletas e organizações, a transparência no uso dos recursos públicos e a promoção da paz, da segurança e da tolerância no ambiente esportivo.

Leia mais AQUI!!!

domingo, 26 de março de 2023

Nelson Piquet é condenado em primeira instância por crime de racismo e homofobia

Por Riva

Em 2021, Nelson Piquet deu uma entrevista ao canal do YouTube motorsports talks. Em julho de 2022, ressurgiram nas redes sociais trechos da conversa em que Nelson Piquet fez comentários racistas e homofóbicos em relação a Lewis Hamilton. Em um dos comentários, Nelson Piquet diz o seguinte: "o Keke Rosberg? Era um bosta, não tinha valor nenhum. É que nem o filho dele (Nico, campeão mundial de 2016). Ganhou um campeonato........o "neguinho" - referindo-se a Lewis Hamilton - devia estar dando mais c☆ naquela época, aí estava meio ruim. 

A Associação Educafro, o Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo e a Aliança Nacional LGBTI+ foram os responsáveis pela iniciativa de apresentar a ação a Justiça. Na última sexta-feira, 24 de março, a 20a Vara Cível de Brasília publicou a condenação de Nelson Piquet por racismo e homofobia e vai ter que desembolsar R$ 5 milhões. A decisão foi em primeira instância e cabe recursos. 

O juiz Pedro Matos de Arruda disse o seguinte: "essa ofensa é intolerável. Mais ainda quando se considera a projeção que é dada quando é uma pessoa tão reconhecida e tão admirada como o réu. Assim, tenho que o dano moral coletivo está concretizado, porque houve ofensa grave aos valores fundamentais da sociedade".

Para o cálculo da multa, o juiz considerou uma doação que Nelson Piquet fez para a campanha de reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022, no valor de R$ 501 mil. De acordo com a decisão, como a Justiça Eleitoral limita o valor de doação a 10% dos rendimentos brutos do doador no ano anterior a eleição, Nelson Piquet teria arrecadado em 2021 ao menos R$ 5 milhões. O juiz considerou que o patrimônio do ex-piloto é superior a esse valor.

"Dessa forma, considerando que o réu se propôs a pagar mais de R$ 500 mil para ajudar na campanha eleitoral de um candidato à Presidência da República, objetivando certamente a melhoria do país segundo as suas ideologias, nada mais justo que fixar a quantia de R$ 5 milhões de reais - que é o valor mínimo de sua renda bruta anual - para auxiliar o país a se desenvolver como nação e para estimular a mais rápida expurgação de atos discriminatórios", disse o juiz Pedro Matos de Arruda. 

Nelson Piquet também foi punido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), pela Fórmula 1 e pela Fórmula E que emitiram nota em repúdio à fala do ex-piloto. Além da Mercedes, equipe de Lewis Hamilton, as montadoras Alpine, McLaren, Aston Martin e Ferrari também prestaram apoio a Lewis Hamilton, bem como colega de equipe George Russell e os rivais Charles Leclerc, Carlos Sainz, Lando Norris, Daniel Ricciardo e Esteban Ocon. 

A Fórmula 1 ainda decidiu banir Nelson Piquet do Paddock - espaço que abriga convidados nas corridas - de todas as etapas, segundo a imprensa britânica.