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quarta-feira, 10 de julho de 2024

Esporte e sociedade

Por Riva / 09 de julho de 2024 / terça-feira / 19h55

A popularidade do futebol brasileiro e o alcance em camadas mais pobres da população sempre foram um dos nossos grandes trunfos. Infelizmente, com o passar do tempo, o futebol brasileiro passou a ser um esporte mais elitizado. 

Hoje, para um jovem pobre conseguir jogar futebol é muito difícil. Claro que existem jogadores (exemplo: Vinícius Júnior) que se destacam pelo alto nível técnico e, nesse caso, a ascendência é inevitável. 

Mas, quando ganhamos um Vinícius Júnior perdemos vários talentos por falta de Políticas Públicas de Esporte e Lazer que oportunizam os jovens pobres a praticarem futebol.

Essa temática é longa, profunda e envolve a relação entre o esporte e a sociedade!

terça-feira, 4 de abril de 2023

Futebol e capitalismo informacional

O livroO valor da informação: de como o capital se apropria do trabalho social na era do espetáculo e da internet” é um livro da Editora Boitempo, da coleção Estado de Sítio. O livro está dividido em 4 capítulos, mais a introdução e a conclusão.

O capítulo 4 vai tratar do “capital financeiro e espetáculo: o controle do futebol por corporações midiáticas”. Subdividido em 6 partes principais (1- a sociedade espetacular; 2- novos regimes de apropriação capitalista; 3- relações sinérgicas entre futebol e mídia; 4- o lugar da TV “murada”; 5- economia política do futebol espetáculo e 6- considerações finais), o conteúdo apresentado é muito rico e precisa ser não só incorporado, mas analisado e aprofundado através de pesquisas por todos nós.

Eu vou procurar tratar deste tema aqui, assim que possível, me utilizando dessas subdivisões que a própria autora, Denise Moura (doutora em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e mestre em Letras pela Universidade Federal do Piauí) se utiliza para abordar essa discussão sobre o capital financeiro e sua influência no processo de espetacularização do futebol pela via das corporações midiáticas, que “(...) se consolidam como articuladoras do consumo, responsáveis por promover a realização do valor, materializado em produtos derivados do trabalho morto ou no próprio consumo de produtos originários do trabalho vivo, como uma partida de futebol”. (p. 221).

Fica, então, nossa dica de leitura de todo o livro. Pois os outros capítulos ajudam a compreender este movimento do “capitalismo informacional” que nos captura todos os dias via rede social.