domingo, 5 de agosto de 2012

A lógica olímpica

O Brasil segue ganhando medalhas nas Olimpíadas de Londres. Obviamente, não como o Comitê Olímpico Brasileiro gostaria para que não tenha que justificar, na volta, tamanho fracasso diante de tantos investimentos públicos. Falaremos sobre isso posteriormente. Para o momento, registro apenas que a previsão orçamentária para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, está na casa dos 24 bilhões de dólares.

Mas o que quero pontuar é outra coisa. O Brasil ganha medalhas e cai na classificação. Com sete medalhas no momento (27º), está atrás da Coréia do Norte (9º) e Cazaquistão (8º) que tem, respectivamente, 5 medalhas, duas a menos que o Brasil.

O que tornam estes países melhores classificados do que o Brasil no quadro de medalhas é o número de medalhas de ouro que eles ganharam. A Coréia tem 4 e o Cazaquistão, 5. A Rússia, que tem 8 vezes mais medalhas do que os coreanos e pouco mais de 6 vezes dos cazaquistaneses, está em 10º simplesmente porque tem uma medalha de ouro a menos do que a Coréia e duas a menos em relação ao Cazaquistão.

A lógica olímpica é esta. Não vale apenas competir. É necessário ser o primeiro nas competições.

Um comentário:

Ivone Maia disse...

competir é um modelo de pensamento e de ação...um paradigma como gostam os acadêmicos...e que dá suporte ao modelo de sociedade em que naufragamos atualmente.

Importa mais como educadores, podermos repensar esses modelos e decidirmos pelo projeto de sociedade que queremos ajudar a construir...e para mim uma perspectiva colaborativa, cooperativa se mostra bem mais profícua e interessante.

Fica a dica.
Abraços,
Ivone.