terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A Bahia orfã

Em dezembro último, um grande portal de notícias veiculou uma matéria que para nós baianos não é nenhuma novidade. Dizia que a cidade de Salvador com a implosão da Fonte Nova ficou órfã de ginásio, piscina e pista de atletismo.

Acrescento que ficou também com menos "educação", já que nas dependências do estádio também funcionava o Colégio Estadual da Fonte Nova.

Acrescento também que a orfandade em relação às diferentes modalidades esportivas não é uma situação específica de Salvador. Todo o estado sofre com este fenômeno.

Nos 460 quilômetros que separam a capital baiana da cidade de Itabuna, por exemplo, constatamos alguns campos de futebol estragados onde crianças, jovens e adultos praticam o seu "babinha" em condições para lá de precárias.

Torneios existem e podem ser observados nos finais de semana, principalmente nos domingos, graças as iniciativas e protagonismos dos seus moradores e da circunvizinhança, já que o poder público passa ao largo quando o assunto é democratização do esporte.

A mesma Bahia que se orgulha de ter entregue a primeira "arena" para a Copa do Mundo de 2014 que se ergueu das cinzas do antigo estádio, totalmente implodido (portanto uma "arena" construída do zero), é aquela que se arrasta desde 2010, para construir espaços públicos que permitam a prática de esportes para a população nas suas mais diferentes faixas etárias.

A Bahia está orfã. Não apenas Salvador. E sua orfandade não se resume às estruturas esportivas, mas a própria política pública de esporte e lazer.

6 comentários:

Delsuc Machado disse...

Excelente professor. Parabens. Um abraco.

Anônimo disse...

To cada vez menos empolgado com essa copa.ainda não vejo nada de positivo chegando até a gente.

Branco Almeida disse...

PERFEITO. CONCORDO COM TUDO

Elson Moura disse...

E, portanto, cabe questionar o poder público/PRIVADO: como a prática esportiva da Bahia poderá se beneficiar dos legados da Copa (pra nem falar em Olimpíadas)através da Arena - Itaipava- Fonte Nova? Seria cômico não fosse trágico. E isso é só o começo...

Jailson Baraúna disse...

Bom texto com muitas verdades.

Glóra disse...

Perto da escola que trabalho tinha um campinho de futebol, único espaço de lazer do meninos e meninas do bairro. Mas sabe o que aconteceu com o campinho???? Colocaram entulho nele quando da construção de um condomínio. Tiraram o único local que os garotos e garotas tinham para jogar o seu "babinha". A coisa tá cada vez pior. Uma desgraça!!!!!

Glória