segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Nova Fonte Nova

No que antes era piscina, resta o seco do cimento
No que antes era uma escola pública, resta colunas e concretos
No que antes era Balbininho, nem ninho, nem passarinho
No que antes era pista de atletismo, resta o resto e o cinismo

Nova Fonte Nova
Ergue-se sobre os mortos
Que o estado ignora
Templo do futebol? Apenas?
Não, serás também uma Arena


Arena de disputas vãs
Multiuso de clamores em uníssonos
No grito de gol
Efêmeras alegrias
Catarse das agonias

Nova Fonte Nova
Choramos a dor da ilusão
És o circo e a Romaria
Está faltando o pão



2 comentários:

Jordão Vieira disse...

Que linda poesia...show!
Retrato da realidade

Nathalya Santos disse...

Parabénss Professor! Muito boa!