segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Tá todo mundo doido!!!

Barack Obama, logo após ter sido agraciado com o Nobel da Paz enviou 14 mil homens para a guerra fabricada pelo seu próprio país contra o Iraque. Herança do Bush júnior, de quem 44% dos cidadãos estadunidenses já sentem saudades.

Tudo é possível nesse mundo maluco e para completar a doideira, o mesmo Obama, dez dias antes de receber o prêmio aludido acima, não satisfeito com o contingente de soldados no Iraque, que durante a sua campanha o próprio prometeu reduzir, mandou mais 30 mil homens, tudo justificado pela chamada "guerra justa". Para os fabricadores de consenso, nesse caso em especial, guerra é paz.

E o que dizer da classificação da seleção francesa para a Copa da África do Sul? Uma beleza. Aliás, muito coerente com o mar de lama que atola os times europeus, afundados que estão nas mais de 200 partidas fraudadas pela márfia do futebol, coisa que nós brasileiros conhecemos muito bem - e com certeza não lembramos - pois já tivemos (ou será que ainda temos?) a nossa surcusal, intitulada márfia do apito. Mas que fique claro que isso tudo não me surpreende, pois assim como o meu quase sempre inspirador Mino Carta, editorialista da revista Carta Capital, acredito que "o futebol é negócio sujo, dominado pela ganância e marcado pela lavagem de dinheiro".

Aliás, dinheiro mesmo foi o que Raymond Domenech ganhou com a "honrosa" classificação da França, uma bagatela de 826 mil euros (dois milhões e meio de reais, aproximadamente). Dinheiro com sabor de roubo. Os senhores dos anéis, das cuecas, das meias e panetones sabem bem o que é isso e já que estamos falando de dinheiro, nada melhor do que ouvir a economista Christine Lagarde, francesa, sobre o acontecimento: "Honra-se a camiseta da seleção com muito suor, embora haja quem cuide de comprá-la". Retórica? Talvez. Mas que soa bem aos meus ouvidos, isso soa. Ainda mais vindo de alguém que não é ativista, marxista, maluca, estressada, pedagogenta, utópica ou qualquer outro adjetivo a enriquecer os jargões dos fabricadores de consenso.

Voltemos ao meu inspirador Mino Carta:"A fraude do gol francês é algo mais que metáfora das mazelas do futebol, exprime, em geral, a desfaçatez e a prepotência de quem puxa os cordéis em todos os quadrantes. E a irresponsabilidade. Eis aí, a desfilar diante de nossos olhos, a encenação de Copenhague, onde se verifica que a bem dos países ricos, é melhor salvar os bancos do que floresta".

É melhor fazer a guerra, pois só assim teremos paz. É melhor ganhar, mesmo roubando, pois ganhar é o que interessa, o como é só detalhe. Entre floresta e capital...capital, é claro!

Continuemos com a doideira e reproduzamos os sempre bem vindos desejos de feliz natal, boas festas, um ótimo ano novo, pois fim de ano é isso, tudo aparentemente se renova, para logo depois, no primeiro dia do velho novo ano, os problemas retornarem com força total. Mas aí, estamos salvos de novo, pois depois do ano novo, vem logo o carnaval.

Completemos a loucura. Em nome da coerência não perdida, façamos uma corrente para a frente, torcendo para que a França seja a campeã do mundo no futebol em 2010.

7 comentários:

dado disse...

Wellington.... bem oportuno o seu comentario, principalmente em epocas de Panetone (arruda que o diga).
O que tenho a registrar, talvez revivendo um pouco sobre o assunto eh que ateh agora Maradona eh "enDEUSasado" pelo tal do gol irregular do Mao SANTA. APROVEITANDO.... Outro assunto. Por que serah que os melhores do mundo quase sempre estao jogando no Barcelona? coincidencias?
Parabens, mais uma vez, pela reportagem e como diz no texto.... vamos renovar nossas esperancas e FELIZ NATAL e um Prospero Ano Novo (frase de lancamento!).

Welington disse...

Olá, Dado. Bem lembrado o caso do Maradona´. Você também levanta uma questão importante, sobre os jogadores do Barcelona. Será que virou uma lavanderia, tal como queriam fazer com o Corinthians na época do Teves? Fiquemos atentos. Obrigado pela visita e pelo comentário. Outra coisa, de fórum íntimo, de irmão para irmão. Este final de semana o Serra Pelada, o escritório, a orla de itabuna ficaram mais pobres, pois o dadinho da bahia estava na cidade sol.

André Uzêda disse...

Loucura nociva, que assola e destrói o mundo quando recai contra instituições fudamentadas em uma maluquez saudável e extremamente positiva, como o próprio futebol.
Esporte este belo pela sua louca imprevissibilidade e louco pela sua paixão que nos faz despertar.

Parabéns pelo texto (e conjunto da obra).

Anônimo disse...

A "orla" itabunense te deixou bastante inspirado, Wel. Parabéns pelo excelente artigo.

ANÔNIMA

jenisson disse...

Pessoal para vermos como está todo mundo louco mesmo, correu ontem a notícia de que obama quer fazer um plano de saúde pública nos EUA, já tem a oposição chamando ele de socialista... tá todo mundo doido mesmo.
Jênisson, prof. Educação Física, Itabaiana-Sergipe.

Welington disse...

Olá, Uzêda. Prazer em tê-lo por aqui, companheiro. Anônima, não sei se já disse aqui, mas com certeza já disse em outros lugares. Se Jorge Amado fosse vivo e frequentasse a nossa "orla" ou, como o meu irmão Dado gosta de chamar, o escritório, ele com certeza escreveria um romance falando dos sujeitos pitorescos que lá frequentam. Aquele espaço é uma síntese da cidade. Por lá trafegam, se alojam, se batem, ricos e pobres, bêbados, sóbrios e não tão sóbrios assim, mulheres e homens a procura de aventura ou simplesmente em busca de uma cerveja gelada. Nas mesas, ao mesmo tempo que papos triviais ocorrem, acontecem também grandes debates. Nesse caldo, pergunto, como não ficar inspirado?

Welington disse...

Jenisson, o processo de privatização do setor de saúde estadunidense tá bem explicado no documentário do Michael Moore, intitulado SICKO: SOS SAÚDE. O mesmo inclusive foi indicado para o Oscar de 2008 na categoria melhor documentário. Recomendo todos assistirem pois embora trate de forma específica do sistema estadunidense, nos ajuda a entender o sistema de saúde em alguns países e suas diferenças. No Canadá, por exemplo, o próprio hospital tem um caixa não para cobrar do paciente, mas para ajudá-lo no seu retorno para a cada em segurança, dando dinheiro para o táxi, é mole? E em Cuba? Esta foi a parte mais sensacional do documentário para mim. Os bombeiros que trabalharam nos escombros do Word Trade Center só puderam ser tratados gratuitamente dos problemas respiratórios em Cuba, comprando por apenas alguns centes de dólar os remédios necessários ao tratamento, que no próprio país do Obama custavam o "olho da cara". Todos deveriam assistir esse documentário. Fica aqui como sugestão para final/início de ano.